sábado, 30 de abril de 2011

MP Quer Barrar Atuação de Temporários no INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/04) pelo site do jornal “O VALE” destacando que o Ministério Público (MP) quer barrar atuação de temporários no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

MP Quer Barrar Atuação de
Temporários no INPE

Procurador diz que sistema de pontuação garantiu
vantagem a terceirizados em processo seletivo

Chico Pereira
São José dos Campos
30 de abril de 2011 - 06:15

O Ministério Público Federal em São José dos Campos ingressou na Justiça Federal com ação civil para tentar barrar a contratação de servidores temporários no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O procurador da República Fernando Lacerda Dias, autor da ação, pede a anulação das contratações de 111 funcionários temporários efetivadas em três dos quatro processos seletivos para a contratação de pessoal realizados pelo instituto.

De acordo com o procurador, o INPE “vem descumprindo o compromisso de substituição dos funcionários terceirizados, considerados irregulares, mediante a realização de concurso público”.

“O INPE, ao longo dos anos, acumulou novas funções na sua área de atuação, mas o aumento das atribuições não foi acompanhado pela renovação dos servidores, o que gerou uma defasagem quantitativa de mão-de-obra”, afirma Dias em sua argumentação.

Investigação - O procurador relatou que começou a apurar o caso a partir de denúncia de um pessoa que se sentiu prejudicada em um dos processos seletivos.

Ele ressaltou que a denúncia era de que haveria possível direcionamento para a seleção de candidatos vinculados à FUNCATE, responsável pela prestação do serviço terceirizado de pessoal ao INPE.

Na avaliação do procurador, entre os critérios dos processos seletivos, há um quesito, “experiência profissional específica”, que garantiu vantagem aos servidores terceirizados um acréscimo de até 71% na pontuação máxima possível para eles em relação a outros concorrentes.

Para Dias, a situação fere os princípios constitucionais que garantem ampla acessibilidade aos cargos públicos e tem por objetivo dar a todos iguais oportunidades de disputa.

Por isso, o procurador pede também na ação, a mudança desse critério, caso o pedido de nulidade das contratações dos temporários não seja contemplada pela Justiça.

Especialistas - O presidente do Sindicato dos Servidores Federais do Vale do Paraíba na área de Ciência & Tecnologia, Fernando Morais, afirmou que a entidade é contra qualquer tipo de apadrinhamento ou direcionamento em processos de seleção de pessoal.

“Defendemos a realização de concursos público, de acordo com as normas do regime jurídico único de pessoal da União, mas reconhecemos que essa é uma situação delicada”, afirmou dirigente.

Morais disse que no INPE há funções que exigem conhecimentos e preparo específicos que, muitas vezes, um candidato concursado não tem, e levaria vários anos para adquirir.

Norma - A chefe de gabinete do INPE, Maria Virgínia Alves, relatou que o instituto seguiu todas as normas da legislação federal referentes à contratação de temporários.

“Respondemos todos os questionamentos do MPF e mostramos que as contratações são necessárias para a continuidade dos trabalhos do INPE”, destacou Virgínia.

SAIBA MAIS

Ação

Ministério Público Federal questiona legalidade da contratação de temporários pelo INPE

Anulação

O MPF quer anular a contratação de 111 servidores temporários

Argumento

O INPE argumenta que procedeu as contratações conforme as normas da legislação federal para esse fim

Informação

O instituto informou que respondeu todos os questionamentos formulados pelo MPF

Concurso

O Sindicato dos Servidores na Área de Ciência e Tecnologia defende o concurso público


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 30/04/2011

Dra. Rosaly Lopes Visita o Espaço Ciência de Pernambuco

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (29/04/2011) no site do jornal “Folha de Pernambuco Digital” relatando a visita realizada pela Dra. Rosaly Lopes ao "Espaço Ciência de Pernambuco".

Duda Falcão

Maior Estudiosa de Vulcões da Terra e de
Outros Planetas Visita o Espaço Ciência

Escrito por Danúbia Julião
Sex, 29 de Abril de 2011 20:42
Por Diego Mendes, repórter de Grande Recife

O Espaço Ciência foi apresentado nesta sexta-feira (29) à cientista brasileira Rosaly Lopes. Ela é supervisora do Grupo de Geofísica e Geologia Planetária do Laboratório de Propulsão a Jato (JLP) da Agência Espacial Americana (NASA) e é considerada a maior estudiosa de vulcões da Terra e de outros planetas.

Após percorrer o museu, no Complexo de Salgadinho, Olinda, Rosaly ficou entusiasmada com a forma que as ciências estão sendo tratadas em Pernambuco. "É uma coisa de primeiro mundo. O Espaço Ciência mostra aos jovens que aprender não é difícil", argumentou.

Além da visita ao Espaço Ciência, a representante da Nasa esteve no Núcleo de Tecnologia do Agreste, onde participou da entrega da Comenda Doutor Samuel Filho, destinada a quem divulga e populariza a ciência.

Ela também palestrou para estudantes de uma escola pública de Palmeira dos Índios, em Alagoas. "Quando estou de férias, quase sempre, venho a Pernambuco e a outros estados do Nordeste. Fico muito impressionada com os jovens daqui. Pernambuco, por exemplo, está se tornando um grande centro tecnológico. Por isso, é preciso aproveitar o potencial da juventude para capacitá-la", alertou a cientista.

Durante o passeio em Olinda, a cientista também foi apresentada a um grupo de cinco jovens que desenvolveu uma pesquisa no Mangue Chico Science, no mesmo terreno do museu. Os garotos apresentaram o resultado do trabalho e alguns, como Joelson Batista, de 17 anos, disse que descobriu que profissão seguir.

