quinta-feira, 31 de março de 2011

Coyote Rockets Realiza Novo Teste do Motor CRLP

Olá leitor!

A Coyote Rockets Company realizou hoje (31/03) o "Teste Estático, de Pressurização e Empuxo" do motor-foguete líquido CRLP (Coyote Rocket Liquid Propulsion) que se encontra em fase de desenvolvimento, chegando-se durante o teste a uma pressão de camera de 5,5 BAR, portanto um empuxo estimado em 3000 Newtons.

Segundo o diretor da empresa, o senhor Wagner Brito, o ideal sería um teste em Dinamômetro, mas como ainda a empresa não dispoe deste aparelho, os cálculos foram feitos através de programas específicos, e citamos abaixo alguns resultados do CRLP:

Peso do motor: 4,8 kg
Cilindro combustívél cheio: 4,5 kg
Cilindro de LO2: 5,0 kg
Tempo de queima: 26 seg
Empuxo estimado: 3000 Newtons

Calculando uma fuselagem simples em fibra com um peso aproximado de 4,0 kg, chegamos a um total de 18,0 kg. Portanto, gerando 3000N durante 26 segundos o foguete atingiria 7000 metros de altitude numa velocidade aproximada de 650 k/h, produzindo 11,2 G force.

Ainda segundo o senhor Wagner Brito, essa versão do CRLP não é um produto pronto, mas que embora modesto, já está em funcionamento e pode ser considerado um motor-foguete liquido brasileiro bem próximo de alcançar a versão final de vôo.

O diretor da Coyote aproveita para declarar de público que não fará mais uso de recursos financeiros próprios, pois crer que a empresa deu a sua contribuição deixando explicito a seriedade e capacidade de todos que participaram no desenvolvimento deste projeto.

Assim sendo, ele espera que o trabalho da sua empresa e de sua equipe possa ter o reconhecimento dos agentes financiadores do governo. Com a palavra a AEB, FAPESP, FINEP, MCT, Ministro Mercadante...

Abaixo segue o vídeo do teste.

Duda Falcão

Teste estático, de pressurização e empuxo do CRLP
São Caetano do Sul (SP) - 31/03/2011


Fonte: Coyote Rockets Company

Satélite SAC-D/Aquarius Deixa o LIT e Segue para os EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o satélite argentino SAC-D/Aquarius já deixou as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, rumo a base de lançamento nos Estados Unidos.

Duda Falcão

Satélite Testado no INPE Segue para
Base de Lançamento nos Estados Unidos

31/03/2011

Rumo à base de lançamento nos Estados Unidos, o satélite SAC-D/Aquarius deixou as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). Dado o tamanho do satélite e de seus equipamentos de apoio, a operação de transporte do LIT/INPE até o aeroporto da cidade aconteceu em duas fases, entre os dias 25 e 29 de março.

Com o embarque do satélite, fruto de cooperação técnico-científica entre a Argentina e os Estados Unidos, o LIT/INPE encerrou com sucesso uma campanha de testes ambientais e medidas físicas que levou nove meses.

“A experiência e o reconhecimento internacional trazidos por esta campanha beneficiarão os futuros programas de satélites atendidos pelo Laboratório, assim como a todos os que recorrem ao LIT para testar, qualificar e aperfeiçoar seus equipamentos e produtos”, comenta Petrônio Noronha de Souza, chefe do LIT/INPE.

Para atender à campanha de testes do satélite SAC-D/Aquarius, o LIT/INPE ampliou sua capacidade técnica e de gerenciamento. O resultado demonstrou que o Laboratório está apto a receber e testar sistemas de grande porte e complexidade e simultaneamente acomodar e trabalhar em conjunto com um grande número de técnicos e engenheiros provenientes de vários países.

Ao longo da campanha, mais de trezentos profissionais estrangeiros trabalharam nas instalações do LIT/INPE, o único laboratório do gênero no Hemisfério Sul capacitado para a realização de atividades de montagem, integração e testes de satélites e seus subsistemas.

Transporte

Após o acondicionamento do satélite em seu contêiner, preparação de todos os equipamentos de apoio aos testes, e o carregamento das carretas de transporte, o primeiro comboio deixou o LIT às 05h00 do sábado, 26 de março. A primeira aeronave foi então carregada e a decolagem ocorreu ainda naquela manhã, às 11h00, rumo à Vandenberg Air Force Base, base de lançamentos americana localizada no estado da Califórnia.

O segundo comboio partiu do INPE às 05h00 da segunda-feira, 28 de março, sendo que os trabalhos de carregamento da aeronave se prolongaram até às 21h00 daquele dia. Esta aeronave decolou na terça-feira, 29 de março, também em direção aos Estados Unidos. As duas aeronaves fizeram escalas técnicas em Porto Rico.

Para a operação completa de transporte do satélite e seus equipamentos foram necessárias nove carretas, num total de 54 toneladas em equipamentos utilizados no LIT/INPE durante esta campanha. Destas nove carretas, duas seguiram para a Argentina para retornar equipamentos para instalações localizadas em Bariloche e Córdoba. As sete restantes levaram ao aeroporto uma quantidade de contêineres e caixas suficientes para preencher os compartimentos de carga de duas aeronaves modelo C-17 da força aérea americana.

Este volume significativo de equipamentos utilizados na campanha ilustra a dimensão dos trabalhos executados no LIT/INPE durante estes nove meses de intenso esforço.

Fechamento do contêiner de transporte do satélite

Colocação do contêiner de transporte do satélite na carreta

Colocação do contêiner de transporte do satélite na aeronave C-17

Vista da carga já montada na aeronave C-17 (primeiro vôo)

Decolagem da aeronave C-17 (segundo voo)
 
Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: E assim segue mais um pássaro argentino pronto para cumprir sua missão orbital em prol da sociedade portenha. Enquanto isso, os pássaros brasileiros continuam sem saber quando poderão cumprir a missão para qual foram projetados e assim poder levar ainda mais alto a bandeira verde e amarela. O blog “BRAZILIAN SPACE” não pode deixar de parabenizar o trabalho do povo argentino e das instituições envolvidas com o programa espacial de seu país, desejando-lhes desde já sucesso no lançamento desse magnífico satélite. Os argentinos, idealizaram, planejaram, coordenaram e realizaram a construção do SAC-D/Aquarius que agora só falta cumprir a sua ultima etapa em solo, o seu lançamento em orbita. Mesmo não tendo os recursos financeiros e de infraestrutura que o programa espacial brasileiro dispõem, o programa de satélites argentino tem demonstrado ser muito mais eficiente a ponto de atualmente em nossa opinião eles serem os lideres dessa tecnologia em toda a América Latina. Entretanto, também não podemos deixar de parabenizar o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE por mais uma demonstração de sua alta qualificação técnica e tecnológica nesses nove mêses de trabalho com o satélite argentino, esperando que um dia, no mais breve tempo possível, o mesmo possa também está realizando os testes ambientais finais de um satélite brasileiro, mesmo que seja do tamanho de uma caixa de sapato.

