segunda-feira, 31 de outubro de 2011

IEAv Participa da Feira de Ciência e Tecnologia de Brasília

Olá leitor!

Segue uma postada hoje (31/10) no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) destacando que o instituto participou com brilhantismo entre os dias 18 e 24/10 da "Feira de Ciência e Tecnologia de Brasília (DF)".

Duda Falcão

IEAv Participa da Feira de
Ciência e Tecnologia de Brasília-DF

31/10/2011

Mais uma vez o IEAv brilhou na Feira de Ciência e Tecnologia de Brasília-DF realizada de 18 a 24 de out. O Instituto esteve representado pelo Ten. Reinaldo, Cv. Adriano, S1. Wilian e S2. Cassiano que interagiram com o público falando do 14-X, DVPL e simuladores de vôo.

Equipe: IEAv, IAE e ICEA

Estavam ainda presentes no estande da FAB representantes do IAE, ICEA e CECOMSAER.

Os projetos do 14-X e DVPL despertaram grande curiosidade e fascínio do público, principalmente dos estudantes de Engenharia da UNB e os mais jovens ficaram encantados com os simuladores de vôo onde puderam experimentar, mesmo que de uma maneira virtual, a magia de pilotar, realizando várias manobras e "tentando" decolar e pousar as mais diversas aeronaves.

14-X e DVPL despertaram curiosidade e fascínio ao público



Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Sistema DETER Registra 253,8 km² de Alertas em Setembro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/10) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que em setembro, o Sistema DETER do INPE registrou 253,8 km² de alertas de desmatamento e degradação na Amazônia.

Duda Falcão

Em Setembro, Sistema DETER do INPE
Registra 253,8 km² de Alertas de Desmatamento e Degradação na Amazônia

Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

O DETER, sistema de detecção do desmatamento em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), identificou 253,8 km² de áreas de alerta de novos casos de desmatamento e degradação na Amazônia em setembro de 2011. A distribuição das áreas de alerta nos estados da Amazônia Legal é apresentada na tabela a seguir:

Mato Grosso 110,8 km²
Rondônia 49,9 km²
Pará 46,9 km²
Amazonas 27,7 km²
Acre 6,1 km²
Maranhão 7,7 km²
Roraima 2,5 km²
Tocantins 2,2 Km²
TOTAL: 253,8 km²

No mapa abaixo os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER. Os locais não monitorados devido à cobertura de nuvens são mostrados em rosa. Em setembro de 2011, apenas 5% da Amazônia não foram observados.


O sistema DETER produz alertas diários sobre o desmatamento na Amazônia que servem para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta. O sucesso do uso desse sistema de alerta pode ser comprovado pelos resultados anuais do PRODES (sistema do INPE que mapeia o corte da floresta em detalhe) que desde o início da operação do DETER vem registrando o desmatamento em expressiva queda.

Cada um dos sistemas do INPE possui características próprias e diferentes finalidades: enquanto a taxa de desmatamento é medida anualmente pelo PRODES, as áreas indicadas como alertas de desmatamento pelo DETER podem ser rapidamente verificadas pelos órgãos de fiscalização e, assim, o sistema contribui para a conservação da floresta. Outra diferença importante diz respeito à escala observada, pois o DETER não capta pequenos desmatamentos.

Alerta

Em operação desde 2004, o DETER é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. Embora os dados sejam divulgados em relatórios mensais ou bimestrais, os resultados do DETER são enviados diariamente ao Ibama, responsável por fiscalizar as áreas de alerta.

Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo DETER.

