quarta-feira, 31 de março de 2010

INPE Investe na Área de Fusão Nuclear


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (30/03) no jornal “Valor Econômico” destacando que o INPE irá investir na área de Fusão Nuclear.

Duda Falcão

INPE Investe na Área de Fusão Nuclear

Instituto planeja construir laboratório no interior
de São Paulo para ampliar pesquisas no setor

Virgínia Silveira
Valor Econômico
30/03/2010


As pesquisas brasileiras na área de fusão nuclear ganharão um novo impulso com a construção do Laboratório Nacional de Fusão Nuclear (LNF), dentro de uma área cedida à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

Para o novo laboratório, também será transferido o atual grupo de pesquisa do INPE, que trabalha com o Experimento Tokamak Esférico (ETE), uma máquina de pesquisa em fusão nuclear controlada, que segue o conceito desenvolvido na Rússia de confinamento magnético de plasma.

Em operação há dez anos, o tokamak do INPE, utilizado nas pesquisas da física de plasmas de altas temperaturas para fusão, também será transferido para o LNF, que será criado oficialmente até meados deste ano, segundo informou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, Marcos Nogueira Martins. "O orçamento do INPE na área de fusão termonuclear já foi transferido para a CNEN e um dos projetos que estamos trabalhando é o da modernização do tokamak", disse.

O projeto, de acordo com Martins, receberá uma verba de R$ 1 milhão para melhorias na instrumentação de monitoração do equipamento e também do banco de capacitores (baterias), para que a descarga elétrica do plasma seja mais eficiente e duradoura. O Laboratório Associado de Plasma (LAP) do INPE foi um dos primeiros a desenvolver um tokamak esférico no mundo.

A construção do novo laboratório, de acordo com o coordenador das atividades de fusão do INPE, Gerson Otto Ludwig, será feita com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que aprovou uma verba de R$ 1 milhão para o projeto de engenharia e terraplenagem. "A previsão é que o laboratório entre em funcionamento em dois ou três anos, mas suas atividades serão iniciadas antes em uma sede provisória no INPE", segundo o pesquisador.

O custo total de construção do novo laboratório, segundo o diretor da CNEN, foi estimado em R$ 10 milhões, mas o valor não inclui a aquisição de equipamentos. "Além do tokamak do INPE, também temos a intenção de desenvolver uma outra máquina, mais moderna do ponto de vista de pesquisa, mas ainda não decidimos se ela será um tokamak ou outro tipo de dispositivo para a obtenção de fusão termonuclear", disse Martins.

Segundo Ludwig, do INPE, o tokamak é hoje uma das alternativas que representam menor impacto sobre o ambiente para a produção de energia em grande escala e a mais interessante para a consecução de reatores compactos de fusão, pois não utilizam urânio enriquecido como combustível. A fonte de energia dos reatores a fusão são os elementos deutério e trítio, retirados da água do mar.

A criação do novo Laboratório de Fusão Nuclear, segundo o diretor da CNEN, permitirá ainda que o Brasil crie uma massa crítica nessa área, uma vez que os atuais grupos de pesquisa estão pulverizados e espalhados em diversas instituições e universidades do país "Além dos servidores do INPE, o LNF também vai abrigar os pesquisadores de outras instituições e os novos profissionais que serão contratados por meio de concurso público."

Com uma estrutura mais organizada, segundo Martins, o Brasil poderá se capacitar de maneira mais coerente e ágil e participar de projetos internacionais do porte do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER, na sigla em inglês), o maior tokamak do mundo, que está sendo construído por meio de uma cooperação internacional envolvendo vários países.

"O Brasil e a Comunidade Européia de Energia Atômica (EURATOM) firmaram, em novembro de 2009, um convênio para que pesquisadores brasileiros possam ter algum tipo de colaboração no ITER ou em outros tokamaks, como o Jet, da Inglaterra", disse Edson Del Bosco, membro do Comitê Técnico-Científico da Rede Nacional de Fusão.

Do ponto de vista europeu, segundo Del Bosco, o acordo já está em vigor, mas no Brasil ainda é necessário que o convênio seja ratificado pelo Congresso Nacional para que ele tenha força de lei. O acordo prevê, de forma geral, uma cooperação técnico-científica do Brasil com a EURATOM na área de fusão nuclear.

O coordenador das atividades de Fusão do INPE, Gerson Ludwig, disse que o novo Laboratório da CNEN também poderá abrigar experimentos e pesquisas inovadoras na área de fusão nuclear. "Um dos projetos que estou trabalhando, por exemplo, é o de um reator de fusão para a geração de radioisótopos, como o molibidênio 99, usado em medicina nuclear (exames de diagnóstico de câncer e outras doenças) e atualmente em falta no mercado mundial.


Fonte: Jornal Valor Econômico - 30/03/2010

Comentário: Tá tudo muito bém, ta tudo muito bom, mas como ficam as pesquisas do INPE direcionadas para o desenvolvimento de tecnologias espaciais como a do propulsor iônico em desenvolvimento no LAP? Corrijam o blog se estivermos errados, mas a função principal do Laboratório Associado de Plasma do INPE não seria desenvolver soluções tecnológicas na área de plasma para o programa espacial brasileiro? É claro que os chamados spin-offs (termo em inglês para designar um novo produto nascido a partir de pesquisas aeroespaciais) surgirão do desenvolvimento dessas tecnologias, mas como produtos derivados e não como objetivo final de desenvolvimento. Afinal estamos falando do Laboratório Associado de Plasma do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e não de um a laboratório específico para desenvolvimento de tecnologia nuclear em diversas áreas. Sinceramente causa estranheza ao blog que o coordenador das atividades de Fusão do INPE, o senhor Gerson Ludwig, tenha como projeto um reator de fusão para a geração de radioisótopos para serem usados em medicina nuclear. Evidentemente o blog não tem nada contra ao projeto que realmente é relevante, no entanto em nossa maneira de ver não deveria está sendo desenvolvido sob a tutela de um laboratório ligado as atividades espaciais do país. Uma vez mais fica demonstrada a falta de foco dessas pessoas responsáveis pelo PEB, ou então estão tentando nos bastidores enfraquecer ainda mais o já cambaleante "Programa Espacial Brasileiro" e favorecer o já milionário "Programa Nuclear" do país.

O Brasil Dobra Seu Acesso ao Observatório Gemini


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado no informativo “LNA em Dia” (núm. 11 de 23/02/2010) do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) destacando que o Brasil dobrou seu acesso observacional no Observatório Gemini.

Duda Falcão

O Brasil Dobra Seu Acesso
ao Observatório Gemini

Albert Bruch (*)

A participação brasileira no Observatório Gemini teve muito sucesso, tanto no que se refere a quantidade (numero de publicações) quanto a qualidade (numero de citações) da produção cientifica dos astrônomos brasileiros com base em dados obtidos nos telescópios do Gemini.

Mesmo assim, a pequena fração de tempo disponível (2,32%, descontando-se ainda tempo proporcional para o Gemini staff, Director's Discrecionary Time e tempo para engenharia e manutenção) impõe limitações sérias ao escopo dos programas observacionais realizados pelo Brasil. O tamanho das missões ficou limitado em poucas horas, o que torna inviável programas que precisam de observações de mais do que apenas um numero muito pequeno de alvos. Alem disso, a comunidade brasileira não pode aproveitar dos convênios do Gemini com os Observatórios Keck e Subaru para uma troca de tempo nos respectivos telescópios, uma vez que essa troca sempre dar-se-ia por noites inteiras.

Considerando as limitações mencionadas, existe uma alta demanda para o Brasil aumentar seu acesso aos telescópios do Gemini que culminou em, pelo menos, três manifestações concretas por parte da comunidade brasileira e seus representantes:

1. Em um evento especifico para discutir assuntos da participação brasileira no consorcio Gemini, realizado no contexto da XXXIV Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em 11 de setembro de 2008, os participantes apoiaram, em sua grande maioria, uma iniciativa para aumentar a participação brasileira no Gemini e encarregaram o LNA de tomar as medidas cabíveis para esse fim.

2. O Instituto Nacional de C&T de Astrofísica – INCT-A reúne cerca de um terço de toda a comunidade astronômica brasileira, inclusive quase todos os pesquisadores 1A do CNPq. Na sua reunião de 26 de maio de 2009, o Conselho Cientifico do INCT-A votou unanimemente uma resolução a favor de dobrar a cota brasileira no Gemini.

3.O Conselho Técnico-Científico – CTC do LNA, em reunião de 18 de junho de 2009, tratou do assunto da participação brasileira no Gemini e também votou unanimemente uma resolução com o mesmo teor.

Figura 1 - O telescópio Gemini

Ao mesmo tempo o Reino Unido, parceiro do Gemini, sinalizou sua intenção para diminuir seu engajamento no Observatório e ofereceu aos outros parceiros uma parte do seu tempo observacional. Portanto, surgiu a oportunidade real, senão para ampliar a cota formal do Brasil ao Gemini, mas para adquirir tempo adicional, garantindo um maior acesso da comunidade aos telescópios.

Munido com as estatísticas sobre o sucesso da participação brasileira no Gemini, com as manifestações da comunidade sobre seu desejo de ampliar seu acesso, e com a oferta do Reino Unido para cessar parte do seu tempo, o LNA se dirigiu ao MCT para sondar sua disposição para entrar em acordo com o Science and Technology Facility Council – STFC (órgão responsável no Reino Unido em gerenciar sua participação no Gemini) sobre a aquisição de tempo de telescópio. Os argumentos apresentados levaram o MCT a concordar, dando, desta forma, luz verde para o LNA entrar em negociações concretas com o STFC.

Essas conversas resultaram em um acordo entre a União e o STFC que foi assinado pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende, no dia 4 de fevereiro, e que será gerenciado pelo LNA. O contrato surtirá efeitos a partir do semestre 2010B e prevê que o SFTC ceda para o Brasil 70 horas do seu tempo de telescópio, atribuído pelo Gemini (i.e., tempo bruto, sujeito a descontos para o tempo do Gemini Staff, Director's Discrecionary Time e tempo de engenharia e manutenção), em cada semestre ate o semestre 2012B. Em principio, esse tempo fica igualmente distribuído entre os telescópios Gemini Norte e Sul. Entretanto, o acordo tem a flexibilidade de permitir uma distribuição diferente e também de alterar o numero total de horas disponibilizadas para o Brasil, caso seja conveniente.

Desta forma, o LNA pode oferecer aos astrônomos brasileiros no futuro mais do que o dobro do tempo no Gemini do que nos anos anteriores. A Comissão Nacional de Programas do Gemini irá revogar qualquer limitação referente ao tempo máximo para missões no Gemini impostos anteriormente. Alem disso, propostas para aproveitar os acordos de troca de tempo entre o Gemini e os Observatorios Keck e Subaru sao encorajadas. A chamada para propostas para o semestre 2010B será emitida no inicio de marco. Pensem em projetos, e pensem grande!

O LNA se orgulha de ter tido mais uma vez sucesso em ampliar o acesso da sua comunidade de usuários a telescópios competitivos!