Estudos Detectam Impacto da Seca de 2010 na Amazônia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (30/03) no site “Apollo11.com” destacando que estudos por satélites detectaram impactos da seca de 2010 sobre a Amazônia.

Duda Falcão

Satélites Detectam Impacto da
Seca de 2010 Sobre a Amazônia

Quarta-feira, 30 mar 2011 - 11h09

A agência espacial americana, NASA, revelou esta semana um novo estudo sobre a floresta Amazônica e os resultados não são dos melhores. Segundo a instituição, após a seca de 2010 o nível de verde da floresta diminuiu em cerca de nove vezes o estado do Tocantins e não voltou ao normal, mesmo após o fim da temporada.


O estudo foi elaborado por uma equipe internacional de cientistas que usaram mais de uma década de dados coletados pelos instrumentos MODIS (Espectroradiômetro Imageador de Resolução Moderada) e TRIMM (Missão para Medição de Precipitação Tropical), a bordo dos satélites de sensoriamento remoto TERRA e AQUA. A análise dos dados produziu mapas detalhados da vegetação amazônica e demonstrou que o verdor da floresta diminuiu significativamente após a seca de 2010.

O trabalho foi conduzido pelo cientista Xu Ling, ligado à Universidade de Boston e aceito para publicação na revista Geophysical Research Letters, da União Geofísica Americana.

Aquecimento Global

A sensibilidade à seca das florestas tropicais da Amazônia é um assunto de intenso estudo por parte dos especialistas. Os modelos de computador prevêem uma mudança climática com temperaturas mais quentes e padrões de precipitação alterados que podem levar ao estresse hídrico das florestas, transformado-as em pastagens ou cerrados arborizados. Os modelos também mostram que esse processo liberaria na atmosfera o carbono armazenado na madeira podre, o que poderia acelerar ainda mais o aquecimento do planeta.

Essa interpretação também é compartilhada por centenas de cientistas e instituições ligados ao IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que alertaram que secas similares poderiam ser mais freqüentes na região da Amazônia no futuro.

Em seus estudos, os autores desenvolveram mapas das zonas afetadas pela seca utilizando os limiares de precipitação abaixo da média como guia. Em seguida, identificaram as áreas de vegetação usando dois diferentes índices de vegetação, capazes de identificar áreas foliares ou em desenvolvimento.

Os mapas mostram que a seca de 2010 reduziu as áreas verdes em cerca de 2.5 milhões de km quadrados, mais de quatro vezes a área afetada pela severa seca que atingiu a região em 2005.

"Os dados coletados pelo instrumento MODIS sugerem um impacto severo, generalizado e de longa duração na vegetação amazônica, maior que aquele inferido baseado apenas em dados pluviométricos", disse a cientista Arindam Samanta, co-autora do trabalho, ligada ao Instituto de Pesquisas Atmosférica e Ambientais, de Lexington, Massachussets.

A severidade da seca de 2010 também pode ser observada nos registros dos níveis da água dos rios de toda a bacia amazônica, incluindo o Rio Negro, que representa os níveis de precipitação sobre toda a Amazônia ocidental. Os níveis fluviométricos começaram a cair no final de agosto de 2010 e atingiram níveis recordes de baixa no final de outubro. A normalização só começou com chegada das chuvas no inverno da região.

Segundo pesquisador Marcos Costa, co-autor do estudo junto à Universidade Federal de Viçosa, o trabalho confirma as observações feitas nos níveis dos rios da região. "2010 foi o ano mais seco já registrado com base em 109 anos de observações do Rio Negro no porto de Manaus", disse o pesquisador.

Plataforma NEX

Assim que os primeiros relatos de uma severa seca começaram a aparecer na mídia no ano passado, os autores passaram a processar em tempo quase real as gigantescas quantidades de dados coletados pelos satélites. Para isso utilizaram a plataforma NEX, desenvolvida pelo centro Ames, da NASA, que permite análises em um ambiente colaborativo de supercomputação, reunindo dados, modelos e recursos de computação.

Com NEX os autores puderam obter rapidamente uma visão em larga escala do impacto da seca nas florestas da Amazônia, finalizando o trabalho em janeiro de 2011. Trabalhos similares sobre o impacto da seca em 2005 levaram cerca de dois anos para serem publicados.

"O monitoramento da vegetação do nosso planeta através de satélites é crítico e com o NEX podemos fazer o trabalho de forma muito mais eficiente e fornecer informações em tempo quase real", disse Nemani Ramakrishna, cientista junto ao Ames e autor de artigo sobre o projeto NEX, publicado esta semana na revista especializada EOS, também ligada á União Geofísica Americana.

Arte: mapa mostra a anomalia de vegetação entre os meses de julho a setembro de 2010, obtida com os dados coletados pelos satélites TERRA e AQUA. Crédito: Nasa/Ames Research Center/Apolo11.


UNIVAP/INOTECH Desenvolvem Motores-Foguetes Líquidos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (30/03) no site da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), destacando o convênio assinado a dois anos pela universidade com a empresa mineira INOTECH - Inovação & Tecnologia para desenvolver e construir micro-motores de foguetes, propelidos a biocombustível e oxigênio, bem como seus respectivos equipamentos auxiliares.