"Depois dessa experiência, quero ser biólogo", atestou. O quinteto de pesquisadores faz parte do Projeto Mangal, uma das iniciativas de inclusão social do Espaço Ciência. Atualmente, Rosaly Lopes se dedica à Missão Cassini, que investiga a superfície da maior lua de Saturno, Titã. "Achamos que lá existem vestígios de vulcão e estamos analisando", disse.

Serviço

O Espaço Ciência fica aberto, de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h. Nos finais de semana, o museu abre das 13h30 às 17h. Quem for ao local com um grupo formado por mais de 20 pessoas deve agendar a visita pelo site.


Fonte: Site do jornal Folha de Pernambuco Digital - 29-04-2011

Comentário: Tive a oportunidade de acompanhar esta visita da Dr. Rosaly Lopes no dia de ontem 29/04 ao "Espaço Ciência de Pernambuco" na companhia de sua irmã e de meu pai, e gostaria aqui de destacar o grande trabalho que essa instituição pernambucana vem realizando sob a direção do Professor do Departamento de Química Fundamental da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antonio Carlos Pavão. Fiquei bastante impressionado com o que pude observar nesta instituição pernambucana e bastante decepcionado em constatar que na Bahia ainda temos muito a caminhar para alcançar esse grande trabalho realizado pelos pernambucanos, já que a única instituição que existia (até onde eu sei) o Museu de Ciência e Tecnologia (mesmo assim um museu, o que difere da instituição pernambucana) foi sumariamente sucateado pelo governo baiano. Aproveito para agradecer de público ao Professor Antonio Carlos Pavão e a toda sua equipe pela cordial e atenciosa acolhida, esperando poder visitá-los em outra oportunidade.

SOS para o PEB

Olá leitor!

Trago agora para você a concepção artística da futura “Estação Espacial Chinesa” prevista para estar completa por volta de 2020. Este desenho foi divulgado pelo jornal chinês “China Daily” em 26/04/2011.

(Photo: China Daily)

O governo brasileiro precisa acordar para a importância de se investir com consistência e seriedade no setor espacial do país para que no futuro não venhamos pagar um preço muito alto. O mundo caminha para o espaço e o descaso de seguidos governos nos levou a atual situação de ser o único país que tentou o acesso ao espaço sem sucesso tendo como agravante o fato de ser o quarto programa espacial mais antigo do mundo.

Muito em breve o acesso ao espaço para satélites e experimentos científicos e tecnológicos não será mais um parâmetro tão importante, pois muitos países já terão transformado esse objetivo em algo corriqueiro, estando anos luz de distância desse feito e talvez alguns deles já no estágio alcançado atualmente pela China, Índia e Japão. Estão nessa lista países, como Israel, Iran, Paquistão, Argentina, Canadá e talvez a Austrália.

Infelizmente o nosso programa espacial nunca foi visto como prioridade pelo governo nesses 50 anos de existência (tendo seu melhor momento durante a época dos governos militares e durante o governo Sarney), apesar de em alguns momentos (como no governo do humorista LULA) ter sido vendido para a sociedade como um programa estratégico.

O PEB passa por problemas sérios que precisam ser resolvidos com urgência e com a seriedade e o dinamismo que um setor como esse exige, para que possamos obter os resultados esperados.

Precisamos fazer até 2015 o que não foi feito em 50 anos, e a nossa esperança é que o Marco Antônio Raupp seja o condutor dessa mudança de mentalidade que nos leve a um programa espacial focado na busca por soluções que venham resolver os problemas de nossa sociedade, com o dinamismo e a seriedade que essa área exige, para que assim finalmente possamos obter o retorno do investimento feito até hoje.

Entretanto, para atingir esse objetivo, o Rauppjet que vem trabalhando com afinco desde que assumiu o cargo de presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), precisará contar com o apoio incondicional do governo da presidente Dilma Rousseff e do ministro Aloizio Mercadante, caso queira atingir o objetivo de ter pelo menos um veiculo lançador brasileiro em 2015 a disposição, que possa colocar em órbita pelos menos os satélites baseados na Plataforma Multi-Missão (PMM) previstos no atual PNAE (Amazônia-1, Lattes-1, GPM-BR, MAPSAR).

Caso isso não aconteça (e sinceramente não acredito que seja esse o caminho que a DILMA adotará) estaremos na dependência do uso inadequado do foguete ucraniano CYCLONE-4 (caso o mesmo já esteja à disposição, o que é bastante provável, lembrando que além de tóxico o seu uso é economicamente inadequado para satélites da classe da PMM devido ao baixo peso), dando uma possibilidade de sobrevida a esse desastroso acordo para o Brasil.

Alternativa existe e está em curso, como o projeto do VLS-Alfa do “Programa Cruzeiro do Sul” que depende do desenvolvimento do motor-foguete líquido L75. Entretanto, quando estive em São José dos Campos, em conversa com o coordenador deste projeto, o mesmo deixou entender que esse motor só estará à disposição dentro de 8 a 10 anos, tempo inadmissível para os objetivos do PNAE.

Talvez a solução fosse à compra de um motor similar ao L75 na Rússia (se aproveitado do acordo em curso) enquanto o L75 não fica pronto, e a partir da aí, partir para a finalização do VLS-Alfa em tempo de cumprir essa meta de 2015.

Vale lembrar que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) espera em 2015 está com o protótipo do “Veiculo Lançador de Microsatélites (VLM-1)” pronto para o seu vôo inaugural, visando atender ao lançamento (suborbital) do experimento alemão SHEFEX III. Para tanto, o IAE já iniciou o desenvolvimento do motor-foguete sólido “S50” que será utilizado no primeiro e segundo estágios desse foguete.

Uma boa notícia para o PEB, não resta dúvida, pois a existência desse lançador certamente estimulará as pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias espaciais nas universidades e centros de pesquisas do país, quadro extremamente necessário para a sustentação do próprio programa espacial. Entretanto, tudo dependerá do apoio do governo DILMA e da seriedade como o programa será conduzido em seu governo. Vamos aguardar os acontecimentos.