Figura 2 - O aumento do acesso ao Observatorio Gemini
permitira maior proveito da comunidade brasileira nos
convenios com os Observatorios Keck e Subaru

* Albert Bruch é Diretor do LNA


Fonte: Informativo “LNA em Dia” do LNA - num. 11 - págs. 03 e 04 - 23/02/2010

Comentário: Como são extraordinários os profissionais da astronomia no Brasil, bem diferente dos pseudos administradores que militam nos bastidores do Programa Espacial Brasileiro. Esses profissionais da astronomia correm atrás, lutam, batalham, matam um boi por dia e fazem as coisas acontecerem, já a galera do PEB ficam a chorar através de artigos da vida publicados nos melhores jornais do país as suas incompetências. Não é por acaso que a astronomia brasileira vem se desenvolvendo a passos largos nos últimos anos e já o PEB... Já dizia Geraldo Vandré sabiamente no final dos anos 60: “Vem Vamos Embora que Esperar não é Saber, Quem Sabe, Faz a Hora, não Espera Acontecer”. Parabéns aos astrônomos brasileiros pela competência demonstrada em todos os níveis.

Monitoramento Hidrometeorológico do Vale do Paraíba


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (31/03) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), destacando que já está funcionando o serviço de monitoramento hidrometeorológico desenvolvido pelo "Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC)" do INPE.

Duda Falcão

Monitoramento Hidrometeorológico
Auxilia Defesa Civil do Vale do Paraíba

31/03/2010 - 08:45

Já está funcionando o serviço de monitoramento hidrometeorológico, desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE/MCT), dedicado às atividades da Defesa Civil do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira. O sistema permite visualizar de forma rápida os níveis de chuva acumulada nas últimas 24 e 72 horas, em 22 municípios, indicando se estão ou não em níveis críticos, considerando os diferentes riscos geológicos de deslizamento na região.

A idéia surgiu em uma reunião do Comitê das Bacias Hidrográficas do rio Paraíba do Sul (CBH-PS), em janeiro deste ano, quando estava em avaliação a situação dos municípios no período crítico das cheias. O CPTEC, atendendo solicitação do CBH-PS, assumiu o papel de concentrar e disseminar informações meteorológicas combinadas com a situação do principal rio da região do Vale do Paraíba (SP).

Os dados do monitoramento são coletados diariamente de pluviômetros convencionais de leitura manual pelas Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (COMDECS) e informados à Coordenadoria Regional de Defesa Civil (REDEC-I/3). Daí os dados de precipitação acumulada seguem para o CPTEC, que os coloca à disposição no portal hidrometeorológico: bancodedados.cptec.inpe.br/monitoramento/.

As atualizações da planilha de precipitação acumulada são processadas automaticamente pelo sistema do CPTEC e visualizadas em um mapa no portal, que permite acompanhar a situação de cada um dos municípios da região, integrantes do sistema. O portal possui ainda links que dão acesso a páginas do CPTEC, cujos conteúdos podem ajudar a Defesa Civil dos municípios a planejar suas ações. É possível consultar, por exemplo, imagens meteorológicas de satélites, dados de radares meteorológicos, localização de raios, queimadas, previsão numérica de tempo, boletins sinóticos de previsão de tempo, meteogramas, dados hidrológicos da bacia do Paraíba do Sul, entre outras informações.

Segundo o tecnologista do INPE, engenheiro Flávio de Carvalho Magina, idealizador e responsável pelo portal, a expectativa é de que novas informações, geradas por diferentes instituições, sejam adicionadas em breve ao Portal de Monitoramento Hidrometeorológico,
implementado pela Divisão de Operações (DOP) do CPTEC/INPE. Magina acredita que, dessa forma, o monitoramento para a próxima estação chuvosa deverá ser mais completo e abrangente para a região.

Pretende-se colocar à disposição, dados obtidos em tempo real por Plataformas de Coleta de Dados (PCDs), do INPE, instaladas às margens do rio Paraíba do Sul e afluentes. Também deverão ser adicionados dados de nível registrados a partir da leitura de réguas fluviométricas da Agência Nacional de Águas (ANA) e do DAEE. Dados do radar meteorológico de Ponte Nova do DAEE e de reservatórios (represas) do rio Paraíba do Sul também serão acrescentados ao portal de monitoramento.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Bom, muito bom mesmo, pena que devido ao baixo interesse e a falta de conhecimento da maioria do povo brasileiro sobre os benefícios gerados à sociedade pela ciência e tecnologia, notícias como esta não tem o impacto que devia ter na classe política e conseqüente reflete no baixo investimento feito até hoje no Programa Espacial Brasileiro. Mais uma vez o CPTEC/INPE está de parabéns pelo excelente trabalho que vem realizando.

Vestibular 2011 do ITA


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (31/03) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), informando que as provas do “Vestibular 2011” do ITA serão realizadas no período de 14 a 17 de dezembro.

Duda Falcão

Notícias

VESTIBULAR 2011 DO ITA

31/03/2010 10:04

Como ocorre tradicionalmente, as universidades paulistas adotam um calendário unificado com o objetivo de não prejudicar os vestibulandos interessados em prestar o exame em mais de uma instituição.

As provas do Vestibular 2011 do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) serão realizadas no período de 14 a 17 de dezembro, com início às 8h00 (horário de Brasília). As inscrições devem ser feitas entre os dias 1º de agosto e 15 de setembro.

Para os cursos de graduação, com a duração de cinco anos, o ITA oferece um total de 130 vagas, distribuídas entre as seguintes modalidades de Engenharia: Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação e Aeroespacial.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

Curtas do PEB


Olá leitor!

Segue abaixo algumas notícias sobre o PEB.

Novo Lançador: Recentemente durante a realização do chat sobre a “Política Espacial Brasileira” realizado pelo portal “E-Democracia”, o Cel Eng. Carlos Antônio Kasemodel, Vice-Diretor de Espaço do IAE/DCTA, disse que o Brasil estaria desenvolvendo um novo lançador de pequeno porte com a DLR alemã. Como o blog não pode participar do chat enviamos um e-mail ao coronel Kasemodel solicitando maiores informações sobre este e outros assuntos. Coronel o Blog aguarda sua resposta.

Cooperação Espacial Sino-Brasileira: A agência “EFE” de notícias acaba de informar que durante a visita oficial ao Brasil do presidente chinês Hu Jintao, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de abril deste ano, serão assinados diversos acordos visando o aumento da cooperação de suas instituições de pesquisa nesse campo, além de concretizar o lançamento, em 2011 do satélite conjunto "CBERS-3", quarto lançado pela parceria que é dedicado à monitoração de colheitas e desastres naturais, entre outras aplicações.

Novo PNAE: Os estudos sobre o novo “Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)” estavam previsto para serem finalizados em fevereiro deste ano e a expectativa é que esta nova versão pelo menos dure o tempo previsto para sua vigência, que nas versões anteriores eram de 10 anos e que nunca foram cumpridos. Além disso, o que se comenta nos bastidores é que esse PNAE do Ganem poderá simplesmente acabar com diversos projetos em andamento ou planejados, aumentando ainda mais a falta de foco do programa espacial.

ACS: Estava previsto para este mês de março a liberação pelo IBAMA da “Licença Prévia de Instalação (LPI)” do “Sítio de Lançamento do Cyclone-4” da empresa bi-nacional “Alcântara Cyclone Space (ACS)”, segundo informou o coronel aviador Ricardo Rodrigues Rangel, diretor do CLA, durante a realização do “I Workshop de Engenharia Aeroespacial” ocorrido em São Luís (MA) na primeira quinzena deste mês. Até o momento isto parece não ter ocorrido consolidando ainda mais a crença do blog de que este programa já nasceu morto e se for à frente, só aumentará ainda mais o prejuízo do erário público.

Duda Falcão

terça-feira, 30 de março de 2010

Prorrogado Prazo de Inscrição para 62ª Reunião da SBPC


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (30/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgando que foi prorrogado o 2º prazo de inscrição para a “62ª Reunião Anual da SBPC”.

Duda Falcão

Prorrogado 2º Prazo de Inscrição para 62ª Reunião Anual da SBPC

MCT
30-03-2010


O segundo prazo de inscrição para a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi prorrogado até às 16h de 5 de abril. O evento se realiza de 25 a 30 de julho na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, e terá cinco sessões de pôsteres para apresentação dos trabalhos. A expectativa é que o número de trabalhos aceitos seja superior a 2,5 mil.

Podem ser submetidos resumos de trabalhos científicos, de qualquer área do conhecimento, de estudantes ou professores de educação superior, pesquisadores ou profissionais; e de trabalhos de professores de educação básica ou técnica que versem sobre experiências ou práticas de ensino-aprendizagem. Veja as normas de inscrição e de submissão de resumos no site do evento: http://www.sbpcnet.org.br/natal/home/.

Reunião

A Reunião Anual da SBPC é tido como um dos maiores eventos científicos do Brasil. Realizado desde 1948, com a participação de autoridades, gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) e representantes de sociedades científicas, o evento é um importante meio de difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debate de políticas públicas em C&T.

Além da programação científica (conferências, simpósios, mesas-redondas etc), ocorrem diversos eventos paralelos, a exemplo da SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do ensino básico e para a população infanto-juvenil no geral), da ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia) e da SBPC Cultural (atividades artísticas regionais).

O evento reúne milhares de pessoas, entre cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, e profissionais de diversas áreas. Em todas as edições, o público circulante tem sido superior a 10 mil pessoas.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Ministro Sergio Rezende Visita Observatórios no Chile


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado no informativo “LNA em Dia” (núm. 11 de 23/02/2010) do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) destacando que o ministro Sergio Rezende realizou durante o carnaval visita oficial aos observatórios no Chile.

Duda Falcão

Ministro Sergio Rezende Visita Observatórios no Chile

Albert Bruch (*)

No atual contexto do planejamento da astronomia brasileira, promovido tanto pela Comissão Especial de Astronomia quanto pelo Instituto Nacional de C&T de Astrofísica, a semana do carnaval de 2010 poderá se tornar muito importante para determinar o rumo futuro.

Nesses dias, o Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende visitou varias instalações astronômicas de grande porte no Chile para se informar sobre o envolvimento atual do Brasil em empreendimentos importantes na área e sobre novas oportunidades. Já na abertura da Assembléia Geral da IAU no ano passado, o Ministro havia sinalizado a intenção do MCT em ampliar seu apoio a pesquisa astronômica brasileira. Impressionado com que viu no Chile, o Ministro renovou seu compromisso com um continuado e forte crescimento da astronomia brasileira.

Apos a Assembléia Geral da IAU, o Ministro aceitou um convite do Diretor Geral do ESO para conhecer o ALMA e o VLT, e um convite do Diretor do LNA para conhecer, na mesma ocasião, as instalações no Chile ao qual o Brasil já participa, a dizer o Gemini Sul e o SOAR. Desta forma, o Ministro teve a oportunidade de poder avaliar algumas das novas oportunidades para a astronomia brasileira na base de um conhecimento mais profundo da situação atual da astronomia ótica observacional no Brasil.

Com o Diretor do ESO no Chile, Massimo Tarenghi, como guia, o Ministro inicialmente visitou as instalações da base do ALMA, próximo a San Pedro de Atacama, aonde presenciou a montagem das antenas do Atacama Large Millimetric Array.

No dia seguinte ele se deslocou para Cerro Paranal, onde o Diretor Geral do ESO, Tim de Zeeuw, e o Diretor do VLT, Andreas Kauffer lhe aguardavam junto com o Diretor do LNA, convidado pelo Ministro para acompanhá-lo durante a visita, e a pesquisadora do IAG/USP Beatriz Barbuy. O Ministro gozou de uma apresentação exaustiva das instalações do VLT e VLTI e presenciou as observações cientificas no inicio da noite a partir da sala de controle.