Duda Falcão

Notícias

Cooperação Técnico-Científica
em Tecnologia Aeroespacial

30/03/2011

A Fundação Valeparaibana de Ensino (FVE), mantenedora da UNIVAP assinou há dois anos um convênio de natureza técnico-científica e educacional com a empresa INOTECH – Inovação & Tecnologia, uma organização de sociedade civil de interesse público (OSCIP). O convênio foi celebrado para desenvolver e construir micro-motores de foguetes, propelidos a biocombustível e oxigênio, bem como seus respectivos equipamentos auxiliares. O motor foguete a combustível líquido utiliza propelentes líquidos injetados sob pressão em uma câmara de combustão. Os propelentes são, geralmente, um oxidante e um combustível, líquidos. Uma grande quantidade de componentes, coordenados entre si, por meio de sistemas complexos, são necessários para o funcionamento do motor-foguete e todos eles devem funcionar em harmonia para garantir o sucesso da operação. A INOTECH, idealizadora do projeto, por intermédio do Engenheiro Mecânico Aeronáutico Rene Nardi, que realiza trabalho voluntário nesse convênio, ficou responsável de orientar uma equipe de alunos do curso de Engenharia Aeronáutica e Espaço da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo (FEAU), como uma atividade de extensão, para o desenvolvimento dos produtos.

Rene Nardi é formado em engenharia mecânica-aeronáutica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e Master in Business Administration pela Hult University (ADL), em Cambridge. Trabalhou na Embraer e na Parker Aerospace.

Atualmente, atua na INOTECH no desenvolvimento de componentes para sistemas de propulsão, e também como responsável pelo programa voluntário.

De acordo com o engenheiro, a fase artesanal relacionada ao projeto e de construção de motores-foguetes a propelentes líquidos aconteceu durante os anos 30, principalmente na Europa. As décadas de 40 e 50 trouxeram a consolidação das informações e a conseqüente transformação da arte em ciência.

“Os atuais foguetes são, portanto, fruto de pelo menos 80 anos de evolução, e com segurança podemos dizer que atualmente a tecnologia está devidamente dominada e em estágio avançado de amadurecimento. Aqui no Brasil, as iniciativas de projeto e construção de motores-foguetes a propelentes líquidos estão começando a dar bons frutos, com trabalhos resultantes pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com o IAE, o INPE e a indústria nacional”, enfatiza.

Para ele, os estudantes da UNIVAP aceitaram o desafio de aplicar na prática a teoria que aprenderam na sala de aula e já possuem dois projetos concluídos. Um dos motores foi projetado com o intuito de produzir 50 kgf de empuxo. A sua construção foi feita nas oficinas da Universidade, no Campus Urbanova. Este motor está no momento em fase de preparação para testes no solo. Já o segundo, cujo sistema é bem mais complexo e potente, está na fase de construção. Devido ao alto grau de complexidade dos sistemas, a construção foi feita pela UTEC, uma empresa de São José dos Campos, especializada em usinagem aeroespacial. A equipe deve iniciar nos próximos meses, os testes do motor, esperando obter 200 Kgf de empuxo.

Para o Pró-Reitor de Integração Universidade-Sociedade, Prof. Dr. Antonio de Souza Teixeira Júnior, responsável pela elaboração e aceitação de parcerias e convênios na Instituição, “estuda-se a possibilidade de futuramente construir bancadas de testes de solo para a injetora de propelentes e para o motor completo”.

Fazem parte da equipe, os estudantes, Atalita, Anacleto Zonzini, Victor Alves Barros Galvã (9º período semestral/5º ano), Luth Silva Ramos,(7º período Semestral/4º ano), Marco Aurélio Barros Fortes (7º período semestral/5º ano), Alex Gabriel Siqueira (9º período semestral/5º ano e Éder Monteoliva (10º período semestral/5º ano).

Os trabalhos desenvolvidos neste projeto são supervisionados pelo coordenador do curso de Engenharia Aeronáutica e Espaço (FEAU), Prof. MSc. Moacir Sousa Prado.


Fonte: Site da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP)

Comentário: Já havíamos postados anteriormente duas matérias que citavam o envolvimento do Engenheiro Mecânico Aeronáutico Rene Nardi e da UNIVAP com a empresa mineira INOTECH nessa área de desenvolvimento de motores-foguetes líquidos (veja as notas “Faculdades e Iniciativa Civil Produzem Motores-Foguetes”,”Entrevista com o Engenheiro Aeroespacial René Nardi”) e é gratificante notar que o projeto aparentemente continua seguindo seu rumo normal de desenvolvimento que levará em breve o Brasil ter a disposição dois novos motores-foguetes a propulsão líquida (apesar de serem ainda de pequeno porte) e principalmente qualificando novos profissionais nessa área tão carente do nosso programa espacial. Parabenizo a UNIVAP, a INOTECH e ao engenheiro Rene Nardi por essa iniciativa e nos colocamos a inteira disposição para ajudar na divulgação quando assim vocês acharem conveniente. Aproveitamos também para parabenizar a UFMG e a PUC de Belo Horizonte que estão também envolvidas com essa iniciativa da INOTECH. O Brasil precisa de mais pessoas e instituições que tenham iniciativas como essa.

IAE Terá Representantes na 8ª. Edição da LAAD

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/03) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o instituto participará da "8ª Edição da Latin America Aeroespace & Defense (LAAD)", feira de defesa e segurança, de 12 a 15 de abril, no Rio de Janeiro.

Duda Falcão

IAE Terá Representantes na
8ª. Edição da LAAD

31/03/2011

O IAE participará da 8ª Edição da Latin America Aeroespace & Defense (LAAD), feira de defesa e segurança, de 12 a 15 de abril, no Rio de Janeiro. O instituto representará o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) no evento que incluirá 55 delegações de 53 países e 350 expositores.

O instituto apresentará uma maquete do foguete VSB-30 e a exposição do míssil MAA-1B (ar-ar) de curto alcance de quarta geração, usado em combate do tipo “dog-fight”, com guiamento por infravermelho. A participação do IAE incluirá exposição em estande do Ministério da Defesa (MD) e do DCTA.

Na LAAD estarão reunidas empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para as Forças Armadas, polícias e forças especiais. Também, serviços de segurança, consultores e agências governamentais.

Na programação também estão previstos simpósios e seminários abordando temas como Defesa, Segurança e Logística Militar, sendo oito os representantes do Instituto de Aeronáutica e Espaço, de São José dos Campos.

No dia 12 de abril, o diretor do IAE, Brig Eng Francisco Carlos Melo Pantoja, abordará o tema ”Aeronáutica e o Programa Espacial: A importância Estratégica do Domínio da Tecnologia Espacial”. Na apresentação, detalhes sobre os desafios tecnológicos das Forças em seus projetos nas áreas estratégicas para a Defesa Nacional e planos de desenvolvimento tecnológico e humano serão abordados.

