sexta-feira, 30 de setembro de 2011

IAE Realiza com Sucesso Ensaios de Qualificação do VLS

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no site da Força Aérea Brasileira (FAB) destacando que Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou ontem (29/09) com sucesso o ensaio de separação dos quatro propulsores do primeiro estágio do Veículo Lançador de Satélite (VLS-1).

Duda Falcão

Instituto de Aeronáutica e Espaço
Realiza Ensaios de Qualificação
do Veículo Lançador de Satélite

IAE
30/09/2011 - 16h23

O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realizou, com sucesso, o ensaio de separação dos quatro propulsores do primeiro estágio do Veículo Lançador de Satélite (VLS). O evento foi realizado com sucesso e simulou uma situação que ocorrerá a cerca de 32 km de altitude quando o veículo estiver em vôo. O ensaio foi efetuado ontem, (29/09), no laboratório de Integração de Propulsores do IAE e contou com uma equipe de 45 servidores entre técnicos e engenheiros. O objetivo principal foi a qualificação do sistema de separação do primeiro estágio do VLS.

No total, foram feitas 167 medições entre choque mecânico, vibração quase-estática, deformação, pressão, deslocamento, simetria de separação, além da cobertura fotográfica e de vídeo (HD e alta velocidade). Os dados coletados serão analisados e servirão de base para entender os fenômenos que ocorrem no veículo durante esta fase importante de vôo. Entre esses fenômenos, estão a simultaneidade de ejeção dos motores, as tensões nas interfaces entre o segundo e terceiro estágio e as cargas de choque mecânicos no corpo central e nos equipamentos embarcados. Será feita também uma comparação entre os sinais adquiridos com o sistema de telemetria e o sistema de solo, procedimento importante para a qualificação do sistema de medição em vôo.

O VLS será capaz de colocar em órbita um satélite de 115 kg, a 750 km de altitude. O veículo é separado em subdivisões, que incluem quatro estágios, além de Coifa Ejetável, Redes Elétricas e Redes Pirotécnicas.


Veja o vídeo do ensaio abaixo:




Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB)

Comentário: Poxa, que grande notícia, mas infelizmente isso ainda não significa que o VLS-1 XVT-01 está garantido para ser lançado em 2012. Existem ainda muitos testes a serem realizados, sendo o principal deles a “Operação Uirapuru” que será o “6º Ensaio de Queima do Motor S-43” utilizado no primeiro e segundo estágios do VLS. Até onde sabemos esse ensaio estava previsto para ocorrer na UCA (Usina Coronel Abner) agora em outubro, mas essa possibilidade ainda não foi confirmada pelo IAE. Além disso, existem os testes que estão sendo realizados na TMI que segundo foi divulgado deverão terminar por volta de março. Vamos aguardar.

Halo Solar é Visto no Céu de Brasília

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no site da “Universidade de Brasília (UnB)” destacando um misterioso 'halo solar' surgiu no céu da Capital Federal.

Duda Falcão

MISTÉRIO

Halo Solar é Visto no Céu de Brasília

Astrofísico da Universidade de Brasília acredita que o
fenômeno pode estar relacionado ao aumento da
umidade no Distrito Federal

Hugo Costa
Da Secretaria de Comunicação da UnB
30/09/2011

Marcelo Jatobá/UnB Agência

Uma circunferência iluminada ao redor do sol surpreendeu quem estava no Distrito Federal nesta sexta-feira. Feixes de luz similares a um arco-íris circundaram o astro maior e levaram cor ao céu da capital do país.

Ivan Soares Ferreira, astrofísico da Universidade de Brasília explica que o fenômeno é chamado Halo Solar. Trata-se de um efeito ótico causado quando raios solares atravessam uma fina camada de cristais de gelo presente nas nuvens. “Certamente há uma ligação com o aumento da umidade na região”, explica. Ele ainda avalia as possíveis causas do fenômeno e investiga onde ele pode de ser visto.

Muitas pessoas contemplaram o halo solar na UnB. Pelo campus Darcy Ribeiro, muitos foram vistos olhando o céu e tentando registrar o momento com celulares e câmeras. “É super bonito. Estou me sentindo uma criança olhando para o seu”, exaltou Ariel Lins, estudante da Biologia. “Nunca vi nada parecido. Estou impressionada”, disse Glória Oliveira, servidora da Secretaria de Administração Acadêmica, após fotografar o fenômeno.

O sol também foi assunto também nas redes sociais. “Soube pelo twitter. As pessoas estão comentando muito sobre o fenômeno”, disse Maíra Minatogau, aluna de Relações Internacionais. No microblog, dezenas de pessoas narravam suas experiências, postavam suas imagem e diziam de onde observavam o céu.

Aguarde mais informações.


Fonte: Site da Universidade de Brasília (UnB)

INPE Seleciona Bolsista na Área de Engenharia e T. Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/09) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o INPE está selecionando bolsista na área de Engenharia e Tecnologia Espacial.

Duda Falcão

INPE Seleciona Bolsista na Área de
Engenharia e Tecnologia Espacial

Sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) seleciona engenheiro, tecnólogo ou bacharel para atuar na Divisão de Sistemas Espaciais (DSE). A contratação será por meio de bolsa DTI do CNPq, que prevê remuneração entre R$ 1.000,00 e R$ 4.000,00, dependendo do nível de experiência profissional e pós-graduações efetuadas.

