sábado, 27 de fevereiro de 2010

Projeto SARA Suborbital - Novo Contrato Assinado


Olá leitor!

Outro contrato de serviços este relacionado com o "SARA Suborbital" foi assinado no final de dezembro do ano passado. Abaixo segue o extrato desse contrato disponibilizado pelo Diário Oficial da União (DOU).

Duda Falcão

CONTRATO DA SARA SUBORBITAL

EXTRATO DE CONTRATO Nº 27/2009

Nº Processo: 67720011160200976.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA
CNPJ Contratado: 96238134000114.
Contratado: CENIC ENGENHARIA INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA.
Objeto: Serviços técnicos especializados para desenvolvimento de modelos gerais do Veículo SARA Suborbital.
Fundamento Legal: art. 25, inciso II da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/01/2011.
Valor Total: R$ 4.872.769,61.
Data de Assinatura: 30/12/2009

(SICON - 18/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - 19/02/2010

Comentário: Como o leitor mais atento pôde notar através do blog (veja as notas Programa VLS - Novos Contratos Assinados , Programa VLS - Outros Contratos Assinados , Contrato Assinado com a FUNCATE é Sobre o MFPL L75) vários contratos do "Comando da Aeronáutica" relacionados com o PEB foram assinados nessa data de 30/12/2009. Quanto ao contrato acima, o seu período de vigência faz o blog desconfiar que o vôo da SARA Suborbital pode não se realizar em dezembro desse ano como estava previsto. Vamos aguardar os acontecimentos.

TV Câmara Apresenta Série Especial Sobre o PEB


Olá leitor!

Como o blog havia anunciado anteriormente (veja a nota Política Espacial Brasileira na TV Câmara) a TV Câmara apresentou durante essa semana uma interessante série especial de vídeos sobre o “Programa Espacial Brasileiro”, mostrando suas dificuldades, soluções e perspectivas futuras. Abaixo o blog apresenta esses vídeos para o leitor que ainda não teve a oportunidades de assisti-los. Bom divertimento.

Duda Falcão

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Os Desafios do Programa Espacial Brasileiro
Jornal Câmara Hoje - TV Câmara - 22/02/2010

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Problemas Financeiros
Jornal Câmara Hoje - TV Câmara - 23/02/2010

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Foguetes X Quilombolas
Jornal Câmara Hoje - TV Câmara - 24/02/2010

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Soluções
Jornal Câmara Hoje - TV Câmara - 25/02/2010

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Programa Espacial Brasileiro
Revista Panorama - TV Câmara - 26/02/2010


Fonte: Site da TV Câmara

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Empresas Brasileiras e Belgas Reunem-se no INPE


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (26/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que empresas brasileiras e belgas se reúnem no INPE visando identificar oportunidades empresariais de interesse mútuo, assim como o fortalecimento do setor.

Duda Falcão

Empresas Aeroespaciais Belgas e Brasileiras Reúnem-se no INPE

26/02/2010

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizam no dia 1º de março (segunda-feira), em São José dos Campos, o Encontro de Empresas do Setor Aeroespacial Brasil-Bélgica. O objetivo é promover uma aproximação de empresas dos dois países que atuam na área e divulgar o Programa Espacial Brasileiro, visando a identificação de oportunidades empresariais de interesse mútuo, assim como o fortalecimento do setor.

O encontro contará com a participação de representantes de 12 empresas brasileiras e 10 empresas belgas. Cada empresa fará uma breve apresentação de suas atividades. Nos dias 2 e 3 de março, serão realizadas visitas individuais às empresas, organizadas pela Embaixada da Bélgica no Brasil.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Apesar da Bélgica ser um dos países integrante da ESA (Agência Espacial Européia) não vejo como essa aproximação pode ser benéfica ao Brasil. No entanto, vamos aguardar para observar melhor o que sai desse encontro. O blog não acredita que quantidade signifique qualidade como pensa o presidente da AEB, Carlos Ganem. Na realidade o blog acredita que se deva sim fazer acordos, mas com países que realmente tenham algo a oferecer ao PEB, como os EUA, Rússia, França, Alemanha, Japão, China, Índia, Canadá e mesmo assim em áreas específicas que o país ainda não domina. Dá forma que a coisa está sendo conduzida pela AEB, a perda de foco apresentada até o momento é algo que não pode ser contestada.

INPE Divulga Novos Resultados de Processo Seletivo


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (26/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgando os resultados provisórios do processo seletivo para pesquisa em "Previsão de Tempo e Estudos Climáticos".

Duda Falcão

Divulgados os Resultados Provisórios do Processo Seletivo
para Pesquisa em Previsão de Tempo e Estudos Climáticos

26/02/2010

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgou o resultado provisório da prova escrita e da análise de títulos e currículo do Processo Seletivo Simplificado para contratação, por tempo determinado, de profissionais de nível superior para exercício de atividades de Pesquisa em Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, observados os termos da Lei no 8.745, de 09/12/1993, e alterações posteriores, e do Decreto no 4.748, de 16/06/2003, e alterações posteriores, bem como as normais contidas no Edital nº 2 de 13 de janeiro de 2010. Confira.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza a todos os selecionados desse processo seletivo que é tão importante para o Brasil e para o “Programa Espacial Brasileiro”.

Diretor da ACS Apresenta "Projeto Cyclone-4" ao Senado


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (25/02) no site da Alcântara Cyclone Space (ACS), destacando que o diretor-geral da parte brasileira da empresa bi-nacional, Roberto Amaral, apresentou o “Projeto Cyclone-4" ao Senado Federal na manhã desta quarta-feira (24/02).

Duda Falcão

Diretor-Geral Brasileiro da ACS Apresenta Projeto Cyclone-4 ao Senado

25/02/2010

O diretor-geral brasileiro da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, participou, na manhã desta quarta-feira (24), de audiência pública convocada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal. Também participou do encontro o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem. Oleksandr Serdyuk, diretor-geral ucraniano da ACS, esteve na Casa para prestigiar a palestra do colega brasileiro.

A participação de Roberto Amaral deu-se graças ao convite do Presidente da Comissão, Senador Flexa Ribeiro, feito a partir de requerimento apresentado pelo Senador Antonio Carlos Valadares. Durante quase duas horas, Amaral falou sobre a importância da empresa binacional Alcântara Cyclone Space para a economia do Brasil.

Ele ressaltou os benefícios para o Brasil que serão alcançados por meio da parceria com a Ucrânia. “Não falo apenas de ganhos comerciais ou tecnológicos, que serão muitos e importantes”, disse. “Refiro-me ao fato de transformarmos nosso país em um país que passe a não mais depender do humor de outras nações no trato das questões mais estratégicas, como nosso controle aéreo, nossas fronteiras e nossas riquezas.”

Projeto Estratégico

Roberto Amaral defendeu a necessidade de se transformar o Projeto Cyclone-4 em estratégico para o país. “Precisamos tratar com mais atenção os nossos projetos estratégicos”, disse Amaral. “Não basta apenas dizer que é estratégico. É preciso tratá-lo como tal, dar a ele um tratamento diferenciado.”

O diretor-geral brasileiro da ACS voltou a lembrar a escassez de recursos que atinge em cheio o Programa Espacial Brasileiro. E cobrou, também, maior empenho no sentido de dar mais e melhores condições de trabalho ao setor. “Somos o 23º país do mundo que, em relação ao PIB, mais investe no Programa Espacial. Não podemos aceitar isso, principalmente porque temos tantas vantagens para fazer desse setor um dos principais de nosso país”, destacou Amaral.
Na platéia, além dos senadores Antonio Carlos Valadares, Wellington Salgado e Lobão Filho, que presidiu a sessão, estavam o embaixador da Ucrânia no Brasil, Volodymyr Lakomov, os deputados federais Ribamar Alves, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Programa Espacial Brasileiro, Domingos Dutra e Gonzaga Patriota, além de diretores e vice-diretores da própria ACS.


Fonte: Site da Alcântara Cyclone Space (ACS)

Comentário: Tudo que o senhor Roberto Amaral defende na opinião do blog tem fundamento, apesar de termos sérias duvidas quanto ao sucesso da ACS no mercado internacional e não termos nenhuma dúvida quanto ao seu despreparo administrativo na condução dessa empresa. É sabido que o Brasil precisa urgentemente investir e organizar o seu programa espacial para que a sociedade brasileira possa não só colher os benefícios dessa tecnologia que se espalha cada vez mais através do mundo, mas principalmente por uma questão de segurança, agora ainda mais exigida devido a grande exposição internacional atingida nos últimos anos pelo país.