Duda Falcão

Estudo Mostra que as Mais Velhas Estrelas Eram Superpiões

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (28/04) no site “Folha.com” do “Jornal Folha de São Paulo” destacando que um estudo mostra que as mais antigas estrelas eram “Superpiões”. Está matéria é complementar a matéria da Agência FAPESP (Volta aos Primórdios do Universo) postada aqui no blog dia 28/04.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Estudo Mostra que as Mais Antigas
Estrelas Eram "Superpiões"

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
28/04/2011 - 09h08

Dizem que o mundo dá voltas, mas as primeiras estrelas do Universo aparentemente davam muito mais. É o que sugere uma nova análise da composição de estrelas muito velhas localizadas em nossa própria galáxia. Ela pode dar pistas cruciais sobre como eram os astros pioneiros do Cosmos, que deixaram de existir mais de 13 bilhões de anos atrás.

O trabalho, realizado por um grupo internacional de pesquisadores que contou com a participação de uma astrônoma brasileira, sugere que essas primeiras estrelas giravam muito mais depressa do que as de hoje.

Com base nas teorias de formação estelar e nas simulações de como surgiram os primeiros astros após o Big Bang, os astrônomos sempre imaginaram que esses objetos tivessem sido gigantescos, muito maiores do que o Sol.

Estrelas desse porte vivem muito rápido e esgotam seu combustível em cerca de 30 milhões de anos (uma ninharia, por exemplo, perto do tempo de vida do nosso Sol, estimado em mais de 10 bilhões de anos, dos quais metade já teriam transcorrido).

Depois disso eles explodem, de forma que os astrônomos não têm esperança alguma de encontrar um membro dessa geração estelar pioneira para observar.

Entretanto, quando um astro desses se despedaça, na forma de uma supernova, seus restos são espalhados pelo espaço, e esse material é "reaproveitado" em nuvens de gás e poeira que darão origem a novas estrelas.

Graças a isso, os pesquisadores podem tentar descobrir como eles eram analisando a composição de astros que ainda estão mais ou menos inteirões, firmes e fortes, a despeito da velhice. É o caso de oito estrelas gigantes vermelhas do NGC 6522, um aglomerado de estrelas localizado na Via Láctea.


ESTRELAS-PIÕES

Ao analisar a luz desses objetos por uma técnica conhecida como espectroscopia, os cientistas conseguem identificar detalhes da composição desses astros gigantes.

E veio a surpresa: a presença de elementos químicos pesados nas quantidades observadas parecia incompatível com um "enriquecimento" prévio gerado por uma estrela gigante convencional.

Em contrapartida, ele se encaixa perfeitamente num modelo de estrela em regime agressivo de rotação. Os cientistas apelidaram esses objetos de "spinstars", algo como "estrelas-piões".

"Os autores invocam um modelo de estrela em rotação com uma velocidade superficial de 500 km/s, um giro estonteante se comparado aos modestos 2 km/s do Sol, ou o típico valor de 100 km/s visto em estrelas maciças na Via Láctea", comenta Jason Tumlinson, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI), nos Estados Unidos, na mesma edição da revista "Nature" em que os resultados foram publicados.

Uma forma de testar essa hipótese é encontrar estrelas gigantes com baixa presença de átomos pesados (ou seja, mais parecidas com o que foram os primeiros astros do Universo, que só tinham hidrogênio, hélio e lítio provenientes do Big Bang para sua formação) e verificar se elas têm velocidades de giro parecidas com as propostas pelo grupo na nova pesquisa.

"Há algumas opções de locais onde tentar encontrá-las, mas de qualquer jeito é muito difícil observar esses objetos", disse à Folha a astrônoma Beatriz Barbuy, que trabalha no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP e participou do novo estudo. "Mas creio que haverá mais descobertas com a introdução da próxima geração de telescópios e instrumentos."

Por enquanto, os resultados atuais são a melhor pista de como viveram e morreram as primeiras estrelas nascidas no Universo.


Fonte: Site Folha.com - 28/04/2011

Apelo para o Uso Sustentável do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito por José de Monserrat Filho e postado dia (28/04) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC destacando o uso seguro e sustentável do espaço.

Duda Falcão

Notícias

Apelo para o Uso Sustentável do Espaço

José Monserrat Filho*
28/04/2011

O Fórum mundial dedicado aos 50 anos do vôo inaugural de Iuri Gagarin, promovido pela UNESCO em Paris no dia 21 de abril, serviu de palco a manifestações de preocupação diante dos crescentes perigos que hoje ameaçam o uso seguro e sustentável do espaço, sobretudo de suas órbitas mais úteis aos serviços indispensáveis prestados às populações da Terra.

O alerta veio da fundadora e atual presidente da Fundação por um Mundo Seguro (Secure World Foundation - SWF), Cynda Collins Arsenault, durante o painel sobre a importância da exploração do espaço para a educação, ciência e cultura. "Gagarin reconheceu tanto a beleza quanto a fragilidade do nosso lar", disse ela, referindo-se a Terra. E frisou: "É a hora de estudar o que deve ser feito para manter o espaço sustentável, a fim de que a humanidade possa seguir usando-o para fins pacíficos e benefícios sócio-econômicos".

O Fórum Mundial sobre o Uso Pacífico do Espaço reuniu nesse debate, além de Arsenault, Narendra Bhandari, da Academia Nacional de Ciências da Índia; Dominique Proust, astrofísico do Observatório de Paris; Kirkham Gib, diretor da Divisão de Sistemas de Exploração e Pesquisa de Aeronáutica da Nasa; e Thomas Culhane, cientista e pedagogo, do Iraque. Os moderadores da mesa foram Hans d'Orville, diretor-geral adjunto de Planejamento Estratégico da Unesco, e Kapitza Serguey, professor da Rússia. Na plateia, astronautas, profissionais das atividades espaciais de vários países, cientistas, astrofísicos, administradores, historiadores, músicos.