Figura 1 - O Ministro visitando o VLT no Cerro
Paranal. Da esquerda para a direita: Andreas
Kauffer (Diretor do VLT), Albert Bruch (Diretor do
LNA), Beatriz Barbuy (IAG/USP), Ministro Sergio
Rezende, sua esposa Dona Adelia, Tim de Zeeuw
(Diretor Geral do ESO)

Figura 2 - O Diretor do VLT, Andreas Kauffer (direita)
explicando as instalações do VLT Interferômetro ao
Ministro Sergio Rezende e sua esposa.

Continuando sua viagem no próximo dia junto com o Diretor do LNA para La Serena, ele foi recebido pelo Diretor do SOAR, Steve Heathcote e pela Diretora Substitua do Gemini, Nancy Levenson que levaram o Ministro ao Cerro Pachon. O destaque durante a visita ao SOAR foi o espectrógrafo SIFS, recentemente concluído no LNA e em fase de comissionamento no SOAR. A visita ao telescópio Gemini Sul encerrou a parte “cientifica” da viagem do Ministro.

Figura 3 - O Diretor do SOAR, Steve Heathcote
(esquerda), o Ministro Sergio Rezende (centro) e o
Diretor do LNA, Albert Bruch (direita) na frente do
prédio do Telescópio SOAR

Entretanto, a parte política continuou no outro dia na ocasião de um almoço em sua honra na embaixada brasileira em Santiago, aonde o Ministro se encontrou, entre outros, com Gabriel Rodriguez Garcia-Huidobro, responsável, no antigo e no novo governo chileno, pela relação com os observatórios internacionais, com a Diretora Maria Tereza Ramirez do CONICYT, e com representantes de empresas brasileiras interessadas em participar na construção de um dos grandes telescópios do futuro. Ficou obvio que o governo chileno tem um grande interesse em um compromisso brasileiro em novos empreendimentos astronômicos no Chile.

Em numerosas conversas ao longo da viagem, o Ministro enfatizou a necessidade da continuada inserção da comunidade astronômica brasileira na comunidade internacional por meio da participação em grandes projetos científicos do futuro, como forma necessária para manter a reputação como agente respeitado e bem sucedido na astronomia mundial, conquistado nas ultimas décadas. O Ministro esta ciente de que isso implica em despesas significativamente mais altas em comparação aos custos de hoje para prover e manter a infra-estrutura para pesquisa astronômica, e esta disposto a disponibilizar os recursos necessários.
Cabe aos astrônomos definir suas prioridades e o rumo futuro. Com um bem elaborado plano para o desenvolvimento da astronomia brasileira em mãos, o MCT fará sua parte.

Essa clara sinalização política cria uma oportunidade inédita da qual os astrônomos brasileiros deverão tirar o Maximo de proveito!

Figura 4 - O Ministro Sergio Rezende inspecionando
o espectrógrafo SIFS (SOAR Integral Field Spectrograph)
recentemente terminado no LNA e em fase de
comissionamento no SOAR. A direita, a
Diretora Substitua do Gemini, Nancy Levenson.

Figura 5 - O Ministro Sergio Rezende (esquerda), o
Diretor do LNA, Albert Bruch (centro) e a Diretora
Substituta do Gemini, Nancy Levenson (direita) na
frente do telescópio Gemini Sul
.


* Albert Bruch é Diretor do LNA


Fonte: Informativo “LNA em Dia” do LNA - num. 11 - págs. 01 e 02 - 23/02/2010

Comentário: A importância da viagem do Ministro Sergio Rezende para conhecer as instalações dos observatórios no Chile que o Brasil tem envolvimento, não resta duvida de sua relevância. O blog sinceramente espera e torce para que as promessas feitas pelo ministro sejam realizadas, mesmo entendendo que estamos em ano de eleição. No entanto, sendo uma visita de cunho oficial o blog não entende qual foi à participação da esposa do ministro nesta viagem que justificasse a sua presença. Quem sabe a acessória do ministro se prontifica a explicar o motivo da presença de sua esposa na viagem ao Chile.

A OFMEC do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA)


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado no informativo “LNA em Dia” (núm. 11 de 23/02/2010) do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) que faz um descritivo da “Oficina Mecânica de Precisão (OFMEC)” do laboratório que é um dos responsáveis pelo grande desenvolvimento alcançado pelo Brasil no campo das pesquisas astronômicas.

Duda Falcão

Oficina Mecânica de Precisão - LNA

Osvaldo José da Silva (*)

O Brasil esta se destacando no cenário internacional no campo de pesquisas astronômicas e o LNA e o representante brasileiro em importantes projetos componentes do Telescópio SOAR.

O espectrógrafo SIFS foi o primeiro instrumento astronômico de grande porte a ser projetado, executado e montado pelo LNA. Foi necessário inovar a oficina mecânica do LNA (OFMEC), estruturando na Sede do LNA uma outra seção de mecânica de precisão e essa estrutura muito contribuiu na implantação e construção do Laboratório de Óptica, que foi responsável pelo desenvolvimento, aquisição de componentes, fabricação e montagem da IFU (Integral Field Unity) componente fundamental do SIFS. Nestes últimos 10 anos estivemos focados no desenvolvimento deste equipamento. Em nov/2009 terminamos e o enviamos ao SOAR, onde foi montado.

O segundo instrumento será o STELES, que esta na fase inicial de aquisição de materiais, ferramentas e acessórios diversos. A instituição encontra-se em fase de expansão de sua infra-estrutura, em seus diferentes laboratórios para adequar as necessidades do fomento em pauta.

A OFMEC/LNA, nos últimos anos, vem adquirindo novos equipamentos, maquinas e softwares de CAD e CAM com tecnologia de ponta. A OFMEC esta plenamente apta para a fabricação de pecas mecânicas de alta qualidade e para atender as tolerâncias e alta precisão que exigem os componentes optomecânicos destes instrumentos. Os principais equipamentos recém-adquiridos são:

Figura 1 - Centro de usinagem Veker

1 - Centro de usinagem CNC de fresamento CV-600 - Veker, mesa de 400 x750 mm, magazine com 16 ferramentas. Primeira maquina que o LNA adquiriu e que foi a alavanca para o despertar para esta nova realidade. Foi adquirida com recursos do Instituto do Milênio.

Figura 2 - Centro de usinagem Petrus 80130R

2 - Tentou-se adquirir uma outra maquina semelhante a primeira, mas que tivesse um alcance maior, isto é, usinar pecas com dimensões maiores. Conseguimos então um outro centro de usinagem CNC, também para fresamento a PETRUS 80130R - Nardine, mesa500 x 1600 mm, magazine com 20 ferramentas, que foi montada no final de 2008.

Figura 3 - Romi GL 240

3 - Vimos que estávamos deficientes no desenvolvimento de peças cilíndricas e, neste ano de 2009 adquirimos um Torno CNC GL240 - Romi com barramento inclinado, torre com 12 ferramentas e placa de 165 mm de diâmetro, que apos aquisição dos acessórios e treinamento operacional irá, de certo modo, contribuir para uma adequação melhor neste campo de desenvolvimento mecânico.

4 - Foi preciso adquirir algumas outras maquinas e equipamentos para enfatizar a manufatura da OFMEC.

4-1 - Maquina de solda Master Tig;

4-2 - Serra de fita vertical: Romarfra;

4-3 - Afiadora de ferramentas: Ricavi;

4-4 - Durometro digital: Mitutoyo;

4-5 - Centro de controle dimensional: Mitutoyo;

4-6 - Rosqueadeira pneumática: Dauer.

Figura 4 - Centro de controle dimensional – Mitutoyo

Figura 5 - Durometro digital – Mitutoyo

A OFMEC/LNA já recebeu todas essas maquinas e equipamentos e, com exceção da afiadora e do torno GL240 (que aguardam aquisição de acessórios), todos estão disponíveis para trabalho.

* Osvaldo Jose da Silva e chefe da Oficina de Usinagem de Precisão do LNA


Fonte: Informativo “LNA em Dia” do LNA - num. 11 - págs. 05 e 06 - 23/02/2010

Comentário. Este artigo comprova o porquê do grande avanço que a astronomia brasileira vem alcançando nos últimos anos. No entanto, lamentamos o pouco envolvimento desta ciência com as atividades espaciais do país. Sentimento este que o blog acredita ser compartilhado tanto pela comunidade astronômica brasileira quanto por aqueles que têm a visão do quanto esta ciência e outras ciências correlatas podem contribuir para o desenvolvimento da tecnologia espacial brasileira e do conhecimento do universo em que vivemos. Porém, infelizmente para o setor e para o país após quase 50 anos do programa espacial os responsáveis pelo mesmo ainda não tiveram esta visão. É difícil, complicado, no entanto, verdadeiro e extremamente lamentável.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brazilian Delegation Visits CEODE in China


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia em inglês postada hoje (29/03) no site da “Academia Chinesa de Ciências (CAS)” destacando que uma delegação brasileira chefiada pelo diretor do INPE, Gilberto Câmara, visitou o Center for Earth Observation and Digital Earth (CEODE) para discutir cooperação espacial.

Duda Falcão

Brazilian Delegation Visits CEODE for
Discussion on Spatial Cooperation

29/03/2010


A four-person delegation headed by Dr. Gilberto Camara from the National Institute of Space Research (INPE), Brazil, paid a visit to the Center for Earth Observation and Digital Earth (CEODE) recently to discuss further cooperation on space research.

Prof. John van Genderen delivered a report for CEODE on the progress and results of the ABCC Program, more specifically "Comparative Study on Global Environmental Change Using Remote Sensing”, a project involving researchers from Australia, Brazil, China and Canada.

The ABCC Program aims to utilize multi-source, multi-dimensional and multi-temporal remote sensing data to conduct analysis and research on global environmental change through the study of forest carbon, vegetation, glacier, snow and aerosol, etc.

Dr. Camara expressed his wish to “become an active contributor to the ABCC Program and to be able to make important contributions”.

Later in the discussion, the delegates from both parties agreed to conduct more cooperation in space research, including remote sensing and mapping applications, Geo-Informatics, environmental modeling, natural disasters, land cover change, and more importantly global environmental change.

Both sides reached a consensus to establish a Memorandum of Understanding between China and Brazil soon.

Prof. GUO Huadong, director-general of CEODE, received the delegation along with other researchers of CEODE.


Fonte: Site da Academia Chinesa de Ciências (CAS)

Comentário: Mais uma cooperação internacional do INPE de grande relevância na área de mudança ambiental global, demonstrando a importância que tem para a comunidade internacional a participação deste instituto nas pesquisas atualmente em curso no mundo.

LIT Recebe em Breve o Satélite Argentino SAC-D/Aquarius


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (27/03) pelo companheiro jornalista André Mileski no seu blog “Panorama Espacial” informando que em breve o modelo de vôo do satélite ambiental SAC-D/Aquarius argentino deverá ser enviado para as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para a execução de ensaios ambientais.

Duda Falcão

Avanços na Missão SAC-D/Aquarius

27/03/2010

No último dia 19, foi realizado em Bariloche, na Argentina, um seminário de apresentação da missão do satélite ambiental SAC-D/Aquarius, desenvolvido pela Comision Nacional de Actividades Espaciales (CONAE), em parceria com universidades e centros de pesquisa de vários países, inclusive do Brasil.

O modelo de vôo completo do satélite foi apresentado (veja fotos clicando aqui), e em breve deve ser enviado para as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), para a execução de ensaios ambientais. Uma vez concluídos, o SAC-D será encaminhado para o centro espacial de Vandenberg, nos EUA, de onde em 2011 será lançado por um foguete Delta II.