Contrato Assinado com a FUNCATE é Sobre o MFPL L75


Olá leitor!

Fiquei sabendo através de um contato meu (DELTA 22) do fórum "Zona Militar" que o contrato com a “Fundação de Ciência Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE)” apresentado pelo blog ontem (veja a nota Programa VLS - Outros Contratos Assinados) trata mesmo do MFPL L75 (Motor-Foguete a Propulsão Líquida L75) o que é uma grande notícia para o PEB. Veja a comprovação disso através do material enviado por ele nos links abaixo:

http://www.giasj.cta.br/home/downloads/con02009.pdf

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/...-12-2009-pg-19

Aproveito a oportunidade para agradecer de público o empenho do forista DELTA 22 pela busca dessa informação que comprova o andamento desse projeto dentro do que se esperava e que felizmente parece contrariar o prazo absurdo (20 anos) apresentado pelo Capitão Eng. Mecânico formado pelo ITA, Marco Fabius de Carvalho Torres, em entrevista (veja a nota IAE Desenvolve Combustível mais Seguro para Foguetes) para o jornal “VALEPARAIBANO” do dia 17/02.

Duda Falcão

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Foguete FTB Lançado com Sucesso da Barreira do Inferno


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (25/02) pelo “Jornal Diário de Natal Online” destacando que o lançamento do “Foguete de Treinamento Básico (FTB)” ocorreu com sucesso do “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” as 15h30 de hoje.

Duda Falcão

Foguete é Lançado Com Êxito da Barreira do Inferno

25/02/2010 às 17:47

Ana Amaral/DN/D.A.Press
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, CLBI, unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial lançou com êxito, pontualmente às 15h30, da tarde desta quinta-feira (25), um foguete de treinamento básico como resultado da Operação Barreira I. A operação tem como objetivo exercitar a estrutura de coordenação e com isso testar os sistemas de comunicação, integração e montagem, em estudos realizados pelo centro.

O foguete, que atingiu uma velocidade 400 m/s, caiu a 16 km da costa, ultrapassou 1 km do percurso planejado. De acordo com o Coronel Medeiros, um dos responsáveis pelo lançamento, isso está dentro da margem estipulada pela equipe e dentro da normalidade, o que caracteriza o lançamento como um sucesso.

O CLBI participou, em 2009, de quatro lançamentos deste tipo, 02 em São Luiz do Maranhão e 02 em Natal, e todos alcançaram o resultado esperado: o de garantir a qualificação técnica dos recursos humanos e a manutenção dos meios operacionais necessários às atividades do Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE.

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR


Fonte: Site do Jornal Diário de Natal Online - 25/02/2010

Comentário: Mais um lançamento realizado pelo Comando da Aeronáutica visando manter as equipes de técnicos e engenheiros afinadas para os dois lançamentos de foguetes de médio porte que estão previstos para ocorrerem ainda esse ano (VSB-30 e VS-40) e também para as operações de lançamentos de grande porte dos foguetes VLS-1 e Cyclone-4, previstas para ocorrem nos próximos anos.

CRC/INPE Divulga Resultados do Processo Seletivo


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (25/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgando os resultados da prova escrita e análise curricular do processo seletivo do CRC/INPE.

Duda Falcão

Divulgados Resultados da Prova Escrita e Análise Curricular
do Processo Seletivo do CRC/INPE

25/02/2010

Estão disponíveis o resultado definitivo da prova escrita e o resultado provisório da análise curricular do Processo Seletivo Simplificado para contratação, por tempo determinado, de 15 profissionais de nível médio e superior para o Centro de Rastreio e Controle de Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRC/INPE).

Estabelecido pelo Edital nº 1, de 13/01/2010, este processo teve suas provas realizadas neste dia 10 de fevereiro em São José dos Campos (SP), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Também foram disponibilizados os Gabaritos Definitivos das provas CRC-03, CRC-04, CRC-06 E CRC-07.

Os editais com todas as informações sobre o processo estão disponíveis na página: http://www.inpe.br/processo_seletivo/index_processo.php


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza a todos os selecionados desse processo seletivo que é tão importante para o “Programa Espacial Brasileiro”.

Divulgados Locais de Prova da Seleção para o LCP/INPE


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (25/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgando os locais de prova do processo seletivo do LCP/INPE.

Duda Falcão

Divulgados Locais de Prova do Processo Seletivo do LCP/INPE

25/02/2010

As provas escritas do processo seletivo simplificado para atividades técnicas em Laboratório de Combustão e Propulsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais serão realizadas no dia 28/02/2010, a partir das 9h, na unidade do INPE de Cachoeira Paulista (SP). Confira a íntegra do Comunicado.

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS
PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO
Edital No 3/2010
Atividades Técnicas em Laboratório de Combustão e Propulsão


LOCAL DE REALIZAÇÃO DAS PROVAS ESCRITAS

A Comissão Coordenadora deste Processo Seletivo informa aos candidatos inscritos que as Provas Escritas serão realizadas em:

Data: 28/02/2010

Horário de Início das Provas: 9:00h

Horário de apresentação dos Candidatos na Portaria dessa unidade do INPE: das 7:30 às 8:30h

Local: INPE/Cachoeira Paulista/SP - Auditório da DGI
Endereço: Rodovia Presidente Dutra, km 40
Sentido São Paulo - Rio de Janeiro – CEP 12630-970

Atendimento ao Candidato: (12) 3945.6052
Atendimento ao Candidato: (somente no dia da prova).

Os editais com todas as informações sobre o processo estão disponíveis na página
http://www.inpe.br/processo_seletivo/index_processo.php


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Blog “BRAZILIAN SPACE” deseja sucesso a todos os participantes desse processo seletivo que é tão importante para o “Programa Espacial Brasileiro”.

INPE e USGS Discutem Aplicações do LANDSAT-8


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (25/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o mesmo e a United States Geological Survey (USGS) discutirão nessa quinta-feira (25/02) aplicações do satélite LANDSAT-8.

Duda Falcão

INPE e USGS Discutem Aplicações do LANDSAT-8

25/02/2010

As cooperações futuras em missões de Sensoriamento Remoto, aplicações nas áreas de florestas, desmatamento e uso da terra, agricultura, monitoramento de águas interiores e política de dados são temas que serão discutidos nessa quinta-feira (25/02), em reunião bilateral entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a United States Geological Survey (USGS). O encontro dá prosseguimento à reunião realizada em Washington em novembro de 2009.

O USGS e o INPE mantêm intensa colaboração no Programa LANDSAT. O USGS é responsável por receber, arquivar e distribuir os dados gerados pelo satélite. A instituição já reafirmou seu compromisso de que os dados do próximo satélite da família (LANDSAT-8) continuarão livres e que o INPE terá acesso a eles por meio de sua estação terrena em Cuiabá. O USGS e o INPE também demonstraram interesse comum em desenvolver programas de aplicação dos dados de satélite de sensoriamento remoto para questões de interesse social.

Os temas de Saúde, Ecossistemas e Água foram mencionados no encontro, como assuntos potenciais de uma cooperação USGS-INPE na área de Aplicações.

Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O que acrescentar a mais sobre o grande trabalho que esse instituto de pesquisa realiza desde a sua fundação? Nada há meu ver o que acrescentar, a não ser que o mesmo só não foi ainda mais longe pelos próprios entraves que afligem o desenvolvimento do “Programa Espacial Brasileiro”. Parabéns ao INPE por essa nova iniciativa que certamente trará novos benefícios a sociedade brasileira.

Programa VLS - Outros Contratos Assinados


Olá leitor!

Outros contratos de serviços relacionados com o "Programa VLS" foram assinados no final de dezembro do ano passado. Abaixo segue os extratos desses contratos e de outros relacionados à tecnologia de foguetes disponibilizados pelo "Diário Oficial da União (DOU)".