No dia 14, o Coordenador do Projeto VANT no IAE, engenheiro Flavio Araripe, oferecerá ao público uma “Visão Futura do Desenvolvimento Tecnológico de VANT no Brasil”, ressaltando essa aplicação tecnológica para a Defesa Nacional e realizando uma explanação sobre alguns trabalhos realizados e valor embutido.

O vice-diretor do IAE, Brig Eng Carlos Antonio de Magalhães Kasemodel, apresentará, no dia 15 de abril, o tema “Foguete de sondagem com tecnologia 100% nacional e sua comercialização para outros países”, e discutirá com o público os desafios, as aplicações e as expectativas relacionados ao assunto.

Ainda no dia 15, o Mj Dr Fábio Andrade de Almeida, da Divisão de Sistemas Aeronáuticos (ASA), tratará dos “Benefícios dos simuladores de voo na Aeronáutica para treinamentos em operações aéreas”. Na palestra, o militar entrará em detalhes sobre a utilização da tecnologia para melhor planejamento das missões e ganhos na capacitação de pilotos.

Expositores do IAE no estande do Ministério da Defesa (MD):

• Dr. Ariovaldo Felix PALMERIO (14 e 15 de abril): VSB-30.
• Eng. Flávio Araripe (12 a 14 de abril): Projeto VANT.
• Cap Eng Antonio Henrique BLANCO Ribeiro (15 de abril): VSB-30.

Expositores do IAE no estande do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA):

• Cap Eng Antonio Henrique BLANCO Ribeiro (12 a 15 de abril): VSB-30.
• 1º Ten Eng João Paulo DIAS: projetos da ASD.
• 1ºTen Eng David EVANDRO Amorim Martins: projetos da ASD.

Maiores informações em: www.laadseminariodefesa.com.br/


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Mercadante Irá ao Encerramento do Ano Brasil-Alemanha

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/03) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando que o ministro Aloizio Mercadante participará dia 01/04 em Hannover do encerramento do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I – 2010/2011).

Duda Falcão

Mercadante Participa de Encerramento do
Ano Brasil-Alemanha de CT&I

30/03/2011 - 16:15

Credito:Divulgação Hannover - Pavilhão da Feira

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante embarca para a Alemanha, nesta sexta-feira (1º), onde participa do encerramento do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I – 2010/2011). A cerimônia ocorre na próxima segunda-feira (4), paralela à Feira de Hannover, considerada a maior feira industrial do mundo.

Mercadante participa do evento e de atividades naquele país a convite da ministra alemã de Educação e Pesquisa, Annette Schavan. A programação começa no domingo (3), na abertura da Feira de Hannover.

Na segunda-feira (4), além do encerramento do Ano Brasil-Alemanha, o ministro cumpre uma extensa agenda, que inclui encontro com a ministra Schavan, reunião com pesquisadores brasileiros que trabalham na Alemanha e participação de Simpósio sobre Inovação, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI e pela Sociedade Fraunhofer.

No encontro com a ministra Schavan, será assinada uma declaração conjunta dos resultados do Ano Brasil-Alemanha de CT&I e sobre um Programa Brasil-Alemanha para o Fomento à Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

Na terça-feira (5), Aloizio Mercadante participa da abertura do fórum empresarial “Business Forum Brazil”. Também estão programados: um encontro com o ex-astronauta alemão, Thomas Reiter, atual diretor do Centro Espacial Alemão-DLR (Deutsches Zentrum für Luft-und Raumfahrta, em alemão) e a participação em um fórum de nanotecnologia.

Ainda na quarta-feira (6), Mercadante visita o Instituto Desy (sigla em alemão para Deutsches Elektronen-Synchrotron), o instituto de física da Sociedade Helmholtz, quando será avaliada a possibilidade de cooperação com o Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNSS/MCT), de Campinas (SP).

Ao deixar Hannover, o ministro parte para a cidade de Hamburgo onde, no dia 6 de abril, visitará o European XFEL, uma instalação de pesquisa, atualmente em construção, que irá gerar flashes de raios-X extremamente intensos, para ser usada por pesquisadores de todo o mundo.

Acompanham o ministro Mercadante, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Glaucius Oliva, o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCT, Adalberto Fazzio, e o coordenador de Engenharia de Sistemas do Instituto de Aeronáutica e Espaço - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEA/DCTA), do Comando da Aeronáutica, Luis Loures.

Ano Brasil-Alemanha

O Ano Brasil-Alemanha foi aberto em abril de 2010, com cerimônia, em São Paulo (SP), tendo a presença da ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, Annette Schavan, e do então ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, além de autoridades brasileiras e alemãs.

No decorrer do Ano, inúmeros encontros foram realizados no Brasil e na Alemanha, reunindo especialistas em diversas áreas temáticas, o que gerou um grande número de possibilidades de cooperação futura.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Veja você leitor que realmente existe uma movimentação diferente nos bastidores do Programa Espacial Brasileiro. Dois pontos que foram citados nessa nota devem ser destacados: o encontro do ministro Mercadante com o ex-astronauta Thomas Reiter, atual diretor do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e principalmente a participação na comitiva do pesquisador Luis Loures, que é o coordenador de Engenharia de Sistemas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IEA) e até onde sabemos coordenador também dos Projetos das SARA Suborbital e Orbital. Vale lembrar que o presidente da AEB, Marco Antônio Raupp, já se encontra na Alemanha desde segunda-feira (28/03) em reunião com a DLR junto com uma força tarefa de oficiais de peso do próprio IAE. Tem coisa ai. Vamos aguardar os acontecimentos.

ITA Realiza Quarta Revisão do Projeto ITASAT-1

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (29/03) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), destacando que o instituto e seus co-parceiros realizaram nos dias 22 e 23/03 a quarta “Revisão do Projeto Preliminar (Preliminary Design Review - PDR)” do satélite universitário ITASAT-1.

Duda Falcão

Notícias

Quarta Revisão do Projeto ITASAT-1

29/03/2011 - 17:20

Nos dias 22 e 23 de março aconteceu a Revisão do Projeto Preliminar (Preliminary Design Review - PDR) do satélite universitário (ITASAT-1), no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto de Aeronáutica e Espaço, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/IAE) e um convidado da Suíça experiente em satélites universitários, da RUAG Aeroespace, participaram dessa quarta Revisão do Projeto.