O seminário foi presidido pelo ministro argentino de Relações Exteriores, Jorge Taiana, tendo contado ainda com a presença de outros ministros, dirigentes de órgãos de pesquisa, e os embaixadores do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Itália e França.

O SAC-D, certamente um dos mais avançados satélites já construídos na América do Sul, contará com oito instrumentos para a realização de medições e pesquisas relacionadas ao oceano, clima e meio-ambiente. A missão é desenvolvida em relevante cooperação associativa entre a CONAE, NASA (EUA), e centros de pesquisas do Brasil, Canadá, França e Itália.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Não resta dúvida que esta é mais uma prova da qualificação tecnológica e profissional atingida pelo Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, único laboratório do gênero na America Latina. No entanto, também demonstra o melhor desempenho argentino com seu programa de satélites diante do desempenho brasileiro neste setor. Infelizmente (na opinião do blog), o Brasil perdeu a liderança na América Latina devido à falta de foco e de tantos outros problemas (já abordados no blog) que travam há anos o desenvolvimento das atividades espaciais do país. Apesar de o Brasil ter sido o primeiro país latino americano a desenvolver seu próprio satélite (SCD-1) e colocá-lo no espaço através de um foguete estrangeiro (1993), a Argentina desde então vem desenvolvendo um programa de satélite consistente que tirou a liderança brasileira do setor. Tanto isto é verdade que foi a empresa argentina INVAP que o INPE recorreu para o desenvolvimento (com transferência de tecnologia) do Controle de Atitude e Supervisão de Bordo (ACDH) da Plataforma Multimissão (PMM) do satélite Amazônia-1 que está em desenvolvimento pelo instituto e por empresas brasileiras. Este subsistema que é de suma importância para um satélite já deveria a anos ter sido desenvolvido no Brasil e por negligência isto não foi feito. Assim sendo, tivemos de recorrer aos “Los Hermanos”, já que o tempo que seria necessário para o desenvolvimento deste subsistema no país seria muito grande o que atrasaria ainda mais os projetos da PMM e conseqüentemente do satélite Amazônia-1, entre outros. Parabéns aos “Hermanos” argentinos pela competência demonstrada neste setor, merecedores que são pelo seu grande trabalho.

Brasil Inventa Instrumento para Estudar o Astro-Rei


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria esclarecedora postada dia 25/12/2009 no site do jornal “Correio Braziliense” destacando o “Heliômetro”, instrumento inventado no Brasil que ajudará cientistas a conhecer melhor o Sol.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAUDE

"ASTRO-REI"


Instrumento Inventado no Brasil Ajudará
Cientistas a Conhecer Melhor o Sol

Silvia Pacheco
Publicação: 25/12/2009 - 11:02


A grandiosidade do sol é proporcional aos segredos que ele ainda guarda. Sabe-se muito pouco sobre o astro-rei, apenas que é uma grande massa de gases imutável com variação de atividade, ora alta, ora baixa. Envolta dele, cientistas criaram teorias que ainda são pouco comprovadas, pois esbarram em medidas imprecisas sobre toda sua variabilidade. Um instrumento, porém, pode dar uma importante contribuição nos estudos do sol e também do aquecimento global. Trata-se do heliômetro, um instrumento que vai captar imagens nítidas e mais precisas do astro e, assim, fornecer dados mais corretos aos pesquisadores, a partir do ano que vem.

O instrumento é um modelo adaptado, projetado e concebido pelo Grupo de Instrumentação e Referência em Astronomia Solar (Girasol), em atividade no Observatório Nacional (ON) há 32 anos. Aliás, trata-se do único heliômetro moderno em todo o mundo. Pesquisadores de outros países e do próprio Brasil utilizam astrolábios fotoelétricos da década de 1950 para observar o sol. “Nosso heliômetro é capaz de gerar oito mil imagens do sol por hora, enquanto o astrolábio gera 1.800 imagens por dia”, relata o astrônomo Victor D’Ávila, que projetou o instrumento.

Segundo o cientista Eugênio Reis Neto, que ajudou na construção do heliômetro, o instrumento vai medir com mais precisão o diâmetro do sol. Neto explica que a atmosfera terrestre atrapalha na medição correta desse diâmetro, provocando ruídos nas imagens. “O que medimos é uma informação muito pequena no meio de uma turbulência atmosférica, que chamamos de ruído. Precisávamos tirar essa informação de dentro do ruído. Conseguimos fazer isso com o heliômetro.” No entanto, era preciso garantir que essa informação vinha do sol, e só a estabilidade do instrumento proporcionaria isso. “Se o heliômetro variasse com a temperatura, ficaríamos sempre na dúvida se o que estamos medindo é realmente uma variação lá no sol ou se é meu instrumento que está variando”.

Para tanto, Sandro Coletti, especialista óptico do projeto, desenvolveu um espelho com uma superfície de altíssima qualidade, feito de material cerâmico, que não apresenta dilatação térmica e, assim, não deforma com a mudança da temperatura durante o trabalho. “O espelho é o coração do heliômetro. Se ele variasse de tamanho, estaria variando as características das imagens, a distância focal, e isso poderia atrapalhar as medidas”, informa Neto. Outra grande preocupação da equipe foi com a estabilidade mecânica do instrumento. A solução foi projetar a célula do espelho. Feita de alumínio, ela abriga o espelho heliômetro de forma que ele fique mecanicamente estável. “O heliômetro vai ficar também em uma cúpula climatizada, com a temperatura controlada, tudo para minimizar ao máximo as variações instrumentais”, salienta D’Ávila.

No heliômetro, não se vê o sol diretamente, como no telescópio. Uma câmara localizada no plano focal do espelho (veja arte), no interior do tubo, captura as imagens e joga diretamente para o computador, onde são analisadas automaticamente, numa taxa de milhares de imagens por hora. Tudo isso medido com precisão, servirá de base para os teóricos solares do mundo todo trabalharem na explicação do sol e seus fenômenos. O instrumento está em fase de testes e deve entrar em atividade logo no mês que vem. “Por enquanto, estamos aprimorando seu funcionamento e ajustando os erros para que ele entre em campanha permanente”, conta D’Ávila.

Clima

Além da ação do homem e da evolução natural do clima terrestre, o sol também tem sua parcela de culpa no aquecimento global — só não se sabe, ainda, exatamente qual é. De acordo com D’Ávila, o astro tem variações de emissão de luz da ordem de 1%. “Parece pouco, mas é muita coisa”, afirma. O cientista também destaca que o astro-rei pode ou deve estar aumentando seu diâmetro, e isso pode ser uma das razões que contribuam para a variação do clima na Terra. “O diâmetro físico solar pode estar variando em algumas centenas de metros. Com a medição, podemos confirmar essa variação”, alega.

Outra coisa que os cientistas levam em conta no aquecimento global provocado pelo sol é a atividade na qual ele emana mais ou menos radiação ao espaço, atingindo também a Terra. Essa radiação magnética, conhecida como ventos solares, também pode influenciar o clima, esfriando ou aquecendo nosso planeta. Funciona da seguinte forma: o sol tem um ciclo solar de 11 anos que pode ser de alta ou baixa atividade. Essa atividade é definida pelo número de manchas solares em sua superfície. Portanto, quanto maiores as manchas, maior sua atividade.

Essas manchas são como explosões de gases, que, por sua vez, são radioativos. Durante o ciclo de alta atividade, por exemplo, o sol emana maior radiação ao espaço e à Terra. Essa alta radiação recebida pelo planeta pode fazer com que ele se aqueça. O filme 2012 aborda esse fato. Na ficção, a resposta para o tal fim do mundo está na altíssima atividade solar e sua radiação influindo no planeta. Se isso pode acontecer? Sim, pode, mas na ordem de bilhões de anos.

Nelson Vani Leister, professor do departamento de astronomia da Univesidade de São Paulo (USP), comenta que o heliômetro representa um avanço daquilo que já era feito com instrumentos antigos, como o astrolábio. Para ele, os dados obtidos até hoje entre as precisões feitas no solo e no espaço são inconsistentes e incoerentes. “Com o novo heliômetro, teremos um avanço considerável de precisão desses dados, que podemos comparar com os dados feitos por satélites no espaço”, acredita. Leister também levanta a hipótese de que os resultados do heliômetro possam abrir a porta para o desenvolvimento de um projeto espacial, em conjunto com outros países, para o desenvolvimento de satélites especialmente para a observação solar. “Se os dados do heliômetro forem coerentes com os dos satélites, acredito que seja um passo decisivo para o desenvolvimento de um projeto espacial voltado ao sol.”


Fonte: Site do Jornal do Correio Braziliense - 25-12-2009

Comentário: Esta matéria faz uma descrição mais clara (na opinião do blog) do que as notas aqui anteriormente postadas (veja as notas Pesquisadores do ON Desenvolvem Novo Instrumento , Instrumento Brasileiro Irá Desvendar Segredos do Sol) sobre este importante instrumento brasileiro que ajudará a astronomia do país e mundial a conhecer melhor o nosso “Astro Rei”. Também não resta dúvida da capacidade e competência técnica atingida por esta ciência no país e já passou da hora de se abrir um maior espaço para que ciências como a Astronomia possam contribuir para o desenvolvimento da tecnologia espacial no Brasil. Infelizmente a participação desta ciência e de outras correlatas no “Programa Espacial Brasileiro” tem sido extremamente insignificante, tendo apenas como promessa o desenvolvimento de uma missão (MIRAX) prevista para ser inserida no satélite científico Lattes-1, o que na opinião do blog é muito pouco em relação ao que esta ciência pode oferecer. A idéia do desenvolvimento de um satélite solar apresentada aqui nesta matéria como também a de um telescópio espacial, o projeto ASTER e tantos outros já apresentados pela classe astronômica em outras ocasiões, são extremamente relevantes e deveriam ser estudadas com atenção pelos órgãos responsáveis pelas atividades espaciais do país.

sábado, 27 de março de 2010

A Política de Defesa Nacional em Debate


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (24/03) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) destacando que estão abertas as inscrições para a 12ª edição do “Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa (XII SIGE)”, que acontecerá entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2010, no ITA. Esse evento objetiva criar um ambiente adequado à troca de experiências entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros militares e civis nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação, em particular aquelas de interesse da Defesa Nacional e do “Programa Espacial Brasileiro”.

Duda Falcão

A Política de Defesa Nacional em Debate

24/03/2010

Estão abertas as inscrições para a 12ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa (XII SIGE), que acontece entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2010, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Este evento, de âmbito internacional, objetiva criar um ambiente adequado à troca de experiências entre representantes de setores da sociedade civil e militar que atuam nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação, em particular naquelas de interesse da Defesa Nacional.

Além de palestras e apresentação de pôsteres, os participantes terão acesso à área expositiva onde estarão representadas empresas e instituições do setor de Defesa, incluindo o Laboratório de Guerra Eletrônica do ITA.