O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao DETER, são públicos e podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Lançadores: A Proposta Italiana da Avio

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (30/10) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski trazendo mais informações sobre a proposta italiana para o desenvolvimento conjunto de um lançador de satélites apresentada recentemente a AEB - Agência Espacial Brasileira. (veja a nota "Itália Quer Cooperar com o Brasil na Área de Lançadores")



Duda Falcão

Lançadores: A Proposta da Avio

André Mileski
30/10/2011

No workshop sobre "Acesso ao Espaço", promovido pela Associação Aeroespacial Brasileira (AAB), em São José dos Campos (SP), em 15 de setembro, foram dadas mais informações sobre a proposta italiana para o desenvolvimento conjunto de um lançador de satélites, conforme noticiado pelo blog no início desse mês (ver: "Lançadores: Itália quer cooperar com o Brasil").

A proposta é para o desenvolvimento de um lançador com todos os estágios de combustível sólido, com capacidade de satelitização de 1.500 kg a uma altitude de 1.500 kg, baseado na tecnologia do foguete Vega. De acordo com o divulgado, o custo de desenvolvimento do projeto seria inferior a 1 bilhão de reais, e seria realizado por meio da formação de uma "joint-venture" com empresas nacionais. Trata-se de modelo similar ao apresentado pelos franceses.

A Avio está sendo assessorada pela Sygma Tecnologia, de São José dos Campos (SP), na pessoa de um de seus sócios diretores, o coronel da reserva José Carlos Argolo, ex-diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).

A propósito, a empresa italiana, controlada por um fundo britânico de private equity, pode mudar de mãos em breve. Já há alguns meses, circulam rumores na Europa sobre a eventual venda da Avio para concorrentes, dentre eles, o grupo francês Safran.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

domingo, 30 de outubro de 2011

INPE Lança Programa para Monitorar Chuva no Vale

Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena matéria publicada hoje (30/10) pelo site do jornal “O VALE” destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lança programa para monitorar chuva no “Vale do Paraíba”.

Duda Falcão

NOSSA REGIÃO

INPE Lança Programa para
Monitorar Chuva no Vale

Sistema sofisticado fará previsões de qualidade e vai
detectar ocorrência de chuvas com duas horas de antecedência

São José dos Campos
30 de outubro de 2011 - 3:00

Claudio Capucho

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, lança nesta segunda-feira campanha de monitoramento de chuvas no Vale do Paraíba.

O monitoramento de precipitações na região, denominado de SOS Vale do Paraíba, terá a duração de dois meses e envolvera pelo menos 50 técnicos e especialistas do instituto.

A abertura da campanha acontecerá no auditório do Parque Tecnológico da UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba), amanhã, às 14 horas. Os experimentos terão quase dois meses de duração, com encerramento previsto para o dia 22 de dezembro.

O centro operacional do projeto também ficará no Parque Tecnológico da UNIVAP, onde estará funcionando um sofisticado sistema de monitoramento de tempo severo, o SOS Vale do Paraíba, que fornecerá monitoramento e previsões de alta qualidade, capaz de prever chuvas com duas horas de antecedência.

Radar - Um radar de última geração foi instalado no Parque Tecnológico para monitoramento e coleta de dados de chuvas.

A rede inclui ainda a instalação de outros equipamentos em Ubatuba, Caraguatatuba, Paraibuna, Jambeiro, São José dos Campos, Cachoeira Paulista e São Luís do Paraitinga.

De acordo com os especialistas do INPE, o sistema geográfico de informações integrado ao radar e a outros equipamentos do projeto irão simular os impactos das chuvas por bairros e ruas, conforme a precipitação acumulada no período da campanha de monitoramento.

Unidades da Defesa Civil de toda a região e o CEMADEN (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), poderão acompanhar e utilizar os produtos do SOS Vale do Paraíba.

Eventos - O coordenador do projeto, o pesquisador Luiz Augusto Machado, explica que a pesquisa de campo irá cobrir dois eventos meteorológicos típicos na região nesta época.

O primeiro deles, a tempestade severa, acompanhada de fortes rajadas de ventos, chuvas intensas, granizo, que costuma provocar grandes estragos, principalmente nos centros urbanos, com destelhamento de casas e alagamentos.