Arsenault, claro, ressaltou a ameaça provocada pelo lixo espacial, temido tanto por governos quanto por organizações internacionais e poderosas empresas multinacionais.

Para ela, é preciso adotar medidas para assegurar o uso seguro e sustentável do espaço em benefício da humanidade. A sustentabilidade das atividades espaciais, a seu ver, exige dois tipos de ação: 1) a gestão do lixo espacial, do espectro eletromagnético e do tráfego espacial; e 2) a gestão política, promovendo a estabilidade das relações no espaço e a prevenção de possíveis conflitos.

Cada gestão "requer novas normas, regras e mecanismos para proteger o patrimônio espacial global", explica Arsenault e salienta: esforço sério neste sentido é a criação, conduzida pela SWF, do Programa "Conhecimento da Situação no Espaço" (Space Situational Awareness - SSA), que buscará saber onde está o que a cada momento no espaço.

Esse programa, esclarece Arsenault, deve permitir aos atores espaciais operar de forma segura e eficaz, cientes das ameaças a enfrentar e habilitados a reduzir seu potencial. Arsenault está convencida de que o uso pacífico do espaço abre um imenso universo de possibilidades, mas, adverte, "precisaremos de cuidados especiais e um planejamento acurado para garantir que nossos filhos e os filhos de nossos filhos sejam capazes de colher os benefícios que o espaço promete".

Tal visão dos perigos que hoje povoam o espaço, infelizmente, não prevaleceu na reunião do Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço (conhecido por Copuos, na sigla em inglês), realizada em Viena, de 28 de março a 8 de abril deste ano. O órgão, criado em 1961, congrega 70 países para discutir os problemas jurídicos das atividades espaciais.

A proposta da República Tcheca de exame das questões legais causadas pelo lixo espacial não contou com o apoio de quatro potências espaciais - EUA, França, Japão e Rússia - para se tornar novo tema de discussão no Subcomitê Jurídico em sua reunião de 2012.

Em 2007, o Subcomitê Técnico Científico do Copuos aprovou as "Diretrizes para a Redução dos Dejetos Espaciais", documento técnico, sem valor legal e, portanto, não obrigatório.

A idéia tcheca era a de transformar as diretrizes técnicas em declaração a ser aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, porque, por aí, elas poderiam, no futuro, ser convertidas em tratado internacional, obrigatório para todos os países que o ratificassem. A perspectiva maior era, assim, a de criar um instrumento com força total para se enfrentar o desafio do lixo espacial.

EUA, França, Japão e Rússia não permitiram o consenso que aprovaria a proposta, alegando que suas empresas privadas poderiam ficar confusas e desorientadas com o debate sobre as diretrizes. As empresas, afirmam esses países, estão tratando de ajustar as diretrizes às suas práticas e qualquer mudança pode atrapalhar o processo.

O argumento parece ter convencido apenas seus próprios autores. Mas conseguiu deixar o assunto fora da pauta. Ele não será debatido em 2012, como a maioria dos países considerava pertinente e necessário. E quando o será? Impossível prever. Mas o tema é tão grave que, mais cedo ou mais tarde, pode acabar se impondo apesar das resistências.

O que se pode prever com certeza é o aumento crescente do monturo espacial. O Centro Unificado de Operações Espaciais dos EUA rastreia hoje cerca de 22 mil objetos espaciais maiores de 10 cm. Esse número dobrou desde o ano 2000. Dos 22 mil, apenas mil funcionam. Os demais são detritos. Quanto aos fragmentos de 1 cm de diâmetro ou ainda menores, calcula-se que já chegam a 700 mil. Um dejeto de 1 cm é capaz de desativar um satélite, enquanto um de 10 cm pode despedaçá-lo. Só em 2010, o referido Centro enviou mais de mil mensagens a governos de outros países, alertando para os riscos de colisão entre objetos espaciais ativos e/ou dejetos.

Gagarin nos revelou há 50 anos que "a Terra é azul". Agora, sabemos que o espaço está virando lixão. Em meio século, saltamos de um fato emocionante a uma constatação alarmante.

E ainda há quem sequer queira discutir o problema para se encontrar uma solução vigorosa e responsável, antes que seja tarde demais.


* José Monserrat Filho é vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, membro da diretoria do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro da Academia Internacional de Astronáutica e do Comitê de Direito Espacial da International Law Association (ILA), e autor do livro Política e Direito na Era Espacial - Podemos ser mais justos no espaço do que na Terra? (Vieira&Lent, 2007) e de diversos artigos sobre questões jurídicas espaciais.


Fonte: Site do Jornal da Ciência de 28/04/2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Presidente da AEB Participa de Reunião Magna da ABC

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o presidente da agência, Marco Antônio Raupp ministrará palestra no dia 02/05 da Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências.

Duda Falcão

Presidente da AEB Participa da Reunião
Magna da Academia Brasileira de Ciências

AEB
29-04-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, ministrará palestra, no dia 2 de maio, na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Na ocasião, Raupp falará sobre as perspectivas de avanços do Programa Espacial Brasileiro.

Raupp abordará os grandes objetivos da Política Espacial Brasileira. que são a solução de problemas nacionais, a busca de autonomia (capacidade de projetar os satélites e foguetes nacionais) e a capacitação da indústria nacional. O presidente apresentará o atual estágio dos programas de satélites brasileiros e falará sobre a necessidade de o País ter empresas integradoras capazes de fornecer sistemas espaciais completos. Raupp mostrará a organização e a governança do setor aeroespacial e concluirá a palestra mostrando os desafios do setor.

Reunião Magna da ABC é um grande encontro científico que trata de temas abrangentes e multidisciplinares, como Ciência, Tecnologia e Educação. Ela acontecerá nos dias 2 e 3 de maio, no Centro do Rio de Janeiro (RJ).