A comissão organizadora receberá até o dia 31 de maio, trabalhos que se enquadrem em uma das áreas temáticas a serem abordadas durante o Simpósio – Guerra Eletrônica, Análise Operacional, Comando e Controle, Armamento Aéreo, Fusão de Dados, Microeletrônica, Sistemas de Informação, Radares de Alta Sensibilidade, Ambiente de Sistemas de Armas, Materiais de Alta Densidade Energética, Hipervelocidade, Potência Pulsada, Navegação Automática de Precisão, Materiais Compostos, Dinâmica dos Fluidos Computacional, Sensores Ativos e Passivos, Fotônica, Inteligência de Máquinas e Robótica, Controle de Assinaturas, Reatores Nucleares, Sistemas Espaciais, Propulsão com Ar Aspirado, Materiais e Processos em Biotecnologia, Defesa Química, Biológica e Nuclear, Integração de Sistemas, Supercondutividade, Fontes Renováveis de Energia. Todas as submissões serão avaliadas por pelo menos dois revisores e o aceite será baseado na originalidade, qualidade, relevância e valor prático do trabalho.


Para mais informações acesse www.sige.ita.br

ITA


Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Conheça o Espaço


Olá leitor!

Segue uma notícia postada dia (25/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgando que o personagem infantil “COSMINHO” criado pela agência espacial começa agora mais uma missão brasileira no espaço.

Duda Falcão

Conheça o Espaço

Folhinha da Região
25-03-2010


Atenção tripulantes da nave espacial: começa agora mais uma missão brasileira no espaço. O astronauta responsável por esta aventura é o Cosminho, personagem infantil criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Desde 2008, este pequeno aventureiro das estrelas ajuda crianças de todo o País a compreender os mistérios do universo. Cosminho é um garoto sonhador. O coronel-aviador Marcos Pontes, primeiro brasileiro a ir ao espaço, foi à fonte de inspiração deste personagem. Ambos tiveram uma origem simples, estudaram bastante e conseguiram superar seus desafios.

A Folhinha da Região entrevistou o Cosminho para saber mais sobre ele e a rotina de um astronauta. O explorador espacial conta que vive numa nave em órbita no planeta Terra. Suas matérias preferidas na escola são Física e Matemática. Nas horas de descanso, Cosminho assiste a filmes de ficção científica, ação e documentários, além de construir foguetes e satélites. O herói do personagem é o aviador brasileiro Santos Dumont, primeiro homem a pilotar uma máquina mais pesada que o ar.

PROFISSÃO

Cosminho explica que a vida de um astronauta se divide entre missões terrestres e no espaço. Participar de treinamentos e motivar os jovens para o programa espacial são alguns dos trabalhos deste profissional. No espaço, são feitos experimentos, como manutenção de importantes equipamentos, como estações espaciais e satélites. O pequeno explorador tem algumas dicas para quem quer virar astronauta, como estudar bastante, cuidar da saúde e sempre fazer coisas boas para todas as pessoas. “Todo sonho é possível. Basta ter disciplina e se dedicar aos estudos”, afirma.

Cosminho explica que o Programa Espacial Brasileiro usa satélites e foguetes para ajudar o Brasil a conhecer seu próprio território, verificando plantações, cidades, florestas e águas. O objetivo é proteger e utilizar os recursos sem destruir a natureza e, assim, melhorar a vida dos cidadãos. Para fazer perguntas ao Cosminho, as crianças podem acessar a página virtual da AEB (http://www.aeb.gov.br) e clicar na figura do personagem. Após escrever a mensagem, é preciso deixar o nome e um e-mail de contato para o astronauta responder.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Iniciativas como esta da AEB são de suma importância para aproximar nossas crianças da educação moderna necessária para a futura sociedade que se avizinha. O mundo caminha para o espaço e precisamos preparar desde agora os futuros profissionais brasileiros para este novo mundo. Educação para todos centrada em ciência e tecnologia, não é um luxo de países do primeiro mundo é sim uma necessidade extrema para qualquer nação que visualize se destacar futuramente nesta nova sociedade humana. Parabéns a AEB.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Alunos do INPE Promovem Workshop da Área Espacial


Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada hoje (26/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informando que alunos da pós em engenharia e tecnologias espaciais promovem entre 30 de março e 1º de abril um workshop para apresentação de trabalhos.

Duda Falcão

Alunos da Pós em Engenharia e
Tecnologias Espaciais Promovem 1º Workshop

26-03-2010

Entre os dias 30 de março e 1º de abril, os alunos da pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promovem um workshop para apresentação de trabalhos. O evento será realizado no auditório Fernando de Mendonça, no LIT/INPE, em São José dos Campos.

O workshop pretende promover a integração entre as quatro áreas deste programa de pós-graduação: Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, Combustão e Propulsão, Mecânica Espacial e Controle, e Materiais e Sensores. Cada uma destas áreas, com suas respectivas linhas de pesquisa e desenvolvimento, abrange disciplinas que, juntas, complementam o conhecimento necessário para os estudos relacionados à Engenharia Espacial.

Segundo os organizadores, o evento também tem o objetivo de apresentar o programa de pós-graduação da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) aos novos alunos e assim estimular um ambiente criativo, inovador, desafiador e de produção científica, além de criar demandas de trabalhos entre as áreas.

É o primeiro workshop promovido pelos próprios alunos do programa da ETE e o objetivo é realizar o evento anualmente.

A programação do evento está na página www.inpe.br/iwete


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais (INPE)

Abertas 75 Vagas Para o CPTEC e LCP Divulga Resultados


Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada hoje (26/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informando que foram abertas 75 vagas para contratação temporária do CPTEC e que o processo seletivo no LCP divulga resultados.

Duda Falcão

Abertas 75 Vagas para Contratação Temporária no CPTEC
Processo Seletivo no LCP Divulga Resultados

26-03-2010

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou nesta sexta-feira (26/03) edital de abertura de inscrições para a contratação, por tempo determinado, de 50 profissionais de nível superior e 25 profissionais de nível médio para exercício de atividades técnicas em previsão de tempo e estudos climáticos (CPTEC).

As inscrições devem ser feitas entre os dias 29 de março e 12 de abril, nas unidades do INPE de São José dos Campos e Cachoeira Paulista (SP).

Confira aqui o edital nº 6, com a descrição das vagas e remunerações, bem como o conteúdo programático, procedimentos para inscrições e demais informações necessárias.

LCP/INPE

Também foi divulgado nesta sexta-feira (26/03) o resultado definitivo das provas escritas e o resultado provisório da análise de currículos do Processo Seletivo Simplificado para contratação, por tempo determinado, de profissionais de nível superior para exercício de atividades técnicas em laboratório de combustão e propulsão (LCP).

Os editais e demais informações sobre os processos seletivos para contratação temporária no INPE estão disponíveis na página http://www.inpe.br/processo_seletivo/index_processo.php


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais (INPE)

Chat Sobre a Política Espacial Brasileira - 22/03/2010


Olá leitor!

Convido você a ler com atenção na integra o interessante debate sobre a “Política Espacial Brasileira” ocorrido dia 22/03 através do chat promovido pelo site “E-Democracia” da Câmara Federal.

O chat contou com a presença do relator do estudo sobre o “Programa Espacial Brasileiro”, deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), do Cel Eng. Carlos Antônio Kasemodel, Vice-Diretor de Espaço do IAE/DCTA, do Thyrso Villela, Diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, do Otavio Durão, engenheiro do INPE, do jornalista André Mileski (Blog Panorama Espacial) entre outros.

Infelizmente o blog “BRAZILIAN SPACE” não pôde participar por problemas técnicos com o nosso computador. Quando conseguimos entrar na sala e após tomarmos consciência do andar da carruagem e estarmos prontos para fazermos nossos questionamentos o moderador encerrou o debate. Assim ficamos impossibilitados de tirarmos nossas dúvidas principalmente com o Cel. Eng. Carlos Antônio Kasemodel.

No entanto, o blog procurará entrar em contato com o coronel Kasemodel para que essas dúvidas possam ser esclarecidas e assim podermos passar ao leitor informações que consideramos importantes para o PEB.

Duda Falcão

Chat Sobre a Política Espacial Brasileira
com a Presença do Deputado Rodrigo Rollemberg

22 de Março de 2010, às 15hs


Moderador Fala com TODOS: Boa tarde a todos. Tem início neste momento o bate-papo com o relator do estudo sobre o Programa Espacial Brasileiro, deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Para tornar a conversa mais ágil, o deputado ditará as respostas para três digitadores, identificados no chat como Dep. Rollemberg. Antes de postar sua pergunta, verifique se não existe outra com o mesmo teor. Perguntas repetidas não serão inseridas na tela. Pedimos àqueles que estiverem representando algum órgão que o identifique no momento da postagem.

Thyrso Villela – AEB: Sr. Deputado, estou representando a AEB e o MCT neste chat. Sou diretor de satélites, aplicações e desenvolvimento da AEB

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Prezado Thyrso, seja bem-vindo! Boa tarde a todos. Podemos começar o debate.

Otavio Fala com TODOS: O Dr. Roberto Amaral estará participando do chat?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Otávio, ainda não temos confirmação.

Direção IAE: Representando o IAE encontra-se o Cel Eng. Kasemodel, Vice-Diretor de Espaço do IAE.

Ludmilla Fala com TODOS: Quais as principais conclusões do estudo do Conselho?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Ludmilla, ainda não podemos falar em conclusões, mas já temos alguns diagnósticos dos problemas que afetam hoje a Política Espacial Brasileira. O objetivo do estudo é ser propositivo. Não vamos nos ater ao passado, pois na exploração espacial, o que todos visamos, é sempre o futuro, a construção do amanhã com base na inteligência e na coragem do homem. Há conceitos subjetivos que são intrínsecos às políticas espaciais, como o aspecto central do domínio do homem sobre o nosso planeta, o nosso eterno ímpeto exploratório, a busca frenética por respostas e descobertas que nos permitam viver melhor. No diagnóstico que temos a pesquisa espacial no Brasil não é percebida com esse magnetismo. É como se estivesse esvaziada de sua alma, longe do seu ímpeto, sem motivação. Está relegada a uma política de segunda grandeza, feita nos gabinetes burocráticos e com base em ritos e normas limitantes. O diagnóstico que temos vai nesta direção. Há problemas na coordenação política, que é pulverizada; no planejamento e gestão dos projetos, que não recebem recursos nem os instrumentos necessários à sua execução; na gestão de pessoas, que não são valorizadas à altura de seu conhecimento; no modelo organizacional, que é um tanto esquizofrênico. Um exemplo é que, no modelo organizacional, a Agência Espacial Brasileira está vinculada a um ministério, o da Ciência e Tecnologia, praticamente no mesmo nível dos órgãos que deve coordenar como o INPE e bem distante do CTA, que está subordinado à área militar. Não é preciso ser administrador para constatar que esse modelo não funciona. Não há voz de comando.

Marcelo Fala com TODOS: O deputado critica a coordenação do programa espacial. De que maneira essa coordenação poderia ser mais eficiente? Quais mudanças seriam necessárias, principalmente no arranjo institucional?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Marcelo, não podemos ter a pretensão, de em um estudo de poucos meses, equacionar ou remodelar completamente uma estrutura institucional que foi consolidada em mais de 40 anos de programa. É claro que há dificuldade e pulverização de comando nas ações do programa espacial, mas também é claro que temos instituições fortes e competentes, como o INPE e o DCTA, que devem ter autonomia, financiamento e condições para continuar o seu trabalho. No nosso entendimento, o que falta, como disse, é um foco único, um objetivo comum, uma sinergia que aponte todos para o mesmo caminho. Isso só ocorrerá se houver uma liderança na coordenação espacial, uma unicidade de comando, inclusive com relação à área civil e à área militar.

Otavio Fala com TODOS: Deputado, o seu diagnóstico parece-me correto. A questão é o que vem depois.