O segundo tipo de chuva é aquela contínua, que permanece por dias seguidos, provocada pela Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

As ZCAS trazem grandes acumulados em alguns dias, devido à permanência de bandas de nebulosidade que se posicionam entre o noroeste e o sudeste do País, faixa que engloba o Vale do Paraíba e litoral paulista.

As chuvas de ZCAS costumam provocar inundações e deslizamentos de terra, como as de São Luís do Paraitinga, em Angra dos Reis (RJ) em 2010 e em Teresópolis (RJ) no início deste ano. A pesquisa será auxiliada por supercomputador Tupã.

SAIBA MAIS

Campanha

INPE lança campanha de monitoramento de chuvas e tempo severo no Vale do Paraíba e Litoral Norte

Eventos

O sistema de monitoramento irá prever tempestades com até duas horas de antecedência para alertar a Defesa Civil da região

Duração

A campanha terá duração até o dia 22 de dezembro e o centro será na UNIVAP


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 30/10/2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Versão Oficial Sobre os Acordos Assinados Entre AEB/NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/10) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando na versão oficial da AEB sobre os acordos assinados com o administrador da NASA, Charles Bolden, durante a sua visita ao INPE dia 27/10.

Duda Falcão

Notícias

AEB e NASA: Acordos Sobre Mudanças
Climáticas, Desastres Naturais
e Camada de Ozônio

CCS\AEB
28-10-2011

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, recebeu o Administrador da NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos), Charles Bolden, que desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, na noite de quarta-feira, 26 de outubro, em sua primeira visita ao Brasil. Raupp saudou o visitante em nome do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e da própria AEB, e frisou a relevância de ampla e profunda cooperação espacial entre Brasil e EUA.

No dia seguinte, quinta-feira, 27, Raupp e Bolden voltaram a se encontrar em São José dos Campos, nas instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), durante a visita ao Administrador da NASA a essa importante instituição do Programa Espacial Brasileiro. Na ocasião, eles firmaram dois acordos de cooperação: um sobre a participação do Brasil no Programa de Medição de Precipitação Global (GPM) e o outro sobre o lançamento de sondas para o estudo da camada de ozônio.

Pelo primeiro acordo, Brasil terá acesso a dados gerados pela constelação de satélites do GPM, programa dos Estados Unidos e Japão criado para monitorar por satélites as precipitações na atmosfera, em alta resolução temporal, no mundo inteiro.

A constelação GPM, que começará a ser lançada em 2013, permitirá estimar mudanças climáticas e meteorológicas, aperfeiçoar a previsão do tempo e dar mais eficácia aos sistemas de alertas de desastres ambientais, como tempestades, tormentas, relâmpagos, enxurradas, inundações etc. O programa também fornecerá dados precisos sobre as características das chuvas em cada área do planeta, além de criar mapas em três dimensões revelando a estrutura das precipitações.

Para o Brasil, o pleno uso dos dados do GPM beneficiará várias áreas em larga escala, a começar pelo Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais, criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para enfrentar com os recursos mais modernos e eficientes as calamidades espontâneas que têm causado tantas perdas e danos em todo o país.

O Ministério da Integração Nacional também está interessado no acesso aos dados do GMP, que considera de extrema valia para o trabalho do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), que está sendo estruturado por sua Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC). Proposta de parceria com a SEDEC já chegou à AEB, nesta sexta-feira.

O AEB propôs registrar no acordo o estudo da possibilidade de desenvolvimento conjunto com a NASA de um satélite para compor a constelação GPM. Mas a proposta não pôde ser incluída no texto, em vista de dificuldades orçamentárias por que passa a NASA. Contudo, a ideia como um projeto futuro não está inteiramente descartada.

O segundo acordo assinado por Raupp e Bolden prevê que o IINPE lance sondas de ozônio conectadas a balões atmosféricos em território brasileiro, permitindo uma compreensão melhor sobre o funcionamento da camada de ozônio da Terra. Os equipamentos serão cedidos pela NASA, que também será responsável pela formação de profissionais. Os dados gerados pelas sondas estarão disponíveis a ambos os países.