Este ano, o evento contará com a participação do ministro da Ciência & Tecnologia, do ministro da Educação e de presidentes das principais entidades de fomento das áreas em foco, como da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes/MEC), do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (CNPq/MCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCT).

As apresentações científicas são gratuitas e abertas ao público, com inscrições pelo email magna2011@abc.org.br. Interessados devem colocar no assunto “Inscrição” e no corpo do email nome, área de interesse e instituição a que está vinculado, apenas para efeito de controle dos assentos disponíveis. Será fornecido certificado de participação a quem solicitar.

Serviço:

Palestra do presidente da AEB na Reunião Magna da Academia Brasileira de Letras
Data: 2 de maio
Horário: 15h10
Endereço: Rua Anfilófio de Carvalho, 29, 3o andar, Centro – RJ (próximo ao metrô Cinelândia)


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

INPE Realizará o 2º Workshop em Engenh. e Tec. Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (29/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que os alunos da pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais do INPE promoverão nos dias 03 e 04 de maio um workshop para apresentação de trabalhos.

Duda Falcão

2º Workshop em Engenharia e
Tecnologias Espaciais Mobiliza
Alunos da Pós-Graduação

29/04/2011

Nos dias 3 e 4 de maio, os alunos da pós-graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promovem um workshop para apresentação de trabalhos. O evento será realizado no auditório Fernando de Mendonça, no LIT/INPE, em São José dos Campos.

O workshop pretende promover a integração entre as quatro áreas deste programa de pós-graduação: Engenharia e Gerenciamento de Sistemas Espaciais, Combustão e Propulsão, Mecânica Espacial e Controle, e Materiais e Sensores. Cada uma destas áreas, com suas respectivas linhas de pesquisa e desenvolvimento, abrange disciplinas que, juntas, complementam o conhecimento necessário para os estudos relacionados à Engenharia Espacial.

Realizado pela primeira vez em 2010, o evento foi criado pelos próprios alunos do programa da ETE com o objetivo de estimular um ambiente criativo, inovador, desafiador e de produção científica, além de criar demandas de trabalhos entre as áreas.

A programação do evento está na página www.inpe.br/wete.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Abertura Oficial do SBSR Será Dia 01/04 em Curitiba

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (29/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que a abertura do XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR) será neste domingo (01/05) em Curitiba (PR).

Duda Falcão

Abertura do SBSR, Maior Evento
Sobre Satélites e Geotecnologias,
Será Domingo em Curitiba

29/04/2011

Os Anais do XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR) já estão on-line, no site www.dsr.inpe.br/sbsr2011. Estão disponíveis todos os 1.207 trabalhos que serão apresentados durante o evento, que começa neste sábado (30) e vai até o dia 5 de maio no Estação Convention Center, em Curitiba. A cerimônia de abertura oficial do SBSR será às 19h30 deste domingo (1º).

Além dos trabalhos acadêmicos, o simpósio terá dezenas de sessões especiais com palestrantes do Brasil e exterior, cursos, debates e uma exposição técnica aberta ao público, que terá a oportunidade de conhecer projetos das principais empresas públicas e privadas atuantes na área de sensoriamento remoto.

Promovido a cada dois anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Sociedade de Especialistas Latino-Americanos em Sensoriamento Remoto (SELPER), o SBSR é o maior evento nacional sobre tecnologias relacionadas a satélites e geoprocessamento. São esperados nesta edição do evento em Curitiba cerca de 2.000 pesquisadores e especialistas.

“Este é um simpósio especial, por ser um marco histórico no número de trabalhos e também por coincidir com o 50º aniversário do INPE”, dizem José Carlos Neves Epiphanio e Lênio Soares Galvão, organizadores do evento. “O primeiro SBSR foi em 1978 e nesses 33 anos muita coisa mudou. O número de satélites e, consequentemente, o volume de dados disponíveis aumentou de maneira vertiginosa. A capacidade computacional permitiu que muitas análises passassem a ser possíveis e surgiram novas dimensões nas resoluções dos dados. Os SBSRs vêm refletindo toda essa transformação e crescimento ao longo dos anos”.

Programa

O XV SBSR inicia com 10 cursos, que acontecem no sábado e domingo. Já a noite de domingo (1º) é reservada para a inauguração da exposição e cerimônia de abertura, quando acontece a premiação dos melhores trabalhos submetidos na categoria Iniciação Científica.

De segunda a quinta-feira estão programadas as sessões especiais, que tratam sobre a exploração do pré-sal, a agricultura nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o monitoramento de queimadas e das zonas costeiras, os veículos aéreos não tripulados (VANTs), as mudanças no uso da terra que causam impacto no aquecimento global, entre outros temas. Haverá ainda sessões que trazem as novas perspectivas para o uso de dados de satélites no Brasil e no mundo.

Devido à enorme variedade de aplicações do sensoriamento remoto, diferentes atividades do SBSR destacam temas como Poluição, Saúde, Mudanças Globais, Ambientes Urbanos, Floresta, Agricultura, Geologia, Hidrologia, Oceanografia, Monitoramento Ambiental, Cartografia, Sistemas, Sensores, Processamento de Imagens, Geoprocessamento, Educação, entre muitos outros.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Defesa Civil do RS participa de Treinamento do INPE

Olá leitor!

Depois de uma viagem agradável a acolhedora cidade pernambucana de Bezerros, apesar de cansado, retorno ao meu trabalho de divulgação no blog. Assim sendo, segue abaixo uma nota postada dia (28/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que profissionais da “Defesa Civil” do RS participaram dia 28/04 de um treinamento sobre a operação do “Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN)”.