Duda Falcão

CONTRATOS DO VLS-1

EXTRATO DE CONTRATO Nº 26/2009

Nº Processo: 67720005931200996.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 01772222000195.
Contratado: ''USIBRASIL INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA''.
Objeto: Serviços de forjamento trixial e tratamento térmico de recozimento em barras de aço V300M para obtenção de 13 peças para o IAE. Serviços de forjamento, laminação trixial e tratamento térmico de normalização em barras de aço V300M para obtenção de 3 anéis para o IAE.
Fundamento Legal: parágrafo 2º do art. 22 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/07/2010.
Valor Total: R$ 358.744,79.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 19/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 31/2009

Nº Processo:
67720009375200927.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 10172846000162.
Contratado: CRITICAL SOFTWARE BRASIL - -DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE.
Objeto: Serviços para Elaboração do Plano de Verificação do Software Aplicativo de Bordo do VLS-1.
Fundamento Legal: Lei 10.520, Decreto 5.450.
Vigência: 30/12/2009 a 30/01/2011.
Valor Total: R$ 206.000,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 05/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 35/2009

Nº Processo: 67720010722200964.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 04727085000165.
Contratado: QUALYMASTER MECANICA INDUSTRIAL LTDA-ME.
Objeto: Serviços de usinagem na tubeira 6º tiro em banco 2º estágios VLS-1.
Fundamento Legal: parágrafo II do art. 22 da Lei 8666/93.
Vigência: 23/12/2009 a 23/05/2010.
Valor Total: R$ 16.467,30.
Data de Assinatura: 23/12/2009.

(SICON - 02/02/2010) 120016-00001-2009NE901128

EXTRATO DE CONTRATO Nº 40/2009

Nº Processo: 67720009028200902.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 04407640000171.
Contratado: RSA ENGENHARIA LTDA.
Objeto: Serviços de desenvolvimento de equipamentos eletrônicos de bordo para utilização no VLS-1 do IAE.
Fundamento Legal: ÷ 3º do art. 22 da Lei 8.666/93
Vigência: 30/12/2009 a 30/06/2014.
Valor Total: R$ 20.732.292,05.
Data de Assinatura: 30/12/2009

(SICON - 24/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 50/2009

Nº Processo: 67720009038200930.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 40443434000180.
Contratado: PETROMOLDE FERRAMENTARIA E USINAGEM DE PRECISÃO LTDA.
Objeto: Serviços de usinagem no ensaio de separação 1º e 2º estágios do VLS-1 V04 do IAE.
Fundamento Legal: ÷ 2º do art. 22 da Lei 8.666/93
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2010.
Valor Total: R$ 69.000,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 23/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 51/2009

Nº Processo: 67720009038200930.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 52937190000171.
Contratado: LIGALEVE PRODUTOS METALURGICOS LTDA.
Objeto: Serviços de usinagem no ensaio em vôo VLS-1 no IAE.
Fundamento Legal: ÷ 2º do art. 22 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2010.
Valor Total: R$ 119.998,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 23/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 52/2009

Nº Processo: 67720009038200930.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 10417435000190.
Contratado: DIGITAL USINAGEM LTDA - ME.
Objeto: Serviços de usinagem no ensaio de segurança e ensaio em vôo XVT 01 no IAE.
Fundamento Legal: ÷ 2º do art. 22 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2010.
Valor Total: R$ 73.228,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 23/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 54/2009

Nº Processo: 67720008842200900.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 04407640000171.
Contratado: RSA ENGENHARIA LTDA.
Objeto: Serviços de estudo e desenvolvimento da integração dos sistemas eletrônicos a serem embarcados no 1º, 3º e 4º estágio do VLS-1 do IAE.
Fundamento Legal: ÷ 3º do art. 22 da Lei 8.666/93
Vigência: 30/12/2009 a 30/06/2011.
Valor Total: R$ 1.450.150,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 24/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 62/2009

Nº Processo: 67720009034200951.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 04318188000171.
Contratado: ORBITAL ENGENHARIA LTDA.
Objeto: Fabricação e montagem de um sistema auxiliar para a contenção dos propulsores e do corpo central do VLS.
Fundamento Legal: parágrafo II do art.22 da Lei 8666/93
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2010.
Valor Total: R$ 1.430.920,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 15/01/2010) 120016-00001-2009NE901128

OUTROS CONTRATOS

EXTRATO DE CONTRATO Nº 29/2009

Nº Processo:
67720004354200915.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 57069650000100.
Contratado: FRIULI AEROESPACIAL LTDA.
Objeto: Serviços de engenharia para confecção de 02 carretas para transporte interno e estocagem de motores S43/S40 carregados na UCA.
Fundamento Legal: Art. 22 da Lei 8666/93.
Vigência: 23/12/2009 a 23/03/2011.
Valor Total: R$ 221.600,00.
Data de Assinatura: 23/12/2009.

(SICON - 08/01/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 30/2009

Nº Processo: 67720008780200928.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 51619104000110.
Contratado: FUNDAÇÃO DE CIÊNCIA APLICACÕES E TECNOLOGIA ESPACIAIS.
Objeto: Serviços técnicos especializados para apoio às atividades de desenvolvimento tecnológico de motor foguete sob responsabilidade do IAE.
Fundamento Legal: parágrafo I do art.22 da Lei 8.666/93
Vigência: 14/12/2009 a 14/12/2013.
Valor Total: R$ 8.317.613,21.
Data de Assinatura: 14/12/2009.

(SICON - 15/01/2010) 120016-00001-2009NE901128

OBS: Não tenho idéia de que motor esse contrato se refere, no entanto, pelo período de vigência do contrato desconfio que seja relacionado ao tão esperado motor foguete a propulsão líquida “L75”.


EXTRATO DE CONTRATO Nº 49/2009

Nº Processo: 67720009037200995.
Contratante: COMANDO DA AERONÁUTICA.
CNPJ Contratado: 00846768000180.
Contratado: ALTO DA PONTE USINAGEM LTDA.
Objeto: Serviços de usinagem no ensaio de separação e ensaio em vôo do IAE.
Fundamento Legal: ÷ 2º do art. 22 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2010.
Valor Total: R$ 147.092,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 23/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 53/2009

Nº Processo:
67720003903200934.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 60181468000151.
Contratado: AVIBRAS INDÚSTRIA AEROESPACIAL S A.
Objeto: Aquisição de 02 motores para ensaios de avaliação.
Fundamento Legal: Inciso I, do Art. 25 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2011.
Valor Total: R$ 295.600,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 23/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


EXTRATO DE CONTRATO Nº 63/2009

Nº Processo: 67720007055200932.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 07611608000100.
Contratado: JM COSTA - SERVICOS DE MONTAGEM DE COMPONENTES LTDA.
Objeto: Serviços de montagem e fixação do Sistema de Alimentação de Motor Foguete e Propelente Líquido (SAMF) no banco de ensaios existente no Laboratório de Propulsão Líquida da Subdivisão de Testes do IAE.
Fundamento Legal: paragrafo 2º do art. 22 da Lei 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 02/07/2011.
Valor Total: R$ 112.700,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

(SICON - 19/02/2010) 120016-00001-2009NE901128


Fonte: Diário Oficial da União (DOU)

Comentário: Importantes contratos do “Programa VLS” que confirmam o bom andamento do projeto e comprovam a grande participação da indústria brasileira no programa. Importante notar que as diversas empresas que estão participando desse programa fazem parte de um novo grupo de empresas (com exceção da Orbital Engenharia) confirmando o acerto do Comando da Aeronáutica (DCTA/IAE) em estimular a inclusão da indústria no Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Os Avanços Não Foram Poucos


Olá leitor!

Recentemente o blog foi orientado a retirar as matérias do suplemento especial “O Que o Brasil Busca no Espaço” da revista “Tecnologia & Defesa” relacionadas com o PEB que havíamos postado e que segundo o mesmo orientador não tínhamos autorização para tanto. Agora pouco o blog foi autorizado a postar novamente a entrevista dada pelo presidente da AEB ao citado suplemento devido a mesma já ter sido públicada pelo próprio site da AEB. Sendo assim, o blog volta a reproduzi-la na íntegra abaixo.

Duda Falcão

Os Avanços Não Foram Poucos

Revista Tecnologia & Defesa
12-02-2010

O que o Brasil busca no Espaço é a temática principal da nova edição da revista Tecnologia & Defesa. Confira a entrevista concedida pelo presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganem.

Criada pela Lei nº 8.854, de 10 de fevereiro de 1994, a Agência Espacial Brasileira (AEB) é uma autarquia civil vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), responsável pela formulação e coordenação da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais, promovendo, inclusive, o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), o qual tem suas atividades levadas a efeito por outras instituições.