O Diretor do INPE, Gilberto Câmara, apresentou à delegação norte-americana o projeto Observatório Global do Ecossistema Terrestre (GTEO), na sigla em inglês), elaborado em parceria com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA. Trata-se de um satélite pleno de tecnologia altamente inovadora, destinado a estudar mudança nos ecossistemas e nos ciclos geoquímicos do planeta, inclusive medindo sua vegetação e o comportamento dos oceanos.

Bolden ainda teve tempo para um encontro com crianças e adolescentes do Vale do Paraíba, entre os quais um grupo de alunos de uma escola municipal de Ubatuba, que está construindo um pequeno satélite. O visitante revelou-se exímio comunicador. Proferiu palestra pautada de momentos inesperados, emocionantes e divertidos. A conversa agradou em cheio a crianças e adultos. Liberados pelo conferencista para formularem qualquer tipo de perguntas a qualquer instante, os pequenos levantaram dezenas de questões, as mais diferentes. Foi uma festa.

Ao final, Bolden cumprimentou os alunos pela qualidade das perguntas e pelo alto nível de curiosidade manifestada sobre temas espaciais. E tirou dezenas de fotos com todos eles, encantados com sua forma simpática e agradável de lidar com os jovens, a quem recomendou: estudam muito, procurem estar entre os melhores naquilo que fazem e não tenham medo de fazer perguntas, nem de errar.

Durante o magnífico almoço oferecido aos visitantes pelo INPE, Raupp teve oportunidade de reafirmar a Bolden o grande interesse do Brasil em desenvolver com os Estados Unidos um programa de cooperação espacial bem mais abrangente, intenso e profundo do que o atual. Por seu turno, o Administrador da NASA, que pela primeira vez pisou em solo brasileiro, não se cansou de repetir o quanto estava satisfeito e grato por tudo o que lhe tinha sido dado ver, ouvir e conversar no Brasil.

Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Poís é leitor, como havíamos dito em comentário anterior sobre a primeira matéria da Folha de São Paulo relativa essa visita do diretor da NASA (veja a matéria “Brasil/NASA Vão Estudar Juntos Clima e Camada de Ozônio”) não havia possibilidade nenhuma de compartilhamento de equipamentos de tecnologia americana com a AEB sem ser assinado antes um acordo de Salvaguardas Tecnológica. Os acordos assinados são restritos a troca de dados e ao uso de sondas atmosféricas em pesquisas conjuntas e só. Na realidade leitor o que o Marco Antônio Raupp está querendo quando diz que o Brasil tem interesse em desenvolver com os Estados Unidos um programa de cooperação espacial bem mais abrangente, intenso e profundo do que o atual é tentar buscar um acordo com a NASA que seja semelhante ao que os hermanos argentinos têm há anos com a agência espacial americana. A dificuldade consiste na falta do acordo de Salvaguardas Tecnológicas que creio nossos hermanos argentinos já tenham ratificado a mais de 15 anos. É por conta disso que projetos com o GPM-BR e esse novo projeto de satélite apresentado pelo INPE nesta visita, ou qualquer projeto que envolva compartilhamento de alta tecnologia espacial americana com AEB, não tem qualquer possibilidade de êxito sem que seja assinado o acordo e ratificado pelo Congresso Brasileiro e pelo Congresso Americano, coisa muito difícil de acontecer. Não é por acaso que o administrador da NASA e sua assessoria ouve, anota e faz de conta que não ouviu e evita fazer qualquer comentário sobre o assunto. Se o Brasil quer realmente assinar acordos significativos que envolvam projetos espaciais com a NASA como ocorre com os hermanos argentinos, terá ainda um longo, desgastante e difícil caminho pela frente.

Brasil y la NASA Estudiarán el Clima y la Capa de Ozono

Hola Lector!