Duda Falcão

Defesa Civil do RS Participa de Treinamento
Sobre Sistema de Alerta do INPE

28/04/2011

Profissionais da Defesa Civil do Rio Grande do Sul participaram nesta quinta-feira (28/4) de um treinamento sobre a operação do Sistema de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (SISMADEN), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Este é o segundo treinamento para a Defesa Civil realizado no Centro Regional Sul do INPE, em Santa Maria, onde funciona o Núcleo de Pesquisa e Aplicação em Geotecnologias para Desastres Naturais e Eventos Extremos para a Região Sul do Brasil e Mercosul (Geodesastres-Sul).

Ministrado pelo meteorologista Rodrigo da Silva Pereira, responsável pela operação do SISMADEN no Geodesastres-Sul, o treinamento detalhou o sistema e orientou sobre como analisar os alertas.

Desde o início do mês de março o SISMADEN está em fase de testes para todo o Rio Grande do Sul, como resultado da colaboração entre INPE e Defesa Civil do Estado. “Este período de teste é essencial para os ajustes no sistema, qualificação do pessoal de operação e dos usuários dos alertas, antes de entrar em operação efetiva”, comenta Tânia Maria Sausen, coordenadora do Geodesastres-Sul.

O SISMADEN é uma ferramenta gratuita, disponibilizada na Internet (www.dpi.inpe.br/sismaden), que permite o fornecimento de dados e informações sobre desastres naturais iminentes. Utilizando este software de geoprocessamento, instituições sociais e esferas governamentais (como a Defesa Civil) podem prever a ocorrência desses eventos com antecedência, possibilitando a tomada de decisões e providências que minimizem seus impactos, salvando vidas e patrimônios.

SBSR

A coordenadora do Núcleo Geodesastres-Sul, do INPE, Tânia Maria Sausen, apresentará no dia 4 de maio (quarta-feira), às 13h30, uma avaliação dos prejuízos causados por inundações no Rio Grande do Sul durante o XV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR). Também está prevista uma apresentação sobre monitoramento de estiagem no Sul do Brasil.

Já uma aplicação do SISMADEN, para alerta da qualidade da água do rio Paraíba do Sul, será apresentada no mesmo dia, às 14h30, por Eymar Silva Sampaio Lopes, pesquisador do INPE e desenvolvedor do sistema.

O SBSR, que acontece de 30 de abril a 5 de maio no Estação Convention Center, em Curitiba, mostrará uma série de trabalhos sobre o uso de tecnologias espaciais, como imagens de satélites e sistemas de informações geográficas, para análise de riscos ambientais.

A programação completa do XV SBSR está disponível no site www.dsr.inpe.br/sbsr2011

Treinamento foi realizado no Centro Regional
Sul (CRS) do INPE, em Santa Maria


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Blog Recebe em Bezerros Comenda Científica

Olá leitor!

Comenda Científica Dr. Samuel Cunha Filho
Como você deve saber estou em Bezerros (PE), onde ontem dia 27/04 recebi no Centro de Artesanato de Pernambuco desta cidade do agreste pernambucano, a "Comenda Científica Dr. Samuel Cunha Filho". O Blog “BRAZILIAN SPACE” gostaria de agradecer ao Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) e em especial ao Prof. Marcos Luna e a toda sua equipe pelo reconhecimento ao nosso trabalho e pela cordial acolhida em Bezerros. Vocês todos estão de parabéns pelo evento. Em breve estaremos postando um relato sobre essa nossa passagem por Bezerros.

Duda Falcão

INPE Concorre a Prêmios

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/04) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que o INPE está entre os finalistas por indicação popular de dois prêmios na área de sustentabilidade.

Duda Falcão

Especiais

INPE Concorre a Prêmios

28/04/2011

Com estudos que vão desde o desflorestamento de nossas matas até as origens do Universo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está prestes a completar 50 anos cada vez mais reconhecido pela sociedade. Prova disso é estar entre os finalistas, por indicação popular, de dois prêmios na área de sustentabilidade.

Um deles é o GreenBest, no qual o INPE concorre na categoria “Iniciativas Governamentais”. Após votação que escolheu o “TOP3” em diversas categorias, o INPE está entre os três finalistas devido ao inédito acordo de cooperação para a capacitação técnica internacional no monitoramento de florestas por satélites.

Baseado no monitoramento que realiza na Amazônia há mais de 20 anos, este acordo resulta na capacitação no uso de imagens de satélites gratuitas, como as do satélite sino-brasileiro CBERS, e de softwares livres, estes também desenvolvidos pelo INPE, para o monitoramento regular de florestas tropicais em todo o mundo. Monitorar florestas e estudar sua evolução são apostas estratégicas no combate às mudanças climáticas.

Primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis de abrangência nacional, o GreenBest elege as melhores iniciativas, atuações, projetos e produtos ligados à prática da sustentabilidade. No total serão premiadas 16 categorias, como personalidade, ONGs, materiais inovadores, entre outras. Cada categoria terá dois vencedores, um escolhido por júri de especialistas e o outro pelo público. Para votar, acesse http://greenbest.greenvana.com/top3/governo/

A votação encerra-se no dia 4 de maio às 23h59. O resultado será revelado em 17 de maio, pelo site do GreenBest.

Prêmio MundoGEO#Connect

Também por indicação dos internautas, o INPE concorre ainda ao Prêmio MundoGEO#Connect na categoria “Instituição de Ensino e/ou Pesquisa de Maior Destaque”. O diretor do INPE, Gilberto Câmara, concorre na categoria “Personalidade do Setor de Geotecnologia”.

A premiação interativa elege as melhores instituições, empresas e profissionais que, por sua atuação inovadora, fazem o mercado geoespacial crescer de forma sustentável. Os vencedores serão escolhidos pelos internautas por meio da página: http://mundogeoconnect.com/premio/votacao-na-segunda-fase

O prêmio é uma iniciativa do Portal MundoGEO, que no início do ano chamou a comunidade de geotecnologia a indicar por votação online os cinco finalistas de cada categoria. Agora está reaberta a votação para a segunda e última fase. O resultado será divulgado no dia 15 de junho.