Desde março de 2008, a presidência da AEB é ocupada por Carlos Ganem, economista, advogado e administrador de empresas, com MBA pela COPPEAD/UFRJ. Antes de assumir a seu atual cargo, Ganem ocupou posições executivas em diversas empresas públicas e privadas como a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP/MCT, onde ingressou em 1982 passando por diversas funções até chegar a superintendente de Articulação Institucional. Sua experiência é bastante expressiva, tendo trabalhado ainda como consultor de várias agências internacionais como BID, UNIDO, FAO e PNUD em diferentes oportunidades. Especialista em exportação de serviços de engenharia, função executada na Interbrás-Petrobrás Comércio Internacional, foi também dirigente do CEBRAE, entidade de apoio às pequenas e médias empresas, da qual foi o primeiro funcionário e redator de seus estatutos.

Para este Suplemento Espacial sobre os interesses brasileiros na área espacial, Tecnologia & Defesa convidou o presidente da AEB para a entrevista a seguir.

Tecnologia & Defesa - Quais são os principais projetos do Programa Espacial Brasileiro nas áreas de satélites e lançadores?

Carlos Ganem - Os principais projetos são aqueles que definem o Plano de Ações de C&T (PACTI) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT): os satélites CBERS e os baseados na Plataforma Multimissão (PMM), como por exemplo o Amazônia-1, o Veículo Lançador de Satélites (VLS) e a reconstrução de sua Torre Móvel de Integração (TMI) e a complementação da infraestrutura do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) para início da operação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS). Além dos projetos do PACTI/ MCT, entra nesta lista o Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Esses projetos formam a espinha dorsal do Programa Espacial, seja pela sua importância estratégica e domínio tecnológico exigido, seja pela importância das parcerias internacionais envolvidas.

T&D - O senhor está na presidência da AEB há cerca de dois anos. Que avaliação faz de sua gestão até o momento?

Carlos Ganem - Desde 2008, pude identificar os pontos e problemas críticos que atrasam e “travam” os projetos prioritários do Programa Espacial e buscar soluções para seu encaminhamento.

Assim, por exemplo, projetos que estavam parados, como o do Satélite Geoestacionário Brasileiro, foram reativados. Outro projeto que ganhou novo impulso foi o da Plataforma Multimissão, que terá seu subsistema de controle de atitude finalmente desenvolvido graças ao acordo entre a AEB e a Comissão Nacional de Atividades Espaciais – Argentina. Da mesma forma, a AEB deu prioridade à continuidade do VLS e propicia a retomada dos testes de motores, ao mesmo tempo em que os recursos para a reconstrução da TMI foram mantidos na conta vinculada à Finep respondem pela execução da obra no CLA.

A complementação do CLA e a implantação da empresa ACS são prioridades máximas da minha gestão e, nesse contexto, consideramos que a AEB tem cumprido seu papel de representante do lado brasileiro do Tratado Brasil-Ucrânia, com suas obrigações e como autoridade responsável, junto com a Agência Espacial Ucraniana (NSAU) em busca de soluções para os problemas que, inevitavelmente, surgem neste tipo de empreendimento internacional.

Fortaleci os laços com os institutos executores do programa (INPE/MCT e DCTA/ComAER/MD) e com a indústria nacional, com o entendimento de que o Programa Espacial deve ser indutor de inovação, bons negócios e de geração de empregos de alta qualificação técnica. Nesse sentido, a AEB destacou recursos do seu orçamento e buscou outros junto aos Fundos Setoriais para estabelecer um programa vigoroso de formação e atração de talentos para o Programa Espacial, repassando recursos de bolsas ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), para sua efetivação.

T&D - Em 2009, a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB) completou 30 anos com poucos resultados efetivos. E, de fato, existe a impressão de que não houve muitos avanços no setor. Em sua opinião, quais são os maiores percalços e problemas do programa brasileiro?

Carlos Ganem - Os avanços não foram poucos. Desde a MECB, no início dos anos de 1980, houve os lançamentos do VSB-30 e do VLS, dos satélites SCD-1 e 2 e dos CBERS 1, 2 e 2B. Hoje, nossa indústria está capacitada para projetar e fabricar, praticamente, todos os subsistemas de satélites, incluindo câmeras de média e, logo, de alta resolução. Projetos como o do Radar de Abertura Sintética (SAR) permitirão que essa competência instalada se estenda a tecnologias ainda mais sofisticadas e estratégicas.

Logicamente, o ritmo e a velocidade do avanço podem ser questionados quando comparados aos de outros países como a China e a Índia. Cabe, então, lembrar que, nestes dois casos, as motivações militares e de prestígio político internacional prevaleceram e justificaram o enorme aporte de recursos destinados àqueles programas espaciais. No Brasil, fica cada vez mais claro que um programa espacial forte é imprescindível para que o País enfrente os cenários de mudanças globais que se aproximam e trarão, certamente, impactos geopolíticos, sócio-econômicos e até financeiros.

Veja o exemplo do projeto CBERS. Ele propiciou um bom desenvolvimento da indústria, com a inclusão de algumas empresas que antes não se dedicavam à área espacial. Há, atualmente, um montante da ordem de R$ 300 milhões contratados junto à indústria nacional. Isso ainda é pouco, mas já supera o orçamento de 2009 da AEB.

T&D - A estrutura organizacional do Programa Espacial Brasileiro, com a AEB como gestora, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e INPE e DCTA como executores, é a mais adequada? Há alguns meses, chegou-se a especular sobre a vinculação da Agência diretamente à Presidência da República...

Carlos Ganem - A questão da vinculação da AEB não é um problema real. Houve, como venho esclarecendo sempre, vantagens e desvantagens tanto na Presidência quanto em um Ministério, como o MCT. O essencial, aqui, é como o Brasil entende seu próprio programa espacial: uma questão de Estado ou apenas um acessório, entre outros programas de governo.

Trata-se, principalmente, de se ter em mente que os maiores países do mundo, Estados Unidos, China, Índia e Rússia, se considerarmos sua área, população e PIB, não por acaso, são potências espaciais. O Brasil é o quinto desta lista e creio que deve juntar-se aos primeiros no quesito espacial.

T&D - O orçamento federal aprovado para 2010 destina R$ 293 milhões para a AEB. Estes recursos são suficientes? Há alguns anos, nota-se um crescimento anual no orçamento do Programa Espacial Brasileiro, mas os recursos que têm sido destinados atendem todas as necessidades?

Carlos Ganem - Para 2010, faltam R$ 261 milhões para a complementação do CLA e R$ 275 milhões para integralização de capital da empresa ACS. Dessa forma, o orçamento fica sempre a 1/3 das necessidades previstas apenas no PNAE e no PAC/C&T. Fica claro, assim, que para esses projetos em andamento, o valor orçado é suficiente e compatível com a capacidade de execução dos institutos e da indústria. Mas não contempla novos projetos e ações. É como “aceitar” as limitações do PNAE e não poder prever o futuro.

É certo que o orçamento do Programa Espacial pode e deve crescer, e isso, em coordenação com o esforço constante de aumento da participação industrial nos projetos e de fortalecimento e aumento da quantidade de recursos humanos em nossos institutos de pesquisa, condições essenciais para dar suporte à demanda do segmento espacial nos próximos anos.

T&D - Sua gestão tem sido marcada pela busca de novos acordos de cooperação e o senhor já afirmou que seu objetivo é firmar tantos quantos forem possíveis, de modo a beneficiar o País. Ao mesmo tempo em que um maior número de parceiros significa maior leque de oportunidades, há quem veja isso de maneira negativa, por indicar falta de foco e divisão dos parcos recursos em diferentes atividades. O que o senhor pensa a respeito?

Carlos Ganem - A lógica dos acordos internacionais é bem simples. Esses acordos abrem inúmeras perspectivas de novos mercados, visto que apenas a demanda nacional não tem sido suficiente, ao menos neste momento, para estruturar um setor industrial sustentável no Brasil. Alianças estratégicas com alguns países podem trazer benefícios pelo lado da política internacional possibilitando, inclusive, desenvolvimento de grandes projetos conjuntos, como já ocorre com o CBERS e a ACS. Em áreas de ponta e repercussões estratégicas, o sectarismo e o isolamento não permitem que o País possa esperar soluções autóctones que compensem o atraso e a perda de papel protagonista que o Brasil deveria exibir.