A carga horária será de 40h semanais: 8 horas diárias, de segunda à sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde. A bolsa terá duração máxima de três anos.

Pré-Requisitos

Profissional graduado na área de Controle e Automação, Eletrônica/Elétrica ou Computação, com pós-graduação (concluída ou em andamento) na área de Sistemas e Controle, Engenharia Espacial, Engenharia Mecatrônica ou Computação. Dar-se-á preferência aos candidatos que tenham experiência de dois anos na área de formação, sendo considerado o tempo de pós-graduação. É desejável que o(a) interessado(a) possua conhecimentos em:

- Linguagem de programação C/C++;
- Utilização de ferramentas Malab/Simulink/GNU-Octave;
- Língua estrangeira: Inglês (nível Intermediário ou avançado, para leitura e escrita).

Contato

Os interessados devem enviar currículo (preferencialmente o Lattes) para Fabrício Galende Marques de Carvalho no e-mail fabricio.carvalho@dss.inpe.br e ter disponibilidade para agendar entrevista em horário comercial, com duração de 1 a 2 horas.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Indústria do Vale Ganha Impulso com Desoneração

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (30/09) pelo site do jornal “O VALE” destacando que com a assinatura da MP que desonera o setor de defesa, as indústrias do Vale do Paraíba ganharão um grande impulso.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

Indústria do Vale Ganha
Impulso com Desoneração

MP assinada ontem pela presidente Dilma reduz
impostos a empresas do setor de defesa do país;
empresários da região comemoram incentivo

Chico Pereira
São José dos Campos
30 de Setembro de 2011 - 03:58

Foto: José Cruz/ABR

A Medida Provisória de desoneração de tributos para a indústria de defesa assinada ontem pela presidente Dilma Roussef (PT) deve impulsionar o setor no Vale do Paraíba.

A avaliação é de empresários, especialistas e de instituições que atuam nesse segmento na região.

De acordo com o governo federal, os fabricantes de produtos militares ficarão isentos, por cinco anos, do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS/PASEP (Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e da COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

Para ter direito ao benefício, as empresas precisam ter sede ou fábrica no Brasil, conhecimento tecnológico, ter registro no Ministério da Defesa e produzir equipamentos considerados estratégicos e de difícil obtenção, como munição, armas, aviões, satélites, foguetes, fardas, veículos.

De acordo com o Ministério da Defesa, 186 empresas se encaixam no perfil.

Para Gianni Cucchiaro Bravo, diretor da Friuli, empresa do setor, os incentivos irão alavancar a criação de novos empregos e incentivar as empresas a investirem em pesquisa.

“Vemos a MP com muito otimismo. No grupo dos quatro maiores emergentes, entre eles China e Rússia, o Brasil é o que está mais atrás”, disse o empresário, que presta serviços e fornece equipamentos para as Forças Armadas.

Friuli disse ainda que a redução dos encargos financeiros dará maior competitividade à indústria nacional de defesa.

Opinião similar tem o secretário executivo do CECOMPI (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas.

“É uma medida muito importante porque proporciona melhor sustentabilidade para a cadeia produtiva do setor de defesa”, afirmou. O CECOMPI administra um cluster aeroespacial com 73 empresas.

Embraer Defesa e Segurança e AVIBRÁS também devem se beneficiar das medidas.

Preocupação - Embora concorde que o setor necessite de mais apoio, Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, frisou que o governo não pode fazer reserva de mercado. “Isso já aconteceu durante o regime militar e não deu certo.”

Ele, no entanto, considera positivo que o governo adote medidas para incentivar a indústria de defesa.

Saiba mais

Encargos

Governo federal edita Medida Provisória para reduzir a carga tributária para as indústrias do setor de defesa.

Impostos

Ela MP, serão reduzidos ou isentados impostos como IPI, COFINS e PIS, entre outros.

Competitividade

O governo avalia que as indústrias irão ganhar mais competitividade no mercado.

Foco

A MP foca a produção de armas, satélites e softwares.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 30/09/2011

MP que Estimula a Defesa é Assinada em Brasília

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/09) no “Blog do Planalto” destacando que a Medida Provisória (MP) que estimula a competividade na Indústria Brasileira de Defesa foi assinada ontem em Brasília.

Duda Falcão

Medida Provisória Estimula a Competitividade da Indústria Brasileira de Defesa

Blog do Planalto
Quinta-feira, 29/09/2011 - 19:10:04

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Ao lado do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do presidente
da Câmara dos Deputados, Marco Maia, anúncia medidas
de fomento à indústria nacional de defesa

Durante solenidade de assinatura de Medida Provisória que estabelece regras especiais para a compra e contratação de produtos e sistemas de defesa para o Brasil, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma afirmou que este é “um passo importante do Brasil para a consolidação do Plano Estratégico de Defesa Nacional”, e frisou que o setor gera inovação.

Na ocasião, Dilma ressaltou que o Brasil, por ser uma país tradicionalmente pacífico, desenvolve sua indústria de defesa visando muito mais ações defensivas do que ações ofensivas:

“Dificilmente, os países que desenvolveram suas indústrias de defesa tiveram presenças no cenário internacional como a que nós teremos, e, ao mesmo tempo, nós somos um país pacífico. E, portanto, o nosso empenho nessa questão diz respeito mais a uma relação defensiva do que a uma relação ofensiva. Mas uma relação defensiva para ser efetiva, ela tem de estar baseada no avanço tecnológico, tanto no que significa uso, mas é muito oportuno que seja a produção de inovação e de capacidade de produzir conhecimento científico e com repercussão tecnológica”.