Nelia_AEB: Em relação à resposta do Dep. Rollenberg, apesar da estrutura organizacional do PEB, com diferentes ministérios, a AEB exerce dentro de sua área de competência, que é a política espacial e sua execução orçamentária, completo controle do programa. Está introduzindo ferramentas de gestão que aperfeiçoarão ainda mais o sistema.

André Fala com TODOS: Nelia, mas em relação à gestão do Programa Espacial exercida pela AEB, a agência conta com um corpo de funcionários adequado e qualificado para isso?

Thyrso Villela – AEB: Em relação à pergunta do André, a AEB conta com um corpo técnico qualificado. No entanto, estamos fazendo gestão junto ao Ministério do Planejamento para ampliar o quadro de pessoal. Esperamos contar com o apoio do Conselho para isso.

Ludmila Fala com TODOS: Nélia, não basta ter ferramentas de gestão de projetos, é preciso ter ferramentas de gestão da política.

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Nélia, André, e Ludmila, respondendo à sua ponderação das 15h30, concordo com vocês. Essa de fato é a missão institucional da AEB, ter uma visão geral do programa, fazer o controle e o planejamento, ter projetos de longo prazo e coordenar os vários órgãos executores da política espacial. No entanto, não conseguimos identificar, até este momento, que essa sinergia esteja funcionando como deveria. O que nos parece, nas conclusões preliminares do estudo, é que cada órgão executor está olhando para um lado, e que a principal função hoje da AEB é repassar recursos que já vem com a sua destinação definida. Reforçar o papel da AEB é essencial para resgatar o status do programa espacial, dar coerência às ações e continuidade e ritmo aos projetos. Considero que a agência está refletindo e buscando um novo planejamento de suas ações, mas o reaparelhamento do órgão, inclusive com a criação de cargos na carreira de ciência e tecnologia, é essencial. Com um quadro de apenas 80 técnicos, todos requisitados, não se pode ir muito longe. Ludmila, a gestão política também deve ser feita pelo Conselho Superior da Política Espacial, que reúne os vários ministérios, e que deve assumir o seu papel de protagonista na definição dos rumos da política espacial brasileira. Ressalto, no entanto, que a orientação política do programa deve ser feito dentro da linha de uma política de Estado, com uma visão estratégica de desenvolvimento, e não como mais uma política pública de governo.

Ludmila Fala com TODOS: Deputado, a palavra final cabe ao Conselho Superior, mas a AEB deve funcionar como órgão de formulação estratégica.

Laerte Fala com TODOS: O Brasil, entre os Brics, é o que menos investe, por larga margem, em atividades espaciais. Há alguma esperança de se reverter este quadro?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Laerte, creio que sim, este é um dos objetivos do estudo, fazer tanto o Congresso quanto o Executivo perceberem que o Programa Espacial deve ser tratado como política de Estado, e não como política de Governo. Para isso, é importante que todos conheçam as diversas aplicações do Programa Espacial, e que ele tenha recursos significativos e regulares à disposição.

Marcelo Fala com TODOS: Dep. Rollemberg, sou redator do Jornal da Ciência, e gostaria de saber qual é o impacto do atraso do lançamento do Cbers e do VLS1 para a economia e a ciência brasileira. Quais áreas os atrasos mais impactam?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Marcelo, muito relevante a sua pergunta sobre o CBERS e o VLS1. Os dois projetos, também o do satélite sino-brasileiro, CBERS, quanto o do lançador, o do VLS1, são projetos estruturantes do programa espacial brasileiro. Ambos datam de mais de duas décadas, e, no entanto, são metas que o Brasil ainda não logrou atingir. O CBERS, por exemplo, permite que o Brasil tenha se projetado no mundo como um dos maiores distribuidores de imagens de sensoriamento remoto. No entanto, não conseguimos adquirir tecnologia, em anos de parceria, para desenvolver um satélite desse porte sozinho. Do ponto de vista científico, não atingimos a autonomia que pregamos há mais de 40 anos. Do ponto de vista econômico, a parceria com a China também não fez com que conseguíssemos promover, por exemplo, a base de Alcântara, uma vez que os satélites são lançados da China. Também foram poucos os incentivos da indústria com relação à construção dos CBERS 1 e 2, além do 2B. A falta de incentivo à indústria é um dos grandes gargalos do nosso programa. Quanto ao VLS1, ter um lançador próprio é essencial para o país, do ponto de vista econômico, científico e também de soberania nacional. No entanto, sem os recursos necessários, esse lançador de médio porte, que pode ser inclusive comercializado em mercados como o europeu, nunca sairá do papel e também não permite que a gente use todo o potencial de Alcântara para gerar recursos para a nossa economia. Precisamos solucionar isso.

Ludmila Fala com TODOS: Acredito que, sem uma real conexão com os problemas econômicos e sociais do País, o programa espacial brasileiro continuará sendo um programa de segunda classe, sem grande expressão nacional. Até onde pude averiguar, essa conexão existe na Índia e na China. Orgulho nacional e desejo de autonomia respondem só por uma parte do sucesso dos programas espaciais nesses países.

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Ludmila, entendo que seja necessário popularizar o Programa Especial Brasileiro. O Programa deveria ser revisto para melhor atender ao estabelecido na Política Nacional de Atividades Espaciais. Além disso, para ter apoio do conjunto da sociedade, a população precisa conhecer todas as aplicações do PE, como: controle do desmatamento, mudanças climática, a previsão de safras, telecomunicações, telemedicina, GPS etc.

Ludmila Fala com TODOS: Concordo, deputado. E digo mais, os órgãos de governo também precisam conhecer mais o PEB, saber que tipo de resposta ele pode dar para as necessidades do País nas áreas de telecom, ambiental, agrícola, etc.

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Ludmila, este é o nosso desafio!

Laerte Fala com TODOS: Um dos grandes problemas que vejo hoje no Programa Espacial é a ausência de uma presença significativa das universidades. Eu sou membro do maior departamento de astronomia do Brasil (no IAG/USP) e tenho mais facilidade de discutir projetos de satélites científicos com colegas do exterior que aqui no Brasil. Há necessidade de ações que integrem as universidades com as atividades espaciais de forma mais sistemática. Organizamos um workshop aqui no IAG no ano passado com esse objetivo. Uma das conclusões foi que o programa de satélites astronômicos seja iniciado com um edital da AEB que poderá, inclusive, apoiar o desenvolvimento de pré-projetos que objetivem encontrar nichos científicos para serem explorados em missões espaciais. Este tipo de ação permitirá incorporar setores do mundo acadêmico que até o momento não tiveram oportunidade ou interesse em se envolver com projetos associados às atividades espaciais.

Thyrso Villela - AEB: Laerte, a AEB tem um programa, chamado Uniespaço, que visa justamente fazer com que as universidades brasileiras participem do esforço nacional para dominar todo o ciclo espacial. Sabemos que ainda há muito trabalho a ser feito neste sentido. A AEB está atualmente trabalhando para ampliar esse programa. O Conselho Superior da AEB tem um representante da comunidade científica, que é um canal importante para tentar solucionar esse problema.

Dep. Rollemberg: Laerte, concordo inteiramente, e consulto se essa demanda já foi apresentada formalmente ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Paulo planetário UFG Fala com TODOS: gostaria de saber sobre a situação da base de Alcântara e o acordo com a Ucrânia para a construção de uma torre de lançamento para foguetes de médio porte. Quando será a inauguração?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Paulo, a conclusão das obras em Alcântara está prevista para o final deste ano. Quanto ao acordo com a Ucrânia, o Conselho de Segurança Nacional está se estudando a possibilidade de construirmos a Base com dispensa de licitação, o que poderá acelerar o processo.

Direção IAE: Paulo Planetário UFG - sobre a Torre de Lançamento do VLS-1, as obras deverão ser concluídas em breve.

Camilo Fala com TODOS: Caro Deputado, um dos aspectos de relevância da política espacial brasileira se concentra nas políticas de segurança de território. Gostaria de saber se existe o propósito aumentar a fiscalização sobre a Amazônica, principalmente no que tange às fronteiras.

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Camilo, é preciso atentar para o fato de que um dos 3 pilares da Estratégia Nacional de Defesa (END) é o Programa Espacial. E a END foi concebida com vistas à consolidação de um poder dissuasório, que prevê o controle tanto do espaço aéreo quanto de nossas fronteiras. Agregue-se a isso o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Sistema de Proteção da Amazônia, que faz sensoriamento remoto a partir de sistemas de radares instalados em aeronaves.

Camilo Fala com TODOS: Obrigado pela resposta, Deputado.

Otavio Fala com TODOS: Quais os indícios preliminares do estudo da Câmara sobre as demandas para lançadores nacionais, suas especificações e custos para o orçamento nacional, se já analisado?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Otávio, no que diz respeito a veículos lançadores do porte do VLS, há demandas no mercado internacional, particularmente na Europa e especificamente por parte da Alemanha. No entanto, temos encontrado dificuldades em finalizar o projeto VLS, que teve início com a MECB, nos anos 80. A questão orçamentária, é sem dúvida, a grande explicação para não termos avançado neste projeto crucial. Depois do acidente de 2003 em Alcântara, o País teve uma consultoria com a Rússia e eu entendo que estamos com todas as condições de finalizar um projeto que sempre foi um dos pilares do programa espacial brasileiro, ao lado do projeto de ter uma base de lançamento própria com satélites nacionais. Abandoná-lo, neste momento, acredito que seria uma perda histórica para o nosso programa. Por isso, a partir das conclusões do estudo, vamos apontar quanto precisamos para finalizar este projeto e vamos trabalhar intensamente, com o apoio das comissões temáticas desta Casa, como a de Ciência e Tecnologia e a de Relações Exteriores, para aumentar o aporte de recursos para o VLS, para definir calendários realísticos e para estreitar o relacionamento com outros países para o VLS. Lembramos que os lançadores são a parte mais delicada de qualquer programa espacial, por se tratar de uma tecnologia dual. Portanto, é importante que a gente adquira competência própria para desenvolver sozinho um projeto como este, de A a Z. Do jeito que está, estamos perdendo a competência, o talento e a capacidade de uma entidade com a excelência do DCTA e do IAE, instituto de aeronáutica e espaço.
Ludmilla Fala com TODOS: Como será a publicação do Conselho de Altos Estudos e qual o impacto que vocês esperam obter com esse trabalho?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Ludmilla, o estudo da Câmara dos Deputados reúne todos os elementos que, em tese, faltam à Política Espacial Brasileira. Decisão política; visão estratégica; planejamento compatível com os recursos; calendário sistemático de ações; reunião de esforços técnicos e trabalho em equipe. Temos contado com o apoio incondicional dos órgãos centrais da política espacial brasileira, como AEB, INPE e DCTA, sem o qual seria impossível ter chegado até onde chegamos. Somos imensamente gratos por essa cooperação, que aconteceu, acredito, porque esses órgãos conseguiram compreender a dimensão do nosso desafio. Reunimos um acervo considerável de informações, documentos e estudos sobre a política espacial brasileira, que irão subsidiar enormemente este estudo. O espaço Fique por Dentro Política Espacial, na página principal do sítio da Câmara dos Deputados, é apenas uma mostra da riqueza do acervo bibliográfico sobre o tema. Não deixem de visitar. O link é: http://www2.camara.gov.br/internet/fiquePorDentro/Temasatuais/politica-espacial-brasileira. O estudo conta com o apoio de uma equipe de especialistas da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, que estão analisando os aspectos institucionais, orçamentários, econômicos, ambientais, de formação de recursos humanos, de segurança nacional, além de artigos das mais altas autoridades sobre o tema. A publicação é, na verdade, o fechamento de um processo que se iniciou há um ano, em que o Conselho promoveu debates abertos com os responsáveis pela política espacial no Brasil; promoveu seminário televisionado (notas taquigráficas disponíveis no Fique por Dentro) com a TV Câmara e a Câmara divulgou, pelos mais diversos meios, TV, agência, rádio, jornal e assessoria, todas as ações desenvolvidas. Não temos dúvida de que essa grande articulação e soma de esforços já produziu enormes resultados práticos e políticos. Em primeiro lugar, o tema está recolocado na agenda política do País, e se pensa, inclusive, em levar a Agência Espacial Brasileira para o núcleo estratégico do Governo, como a SAE, reaparelhando-a. Discutimos exaustivamente a relevância, a abrangência e o futuro da política espacial; políticas de transferência de tecnologia; principais acordos e instrumento de cooperação; cenário e legislação internacional; a importância da política espacial para a preservação e proteção da Amazônia; a política espacial e as mudanças climáticas; a política espacial, a política industrial e o desenvolvimento nacional; o desenvolvimento tecnológico e a formação de competência, entre outros temas. É fundamental ressaltar as três dimensões deste trabalho: o aspecto técnico, o político e o educativo. Do ponto de vista técnico, vamos fechar um diagnóstico da questão espacial no Brasil; produziremos uma avaliação crítica do setor e vamos vislumbrar propostas e apontar caminhos para o aprimoramento das políticas e para a solução dos problemas. Do ponto de vista político, vamos recolocar a política espacial no eixo dos projetos estratégicos de governo, como assim o tema é definido na Estratégia de Defesa Nacional, e, dessa forma, assegurar recursos orçamentários e as condições necessária para isso, recolocando o Brasil no cenário dos grandes players mundiais na exploração espacial, posição que ele vem perdendo nas últimas décadas. No quesito educacional, estamos trabalhando para mostrar à sociedade o que é, qual a importância e quais os rumos que deve ter a Política Espacial Brasileira, seja na mídia, nas escolas, nas universidades. Informação e apoio da sociedade são fundamentais para a continuidade dos projetos.