T&D - Ainda em matéria de cooperação internacional, os Estados Unidos sempre foram um parceiro significativo, mas, nos últimos anos, esta parceria aparenta ter perdido forças. Isso de fato aconteceu? Quais são as suas possibilidades futuras?

Carlos Ganem - De fato, os Estados Unidos afastaram-se do Brasil no que tange especialmente ao segmento de lançamentos. Em razão disso, e até por considerá-lo país estratégico na área espacial, dediquei-me a estabelecer contatos e ações programáticas para a AEB, do lado brasileiro, e a NASA, a NOAA, a US/GS e o próprio Departamento de Estado, pelo lado estadunidense. Em decorrência desse empenho, a nova versão do Acordo do Quadro de Cooperação Espacial do Brasil e Estados Unidos já foi encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores e deverá ser concluído logo.

Do mesmo modo, em novembro de 2009, a AEB foi incluída na missão brasileira de cooperação em Ciência e Tecnologia com aquele país, quando tive oportunidade de encontrar-me com as autoridades do espaço estadunidenses incluindo o administrador da NASA, Charles Frank Bolden. A ele foram apresentadas propostas de cooperação tal o fornecimento de instrumento para ser embarcado no satélite GPM (Global Precipitation Measurement) brasileiro.

Muito mais que apenas uma colaboração científica, creio se tratar de um gesto de aproximação dos Estados Unidos, ao qual a AEB deve corresponder e fortalecer os laços.

T&D - Em dezembro de 2008, os governos do Brasil e da França firmaram um acordo estratégico em variadas áreas, inclusive a espacial. O senhor poderia falar um pouco sobre os projetos e possibilidades de cooperação entre os dois países?

Carlos Ganem - Antes de tudo é uma retomada de relacionamento entre os dois países e entre a Agência Espacial Francesa (CNES) e a AEB. A França há muito havia se distanciado do Brasil, aceitando um papel que desmerece a tradição de cooperação entre os dois entes espaciais, restringindo-a a um projeto que se utilizava de balões para estudos atmosféricos. Agora, retomou-se o fôlego por meio de um acordo quadro que já contempla três frentes: a CNES vai prover suporte técnico às revisões de projeto da Plataforma Multimissão e do SGB; juntamente com o INPE deverá elaborar proposta de projeto conjunto para o satélite GPM; e um pequeno grupo de estudos conjunto foi formado para padronizar interfaces e equipamentos para satélites, de forma a favorecer as indústrias espaciais brasileira e européia.

T&D - Como o senhor avalia a capacidade industrial brasileira na área espacial? Qual é a política da AEB para o desenvolvimento deste setor?

Carlos Ganem - A indústria espacial brasileira está chegando à sua maturidade tecnológica. Hoje, mesmo desfalcada de alguns ícones do setor, percebe-se avanços em relação ao início da década de 1980. Nossa indústria fornece praticamente todos os equipamentos do satélite CBERS, sob responsabilidade brasileira. A respeito da PMM, tão logo se conclua o subsistema de controle de atitude pela empresa argentina Invap, esta tecnologia será transferida pelo INPE para o setor industrial. O País terá, então, acesso a todas as tecnologias críticas para sistemas de satélites.

Essa auto-suficiência tecnológica adquirida pelas empresas nacionais permitirá um novo impulso no Programa Espacial fazendo a política industrial avançar no ciclo espacial. Este ciclo, pelo qual já passaram os países desenvolvidos, começa com investimentos públicos em projetos e infraestrutura espaciais e a indústria se apropria da tecnologia via transferência por meio de contratos com o governo para fabricação de equipamentos e satélites ou foguetes. Uma vez apropriada a tecnologia, como ocorre agora no Brasil, esse mesmo setor industrial passa a prestar serviços – e não apenas vender equipamentos sob contrato, diretamente aos setores governamentais e privados.

Nesse contexto, todos os contratos governamentais e colaborações internacionais tornam-se instrumentos de política industrial por atacarem o lado da oferta, via capacitação da indústria, e da demanda, via abertura de novos mercados.

T&D - Desde o início de 2009, o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) está sendo revisto, num processo considerado o mais profundo desde 1994. O senhor poderia falar um pouco sobre a revisão e também sobre o que esperar dela?

Carlos Ganem - Este processo, iniciado em junho de 2009, procura construir uma visão comum, entre governo, academia, setor privado e sociedade, sobre o papel a ser desempenhado pelo Programa Espacial na estratégia de desenvolvimento de nosso País. Quer responder a perguntas como: o que o Brasil espera de seu Programa Espacial? Quais devem ser as prioridades imediatas? Como integrar os projetos do Programa Espacial com os outros programas de governo? Como tornar a atividade espacial um gerador de negócios e aumentar a sustentabilidade comercial do setor espacial no Brasil?

Além disso, há outras perguntas igualmente importantes que devem ser respondidas como: o que os países que dominam todo o ciclo espacial fizeram no passado e o Brasil nunca fez? O que esses países fazem hoje e o Brasil ainda não faz? Logicamente, não quero apenas replicar essas iniciativas aqui, mas é preciso ter uma visão muito clara de ações e projetos poderão ser inseridos no Programa Espacial para que ele responda às demandas sócio-econômicas políticas e tecnológicas do nosso País.

Para isso, o processo de revisão iniciou-se com estudos retrospectivos sobre a política e o Programa espaciais, seguidos de uma fase prospectiva, que inclui comparações com outros países e formulação de cenários de futuro e elaboração de uma visão estratégica – com prioridades e metas que concretizem os macro-objetivos e diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), a serem atingidas no curto, médio e longo prazo. Essa visão deverá ser compartilhada por todos os setores envolvidos na revisão.

Sobre esta visão de futuro comum serão, então, revistos os atuais projetos em curso, quanto à sua aderência à nova visão e elaborada a nova carteira de projetos do PNAE, mais flexível e fluida, capaz de ser rapidamente redirecionada dependendo de novas prioridades ou de flutuações orçamentárias. Serão, também, revistos os procedimentos de gestão do Programa Espacial e até mesmo as competências críticas e melhor organização interna da AEB para cumprir seu papel de coordenadora do PNAE e da PNDAE.

As palavras-chave são compartilhamento de visão e compromisso entre órgãos de governo, sociedade, indústria e academia. Sem isso, nunca o Programa Espacial terá o status de um programa de Estado, como há muito o vislumbro.

T&D - A revisão do PNAE leva em conta a Estratégia Nacional de Defesa, lançada pelo governo federal no final de 2008? Qual deve ser a relação entre os dois documentos?

Carlos Ganem - Certamente a END é um insumo importantíssimo para a revisão do Programa Espacial. Na verdade trata-se de uma realimentação, visto que a END, na sua elaboração, utilizou-se e deu importância a algumas metas e objetivos do PNAE que, em sua revisão, retomará os grandes objetivos da END.

Observe, entretanto, que a tendência de se colocar “Espaço” em “Defesa”, remete a questão a um “simplismo” exasperante já que aquele é maior, mais abrangente, conectado com os desígnios e providências da sociedade. Complementarmente, o Programa Espacial Brasileiro é pacífico, civil e deverá ser assim compreendido e apoiado no plano interno do Estado e no âmbito das ações internacionais pacíficas e promotoras do desenvolvimento científico-tecnológico, gerador de inovações.

T&D - Dentro dessa relação entre Espaço e Defesa, o senhor poderia falar um pouco sobre os projetos Sentinela e Satélite Geoestacionário Brasileiro, que também terão aplicações militares? Em que estágios se encontram?

Carlos Ganem - Vou reiterar que não há distinção entre tecnologia civil ou de Defesa mas, sim, entre suas aplicações. O projeto Sentinela ainda está sua fase de pré-concepção, aguardando que seus requisitos de missão e de desempenho sejam revisados e definidos. É um trabalho conjunto entre AEB, indústria e MD, que terá, em breve, participação do INPE. O SGB entrou em sua fase de estudos preliminares, de caráter técnico, jurídico, econômico e comercial, em vista de elaboração de um edital de Parceria Público-Privada. Caso os estudos concluam pela sua viabilidade, eles serão submetidos às instâncias decisórias do governo para lançamento do edital, o que ocorrerá, possivelmente, em 2011.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

INPE Adquiri Supercomputador para Previsões Climáticas


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (24/02) no Jornal “Valor Econômico” destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) irá adquirir da empresa americana “Cray” um supercomputador para fazer previsões climáticas.