Um outro aspecto que mereceu destaque da presidenta em seu discurso foi a formação profissional dos técnicos brasileiros. Ela disse que não se trata mais de comprar equipamentos sem exigir, como contrapartida, a transferência de tecnologias.

“É buscar sempre as tecnologias que melhor atendam as nossas demandas estratégicas, buscando transferências tecnológicas que estimulem os diferentes setores da economia e garantindo melhores oportunidades de formação também dos nossos profissionais”.

Para saber mais sobre as medidas anunciadas, clique aqui.

Discurso da Presidente Dilma Rousseff na cerimônia
de assinatura da MP em Brasília - 29/09/2011


Fonte: Blog do Planalto - 29/09/2011

Comentário: Passo importante não resta dúvida, mas ainda muito tímido se levarmos em conta os quase 8 meses de gestão. Porém, já é um avanço. Parabéns ao governo.

TELEBRÁS Terá Satélite Geoestacionário

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota oficial divulgada ontem (29/09) pela TELEBRÁS confirmando que a empresa irá participar do Grupo de Trabalho que vai elaborar as especificações técnicas para a integração do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), que tem o lançamento previsto para 2014.

Duda Falcão

TELEBRÁS Terá Satélite Geoestacionário

29/09/2011

A TELEBRÁS participa de um Grupo de Trabalho que vai elaborar as especificações técnicas para a integração de um satélite geoestacionário com lançamento previsto para 2014. O trabalho que envolve também o Ministério da Defesa, a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), conta com o aval da presidente Dilma Rousseff. O tema foi tratado em reunião realizada no Palácio do Planalto na última segunda-feira (26.09).

Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) até 2014, hoje estimados em 4.283.

Neste momento, o Grupo de Trabalho estuda se a tecnologia disponível permitirá que a integração dos equipamentos ocorra no Brasil. “A TELEBRÁS está negociando parcerias com a iniciativa privada para propiciar um ambiente de transferência de tecnologia”, informou o presidente da empresa, Caio Bonilha. Os recursos para o lançamento do satélite, estimados em R$ 716 milhões, já estão previstos no Plano Plurianual 2012-2015 do Governo Federal.


Fonte: Site da TELEBRÁS - http://www.telebras.com.br/index.php

Comentário: Com a medida provisória (MP) assinada ontem (veja a nota “Dilma Assinará MP para Desonerar Equipamentos de Defesa” e saiba ainda mais pela nota acima) não resta dúvida que a realização desse projeto de satélite foi facilitada. Entretanto, já estamos praticamente em outubro de 2011 e mesmo que todo processo seja realizado com uma competência e seriedade jamais vista no poder público brasileiro (coisa de fantasia), esse satélite não tem como ser lançado em 2014. Para nós do blog “BRAZILIAN SPACE” isso é pura propaganda política barata, muito comum no meio desses energúmenos e a realidade é que se for adotada a idéia de envolver empresas brasileiras no processo, com muita boa vontade esse satélite não sai antes de 2016 e se for desenvolvido exclusivamente no exterior, o seu tempo de desenvolvimento dependerá do comprometimento do governo em seguir a risca o cronograma de liberação de recursos que deverá ser acordado com a empresa escolhida. É possível cumprir esse prazo? Não resta dúvida que sim, mas infelizmente não com as pessoas que estão pro de trás desse projeto.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Professora da UNIVALE Faz Visita Técnica à NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/09) no site da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) de Governador Valadares (MG), destacando que a professora Rossana Cristina Ribeiro Morais fará visita técnica a partir de amanhã a Agência Espacial Americana (NASA) permanecendo por 15 dias.

Duda Falcão

Professora da UNIVALE Faz
Visita Técnica à NASA

A Coordenadora do curso de Ciência da Computação,
Profª. Rossana Cristina Ribeiro Morais, permanecerá
15 dias na agência americana

29/09/2011 - 09h11

O relacionamento entre a UNIVALE e a National Aeronautics ans Space Administration - NASA tem se tornado cada vez mais estreito. Após a palestra dos Engenheiros da NASA ministrada aqui na UNIVALE ano passado, o estágio da aluna do curso de Sistemas de Informação, Janynne Gomes e a apresentação feita pelo Prof. Tasso Perim Moreno sobre o projeto desenvolvido com a peça LIDAR, agora é a vez da Coordenadora do curso de Ciência da Computação, Rossana Cristina Ribeiro Morais, realizar uma visita técnica à agência americana.

A visita, que está programada para ter início amanhã - dia 30 de setembro, tem por finalidade, além de estreitar ainda mais o relacionamento entre a UNIVALE e a NASA, apresentar as atividades e projetos desenvolvidos pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, e a estrutura e ensino de qualidade que a UNIVALE oferece aos alunos.


Fonte: Site da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE)

Comentário: A cada dia que passa aumenta as boas relações entre essa universidade mineira e a NASA, o que é muito bom para os seus alunos e professores, e para própria UNIVALE. Parabéns aos responsáveis por essa parceria surgida após o estágio da aluna do curso de Sistemas de Informação, Janynne Gomes, já que certamente trará grandes frutos no futuro.