O ITASAT-1 é o Projeto de um microssatélite universitário que tem a Agência Espacial Brasileira (AEB) como coordenadora geral e patrocinadora principal (Ação 4934 - Desenvolvimento e Lançamento de Satélites Tecnológicos de Pequeno Porte). O ITA é responsável pela execução do projeto e pelos subsistemas: estrutura, controle térmico, suprimento de energia, controle de atitude e computador de bordo. O INPE é provedor de consultoria técnica, de infraestrutura laboratorial e gestor financeiro.

O ITASAT-1 vai ter como carga útil: Um sistema experimental digital de coleta de dados que está sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em conjunto com o Centro Regional do Nordeste (CRN), do INPE; Um estimador de atitude utilizando MEMS (Microelectromechanical Systems), em desenvolvimento pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Um Heat Pipe e um radiômetro desenvolvidos no INPE. Um experimento de comunicação entre satélites da TU Berlin, que será apresentado no PDR por dois estudantes alemães também vai fazer parte da carga útil do ITASAT-1.

Ainda esse ano será definida a carga secundária (carona ou piggy-back) de um lançador. A conclusão do Projeto e o lançamento do ITASAT-1 estão previstos para o início de 2013.

Configuração interna
do ITASAT-1
O ITASAT-1 é um satélite tecnológico estabilizado por rotação de aproximadamente 80kg, dimensões aproximadas de 60x60x60cm com painéis solares em quatro faces. Sua órbita será circular, polar e sua altitude será de aproximadamente 600km.

Em fevereiro de 2010 foi realizada a Revisão de Definição da Missão (Mission Definition Review - MDR). Em março de 2010 foi feita a Revisão de Requisitos Preliminares (Preliminary Requirements Review - PRR). E, em setembro de 2010 ocorreu a Revisão de Requisitos de Sistemas (System Requirements Review - SRR).


Fonte: Site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)

Comentário: Então o satélite ficou para 2013? Pois é leitor mais atrasos, uma máxima no Programa Espacial Brasileiro. Só espero que quando estivermos em março de 2012, o mesmo não fique para 2014. É desestimulante para quem acompanha o PEB esperando que venhamos realizar algo de significativo observar ano após ano os constantes adiamentos dos projetos do programa. Adiamentos do VLS-1, do CBERS-3, do Amazônia 1 (humm, esse talvez recordista mundial), MAPSAR, e tantos outros. Confesso que quando começo o dia procurando por notícias na internet, faço já sem o mesmo estimulo de quando criei o blog em 2009. Bom, pelo menos o projeto do satélite não está parado e algum dia ele será lançado. Quando? Teremos de aceitar por enquanto, sem convicção, a previsão divulgada na nota.

Embraer Quiere Ser el Gigante Nacional de Defensa en Brasil

Hola Lector!

Sigue abajo una comunica puesta en español día (30/03) en el website “www.infodefensa.com” destacando que el grupo brasileño Embraer quiere ser el gigante nacional de defensa em Brasil.

Duda Falcão

Noticias

Odebrecht Disputa su Liderazgo

Embraer Quiere Ser el Gigante
Nacional de Defensa en Brasil

30/03/2011

(Infodefensa.com) Brasilia - El presidente de Embraer, Frederico Curado, considera que la concentración del negociode la Defensa en una única empresa permite que sea menos dependiente de las decisiones y presupuestos gubernamentales y gane cuota de mercado fuera del país y “Embraer tiene toda la experiencia para desempeñar ese papel en Brasil”, declaró.

El fabricante aeronaútico brasileño adquirió el presente mes de marzo la división de radares de Orbisat y tiene planes de realizar nuevas adquisiciones para liderar el mercado de la Defensa en Brasil, según recoge DefesaNet. Curado considera que la creación de un gigante nacional “es un modelo de Defensa mundial. En países como Alemania, Estados Unidos y Francia hay una empresa núcleo de todo el segmento. Y Embraer tiene toda la experiencia para desempeñar ese papel en Brasil. Dará más estabilidad para la operación y no estará tan expuesta a las restricciones en el presupuesto”, afirmó.

Embraer pudo adquirir la división de radares de Orbisat, pero perdió partida para la compra del control del 50% de Mectron, fabricante de misiles, que finalmente controla Odebrecht. Sin embargo, “esto no nos va a desviar de nuestra intención de ser una empresa líder en el sector de la Defensa de Brasil. El mercado es libre”, continúa el presidente.

Asimismo, Embraer compite por la adquisición de Atech, especializada en sistemas de Defensa, una spin off del programa Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) que ha trabajado en el desarrollo de sistemas de Mando y Control (C2), así como de Control de Tráfico Aéreo con trabajos realizados en el mercado exterior.

Un investigador del Instituto de Economía de la Universidad de Campinas (Unicamp), Marcos Barbieri, defiende que la tendencia es que haya dos grandes conglomerados en el área de Defensa en Brasil, Embraer y Odebrecht. “Estamos en medio de un prodeso de consolidación del sector”.

Para Barbieri, Embraer está siguiendo los pasos de sus grandes competidores internacionales, que después de consolidarse como grandes proveedores de soluciones en el área de la Aeronáutica, miraron hacia el negocio de la Defensa. Ya Odebrecht es una empresa en el área de grandes obras y tiene todo el sentido que sea una de las otras compañías de Defensa, una vez que el negocio implique también grandes obras.

Embraer planeo invertir 500 millones de dólares en 2011, siendo 200 millones incluidos los recursos ya aplicados en la adquisición de Orbisat y otros 300 millones en la búsqueda y desarrollo de productos.


Fuente: Website www.infodefensa.com

Comentario: Muy bueno lector, muy bueno mismo, principalmente como dije anteriormente por el hecho del control de esas empresas continúen en las manos de brasileños. Sin embargo, la inversión de la Embraer y de la Odebrecht en las empresas Orbisat y Mectron no pueden restringirse únicamente en el sector de Defensa. Inversiones también deben ser hechos en el sector de esas empresas que actúan en el desarrollo de tecnologías espaciales, y para tanto, el gobierno brasileño tendrá estimular el "Programa Espacial Brasileño" creando proyectos para que esas empresas puedan interesarse por el sector y así aprimorar su conocimiento y su capacidad tecnológica aeroespacial.

CPTEC Realiza Curso Sobre Meteorologia para a Agricultura

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto realizará no dia 16/04 curso sobre meteorologia no planejamento de atividades agrícolas.