Otavio Fala com TODOS: Deputado, o estudo da Câmara fará recomendações pós VLS-1 em relação a lançadores nacionais? Para que demanda, tecnologia, custos, capacidade, estratégia industrial, parcerias internacionais?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Otávio, o estudo não terá este nível de profundidade, porque estamos buscando ter uma visão mais holística, fazendo um diagnóstico do problema e apresentando especialmente ferramentas para solucionar esses problemas. Acreditamos que o rumo das ações especificamente tem que ser dado por especialistas e pelos fóruns adequados da política espacial, como o próprio Conselho Superior e a AEB, num diálogo constante que deve ser restabelecido com o INPE, o IAE, o CLA e todos os demais agentes do programa. Não queremos soluções intervencionistas, que venha de fora, mas sim a construção de um diálogo que seja real e voltado para os benefícios que o programa terá para a sociedade. A autonomia nesse setor de lançadores é essencial. Vamos trabalhar para isso.

Direção IAE: Gilmar - Para o atual veículo lançador em desenvolvimento no país, o VLS-1, é utilizado o propelente sólido produzido no país.

Laerte Fala com TODOS: Deputado, junto com colegas de diversas universidades, do INPE e da AEB estamos discutindo meios para iniciar um programa de satélites científicos e formação de pessoal . Mas ainda não mandamos nada para o MCT, embora devamos fazê-lo como parte do Plano Nacional de Astronomia, em elaboração.

Ricardo Fala com TODOS: O estudo da Câmara já está disponível em seu site na internet? Se não, quando estará?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Ricardo, informamos que o estudo encontra-se em fase de conclusão e, portanto, não está disponível na Internet. A perspectiva é que até o final de junho o estudo seja finalizado.

André Fala com TODOS: Entendo que os estudos da Câmara apresentarão um diagnóstico e também eventuais recomendações. De nada adianta, porém, indicar a necessidade de maior volume de recursos para o desenvolvimento dos projetos sem a sugestão de fontes de recursos para tal. Haverá no estudo alguma indicação nesse sentido?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: André, vou propor mecanismos inovadores e eficientes para darmos uma injeção de recursos no programa espacial. Os fundos setoriais destinaram pouquíssimos recursos para a política espacial e o maior banco de desenvolvimento do País, o BNDES, tem programas para financiar da TV Digital à produção cinematográfica, porém, passa ao largo das demandas do setor espacial.

Otavio Fala com TODOS: Quais os indícios preliminares do estudo da Câmara sobre as demandas para lançadores nacionais, suas especificações e custos para o orçamento nacional, se já analisado?

Acioli/INPE Fala com TODOS: Deputado, o Governo anunciou na quinta-feira passada o contingenciamento de R$ 21 bi da LOA 2010. Sabemos que a área de C&T sempre tem sofrido cortes. Até o presente momento a Casa Civil não publicou o decreto correspondente. O Sr tem alguma informação de como este contingenciamento afetará o setor espacial e se tem alguma estratégia para reverter o possível corte?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Acioli, informamos que o Decreto de contingenciamento não foi publicado até a presente data. No entanto, destaco que a Lei de Diretrizes Orçamentárias ressalva do contingenciamento as principais ações vinculadas à função Ciência e Tecnologia, abrangendo as ações do PNAE no orçamento da União.

Ricardo Fala com TODOS: Sobre a pergunta de Acioli (INPE), a grande maioria das ações do Programa Nacional de Atividades Espaciais, está ressalvada de contingenciamento, por força do Anexo V da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010.

Flavio Fala com TODOS: O que é necessário para que o programa espacial passe a ser tratado como um programa de estado?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Flávio, o Governo, o Congresso e a sociedade devem compreender a importância estratégica do programa espacial para o Brasil e para sua inserção no mundo. Quando tivermos essa compreensão, perceberemos que ele deve deixar de ser um programa de Governo para tornar-se uma política de Estado. A nova inserção do Brasil no cenário internacional deverá contribuir para isso.

Acioli/INPE Fala com TODOS: O INPE tem um projeto ambicioso de até 2020 lançar um satélite por ano. Obviamente esse projeto não se concretizará se não houver um significativo aporte de recursos orçamentário,mas sobretudo, de recursos humanos, para fazer frente a essa nova demanda. Hoje nossa capacidade de trabalho já está no limite, agravando-se com o envelhecimento de nossos servidores. Como o Senhor, sendo da base do governo, com poderia nos auxiliar a conseguir as vagas RJU que necessitamos. Só para o INPE estima-se em 500 vagas RJU.

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Acioli, um dos aspectos contemplados pelo Estudo é a questão da formação de recursos humanos, e da necessidade da renovação dos quadros de pessoal das instituições envolvidas com o PEB. No final do ano passado, fizemos uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, na qual ouvimos a FINEP, o INPE, o DCTA, e convidamos também o ministério do Planejamento. A gestão política para sensibilizar a área econômica do governo no sentido de autorizar a realização de concursos imediatos para o DCTA e para o INPE é essencial, o estudo do conselho trará um capítulo exclusivo sobre isso, no qual eu irei quantificar, com nos dados fornecidos por esses órgãos, qual é a defasagem de pessoal em cada um deles. Também vamos abordar outros problemas, como a falta de uma política de promoção, de valorização e de fixação e aproveitamento do recém formados na área de engenharia para a política espacial. Muitos vão fazer concurso da Receita Federal, porque acham que terão melhores salários, o que é uma perda enorme para o País em termos de formação de competência.

Jorge Eduardo Fala com TODOS: Quais são os países que o Brasil mantém parceria tecnológica em veículos lançadores e construção de satélites?

Direção IAE: Jorge Eduardo em relação a sua pergunta, informo que o Brasil conta com consultoria russa para a finalização do Projeto VLS-1 e estuda um Projeto de Lançador de pequeno porte com a Alemanha.

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Jorge Eduardo, os principais projetos do PAE hoje são fruto de parcerias internacionais. O acordo CBERS, que foi assinado há mais de 20 anos com a China, é um exemplo de sucesso em termos de parceria geopolítica entre dois países do hemisfério sul, para equilibrar um pouco a hegemonia dos países desenvolvidos. Com a China, desenvolvemos o CBERS 1, o CBERS 2 e CBERS 2B. Há, ainda, acordos de cooperação com a Ucrânia e Rússia que estão em curso. Particularmente em relação à Rússia já passou pela Câmara dos Deputados um acordo ?guarda-chuva? bastante amplo que deverá contemplar todas as etapas de um programa espacial, em particular no que diz respeito a veículos lançadores, propelentes líquidos e motores.Com a Ucrânia, temos a implementação da empresa binacional que permitirá a viabilização comercial da base Alcântara, considerada a base espacial de posição geográfica mais privilegiada no mundo. O projeto pode permitir que Alcântara seja um dos principais centros comerciais de lançamento, gerando não apenas conhecimento e ciência, mas também uma enorme receita econômica para o País, a exemplo de Kourou, a base da Guiana Francesa que responde hoje por mais de 35% do PIB do País.

Jorge Eduardo Fala com TODOS: Há possibilidade de se fazer um acordo do tipo que está sendo feito com a França na construção de submarinos para a área de satélites e veículos lançadores?

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Jorge Eduardo, creio firmemente nessa possibilidade. Especificamente no que se refere à questão dos submarinos nucleares, releva informar que a Marinha do Brasil criou um consórcio de empresas (nacionais e estrangeiras) para o desenvolvimento do projeto. Além disso, também criou uma Empresa de Propósitos Específicos (EPE), com apenas 1% do capital do consórcio, mecanismo que lhe permite, por intermédio do chamado de ?bond and share?, valer-se do poder de veto, sempre que necessário. É nesse sentido que acredito ser viável que algo assemelhado também possa ocorrer na área espacial.

Ludmila Fala com TODOS: Aproveitando a iniciativa do Ricardo, também vou me apresentar: sou integrante da carreira de gestor, trabalhei na AEB, atualmente, estou no Ministério das Comunicações.

Otavio Fala com TODOS: O tema meio ambiente é hoje prioritário mundialmente e o Brasil expoente na discussão. Qual a estratégia do estudo da Câmara para fazer o "casamento indissolúvel" ente o PEB e o meio ambiente, de maneira a popularizá-lo internamente e resolver alguns dos problemas aqui discutidos?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Otávio, num país com as características do Brasil, com imenso território, uma das maiores reservas de floresta do mundo, 3,5 milhões de km², ambos detentores de imensa biodiversidade, e num contexto de mudanças climáticas, com eventos climáticos extremos que se multiplicam, a articulação entre meio ambiente e o PEB é essencial e, como você mesmo diz, prioritário. O Brasil já é reconhecido pela capacidade de tratamento das imagens de satélites, e deve inclusive iniciar a formação de pessoas no exterior. O CPTEC, do INPE, acaba de receber um supercomputador com capacidade de processamento de mais de 8 terra bytes e termos o projeto de investir em satélites científicos para pesquisa sobre a atmosfera e também o mapeamento dos nossos mares. O estudo trará um capítulo exclusivo sobre o PEB e o meio ambiente, e vamos mostrar que as conexões entre os dois são muito maiores do que imaginamos. A política espacial, portanto, é uma fonte inesgotável de serviços, produtos e aplicativos para a área ambiental, inclusive, também, para a área de Defesa Civil, para que possamos prevenir e avisar às populações sobre catástrofes como a que ocorreu em Santa Catarina. Teremos também em nossa publicação um artigo do maior especialista em mudanças climáticas do Brasil, que é o senhor Carlos Nobre. Vamos oferecer a nossa contribuição também nesta área.