Dilma Assinará MP para Desonerar Equipamentos de Defesa

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (28/09) no site “G1” do globo.com destacando a presidente DILMA assinará nesta quinta-feira (29/09) uma Medida Provisória (MP) desonerando equipamentos de defesa, ai incluidos também esquipamentos espaciais.

Duda Falcão

Economia

Dilma Assinará MP para
Desonerar Equipamentos de Defesa

Presidente lança nesta quinta regime diferenciado de tributação para o setor.
Cairão IPI, Cofins e PIS/Pasep de armas, munições, aeronaves e satélites.

Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília
28/09/2011 - 19h07
Atualizado em 28/09/2011 - 19h14

A presidente Dilma Rousseff assina nesta quinta-feira (29), em solenidade no Palácio do Planalto, uma medida provisória que garante regime diferenciado de tributação para a indústria de defesa.

Haverá desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e PIS/Pasep para todo o equipamento relacionado à defesa, entre os quais armas, munições, aviões, embarcações, satélites e softwares.

O pacote de incentivos era reivindicado pelas Forças Armadas como condição necessária à modernização da infraestrutura militar do país.

A MP que será anunciada nesta quinta também vai instituir regras especiais para compra de maquinário e contratação de funcionários em empresas que desenvolvem tecnologia de defesa.

O objetivo, segundo o Ministério da Defesa, é diminuir o custo de produção e estimular a indústria nacional do setor. Como vários produtos utilizados pelas Forças Armadas têm, também, aplicação na vida civil, como programas de computadores, softwares e satélites, os incentivos serão úteis no desenvolvimento de tecnologia aplicada a diversas áreas, como pesquisa espacial, setor de energia e tecnologia da informação.

Participaram da elaboração do programa os ministérios de Defesa; Fazenda; Planejamento; Ciência, Tecnologia e Inovação; e Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior.

As medidas estavam previstas no Plano Estratégico de Defesa, criado em 2008 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reestruturar a infraestrutura das Forças Armadas.

Os últimos detalhes da MP foram acertados na última segunda (26) em uma reunião da presidente Dilma Rousseff com o ministro da Defesa, Celso Amorim, no Palácio do Planalto.


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário: Muito bem Presidente DILMA, tá ai uma medida efetiva que deverá também favorecer o setor espacial do País. Entretanto, porque levou-se 8 meses para se tomar essa decisão? Porque sua equipe de transição de governo não planejou essas mudanças estruturais na indústria, no comercio, na ciência e tecnologia, na educação, na saúde e tantos outros setores para serem implementados no dia de sua posse? Não havia sinergia com a equipe de governo do ex-presidente Lula, então, porque não foi feito assim? Fica para reflexão.

MIRAX - I Missão Espacial Brasileira de Obs. do Universo

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje dia (15/09) no site do Instituto Nacional de Estudos do Espaço (INEspaço) fazendo uma descrição da “Missão MIRAX (Monitor e Imageador de Raios X)" que é parte integrante do Satélite Científico Lattes com previsão de lançamento para 2016.

Duda Falcão

MIRAX - Uma Missão Espacial
Brasileira para Observações
do Universo em Raios X

15/09/2011


O MIRAX (Monitor e Imageador de Raios X) é a primeira missão de Astrofísica Espacial em desenvolvimento no Brasil. Em tempos nos quais grandes potências como os Estados Unidos e a União Européia estão cancelando a maioria das grandes missões espaciais científicas por conta da crise econômica global, uma oportunidade singular se abre para o Brasil. É chegada a hora de passarmos a contribuir de forma competitiva para gerar conhecimento científico a partir de observatórios brasileiros no espaço.

O MIRAX é um observatório espacial de raios X provenientes de fontes cósmicas. É nessa faixa do espectro eletromagnético que se manifestam os fenômenos mais energéticos e explosivos do universo. Em geral, os objetos astrofísicos que emitem raios X estão associados a objetos altamente compactos, tais como estrelas de nêutrons e buracos negros, a matéria a altíssimas temperaturas, ou a ambientes de campos magnéticos extremamente intensos. A observação e o monitoramento desses objetos, que em geral apresentam emissão altamente variável, têm se mostrado de importância crucial para a astrofísica ao longo das últimas décadas e só podem ser feitas a partir do espaço em virtude da absorção dos raios X pela atmosfera da Terra.

Essencialmente, o MIRAX é constituído por um conjunto de 4 câmeras imageadoras de raios X em fabricação no INPE, utilizando detectores de raios X de última geração desenvolvidos pelo Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA), com participação de várias outras instituições de primeira linha como UCSD, MIT, Caltech, Goddard Space Flight Center, UC Berkeley e Universidade de Nuremberg. Os instrumentos do MIRAX serão montados a bordo do satélite Lattes, que é baseado na Plataforma Multi-Missão (PMM) do INPE. A massa total do satélite será de 500 kg, com lançamento previsto em 2016 para uma missão de 4 anos numa órbita circular equatorial a 650 km de altitude.