Duda Falcão

CPTEC/INPE Realiza Curso Sobre
Meteorologia no Planejamento
de Atividades Agrícolas

30/03/2011

No dia 16 de abril, das 9 às 17 horas, será realizado o curso Interpretação e Uso da Previsão de Tempo e Clima na Agricultura, no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP).

O objetivo do curso é difundir o conhecimento e capacitar profissionais que trabalham em agricultura e pecuária para o uso efetivo de informações de previsão de tempo e de clima, bem como de seus produtos derivados, para o melhor planejamento de atividades na área.

Divididos em quatro temas - Previsão Numérica, Zoneamento Agrícola, Umidade do Solo e Previsão Climática -, os conteúdos do curso serão ministrados por José Antonio Aravéquia, pesquisador e chefe da Divisão de Operações do CPTEC/INPE, e pelos engenheiros agrônomos Tiago Borges (CPTEC/INPE) e Priscila Pereira Coltri, da UNICAMP.

Mais informações e os procedimentos de inscrição estão disponíveis na página: http://cursos.cptec.inpe.br/previsao-agricultura/



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Plano Diretor do INPE 2011-2015 - Artigo do SindCT

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (28/03) na coluna “Fique Atento” no jornal informativo “Rapidinha” do Sindicato do Sindicato dos Servidores Públicos Federais na Área de C&T (SindCT) fazendo uma pequena análise sobre o “Plano Diretor” do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para o período de 2011-2015.

Duda Falcão

Fique Atento

Plano Diretor do INPE 2011-2015

Informativo Rapidinha
28/03/2011

O plano diretor do INPE merece uma boa olhada e algumas reflexões. Primeiramente pode-se afirmar que com “power point” tudo se alcança, tudo é factível. Na hora “H”, na hora de fazer é que as coisas pegam, depois só resta a busca por desculpas e falsas justificativas.

Se afirmarmos o que está escrito no Planejamento Estratégico do INPE que “os satélites CBERS já lançados reforçam a confiança de que somos capazes de realizar projetos espaciais de porte significativos”, certamente estaremos nos esquecendo da perda constante de pessoal, das limitações para importação e compra de componentes, da desvirtualização do foco dos projetos, bem como do processo de evolução das novas tecnologias. Esquecendo destes pontos-chave até poderíamos fazer aquela afirmação.

Afinal, alguém em sã consciência acredita que “todos os satélites propostos têm condições de ser construídos por nossa indústria, capaz de cumprir desafios tecnológicos importantes, dada a capacitação adquirida com o CBERS”? Se alguém ouvir tal frase e se este alguém conhecer o momento político e estratégico no INPE, irá dar boas risadas.

O que o plano diretor ou o planejamento estratégico não abordam é a necessidade de mudança de postura e de visão gerencial no INPE.

E já que se fala tanto no programa de cooperação com a China (CBERS), cabe ressaltar que muitas das pessoas que trabalham hoje neste programa pelo lado da China ainda nem eram nascidas quando do começo do projeto em 1985, enquanto que do lado brasileiro, os poucos que ainda trabalham no projeto são os mesmos daquela época, com a maioria já tendo atingido tempo para se aposentar.

Só para ficar em um exemplo concreto: o acordo de cooperação Brasil-China na área espacial já dura mais de 20 anos. Neste período lançamos juntos três satélites de imageamento da Terra, e temos mais dois praticamente prontos para lançar nos próximos anos. As bases do acordo são simples: 50% para cada lado, em tudo, dinheiro, fornecimento de equipamentos, despesas com lançamento, etc. Quando teve início na segunda metade da década de 1980 poderia se dizer que o programa era igualmente importante e estratégico para ambos os países. Passados 20 anos muita coisa mudou: a China experimentou um avanço fenomenal na área espacial, passou a ser um dos três países a conseguir colocar pessoas na órbita da Terra, enviou missões não-tripuladas para a órbita da Lua, lança uma média de 15 a 20 satélites por ano (só os deles, sem falar os que eles lançam para terceiros, em bases comerciais).

Hoje o programa CBERS continua sendo o cartão-postal de nossa política espacial, ao passo que para os chineses este programa é, do ponto de vista científico-tecnológico, praticamente insignificante. Eles nos deixaram anos-luz de distância para trás. A única coisa que mantém este programa em pé atualmente são os interesses geopolíticos dos dois países e, claro, as polpudas diárias (cerca de $300,00 dólares por dia) e as viagens para a China pagas aos servidores que atuam no projeto.

Em suma, devido aos anos de sucateamento nas equipes de desenvolvimento do INPE, hoje não conseguiríamos fabricar nem sequer um novo SCD. Alguém discorda? E nos dez anos do Programa da Plataforma Multi-Missão (PMM), o que foi feito?


Fonte: Jornal Informativo “Rapidinha” do SindCT - pág. 02 - 28/03/2011

Comentário: Veja você leitor que na visão do SindCT a situação dos projetos de satélites do INPE é ainda mais preocupante do que exposta pelo blog em seus comentários. E não é para menos, desde o final do governo Sarney, a coisa só fez degradar e chegamos nessa situação de hoje, onde a falta de recursos humanos e financeiros adequados são problemas sérios, mas não os únicos. A irresponsabilidade de seguidos governos fez com que perdêssemos a liderança para os argentinos na área de desenvolvimento de satélites na America Latina e como bem colocado pelo artigo, ficássemos a anos luz de distância dos chineses em apenas 20 anos. O exemplo dado pelo artigo dos dez anos de desenvolvimento do programa da Plataforma Multi-Missão exemplifica muito bem isso. Entretanto, o que dizer do programa do satélite Amazônia 1, que já conta com 30 anos (talvez recorde mundial) de desenvolvimento sem um prazo concreto para seu lançamento? Não resta dúvida que sem uma decisão política firme do governo se realmente queremos um programa espacial ou não, continuaremos estagnados e observando ano a ano as outras nações do planeta solidificando cada vez mais suas conquistas espaciais e tecnológicas. Lamentável!

IAE Realiza o 5º SePP&D Agora no Início de Abril

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/03) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), divulgando a realização agora no inicio de abril do “5º SePP&D - Seminário de Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento em Veículos Espaciais e Tecnologias Associadas”, evento esse que já foi abordado aqui no blog e que contará com a nossa presença.