Thyrso Villela – AEB: Em relação à pergunta de Otávio, o Brasil precisa certamente de satélites para o meio ambiente, que devem incluir, também, satélites para meteorologia. Outras aplicações, igualmente, devem ser buscadas para popularizar os benefícios da atividade espacial para a sociedade.Atualmente, encontra-se em andamento um estudo de parceria público-privada para o desenvolvimento de satélites para meteorologia e comunicações governamentais.

Otavio Fala com TODOS: há muitos recursos para um "casamento" do PEB com o meio ambiente, inclusive de fontes internacionais.

André Fala com TODOS: Thyrso, e como estão estes estudos sobre a PPP? Fala-se a respeito já há muitos anos, mas parece-me que pouco de concreto já aconteceu.

Thyrso Villela – AEB: Em relação à pergunta de André, o contrato com o consórcio vencedor para a realização dos estudos de viabilidade de uma PPP para o sistema geoestacionário deve ser assinado em breve. Isso envolve o Ministério do Planejamento e o PNUD.

Laerte Fala com TODOS: Thyrso, me parece que o edital do UNIESPAÇO é de mão única, contemplando os interesses das pessoas já envolvidas com atividades espaciais mas não com os membros da academia que querem participar e que trazem um viés científico. Acho que para o UNIESPAÇO ser efetivo ele deve contemplar também as demandas da universidade.

Otavio Fala com TODOS: Concordo com o Laerte, o UNIESPAÇO está muito longe de ser um anúncio de oportunidade para uma missão científica. É um programa muito interessante mas pulverizado em muitos tópicos de componentes e outras pesquisas.

Thyrso Villela - AEB: Em relação à pergunta de Laerte, o programa Uniespaço tem como objetivo fazer com que as universidades ajudem os institutos executores do Programa Espacial a resolver problemas tecnológicos ligados à área espacial. O Brasil, hoje, conta com recursos humanos nas universidades altamente capacitados para essa tarefa. Quanto aos anseios das universidades, esperamos, em breve, ter um programa que contemple missões científicas ou tecnológicas. Naturalmente, esse programa deverá sempre ter atrelado a essas missões algum desenvolvimento tecnológico de interesse do programa, como é feito em vários países.

André Fala com TODOS: Cel. Kasemodel, o estudo sobre o lançador de pequeno porte com a Alemanha envolve quais instituições?

Direção IAE: André (15h48) o estudo está sendo feito em parceria com a Agência Espacial Alemã - DLR.

Otavio Fala com TODOS: também me apresento; Otavio Durão, engenheiro do INPE há 24 anos e represento a mim mesmo.

Lucas-hfp Fala com TODOS: AEB, com os atuais investimentos, é possível que o país possa avançar mais na questão espacial, chegando a se igualar a China e Índia?

Laerte Fala com TODOS: Para os interessados, na home page www.sab-astro.org.br/cea/white-papers.html há dois "white papers" sobre astronomia espacial com propostas do que fazer para dinamizar um programa de satélites científicos.

PauloPlanetarioUFG: Há alguma preocupação da AEB sobre minimizar o lixo espacial gerado pelos satélites atuais e futuros do INPE e dos lançamentos dos foguetes nacionais?

Thyrso Villela – AEB: Em relação à pergunta de PauloPlanetário_UFG, com esta preocupação, o satélite universitário Itasat, coordenado pela AEB, e atualmente em desenvolvimento pelo ITA e outras universidades brasileiras, em cooperação com o INPE, deve seguir o código de conduta que prevê a mitigação de lixo espacial.

Dep. Rollemberg Fala com TODOS: Caro Paulo (Planetário UFG), o tema será abordado no artigo que vai analisar os aspectos econômicos dos programas espaciais no Brasil e no mundo. O lixo espacial é uma das preocupações das Nações com relação ao aproveitamento desse espaço privilegiado que é o ambiente de micro gravidade. Na órbita geoestacionária, por exemplo, as posições já estão esgotadas. São acordos internacionais que regulam esse setor, e o Brasil deve participar ativamente dessas discussões, por meio dos especialistas do INPE, da AEB e de outros agentes do Estado. Teremos também um artigo no estudo de um especialista do INPE, que aborda as tendências do mercado de satélites, como, por exemplo, o desenvolvimento de micro satélites.

Lucas-hfp Fala com TODOS: Pessoal, quando chegará a hora de a AEB começar a fazer pesquisas voltadas para outras partes do universo além da Terra?

Dep Rollemberg Fala com TODOS: Lucas, informo que a possibilidade deste engajamento se dará na medida em que o Brasil consolide novas parcerias com as nações que se encontram em fase mais adiantada.

Otavio Fala com TODOS: até que horas irá este chat?

Moderador Fala com TODOS: Otávio, o chat se encerrará em 30 minutos.

Moderador Fala com TODOS: Encerraremos o debate em 30 minutos. Quem não teve suas perguntas respondidas poderá enviá-las para o e-mail espacial.edemocracia@camara.gov.br.

Michel Fala com TODOS: Como serão a reposição e complementação dos profissionais do setor, principalmente no CTA, INPE ?

Michel Fala com TODOS: Visto que o número de profissionais hoje nos departamentos é menor que há 10 anos?

André Fala com TODOS: Senhores, pouco se falou sobre o papel da indústria no PEB. O que o estudo da Câmara deverá apontar sob esse aspecto?

FabricioJSB Fala com TODOS: Posso até ser redundante por ter chego atrasado ao chat. Mas gostaria de saber que medidas o país pode adotar melhorar a política de investimento espacial com vista a melhoria em especial do sistema de multi-comunicações e para tornar a base de Alcântara um espaço de vanguarda da política nacional no setor espacial...

Ivanil Fala com TODOS: O Brasil vende 1 Ton de minério de ferro por algumas moedas; 1 kg de avião por mil dólares, mas pagou 150 mil dólares por kg aos americanos para colocar em órbita dois satélites do INPE. O PNAE prevê a evolução dos lançadores a partir do VLS1 até um lançador de grande porte. Hoje até se discute a revisão do PNAE. Deputado, o Sr não acha que temos planejamento demais e compromisso de menos?

Otavio Fala com TODOS: Deputado, parabéns pela sua iniciativa, transparência e firmeza. A Câmara poderá ser o órgão originário de decisões fundamentais para o PEB. Por falar nisto, qual a estratégia de implantação de ações surgidas pelo diagnóstico feito?

Ricardo Fala com TODOS: Deputado, em sua opinião, qual poderia ser o "foco único" o "objetivo comum" do Programa Espacial?

Otavio Fala com TODOS: Ricardo, Não creio que possa haver um "foco único" mas sim um "objetivo comum" qual seja um plano a ser seguido pelo setor espacial, com custos, prioridades, viabilidade etc. Este seria o PNAE (Plano Nacional de Atividades Espaciais) que nunca funcionou como tal, infelizmente. Entendo que agora o que se quer é criar isto.

Moderador: Encerraremos o debate em 15 minutos. Quem não teve suas perguntas respondidas poderá enviá-las para o e-mail espacial.edemocracia@camara.gov.br.

Acioli/INPE Fala com TODOS: Obrigado deputado. Sou testemunha do empenho de V. Ex. tanto no sentido de apoiaras reivindicações salariais da área de C&T, como também defender as instituições. Continue lutando pela causa.

Ludmilla Fala com TODOS: Debates como esse, no portal E-democracia da Câmara dos Deputados ocorrerão novamente?

Ludmilla Fala com TODOS: Parabéns pela iniciativa.

Moderador: Ludmilla, não há chats marcados, mas há fóruns de debates sobre "Os novos Rumos da PEB", "PEB: inovação e desenvolvimento de C&T" e "PEB: demandas, usos e benefícios".

Thyrso Villela - AEB: Prezado Deputado Rollemberg: A AEB gostaria de parabenizar a Câmara dos Deputados pelo excelente trabalho que está sendo feito pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica. Esperamos que esse estudo possa, finalmente, levar o Programa Espacial Brasileiro a um novo patamar de realizações em benefício do desenvolvimento social e econômico do Brasil. Para isso, precisamos de recursos humanos e financeiros, disponibilizados de uma forma perene, para todo o programa espacial brasileiro.

Moderador: Para participar dos fóruns, acesse www.edemocracia.gov.br.
Ludmila Fala com TODOS: O Congresso teve um papel importante na reviravolta positiva do programa espacial japonês. Estou torcendo para que o mesmo aconteça no Brasil.

Laerte: Parabéns Deputado e demais participantes; precisamos mais disso e, principalmente AÇÕES!!

Camilo Fala com TODOS: Caro moderador, antes do término do chat, gostaria de saber se há perspectivas para debates semelhantes, porém acerca de outros temas de concernência pública neste espaço.

Moderador: Camilo, tanto o E-Democracia, portal da Câmara voltado à participação popular, como a Agência Câmara de Notícias, promovem bate-papos sobre diversos temas. Em breve, o E-Democracia realizará bate-papo sobre o Estatuto da Juventude.

Otavio Fala com TODOS: qual a estratégia de implantação de ações oriundas do diagnóstico do estudo?

Paulo Planetario UFG: Parabéns a todos pela bela iniciativa desse chat.

Camilo Fala com TODOS: Caro Deputado, de que modo nós, enquanto cidadãos (e não apenas como membros de grupos ou demais representações) podemos ajudar a influenciar medidas necessárias para a política espacial brasileira? Há previsão de criação de canais de comunicação e participação desta natureza?

Direção IAE Fala com TODOS: A Direção do IAE cumprimenta os participantes e parabeniza pelo debate de alto nível.

Moderador: Camilo, você pode postar suas contribuições nos fóruns do E-Democracia.

Ricardo: Muito obrigado pela oportunidade desta produtiva conversa.

Dep. Rollemberg: Fala com TODOS: Para todos, gostaríamos de agradecer imensamente a participação de todos. Estamos impressionados com a qualificação do debate, com o interesse despertado em todos e, constatamos, mais uma vez, que estamos atingindo o nosso primeiro objetivo: recolocar o tema na agenda política do País. A política espacial não é excludente nem concorre com qualquer política pública do governo, mas sim, perpasse por todos os setores e é essencial para qualquer projeto de Nação que deseje ser soberana, desenvolvida e respeitada no cenário internacional. Diante do nível técnico do debate e das respostas, críticas e sugestões, decidi que vou incluir as principais observações e comentários em nosso estudo, que será publicado pelo Conselho até o final deste semestre. Assim, faremos o registro deste momento, que no meu entendimento foi histórico. Aguardamos sua contribuição na Comunidade da Política Espacial Brasileira no Portal E-Democracia, cujas propostas também serão consolidadas no estudo e convidamos a todos a navegar no Fique por Dentro, na página principal da Câmara dos Deputados, sobre a política espacial, onde poderá ser encontrado rico acervo sobre o tema.

Moderador: Encerramos neste momento o bate-papo com o deputado Rodrigo Rollemberg. Quem não teve suas perguntas respondidas poderá enviá-las para o e-mail espacial.edemocracia@camara.gov.br, que as encaminharemos ao deputado. Agradecemos a participação e aguardamos sua contribuição na Comunidade da Política Espacial Brasileira no Portal E-Democracia.


Fonte: Site E-Democracia via e-mail