O MIRAX será capaz de realizar um levantamento sem precedentes de fontes transientes de raios X através de uma estratégia de varredura de 1/3 do céu a cada órbita e 1/2 do céu a cada dia. A combinação das 4 câmeras do MIRAX produz imagens de 60 x 60 graus com resolução de 5 minutos de arco na faixa de 5 a 200 keV. Os detectores de raios X (baseados em ligas de CdZnTe) estão em estágio avançado de desenvolvimento no CfA e contam com a participação de estudantes e engenheiros do INPE. Um protótipo do MIRAX, o protoMIRAX, está sendo desenvolvido com recursos do INCT de Estudos do Espaço e do CT-Espacial via FINEP, com a participação da empresa COMPSIS de São José dos Campos. Na fase atual, também estão sendo desenvolvidos softwares para simulações do comportamento das câmeras no espaço, para tratamento dos dados a bordo, e para validação e verificação de todo o sistema.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Estudos do Espaço (INEspaço) - http://www.dfte.ufrn.br/inespaco/

Comentário: Apesar da grande importância dessa missão para classe astronômica brasileira e de já haver alguns equipamentos em desenvolvimento, nada garante que a mesma vai sair do papel. Exemplos existem que indicam isso e são bem recentes. A própria missão já é um exemplo, pois anteriormente era um satélite (com o mesmo nome) previsto para ser lançado por volta de 2007 e foi modificado para uma missão a ser incluída no satélite Lattes com outro projeto de satélite também transformado em missão, o EQUARS. Não podemos esquecer também do FBM (Microsatélite Franco Brasileiro) que já contava com equipamentos alguns finalizados e outros em desenvolvimento que segundo informação oficial foi cancelado pelos franceses por contenção de verbas. Mais recentemente houve o caso do MAPSAR, que também já se encontrava em desenvolvimento e foi cancelado pelos alemães. A verdade leitor é que o poder público desse país não tem qualquer responsabilidade, seriedade ou competência no uso dos recursos públicos o que causa uma enorme perda anualmente ao erário público brasileiro. Certamente milhões e talvez bilhões de dólares são simplesmente desperdiçados pela incompetência, falta de responsabilidade e em alguns casos por pura corrupção deslavada por grande parte desses energúmenos que militam em todos os níveis nos bastidores da política brasileira. Assim sendo, a “Missão MIRAX”, tão esperada como a “Primeira Missão Brasileira de Astrofísica Espacial”, como também a “Missão ASTER” (esta com menos chance ainda) não passam ainda de um puro desejo da “Classe Astronômica Brasileira”, mas que terão um longo, difícil e desgastante caminho a ser percorrido para se tornarem realidade.

Bolsista Desenvolve Instrumento para o Telescópio Meade

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada no informativo “LNA em Dia” de 12/08/2011, destacando que o bolsista Arturo Gutierrez do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) desenvolveu um instrumento para o Telescópio Meade.

Duda Falcão

Bolsista Desenvolve Instrumento
para o Telescópio Meade

Arturo Gutierrez

O LNA tem um novo dispositivo desenvolvido por Arturo Gutierrez, bolsista DTI do CAC - Coordenação de Apoio Científico. Trata-se de um conjunto adaptador câmera-telescópio que permite acoplar uma máquina fotográfica da marca Canon, com entrada tipo baioneta, ao telescópio Meade. O instrumento é um recurso a mais para fazer fotografias astronômicas e vai ser utilizado no telescópio que está sendo montado no telhado do prédio de laboratórios da sede do LNA.

Fotos 1 e 2: Conjunto adaptador

Foto 3: Arturo Gutierrez, Juarez Carvalho e o pessoal da Oficina
Mecânica que confeccionou as peças do adaptador

O adaptador câmera-telescópio já foi utilizado. As imagens abaixo foram feitas no telescópio Meade do Observatório no Telhado que fica na sede do LNA. As fotos são do bolsista Juarez Barbosa Carvalho.

Foto 4: Foto da lua, tirada com o adaptador desenvolvido
por Arturo Gutierrez - Crédito: Juarez B. Carvalho

Foto 5: Foto de Saturno tirada com o adaptador
Credito: Juarez Barbosa Carvalho


Fonte: Informativo “LNA em Dia” do LNA - num. 20 - págs. 08 e 09 - 12/08/2011

GPDA/UFABC Realiza Novo Teste Estático de Motor-Foguete

Olá leitor!

Dando seqüência as suas atividades espaciais o “Grupo de Pesquisas e Desenvolvimento Aeroespacial (GPDA) - Divisão de Foguetes Experimentais da Universidade Federal do ABC (UFABC)” realizou dia 23/07 o teste estático de um novo motor foguete a combustível sólido da classe J que infelizmente explodiu.

Segundo foi divulgado, os grãos combustíveis foram preparados na semana anterior e estocados em vácuo para evitar contato com a umidade do ar sendo utilizados ao todo 660g de combustível sólido KNSU. Já o motor teve sua tampa e tubeira afixadas ao casing com a utilização de dois anéis o-ring e silicone RTV para evitar vazamentos de gás.

O GPDA utilizou para ignição do motor um ignitor de fio de niquel-cromo envolto por uma mistura de pólvora com nitrocelulose, acionados por um sistema eletrônico à distância.

A explosão ocorrida com o propulsor danificou completamente o tubo do motor, que será reconstruído. A tubeira e a tampa ficaram intactos e poderão ser reutilizados no próximo teste, para o qual a bancada de testes deverá ser reconstruída.