Duda Falcão

IAE realiza Seminário de Projetos de
Pesquisa & Desenvolvimento em Veículos
Espaciais e Tecnologias Associadas

30/03/2011

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) apresenta o 5º SePP&D - Seminário de Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento em Veículos Espaciais e Tecnologias Associadas-, que será realizado no Auditório B do Prédio da Computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA, no Campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), na cidade de São José dos Campos - SP, nos dias 5 e 6 de abril de 2011, das 8h às 17 horas.

A participação no 5º SePP&D é gratuita, mas como o número de vagas é limitado, a inscrição é necessária. Para os inscritos será emitido certificado de participação.

Paralelamente ao 5º SePP&D acontecerá o Workshop Tendências Futuras para Veículos Lançadores, no Auditório C do Prédio da Computação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Para o evento foram convidados pesquisadores de Instituições de Pesquisa e de Ensino de todo o Brasil e envolvidos com atividades espaciais.

No evento também haverá o lançamento do livro “Compósitos Estruturais:Tecnologia e Prática”, escrito em parceria entre as pesquisadoras da Divisão de Materiais (AMR) do IAE Mirabel C. Rezende e Michelle L. Costa, e o Prof. Edson C. Botelho da FEG/UNESP.

O evento objetiva realizar um estudo prospectivo para avaliar as tendências futuras para Veículos Lançadores de Satélites, com foco no dimensionamento das cargas a serem lançadas e apoio ao planejamento estratégico do IAE, com a pesquisa de veículos lançadores e as tecnologias críticas envolvidas na Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dos mesmos.

Veja a programação completa na página do evento na internet (www.sepped.com.br)


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Importante evento nessa área de pesquisa & desenvolvimento em Veículos Espaciais e tecnologias associadas que é realizado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), estando em sua quinta edição. Nessa edição serão apresentados diversos projetos em curso no país contando inclusive com a participação de realizadores privados como o senhor Wagner Britto da Coyote Rockets Company e o senhor Oswaldo Loureda, diretor da Acrux Aerospace Technologies, que participará apresentando um projeto do seu doutorado no ITA. Entretanto, lamentamos a não participação de dois players importantes nesta área atualmente no Brasil, ou seja, o senhor Sérgio Cabral Cavalcanti da equipe brasileira SpaceMETA do Google Lunar X Prize e também do engenheiro e líder do grupo paulista “Edge Of Space”, o senhor José Miraglia, que por motivos desconhecidos não participarão deste importante evento.

CGEE Reúne Grupo de Trabalho que Irá para China

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/03) no site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) destacando o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT) recebeu essa semana a visita de convidados de diversas instituições para debater os detalhes finais da proposta da agenda da presidente DILMA para a sua visita à China agora em abril.

Duda Falcão

CGEE Reúne Grupo de Trabalho
que Irá para China

30/03/2011 - 09:45

Crédito: CGEE
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT) recebeu, na semana passada, a visita de cerca de 30 convidados de diversas instituições do país para debater detalhes finais da proposta de agenda que subsidiará a presidenta da República em sua visita à China, prevista para os dias 13 e 14 abril.

Estiveram na reunião representantes do CGEE, dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE), Ciência e Tecnologia (MCT) e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RIO), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), além de empresas como a Petrobras, a Embraco, a Softex e a Vale.

Desde 2009, a China firmou-se como o primeiro parceiro comercial do Brasil decorrente das transformações estruturais que tornaram o país um centro manufatureiro mundial. Atualmente, as relações do Brasil com a China no campo da CT&I contemplam as áreas aeroespacial (Programa CBERS), nanotecnologia, biotecnologia, parques tecnológicos, desertificação e semiárido, assim como mecanismos de desenvolvimento limpo, exportações e políticas, projetos e programas de inovação.

Além dessas áreas, a proposta ainda inclui ações de divulgação e popularização da ciência, a governança de cooperação e o acompanhamento da política de registro de patentes no país asiático e sua política de atração e mobilização de sua diáspora para processos de inovação.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Reunião importante para definir os detalhes finais da agenda da presidente DILMA na visita a China, onde compareceram os representantes de todos os órgãos envolvidos com as discussões com os chineses, menos a nossa desorientada agência espacial que não enviou ninguém para apoiar o INPE. É verdade que seu presidente Marco Antônio Raupp está em visita a Alemanha para discutir com o DLR importantes acordos em curso, mais isso não impede da agência enviar um representante para defender os interesses do “Programa Espacial Brasileiro”, como aliás deveria ser o objetivo de sua existência. Quem esteve lá foi a sua homônima, mas essa só trata de “Comercio Exterior”. Lamentável!

Se inicia la Campaña de Lanzamiento del SAC-D/Aquarius

Hola Lector!

Sigue abajo una comunica puesta en español día (28/03) en el website de la Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) de Argentina, destacando que fue finalizado los “Ensayos Ambientales” del satélite de argentino SAC-D/Aquarius y se inicia la "Campaña de Lanzamiento" de este satélite.

Duda Falcão

Finalizó la Etapa de Ensayos Ambientales
del SAC-D Aquarius y se Inicia la Campaña
de lanzamiento del Nuevo Satélite de Teleobservación Argentino

Tras poco más de nueve meses de exitosas pruebas de adaptación al
medioambiente espacial, el satélite argentino SAC-D Aquarius está listo para
iniciar la campaña de lanzamiento. El martes 29 de marzo será llevado a la Base Vandenberg, en los Estados Unidos de América. Allí se integrará al lanzador Delta II, el vehículo que lo pondrá en órbita el día 9 de junio de 2011

28 de marzo de 2011

Satélite SAC-D, con el instrumento Aquarius desplegado
en instalaciones del LIT en Brasil.

El nuevo satélite argentino de observación de la Tierra SAC-D Aquarius, desarrollado por La Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) en cooperación con la agencia espacial norteamericana NASA, y la participación de agencias espaciales de otros países, superó com éxito la última etapa de ensayos ambientales realizados en el Laboratório de Integração e Testes (LIT) del Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) en Sao Jose dos Campos, Brasil. En la construcción de este nuevo satélite del Plan Espacial Nacional de Argentina, participaron entes del Sistema Nacional de Ciencia y Tecnología y empresas de base tecnológica.