Duda Falcão

Supercomputador Vai Fazer Previsões Climáticas no INPE

Equipamento será fornecido pela fabricante americana Cray

Virgínia Silveira
24/02/2010


O Brasil começa a operar, até o segundo semestre deste ano, um novo sistema supercomputacional de alta performance, que permitirá ao país aprimorar os estudos das mudanças climáticas globais e também as previsões de tempo e clima.

O novo supercomputador terá uma capacidade de processamento quase 60 vezes superior a atual, consolidando a posição do Brasil como um dos seis maiores centros mundiais de previsão numérica de tempo e clima e de modelagem de mudanças climáticas globais.

A empresa americana Cray Inc., líder mundial no segmento de supercomputadores, foi selecionada para fornecer o novo supercomputador, que custará R$ 31,4 milhões e será instalado no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

A Cray foi a vencedora de uma licitação internacional, promovida pela Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE) e da qual também participou, até a fase final, a japonesa NEC. O investimento para a compra do sistema será financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), através da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

As duas entidades vão destinar R$ 35 milhões e R$ 15 milhões, respectivamente, para a aquisição do supercomputador, que também será utilizado pela Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas do MCT e pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais.

Além de aperfeiçoar as atividades do INPE em previsão do tempo, o novo sistema de supercomputação terá um papel estratégico nas pesquisas do novo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), criado pelo INPE há cerca de um ano e meio.

"Com o novo sistema, o Brasil terá condições de desenvolver a sua capacidade de fazer simulações climáticas de longo período, na escala de décadas a séculos e gerar cenários climáticos futuros que permitam o desenvolvimento de políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas e de mitigação das emissões de gases causadores do efeito estufa", disse o chefe do CCST, Carlos Nobre, um dos maiores especialistas no mundo em pesquisas sobre mudanças climáticas.

Atualmente, segundo Nobre, apenas doze países detêm a capacidade de fazer simulações climáticas de longo período e, depois da China, o Brasil será o segundo país em desenvolvimento a deter esse conhecimento.

O diretor do INPE, Gilberto Câmara, disse que, apesar do resultado da licitação já ter sido publicado no "Diário Oficial da União", o processo ainda não foi concluído, tendo em vista que ainda existe um prazo legal para eventual contestação da outra concorrente, a empresa japonesa NEC. "A nossa expectativa é que o contrato de compra do supercomputador seja assinado até a próxima semana", comentou.

O CPTEC opera atualmente quatro supercomputadores. O novo equipamento, que será fornecido pela Cray, terá uma capacidade 15 mil vezes superior ao primeiro sistema, adquirido pelo INPE no início da década de 90. A capacidade de processamento do novo supercomputador é de 15 TFlops ou 15 trilhões de operações matemáticas por segundo. As previsões de tempo também darão um grande salto, podendo fazer modelos regionais com resolução de até dez quilômetros.

Além do supercomputador propriamente dito, o novo sistema supercomputacional é formado por uma rede de comunicações e um sistema de armazenamento de dados. O custo total do sistema, segundo o diretor do INPE, é de R$ 50 milhões, porque envolve também toda a parte de infraestrutura de energia e de manutenção do equipamento.


Fonte: Jornal Valor Econômico - 24/02/2010

Comentário: É esse centro governamental de excelência tecnológica na área espacial se preparando para os novos tempos na questão climática. Parabéns ao INPE.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CLBI Prepara-se para Novo Lançamento


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (24/02) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) destacando que o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) planeja lançar mais um foguete FTB no dia 25 desse mês.

Duda Falcão

Barreira Retoma Atividades de Lançamentos de Foguetes

24/02/2010

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno - CLBI, Unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, planeja lançar o Foguete de Treinamento Básico (FTB), no dia 25 de fevereiro, às 15 horas.

A campanha que está sendo realizada no CLBI de 22 a 26 de fevereiro de 2010, chamada de Operação Barreira I- FTB, sob a direção do tenente coronel aviador Luiz Guilherme de Silveira de Medeiros e do capitão aviador Clóvis Martins de Souza, permitirá exercitar toda a estrutura de coordenação, além de validar os procedimentos e de garantir o treinamento das equipes nas áreas de logística, telecomunicações, preparação, integração, montagem, lançamento, rastreio, segurança de vôo, segurança de superfície, coleta e tratamento de dados.

O objetivo de se realizar esta operação é lançar e rastrear Foguete de Treinamento Básico, com telemetria, sem carga útil tecnológica, tendo como finalidade o treinamento operacional do Centro de Lançamento, que proporcionará aos Pesquisadores e Engenheiros que participam do Programa Espacial Brasileiro manter a condição ideal do Centro sempre pronto para o cumprimento da sua missão, seja para os lançamentos de interesse da Agência Espacial e do Comando da Aeronáutica.

O CLBI participou, em 2009, de quatro lançamentos deste tipo, dois em São Luiz do Maranhão e dois em Natal, Rio Grande do Norte, e todos alcançaram o resultado esperado: o de garantir a qualificação técnica dos recursos humanos e a manutenção dos meios operacionais necessários às atividades do Programa Nacional de Atividades Espaciais - PNAE.

Além da preocupação de manter a excelência técnica do efetivo do Centro, a Campanha mantém a operacionalidade dos equipamentos para futuros lançamentos de foguetes de maior porte.

Outro benefício de igual importância é o desenvolvimento da Indústria Nacional. A AVIBRAS, localizada em São Paulo, desenvolveu e instrumentou estes foguetes para treinamentos dos Centros Nacionais.


Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Comentário: Primeira operação de lançamento do ano de 2010, essa operação de treinamento é importante para qualificar os técnicos que serão utilizados nos dois lançamentos de médio porte previstos para esse ano, o do Programa de Microgravidade (VSB-30) e o da plataforma SARA suborbital (VS-40), além dos lançamentos de grande porte previstos para os próximos anos (VLS-1 e Cyclone-4).

Entraves Burocráticos Atrasam o PEB, Diz Roberto Amaral


Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia postada hoje (24/02) no site da “Agência Senado” destacando que segundo o diretor da ACS, Roberto Amaral, que participou da audiência pública agora pela manhã na “Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)” do Senado para discutir a importância da empresa binacional "Alcântara Cyclone Space (ACS)", entraves burocráticos atrasam lançamento de satélites no país.

Duda Falcão

COMISSÕES / Ciência e Tecnologia


Entraves Burocráticos Atrasam Lançamento de
Satélites, Afirma Diretor de Binacional

Marcos Magalhães / Agência Senado
24/02/2010 - 12h02



Os entraves burocráticos impostos por órgãos do próprio Estado brasileiro são os principais responsáveis pelo atraso do início das operações de lançamento de satélites por foguetes ucranianos na base espacial de Alcântara (MA). Foi o que disse nesta quarta-feira (24) o diretor-geral brasileiro da Binacional Alcântara Cyclone Space, Roberto Amaral, durante audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

O projeto inicial para a base de Alcântara, localizada em um dos melhores lugares do mundo para o lançamento de satélites, ocuparia uma área de 62 mil hectares, segundo recordou o diretor. Mas acabou reduzida a menos da metade, como informou, por decisão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), segundo a qual a maior parte da ilha onde se localiza a base deveria ser destinada a remanescentes de quilombolas.

O diretor da binacional relatou aos senadores as dificuldades que enfrenta para explicar aos sócios ucranianos os motivos do atraso do programa. Os ucranianos freqüentemente lhe perguntam se órgãos como o INCRA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), responsável pelas licenças ambientais, e a Fundação Palmares, de apoio às populações negras, não fazem parte do Estado brasileiro - que firmou um tratado de cooperação aeroespacial com a Ucrânia.

- O nosso esforço diário é o de enfrentar os óbices da burocracia. Desde 2007 estamos tentando atender a exigências que nos são impostas, como se fôssemos um Estado esquizofrênico - afirmou Amaral.

Igualmente convidado para a audiência, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, lamentou o atraso do programa. E traçou uma comparação entre as bases espaciais de Kourou, na Guiana Francesa, em plena atividade, e de Alcântara - ambas com a grande vantagem da proximidade da linha do Equador, que permite uma economia de combustível de aproximadamente 30%.