Ainda segundo foi divulgado a explosão foi causada por bolhas de ar presas no combustível durante o preparo. O molde utilizado para os grãos combustíveis não era adequado e a superfície exposta dos grãos ficou muito irregular e com bolhas, enquanto que o desejável é que se obtenha uma superfície lisa e uniforme. Assim sendo, acredita-se que uma mesa vibratória poderá ajudar a evitar a formação de bolhas.

Suspeita-se também que o ignitor possa ter ficado entalado na garganta da tubeira, dado o número de faíscas visíveis durante a explosão que não são provenientes do KNSU, uma vez que este não produz faíscas, mas sim a mistura pólvora+nitrocelulose utilizada como agente de ignição.

Para o próximo teste será utilizado um molde apropriado para produção do combustível e um ignitor de menor porte embutido na tampa do motor para evitar obstrução do escoamento dos gases na garganta da tubeira.

Duda Falcão


Fonte Site do Grupo de Pesquisas e Desenvolvimento Aeroespacial (GPDA) da UFABC

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FAB Inicia Ensaios de Motor de Combustão Supersônica

Olá leitor!

Segue um pequeno artigo postado hoje (28/06) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) informando que o instituto iniciou os ensaios do motor de combustão supersônica do "Veículo Hipersônico 14-X".

Duda Falcão

FAB Inicia Ensaios de Motor
de Combustão Supersônica

28/09/2011

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) iniciou os ensaios de obtenção de parâmetros de escoamento em motor de combustão supersônica. Os ensaios foram feitos no Túnel de Choque T3, no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu.

O motor que está sendo ensaiado faz parte do desenvolvimento do Veículo Aeroespacial Hipersônico Brasileiro 14-X, um demonstrador tecnológico dos conceitos de “waverider” e “SCRAMJET”. O waverider é uma geometria projetada especificamente para voar em regimes supersônicos ou hipersônicos, utilizando uma onda de choque atada ao seu bordo de ataque para gerar sustentação. Já o conceito de SCRAMJET (Supersonic Combustion RAMJET) é o estato-reator aspirado que produz empuxo ao veículo, utilizando ondas de choque para comprimir o escoamento, em substituição ao tradicional conjunto turbina-compressor, possibilitando sua operação nas elevadas velocidades de projeto.

Os objetivos dos ensaios em Túnel de Choque da geometria do motor são avaliar as condições do escoamento na entrada, interior e rampa de saída do motor, e como se comporta a injeção do combustível em regime supersônico. Os resultados obtidos serão usados para avaliar características de desempenho do motor do veículo.

Motor de combustão supersônica instalado no Túnel T3 do IEAv


Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Comentário: Boa notícia e parece que seguem normalmente os procedimentos que visam lançar em um vôo atmosférico uma versão desse veículo em 2013. Será mesmo? Vamos aguardar.

Sátelites de Comunicações Serão Parte do PEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/09) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que Satélites de Comunicações serão parte agora do Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

Notícias

Satélites de Comunicações Serão
Parte do Programa Espacial Brasileiro

AEB
28-09-2011

Está decidido nas mais altas esferas: o Brasil deve lançar em 2014 seu primeiro satélite geoestacionário de comunicações, comprado no exterior, mas – e essa é a grande diferença – construído com ativa participação da indústria brasileira. O segundo tem seu lançamento previsto para 2019, com inserção ainda maior da nossa indústria.

Sim, o Brasil já teve, nos anos 80 e 90, satélites geoestacionários – aqueles que voam a 35.786 km da Terra, no plano da Linha do Equador, e que, por se deslocarem com a mesma velocidade do nosso planeta, ficam como que parados, estacionados, sobre um mesmo ponto da superfície terrestre. O que constitui o cerne dos fantásticos avanços das telecomunicações no mundo inteiro.

A primeira geração de satélites brasileiros geoestacionários começou com o satélite BRASILSAT A1, orbitado em 1985. Vários outros vieram depois: BRASILSAT A2, em 1986; BRASILSAT B1, em 1994; BRASILSAT B2, em 1995; e BRASILSAT B3, em 1998.

Todos eles adquiridos pela Embratel – até então pertencente ao nosso Ministério das Comunicações – de empresas privadas do Canadá e dos EUA, e lançados a partir de Kourou, na Guiana Francesa, pelo foguete europeu Ariane.

Sem nenhuma ligação com o Programa Espacial Brasileiro

Em 29 de julho de 1998, dentro do programa de abertura neoliberal da economia brasileira, o Governo privatizou a Embratel – apesar de ser reconhecidamente lucrativa e eficiente –, com todos os seus satélites. Todo esse patrimônio foi transferido à empresa Star One, que lançou só mais um satélite, o BRASILSAT B4, em 2000.

Cometemos um erro histórico. Poderíamos ter aberto o mercado das comunicações, mantendo uma grande empresa estatal brasileira. Pagamos um preço alto: desde 1998, há 13 anos, o Brasil não dispõe de seus próprios satélites de comunicações e sente muita falta deles para comunicações estratégicas do governo e das Forças Armadas.

Hoje, a Star One conta com cinco dos satélites referidos, localizados nas excelentes longitudes de 75, 70 e 65 graus oeste, vendendo serviços de comunicações domésticas e internacionais, com alta taxa de uso. É deles e de outros satélites de empresas privadas que se servem hoje nossas instituições oficiais civis e militares.

Tal dependência é inaceitável. Por isso, os dois satélites a serem construídos a partir de agora com máxima presteza virão preencher importantíssimas lacunas, inclusive a de levar internet em banda larga às populações das zonas mais remotas do país.