Cumplidas todas las pruebas previas a su lanzamiento, el SAC-D Aquarius ya está listo para iniciar las operaciones de integración al lanzador Delta II aportado por la NASA, como parte del respectivo acuerdo de cooperación con la CONAE, para el desarrollo de esta misión satelital

El Traslado a los Estados Unidos:

A bordo de dos aviones C17 dispuestos por la NASA, el satélite SAC-D Aquarius y todo El equipamiento asociado para su monitoreo y funcionamiento viajarán desde el aeropuerto de la ciudad de Sao Jose dos Campos, en Brasil, con destino a la Base Vandenberg de la Fuerza Aérea de los Estados Unidos, en California. El primer vuelo salió el sábado 26 de marzo, con gran parte del equipamiento de apoyo del satélite: computadoras para ensayos, instrumentos de medición, equipamiento de soporte mecánico y herramientas.

En el segundo vuelo viaja el satélite SAC-D Aquarius, el carro de integración (donde se monta el satélite durante los ensayos y para su manipulación), dispositivos de izaje, los paneles solares (en su correspondiente contenedor) y el resto del equipamiento de apoyo. El lunes 28 en uma operación a cargo de 20 personas, se realizará la carga del avión con 44 toneladas de equipamiento (incluyendo al satélite). El martes 29 de marzo está prevista la partida del SAC-D Aquarius de Brasil, a las 10:00 AM (hora argentina).

Los aviones realizan una escala de abastecimiento en Puerto Rico, y según el plan de vuelo, en horas del medio día del miércoles 30 de marzo, el satélite llega a la base Vandenberg, em California. Allí lo recibe personal de la CONAE de la propia base, de la empresa responsable del lanzador y de la NASA, entre otros profesionales de organismos que participaron en el desarrollo y construcción del satélite.

A continuación se dará inicio a la campaña de lanzamiento del SAC-D Aquarius, que incluye la verificación del correcto funcionamiento del satélite y sus componentes tras el viaje a la base de lanzamiento, luego se realiza una serie de ensayos (funcionales y ensayos de misión) y se llenará de combustible el tanque de propulsión del satélite. Finalmente se realizará su integración al vehículo lanzador. La fecha de lanzamiento está prevista para el día 9 de junio.

SAC-D Aquarius: Observatorio Espacial para el Océano, el Clima y el Medioambiente

Es una misión de cooperación internacional desarrollada por la Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE) y la National Aeronautics and Space Administration (NASA) de los Estados Unidos. Incluye contribuciones de la Agenzia Spaziale Italiana (ASI) de Italia, La Canadian Space Agency (CSA) de Canadá, el Centre National d´Etudes Spatiales (CNES) de Francia, la Agencia Espacial Brasilera (AEB) y el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de Brasil.

En el ámbito nacional participaron en la construcción del satélite, organismos del Sistema Nacional de Innovación Científica y Tecnológica, tales como la Comisión Nacional de Energía Atómica (CNEA), la Facultad de Ingeniería de la Universidad Nacional de La Plata, el Instituto Argentino de Radioastronomía (IAR) y el Centro de Investigaciones Ópticas (CIOP) del CONICET, la Universidad Tecnológica Nacional (UTN), el Instituto Universitario Aeronáutico (IUA) y empresas privadas nacionales de base tecnológica como DTA S.A, CONSULFEM y STI. La empresa INVAP.S.E. ha sido contratista principal del satélite.

El satélite SAC-D Aquarius será puesto en órbita el jueves 9 de junio de 2011, desde la base Vanderberg, de EE.UU., mediante un lanzador Delta II. A diferencia de los anteriores satélites de la serie SAC (con instrumental óptico para la adquisición de imágenes en los rangos de luz visible e infrarroja), este observatorio espacial lleva varios instrumentos siendo los principales dos radiómetros y un escaterómetro, que operan en el rango de las microondas. El SAC-D Aquarius es todo un logro de la tecnología espacial argentina y el satélite más grande y complejo ya construido en el marco del Plan Espacial Nacional: pesa 1.341 kilogramos, mide 2,7 metros de diámetro y 7 metros de largo.

El objetivo principal del SAC-D Aquarius es medir la salinidad de mares y océanos em forma global para elaborar modelos climáticos a largo plazo. También medirá la humedad del suelo a gran escala, dato que permitirá elaborar alertas tempranas de inundaciones y aparición y/o dispersión de enfermedades. El conocimiento de la salinidad de los mares es de vital importância para estudiar el cambio climático y entender los efectos de las interacciones entre el ciclo del agua, la circulación oceánica y el clima.

Para cumplir su misión de teleobservación el satélite lleva a bordo ocho instrumentos. El “Aquarius”, un radiómetro y escaterómetro (banda L) integrados, que medirá la salinidad del mar, aportado por la NASA con una inversión de doscientos millones de dólares. La Agencia Espacial Italiana (ASI) aporta el instrumento “ROSA” para tomar perfiles atmosféricos y La agencia espacial francesa CNES, el “Carmen 1” para determinar la distribución de micrometeoritos y desechos espaciales. Los restantes cinco instrumentos conforman la carga útil bajo responsabilidad de la CONAE y son: el radiómetro de microondas “MWR” para conocer distribución sobre la superficie del mar del hielo marino, la velocidad del viento, la precipitación y contenido de agua liquida y vapor de agua en nubes. La cámara infrarroja “NIRST” (em colaboración con la agencia espacial canadiense CSA), para monitoreo de fuegos y volcanes, y de la temperatura de la superficie del mar y de la tierra, la cámara de alta sensibilidad “HSC” para observación nocturna (iluminación urbana, detección de embarcaciones), el sistema “DCS” de colección de datos ambientales desde plataformas en tierra, y El “TDP” un sistema de receptores GPS para determinar posición del satélite entre otros datos.

Más Información y Material Gráfico:
Laura Sarrate - Contacto de Prensa CONAE
Centro Espacial Teófilo Tabanera - Falda del Carmen – Córdoba
Tel.: 03547 431 075 - prensa@conae.gov.ar


Fuente: Website de la Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE)

Comentario: El blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza los hermanos argentinos y la CONAE por la realización de ese proyecto de satélite y aprovecha también para parabenizar el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciales (INPE) por la realización bien sucedida de los ensayos ambientales del SAC-D/Aquarius. Esperamos que esa nueva y aparente movimentação del gobierno para cambiar la cara del Programa Espacial Brasileño (PEB) ayude los proyectos de satélite del INPE a dejar de ser ficción y pasen a ser una realidad como a que fue demostrada ahora por la CONAE argentina.