- Kourou tinha, em 1994, uma população de 6 mil habitantes, em sua maioria negros e desdentados. Quinze anos depois, tem 21 mil negros, com dentes e o maior salário mínimo da Europa. O Brasil parece ter medo de exercer protagonismo comercial na atividade de lançamento de satélites, que envolveu US$ 280 bilhões em 2009 - lamentou.

Um dos autores do requerimento de realização da audiência pública, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) ressaltou, ao final, a necessidade de se garantir prioridade política ao setor espacial. "Estamos mais do que atrasados", observou o senador. Ao presidir a reunião, o senador Lobão Filho (PMDB-MA), vice-presidente da CCT, disse esperar que a audiência pública tenha como resultado a criação de um movimento de apoio ao Programa Espacial Brasileiro.


Fonte: Site da Agência Senado

Comentário: Não resta dúvida que esse é um dos grandes entraves do PEB, mas não é o único. O programa padece de graves problemas de estruturação e de falta de recursos financeiros e humanos adequados para um programa dessa envergadura e importância. E verdade que se analisarmos as dificuldades que o IBAMA e o INCRA vêm criando para liberarem as licenças ambientais as reclamações do senhor Roberto Amaral fazem sentido. No entanto, não se pode negar que essas instituições estão fazendo o trabalho que se espera delas dentro das condições operacionais disponíveis nesses órgãos, nada mais do que isso. Cabe ao senhor Amaral e ao senhor Ganem se mobilizarem junto ao governo (leia-se presidente LULA) para que esses trabalhos dos órgãos sejam agilizados, já que o governo vive dizendo na mídia que o PEB é um programa estratégico e, portanto deve receber toda atenção, coisa que na prática não tem sido feita.

Especialistas Cobram Decisão Sobre Programa Espacial


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (24/02) no site da “Agência Senado” destacando que especialistas que participaram da audiência pública agora pela manhã na “Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)” do Senado para discutir a importância da empresa binacional "Alcântara Cyclone Space (ACS)" cobraram uma decisão sobre domínio do espaço aéreo brasileiro.

Duda Falcão

COMISSÕES / Ciência e Tecnologia

Especialistas Cobram Decisão Sobre
Domínio do Espaço Aéreo Brasileiro

24/02/2010 - 10h52

O diretor-geral brasileiro da empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), Roberto Amaral, disse ser urgente que as autoridades públicas decidam se querem que o Brasil assuma, definitivamente, o domínio sobre seu espaço aéreo, ou se aceitará que outros países desempenhem essa função.

- Nosso país precisa decidir se vai cuidar de si próprio ou se vai ceder o controle de seu espaço aéreo para outros países. Essa é uma decisão crucial, estratégica e política e terá que ser enfrentada - avaliou o especialista, perante os senadores da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Ele citou a importância estratégica de um programa de controle do espaço aéreo para as áreas de comunicação, segurança nacional, meteorologia, pesquisa, entre outras.

Também presente ao debate na CCT, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, frisou que faltam políticas claras no país para o controle do espaço aéreo. Para ele, o domínio do espaço aéreo é fundamental para o desenvolvimento do país, em termos econômicos e também em áreas como comunicação, educação à distância e realização de cirurgias com monitoramento remoto, por exemplo.

- Brasil parece ter medo de exercer um protagonismo na exploração do espaço aéreo. Não temos políticas, as prioridades foram ignoradas, em nome de atividade econômica localizada - criticou ele, referindo-se ao avanço da indústria da construção civil em torno da base de Alcântara, no Maranhão.


Fonte: Site da Agência Senado

Comentário: Como previsto pelo blog anteriormente (veja a nota CCT Realiza Audiência Pública para Debater a ACS) foi realizada ou ainda está sendo realizada essa audiência pública na CCT do Senado em Brasília com a participação do senhor Roberto Amaral da ACS e do senhor Carlos Ganem da AEB. A “Agência Senado” foi a primeira a se pronunciar sobre o que esta ou estava acontecendo prometendo trazer maiores notícias mais tarde. Vamos aguardar. Quanto à notícia em si, mais chororó dos senhores citados que apesar de estarem certos quanto à necessidade de uma decisão política se o Brasil quer ou não quer ter um programa espacial, não pode se esquecer que as suas administrações junto aos seus órgãos são desastrosa no caso da ACS e extremamente ineficiente no caso da AEB.

CLA Realiza Experimentos Sobre Dados Meteorológicos


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (24/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que entre os dias 01 e 20 de março o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizará um conjunto de experimentos denominado “CHUVA”, que será liderado pela NASA e pela Agencia Espacial Japonesa (JAXA).

Duda Falcão

Experimentos Sobre Dados Meteorológicos no CLA

Coordenação de Comunicação Social/ AEB
24-02-2010

Entre os dias 1º e 20 de março de 2010 ocorrerá, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, um conjunto de experimentos denominado Chuva. Liderado pelas agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa) e do Japão (Jaxa), os testes visam a validação de solo de dados meteorológicos que serão colhidos por satélites ainda em desenvolvimento. Os testes fazem parte do projeto Medição Global de Precipitação (GPM, sigla em inglês), que pretende tornar possível a medição de chuva em uma região por meio de dados colhidos por satélites.

O projeto GPM prevê uma constelação de satélites desenvolvidos pelas agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa), Japão (Jaxa) e Europa (ESA). O Brasil participará com um dos satélites, que utilizará a Plataforma Multimissão, e poderá ter participação francesa em um dos instrumentos científicos a bordo.

Cabe à Agência Espacial Brasileira (AEB) coordenar as atividades do Chuva, assegurar livre acesso aos dados coletados, manter um responsável por receber e avaliar os dados e, ao final, elaborar um relatório técnico. A participação brasileira como protagonistas do programa no experimento é importante pelo conjunto de dados o país receberá ter quando a constelação estiver em órbita.

Há chuvas constantes em Alcântara nesta época do ano e as nuvens da cidade são de topo quente (com temperaturas até 0º Celcius), por isso foi escolhida para os experimentos. As nuvens de topo frio (Com temperaturas até – 70º C)não são estudadas no experimento por serem de mais fácil acesso e já existirem dados sobre elas.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Grande notícia relacionada com o programa GPM no Brasil e também com o satélite GPM-Br que se encontra em fase de definição e que utilizará a Plataforma Multimissão (PMM) que já está em fase final de desenvolvimento. Interessante notar que segundo a notícia esse satélite poderá contar com a participação francesa em um dos instrumentos científicos do mesmo, o que não será surpresa, caso se concretize, devido à grande aproximação que o Brasil vem tendo com a França nos últimos dois anos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nova Etapa do Projeto ITASAT


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (23/02) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o desenvolvimento projeto do satélite universitário ITASAT segue nova etapa.

Duda Falcão

Nova Etapa do Projeto ITASAT

Regina França - Assessoria de Imprensa
23/02/2010 - 09:04


Nos dias 23 e 24 de fevereiro, representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) estarão reunidos no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para participar do processo de Revisão de Definição de Missão (MDR - Mission Definition Review) do Projeto ITASAT.

A crescente importância dos satélites de pequeno porte utilizados na observação da Terra e para as mais variadas finalidades levou a AEB a propor a criação de um programa de desenvolvimento tecnológico destinado a promover a capacitação brasileira para atender a demanda pelas futuras gerações de micro e nanossatélites deu origem ao Projeto “Missão ITASAT-1”. Este projeto está inserido no Plano Plurianual “Desenvolvimento e Lançamento de Satélites Tecnológicos de Pequeno Porte” (PPA/Ação 4934), que prevê a realização de uma série de missões destinadas a realizar experimentos, desenvolver e testar inovações tecnológicas de satélites e cargas úteis, além de capacitar a indústria espacial brasileira neste segmento.

O ITASAT tem por objetivo a realização da missão espacial de desenvolvimento, lançamento e operação de um satélite universitário — ITASAT-1 — de pequeno porte (~ 80kg, ~60x60x70 cm) em baixa órbita terrestre (~ 600 km) para prover serviços de coleta de dados em compatibilidade com o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais, além de possibilitar a realização de testes em cargas úteis experimentais. E, ainda, formar recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação em todos os segmentos do projeto. Além de atividades técnicas, organizacionais e gerenciais, o ITASAT é dividido em subsistemas que envolvem: estrutura, controle térmico, suprimento de energia, computador de bordo, controle de atitude, telemetria e telecomando, carga útil: transponder de coleta de dados e experimentos.