Mas, o mais relevante de tudo é o fato de que os satélites não serão simplesmente comprados em caixas pretas, como se fazia no passado. Essa segunda geração de satélites geoestacionários brasileiros enriquecerá a política nacional de desenvolvimento tecnológico efetivo. Fator essencial do negócio será a maior integração possível de, pelo menos, uma grande empresa brasileira.

A empresa estrangeira contratada para produzir os satélites terá, necessariamente, que atender à exigência de dar acesso à tecnologia utilizada e de preparar especialistas qualificados, capazes amanhã de contribuírem na criação de outros satélites semelhantes.

É o esforço decisivo de valorizar a prata da casa e de priorizar a capacitação nacional em área estratégica, promovido pelos Governos Lula e Dilma Rousseff e conduzido com afinco pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação.

Isso é inédito entre nós no campo das telecomunicações.

Significa também que os satélites geoestacionários brasileiros passam a compor um capítulo especial do Programa Espacial Brasileiro, que agora inclui as telecomunicações por satélite, em trabalho conjunto com a Telebrás, do Ministério das Comunicações, e com o Ministério da Defesa.

Há, portanto, grandes novidades a comemorar.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Não sei quem escreveu essa nota, pois demonstra ter um conhecimento histórico muito bom. Entretanto, permita-me discordar de que haja algo a se comemorar, já que até agora não houve qualquer ação e sim a promessa de se realizar o lançamento desse satélite em 2014 e de promessa caro autor a comunidade espacial tem 50 anos de experiência. Além do mais, já estamos no final de setembro de 2011 e mesmo que o satélite seja integralmente desenvolvido no exterior sem qualquer participação brasileira (modelo que não é o descrito) exigiria comprometimento, seriedade e competência em vários níveis que infelizmente nunca existiram no governo brasileiro e nem no Congresso, e não será no Governo DILMA que isso acontecerá. Se o autor dessa nota realmente acredita nessa possibilidade, perdoe-me, mas ou o senhor está mal intencionado (coisa que não acreditamos), ou está muito mal assessorado ou é um completo ingênuo. 2014 está ai as portas, e esperamos estar online até lá para que o senhor e os políticos envolvidos com essa notícia possam nos provar de que estávamos errados, seremos os primeiros a reconhecer o erro, mas esteja certo também que seremos os primeiros a lembrá-los de nossa previsão.

Resultado Final do 6th IREC com a Participaçãodo do ITA

Olá leitor!

Como divulgado aqui no blog anteriormente a equipe “MONTENEGRO” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) representou o Brasil no “6th Intercollegiate Rocket Engineering Competition (6th IREC)”, competição de foguetes universitária internacional ocorrida no mês de junho desse ano nos EUA. Abaixo segue o resultado final com os pontos alcançados pelas primeiras cinco equipes na competição.

Pontuação total concedida às equipes que se classificaram na “Categoria de Básica” da competição (1000 + 100 pontos de bônus payload):

1- Embry-Riddle Aeronautical University: 868 pontos
2- California State University, Long Beach: 674.5 pontos
3- Institute Tecnológico de Aeronáutica (Brasil): 541.25 pontos
4- University of Nebraska - Lincoln: 463.75 pontos
5- Ecole Polytechnique de Montreal (Canadá): 383.75 pontos

Os premiados foram:

Categoria Básica: (para foguetes com até 10 libras que alcançassem o mais próximo de 10 mil pés acima do nível do chão)

1- Embry-Riddle Aeronautical University
2- California State University, Long Beach

Categoria Avançada: (para foguete com até 10 libras que alcançassem o mais próximo de 25 mil pés acima do nível do chão)

Não houve prêmio devido não ter havido vôos bem sucedidos

Prêmio Jim Furfaro de Excelência Técnica: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (Brasil)

A equipe “MONTENEGRO” e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) estão de parabéns pelo desempenho nesta competição e torcemos para que essa equipe possa novamente participar em 2012 de forma exitosa, esperando também que grupos da UnB, UFMG, UNIVAP, UFABC, PUC Minas, entre outros, possam também representar o Brasil em eventos como esse.

Duda Falcão




Fonte: Site da Experimental Sounding Rocket Association - http://soundingrocket.org/default.aspx

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ministro da Defesa da Ucrânia Garante US$ 250 Milhões

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (26/09) no site do “Ministério da Defesa (MD)” destacando que em visita ontem ao Ministério da Defesa em Brasília, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, garantiu US$ 250 Milhões para Base de Lançamento em Alcântara.

Duda Falcão

Notícias do MD

Ministro da Defesa da Ucrânia
Garante US$ 250 Milhões para
Base de Lançamento em Alcântara

Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro,
Mykhailo Bronislavovych Yezhel propõe ampliação
da cooperação tecnológico-militar

Assessoria de Comunicação Social Ministério da Defesa
(61) 3312-4070
Fotos: Felipe Barra
26/09/2011

Brasília, 26/09/2011 Em visita ao Ministério da Defesa brasileiro, o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Bronislavovych Yezhel, disse hoje que a Ucrânia integralizará sua parte da sociedade na Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional criada para comercializar serviços comerciais de foguetes e satélite a partir do Maranhão. “Já temos os recursos, da ordem de US$ 250 milhões, que serão investidos a partir de outubro próximo. Também estamos abertos a transferir tecnologia para um novo lançador de satélites, o Cyclone 5, que será produzido em conjunto com o Brasil”, garantiu.

O ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a ACS é um projeto estratégico para o Brasil. “A maior parte do programa está sob controle da Agência Espacial Brasileira, o Ministério da Defesa tem apenas uma pequena participação, mas o aporte prometido é uma excelente notícia, que abre boas perspectivas de cooperação tecnológica entre os dois países”, comemorou.

Mykhailo Bronislavovych Yezhel chegou ao prédio do Ministério da Defesa brasileiro às 11h30. O ministro Celso Amorim recebeu-o na entrada. Em seguida, no Salão Nobre, apresentou-o ao chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos De Nardi, e aos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri.

A comitiva ucraniana incluiu representantes das maiores empresas de defesa do país, como a Antonov, fabricante de aviões de carga, e da Agência Ucraniana de Estaleiros, holding que controla a indústria naval, responsável pela construção de todos os porta-aviões e metade da esquadra de superfície da ex-União Soviética.

Durante a reunião bilateral, o ministro ucraniano propôs a fabricação de navios-patrulha de 500 toneladas e destacou o interesse de seu país em participar da concorrência para a construção, no Brasil, de cinco navios escolta de 6.200 toneladas e de cinco navios-patrulha de 1.800 toneladas. Também levantou possibilidades de cooperação no desenvolvimento de mísseis terra-terra de 300 quilômetros de alcance e de mísseis antiaéreos.

Yezhel fez amplo relato das potencialidades da indústria militar ucraniana na área de blindados e no campo aeronáutico. Ressaltou as qualidades do cargueiro Antonov An-70, capaz de carregar 38 toneladas e pousar em pistas não-preparadas e curtas, e do avião de patrulha Antonov An-168, com autonomia de 12 horas.

Depois de elogiar as oportunidades oferecidas pelo Cyclone 5, o ministro Amorim lembrou que o Brasil já investe em um avião cargueiro de projeto nacional, o KC-390, da Embraer; na produção de blindados sobre rodas, o Guarani, e de um navio-patrulha de 500 toneladas. Ao mesmo tempo, mostrou interesse no avião-patrulha e na possibilidade de cooperação com a Ucrânia para desenvolver um projeto de navio-aeródromo.

“Nosso maior interesse é obter tecnologia para desenvolver a indústria nacional e já desenvolvemos inúmeros projetos”, disse o ministro brasileiro. “Podemos verificar, com o Estado Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e os comandos das Forças, onde existe complementaridade para que possamos desenvolver programas de cooperação.”

Acordos

Brasil e Ucrânia assinaram dois acordos-quadro, de cooperação tecnológico-militar e de segurança de informações, em outubro de 2010, ainda não ratificados pelo Congresso Nacional. Estão previstas várias áreas de atuação conjunta na área de preparação de pessoal e nos campos aeronáutico, espacial, de equipamentos terrestres e naval. Segundo Yezhel, o Ministério da Defesa do seu país já implantou os grupos de trabalho para estudar possíveis nichos de cooperação.

Celso Amorim prometeu agilizar a formação dos grupos no Ministério da Defesa brasileiro, mas disse que há total interesse na área de treinamento e intercâmbio de pessoal. “Podemos implementá-la antes mesmo da ratificação dos acordos pelo Congresso”, afirmou.


Fonte: Site do Ministério da Defesa (MD)

Comentário: Poxa leitor, assim como está apresentado nesta nota do MD, tudo parece azul no horizonte da cooperação na área de defesa e na área espacial entre o Brasil e a Ucrânia, né verdade? Entretanto, as coisas nem sempre são como parece, e restringindo-me a área espacial, tema do blog, convenhamos que na verdade até agora esses supostos U$$ 250 milhões estão mais para um exercício de ficção do que qualquer outra coisa, afinal a promessa dessa integralização inicialmente era para março, depois passou para maio, junho, julho e agora outubro. Além do mais, só mesmo os políticos brasileiros para acreditarem que a Ucrânia irá transferir tecnologia ou desenvolver conjuntamente sem que antes fique concretizado o sucesso comercial desse projeto do Cyclone-4. Façam-me uma garapa. Veja o exemplo da integralização dos recursos que eles estão empurrando com a barriga (cozinhando na maionese) enquanto os de...loides do governo continuam colocando recursos e aumentando o comprometimento brasileiro com o acordo as custas do povo brasileiro. Para os ucranianos só existem vantagens nessa empreitada toda, pois estão desenvolvendo o foguete em grande parte com recursos brasileiros, para ser lançado do Brasil sem contaminar o meio ambiente do seu país, sem qualquer transferência de tecnologia, condicionando e atrelando a transferência ou desenvolvimento tecnológico conjunto para um eventual projeto futuro no caso do sucesso do projeto em andamento e ainda tendo a segurança de que se não dé certo, terá como legado o foguete desenvolvido, bastando apenas encontrar outro país otário disposto a lançar esse trambolho tóxico de seu território. Se fizermos uma analogia desse acordo com um contrato comercial, o mesmo seria taxado na área empresarial como contrato “Candiru”, ou seja, os ucranianos entraram com a P... e o Brasil com o C.... Porém, esse resultado não é nada de se estranhar, já que como sabemos o mesmo foi conduzido pelo incompetente Roberto Amaral.