Cinquentenário

Criado em 3 de agosto de 1961, o INPE é hoje referência em Sensoriamento Remoto, Meteorologia, Ciências Espaciais e Atmosféricas, Engenharia e Tecnologia Espacial e Ciência do Sistema Terrestre. Como executor dos projetos do Programa Espacial Brasileiro, o INPE tem sido também um importante vetor de modernização da indústria aeroespacial, cujo desempenho vem proporcionando ao País lugar de destaque no cenário internacional.

O INPE presta serviços operacionais e singulares de previsão do tempo e clima, monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélites, medidas de queimadas, raios e poluição do ar, além de realizar testes e ensaios industriais de alta qualidade.

Para que o cidadão usufrua dos benefícios do contínuo desenvolvimento do setor espacial, o INPE aposta na construção de satélites para produção de dados sobre o planeta Terra e no desenvolvimento de pesquisas que transformem estes dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Volta aos Primórdios do Universo

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/04) no site da “Agência FAPESP” destaca que Estrelas responsáveis por produzir elementos há 12 bilhões de anos tinham rotação rápida segundo indica estudo com participação brasileira publicado na Nature.

Duda Falcão

Especiais

Volta aos Primórdios do Universo

Por Maria Guimarães
28/04/2011

Estrelas responsáveis por produzir
elementos há 12 bilhões de anos
tinham rotação rápida, indica
estudo com participação brasileira
publicado na Nature
(foto: Athena Stacy/Univ. Texas)
Revista Pesquisa FAPESP – No início da formação do Universo, estrelas de grande massa (pelo menos dez vezes a massa do Sol) e vida curta eram as principais fábricas de elementos químicos que entravam na composição de novas estrelas.

Além de grandes, esses corpos celestes também giravam depressa, propõe um estudo liderado pela astrônoma brasileira Cristina Chiappini, do Instituto Leibnitz para Astronomia de Potsdam, na Alemanha, publicado na edição desta sexta-feira (28/4) da revista Nature.

“A presença de alguns elementos em estrelas antigas só pode ser explicada se as estrelas massivas da época tivessem rotação rápida”, disse Cristina.

A idéia brotou do trabalho de Beatriz Barbuy, professora titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), que em 2009 publicou um artigo no qual analisou estrelas muito velhas – por volta de 12 bilhões de anos – no centro da Via Láctea.


A pesquisadora examinou imagens captadas pelo Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), que registram os espectros de elementos que compõem a atmosfera dos corpos celestes. Notou uma abundância excessiva de bário e lantânio, elementos pesados que precisam de um processo lento para se formarem.

Só que essas estrelas nasceram no início da formação do Universo, quando ainda não tinha passado tempo suficiente para que esses elementos se formassem da forma tradicionalmente aceita. “Mas ninguém percebeu essa dica no meu trabalho, até que a Cristina o leu com atenção”, disse Barbuy.

Chiappini, que fez o doutorado no IAG com Bolsa da FAPESP, leu e logo percebeu a ligação com o trabalho do grupo do Observatório de Genebra, a que está associada, com modelos de alta rotação de estrelas.

A rotação poderia explicar a presença desses metais porque funciona como uma batedeira. A rotação da estrela mistura as camadas nas quais o ferro se formou com outras ricas em nêutrons, que são adicionadas ao ferro, dando origem a elementos mais pesados.

Chiappini então entrou em contato com Barbuy e pediu que verificasse por meio dos espectros a quantidade de outros metais, como ítrio e estrôncio, nessas estrelas antigas.

A professora do IAG voltou às imagens e o que viu se encaixou exatamente no modelo de Chiappini: só estrelas de grande massa em rotação vigorosa poderiam gerar aqueles elementos nas quantidades necessárias para compor as anciãs ainda vivas hoje.

Mais Tempo de Observação

Não é a única explicação possível, mas é a mais plausível. A conclusão é ainda mais forte porque dois pesquisadores do grupo de Genebra, proponentes de outro modelo para explicar a evolução química da galáxia, também assinam o artigo na Nature.

“O modelo deles explica a evolução de algumas estrelas nesse aglomerado, mas o nosso explica todas”, disse Chiappini. Para Barbuy, o trabalho quebra um paradigma aceito pela maior parte dos pesquisadores na área.

“Há 30 anos, um autor falou que as estrelas velhas são compostas por elementos formados por um processo rápido, e mostramos que não é assim”, afirmou.

É um grande passo, mas as duas pesquisadoras brasileiras veem a publicação do artigo como um início de algo maior. Com a repercussão que o trabalho deve ter, elas esperam conseguir mais tempo de observação no VLT e no Hubble, telescópios disputados por pesquisadores do mundo todo e cujo uso é determinado por mérito.

“Precisamos melhorar os modelos. Mas incluir outros metais é um processo muito lento”, disse Chiappini.

Não é para menos. Os elementos que as estrelas criam – e lançam no gás do Universo quando morrem – não só formam outras estrelas como também o Sol, a Terra e os corpos de seus habitantes. Não é uma busca modesta.

O artigo Imprints of fast-rotating massive stars in the Galactic Bulge (doi:10.1038/nature10000), de Cristina Chiappini e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.


Fonte: Site da Agência FAPESP

CLA Ministra Palestra na UEMA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/04) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) destacando que representantes do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) ministraram palestra sobre o “Programa Espacial Brasileiro” na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) dia 12/04.