A coordenação geral do Projeto cabe à AEB, tendo o ITA como responsável pela execução do projeto e o INPE como provedor de consultoria técnica, de infraestrutura laboratorial e gestor financeiro. Os gerentes técnicos são o Eng. Katuchi Techima (AEB), Eng. Wilson Yamaguti (INPE) e o Prof. David Fernandes (ITA).

Sob a coordenação do ITA participam, além de professores e alunos de graduação e pós-graduação do Instituto, professores e alunos de graduação e de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade de Brasília (UnB), do INPE e da Technical University of Berlin (TU Berlin), esta última através de estudantes bolsistas do Programa UNIBRAL da CAPES/DAAD. Durante 2009 trabalharam no projeto: 32 alunos de graduação, 23 mestrandos e 5 doutorandos.

Está previsto para o final de março de 2010 a Revisão de Requisitos Preliminares (PRR - Preliminary Requiremesnt Review), com a participação de revisores do INPE, da AEB e da TU Berlin.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

Comentário: Maiores informações sobre o atual estágio de desenvolvimento desse satélite universitário eram esperadas pelo blog com grande expectativa, pois há tempos não se lia nada a respeito na mídia especializada. Iniciativas como essas devem ser cada vez mais incentivadas pelas instituições governamentais e universidades brasileiras visando aproveitar e justificar o desenvolvimento do VLS-1. Somente dois projetos estão atualmente em desenvolvimento no Brasil sendo o ITASAT um deles e o NANOSATCBR da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria - RS) o outro, que é muito pequeno para ser lançado pelo VLS, já que o mesmo é um nanossatélite.

Orçamento do PEB é o Menor dos Países do BRICs


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (23/02) no “Jornal da Câmara” destacando que o orçamento da Política Espacial do Brasil é o menor dos países do BRICs.

Duda Falcão

Tecnologia

Consultoria: Orçamento da Política
Espacial do País é o Menor dos BRICs

cta_br
Segundo o estudo, o baixo investimento levou ao atraso
no lançamento do Veículo Lançador de Satélites

Estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados alerta para a fragilidade institucional e orçamentária da atual Política Espacial Brasileira. Para 2010, o orçamento previsto na proposta orçamentária é de R$ 353 milhões, contra R$ 415 milhões em 2009. Segundo o diretor da Agência Espacial Brasileira, Carlos Ganen, para fazer frente a todos os desafios, seria necessário o dobro dos recursos atuais.

Os outros países que têm o mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil (Rússia, Índia e China, os BRICs) destinam muito mais recursos públicos aos seus programas. A China investe mais de 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 1,8 bilhão) e planeja vôos tripulados à lua até 2020. A Índia tem orçamento superior a 800 milhões de dólares ao ano, e a agência espacial russa conta com orçamento da ordem de 2 bilhões de dólares.

Atrasos - Entre as conseqüências, segundo analisa o estudo, está a postergação das metas estabelecidas pelo programa espacial brasileiro. Alguns exemplos, apenas para mencionar os principais projetos, são: atraso no lançamento do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês (CBERS-3), inicialmente previsto para 2009 e adiado para 2011; e atraso no lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS 1), cujo lançamento do quarto protótipo estava previsto para 2007 - e agora está marcado o teste para 2011.

A Agência Espacial Brasileira planeja lançar três satélites geoestacionários até 2013, para comunicação de dados, sendo o primeiro deles conhecido como SGB, Satélite Geoestacionário Brasileiro. Caso esses artefatos não sejam colocados em órbita, prossegue o estudo, o Brasil poderá perder posições orbitais definidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Telecomunicações - Em todo o mundo, a necessidade crescente de telecomunicações e a evolução tecnológica no setor, como a implantação da TV Digital, estão transformando o setor de satélites numa indústria multibilionária. Segundo dados de 2008 da Space Foundation, a atividade espacial mundial, incluindo bens e serviços, indivíduos, corporações e governos, movimentou 257 bilhões de dólares, dos quais 35% em serviços satelitais comerciais; 32% em infraestrutura comercial; 26% só do orçamento espacial do governo dos Estados Unidos; 6% dos outros governos; e somente 1% com lançadores e indústria de suporte.

Os Estados Unidos detêm 41% do mercado global de satélites, deixando 59% para o restante do mundo, sendo de 1,9% a participação do mercado brasileiro


Fonte: Jornal da Câmara - pág. 08 - 23/02/2010 - http://www2.camara.gov.br/jornal

Comentário: Esse orçamento do PEB sempre foi e provavelmente sempre será menor que os dos outros países que compõem o BRIC. A não ser que a mentalidade reinante na sociedade brasileira e nas suas instituições políticas mude drasticamente esse quadro. Até lá, o “Programa Espacial Brasileiro” sobreviverá com os recursos disponíveis e com o idealismo dos seus heróicos pesquisadores, apesar dos grandes entraves que dificultam o seu desenvolvimento.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Câmara Realiza Estudo Sobre a Política Espacial do País


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia divulgada hoje (22/02) no site da “Rádio Câmara” destacando que um estudo realizado pela "Consultoria Legislativa da Câmara Federal" revela que o Brasil é o país que menos investe em Política Espacial.

Duda Falcão

Estudo Revela que Brasil é o
País que Menos Investe em Política Espacial

De Brasília, Daniele Lessa
Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 - 13:30


Dentre os países que têm um programa espacial completo, o Brasil é o que menos investe em política espacial.

Para 2010, o orçamento previsto é de R$ 353 milhões, contra R$ 415 milhões aplicados em 2009.

Outros países no mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil destinam muito mais recursos públicos aos seus programas.

A China investe mais de US$ 1 bilhão e planeja vôos tripulados à Lua até 2020.

A Índia tem orçamento superior a US$ 800 milhões ao ano e a Agência Espacial Russa conta com orçamento da ordem de US$ 2 bilhões.

Essas informações foram divulgadas nesta semana pela Consultoria Legislativa da Câmara, que realiza um estudo sobre o setor espacial no Brasil.

O deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, é o relator desse estudo que irá apresentar propostas de melhoria para o Programa Espacial Brasileiro.

Segundo Rollemberg, o relatório será apresentado em abril e entre outros pontos, irá destacar a necessidade de mais regularidade nos recursos destinados aos projetos espaciais.

"O governo atual vem investindo mais no programa espacial do que os governos anteriores, mas está investindo ainda uma quantia menor do que o programa precisa. O Programa Nacional de Atividades Espaciais previa, entre 2005 e 2014, um investimento anual da ordem de R$ 800 milhões. E o que nós estamos percebendo ao longo dos últimos anos é que tem sido destinado apenas em torno de R$ 300 milhões e muitas vezes sem ter a regularidade adequada".

Rodrigo Rollemberg diz ainda que governo e Congresso precisam perceber a importância estratégica do setor espacial, tanto na área comercial como no setor geopolítico.

Apenas nove países no mundo dominam o ciclo completo de um programa espacial e a necessidade crescente de telecomunicações está transformando o setor de satélites numa indústria que movimenta mais de US$ 257 bilhões ao ano.

Os Estados Unidos detêm 41% do mercado global de satélites e a participação no Brasil é 1,9%.

Ouça a notícia pelo link abaixo:
http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/Radio/2010/02/rdflash20100222-DL-0001-wma-028.wma


Fonte: Site da Rádio Câmara - http://www2.camara.gov.br/radio

Comentário: Sinceramente não sei onde está a surpresa disso, pois o PEB historicamente sempre teve um orçamento aquém de suas necessidades e essa informação nunca foi segredo para ninguém. É verdade que o orçamento do mesmo durante o governo do presidente LULA tem melhorado ano a ano (com exceção o desse ano), mas continua bem aquém das necessidades do programa, apesar do governo sempre apresentá-lo na mídia como um programa estratégico. Clássico caso de propaganda enganosa. O deputado Rodrigo Rollemberg vem tentando a algum tempo junto ao Congresso e ao próprio governo fazer com que os “Cabecinhas de Panetone” que militam na casa entendam de uma vez por todas a extrema necessidade de se apoiar o “Programa Espacial Brasileiro”. No entanto, em minha opinião essa luta árdua do deputado tem sido em vão e infelizmente tem poucas chances de resolver definitivamente todos os entraves desse programa tão importante para o desenvolvimento do país.