Duda Falcão

CLA Ministra Palestra na UEMA

28/04/2011

O Engenheiro Eletrônico Raimundo Sérgio Carvalho e o Físico Marcus Andrey Moreira Viana representaram o Centro de Lançamento de Alcântara na Universidade Estadual do Maranhão no dia 12 de abril de 2011, quando apresentaram uma palestra à comunidade universitária sobre o Programa Espacial Brasileiro e sobre a missão do Centro de Lançamento de Alcântara. Após a palestra, que fez parte da programação da UEMA em razão do cinqüentenário da primeira missão espacial tripulada, os técnicos responderam a perguntas dos alunos, que se mostraram muito interessados em poder conhecerem um pouco mais sobre a importante missão do CLA.



Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

IAE Faz Treinamentos Específicos na Área de Segurança

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/04) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) destacando a Coordenadoria de Segurança (DIR-CS) deste instituto deu início, na primeira quinzena de abril, a uma série de treinamentos específicos na área de segurança.

Duda Falcão

IAE Realiza Treinamentos Específicos
na Área de Segurança

Campo Montenegro, 27/04/2011

A Coordenadoria de Segurança (DIR-CS) do IAE deu início, na primeira quinzena de abril, a uma série de atividades para dar continuidade à Doutrina de Segurança adotada pelo instituto e promover a educação na área de todo o efetivo.

Dentro da Política de Segurança estão previstas palestras sobre assuntos relacionados a situações de risco real – como incêndios e intoxicação por gases -, emergências médicas e formação de brigadas, a serem ministradas nas diferentes divisões do instituto. Os treinamentos tiveram início no dia 12 de abril, com a palestra sobre “Ofidismo” na Usina Coronel Abner (UCA).

No treinamento realizado na UCA, todos os servidores, militares e funcionários que trabalham no local participaram das orientações ministradas pelo chefe do grupo SAR-IAE e especialista no assunto, Tenente Francisco Antonio de Amorim.

Além de orientações sobre os procedimentos a se adotar em caso de acidente com animais peçonhentos - como serpentes, escorpiões, aranhas e lagartas - os participantes receberam informações sobre as características desses animais e os sintomas mais comuns sentidos pelas vítimas, em um trabalho que visou à total transparência das informações e orientações em caso de dúvidas.

Amorim orientou o público a não recorrer a alternativas caseiras em caso de ocorrências com esses animais. “Neste caso, a emergência deve ser imediatamente acionada e a vítima transferida para um hospital”, declara Amorim.

No dia 13 de abril, como parte da programação da DIR-CS, foi realizado o primeiro treinamento de evacuação predial e rota de fuga, em uma simulação que envolveu todos os integrantes da usina - um trabalho que deverá atender a todas as divisões do IAE no decorrer do ano durante períodos quinzenais até o quarto trimestre de 2011, quando da realização de uma simulação geral com todo o efetivo.

A conscientização de segurança também envolveu funcionários das empresas terceirizadas que atuam na limpeza e organização do instituto, como a responsável pela poda de árvores. No dia 12 de abril, esse público formado de 64 pessoas conheceu e recebeu instruções sobre os seus direitos e responsabilidades nos serviços prestados ao instituto, com especial atenção aos cuidados a tomar na circulação interna. Essas palestras acontecem todas as terças e quintas-feiras com o objetivo de padronizar as informações e os procedimentos.



Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Divulgado Novo Ranking de Incidência de Raios

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que foi divulgado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE o novo ranking de incidência de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela “Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas”, para o biênio 2009-2010.

Duda Falcão

Divulgado Novo Ranking
de Incidência de Raios

27/04/2011

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o novo ranking de incidência de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas, para o biênio 2009-2010. Os dados reforçam pesquisas anteriores que indicam que grandes centros urbanos tendem a intensificar a ocorrência de tempestades.

Para toda a área monitorada, que engloba os estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do país, a incidência de raios no último biênio se manteve estável em relação aos biênios anteriores, com variações inferiores a 5%. Entretanto, considerando somente as cidades acima de 200 mil habitantes – que possuem maior urbanização – houve um aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios.

"Tanto essas cidades têm mais tempestades quanto elas estão, também, cada vez mais intensas, e a urbanização pode ser apontada como uma das principais responsáveis", afirma Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT/INPE.

Os resultados apontam que, em 2009-2010, entre os 10 com maior incidência estão municípios da região metropolitana de São Paulo e do sul do estado do Rio de Janeiro, com exceção de Belford Roxo. “A presença das cidades do sul do Rio de Janeiro entre os dez municípios de maior incidência de raios se deve as características locais de relevo”, diz o pesquisador.

Desta vez, a cidade de Porto Real (RJ) aparece em primeiro lugar no ranking geral, com uma densidade de 27 raios por quilômetro quadrado por ano, seguida por São Caetano do Sul (SP) com 23 raios por quilômetro quadrado por ano.

“A ocorrência de tempestades possui uma variação espacial muito grande e, por isso, municípios menores têm maior chance de apresentar altos valores de densidade”, comenta. Em cidades grandes - com mais de 900 km2 - o máximo aumento registrado foi de 97%. Já os municípios menores do que 100 km2 sofreram aumentos de densidade que chegaram a 320% no último biênio quando comparado com a média dos dois anos anteriores. Em São Paulo este aumento foi de 42%.

O novo ranking é feito com base em dados corrigidos pelo modelo de eficiência da rede denominado MED4, recém desenvolvido pelo grupo, sendo este um dos modelos mais precisos existentes no mundo para correção de dados de redes de detecção. O MED4 permite corrigir diariamente os dados da rede em função da intensidade das descargas que ocorrem numa determinada região. O modelo é mais robusto que as versões anteriores utilizadas nos ranking de 2005-2006 e 2007-2008. “Os novos dados de densidade de raios são ainda mais confiáveis com o uso do modelo desenvolvido pelo ELAT”, assegura Osmar Pinto Junior.

Os resultados encontrados podem contribuir diretamente com a prevenção e proteção, assim como gerar informações úteis para o setor elétrico e, conseqüentemente, para a sociedade.

O novo ranking está disponível no endereço www.inpe.br/elat através do link “Ranking de Municípios”.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)