Sigue abajo una noticia publicada hoy (28/10) en el website “www.infoespacial.com” destacando que el Brasil y la NASA estudiarán juntos el Clima y la Capa de Ozono.

Duda Falcão

Firman acuerdo de colaboración

Brasil y la NASA Estudiarán
Juntos el Clima y la Capa de Ozono

28/10/2011

(infoespacial.com) Sao Paulo.- El administrador de la Agencia Espacial Estadounidense (NASA), Charles Bolden, firmó ayer dos acuerdos de cooperación con la Agencia Espacial Brasileña (AEB), que establecen el suministro de equipos, datos, capacitación y tecnología estadounidense, para el estudio del clima y la capa de ozono.

"La observación de la Tierra desde el espacio es vital para comprender mejor nuestro planeta. Los investigadores cualificados en Brasil son excelentes socios para la NASA, y esperamos muchos más años de cooperación internacional exitosa en ciencias de la Tierra basadas en el espacio”, afirmó Bolden, según el comunicado emitido por la NASA.

Uno de los convenios formaliza la colaboración de Brasil en el programa de Medición de Precipitaciones Globales (GPM), que cuenta con la participación de la Agencia Espacial Japonesa (JAXA). El sistema reúne información sobre la precipitación de lluvias y nieve, incluyendo imágenes 3D muy precisas.

La NASA y la AEB estudiarán la distribución de datos y el uso de productos GPM en Brasil la coordinación de proyectos de investigación y el apoyo del intercambio de científicos y personal de ingeniería. En este sentido, buscan la cooperación conjunta para el desarrollo de un satélite de alta resolución que medirá el impacto de la acción del hombre en los ecosistemas, con un aporte de 100 millones de dólares del país suramericano y 150 millones más por parte de la NASA.

El segundo de los convenios establece la ciudad de Maxaranguape, en Rio Grande do Norte, como base de lanzamiento de globos meteorológicos para el análisis de la capa de ozono, dentro de la Misión de Cooperación de la Capa de Ozono. El objetivo de esta misión será contribuir a la comprensión de la capa de ozono de la Tierra, su generación y agotamiento. También ayudará a calibrar y verificar los sensores remotos por satélite. La NASA y la AEB compartirán equipo, información, formación de personal y asistencia técnica.

Este es el primer viaje que un administrador de la NASA realiza a América del Sur en ocho años. En el marco de esta visita, Bolden ya ha firmado acuerdos con Argentina y Chile, y próximamente visitará Costa Rica, donde finalizará su gira por Sudamérica.


Fuente: Website www.infoespacial.com

Astrônomos Publicam Nova Descrição do Planeta-Anão Éris

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma matéria esta publicada hoje (28/10) no site do jornal “Correio Braziliense” destacando a primeira descrição detalhada do “Planeta-Anão Éris” divulgada por uma equipe internacional de 62 pesquisadores e entre eles alguns brasileiros.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Pesquisadores Publicam a Primeira
Descrição Detalhada do Planeta-Anão Éris

A observação traz pistas sobre a origem do Sistema Solar

Carolina Vicentin
Correio Brazilienze
Publicação: 28/10/2011 - 08:31
Atualização: 28/10/2011 - 08:36

Observatório no Chile de onde Éris foi avistado:
corpo está situado a 15 bilhões de quilômetros da Terra

Uma equipe de 62 pesquisadores, entre os quais alguns brasileiros, revelou esta semana a “cara” de um objeto celeste que está nos confins do Sistema Solar. Éris, planeta-anão a cerca de 15 bilhões de quilômetros da Terra, tem tamanho e massa semelhantes aos do vizinho Plutão. Sua superfície, porém, intrigou os cientistas: ao analisar a luz do Sol refletida, eles concluíram que Éris é branco, algo incomum para corpos tão distantes das estrelas. E esse não é o único mistério que os astrônomos têm para resolver. O planeta-anão é considerado também uma espécie de fóssil da região, e seu estudo pode trazer novos dados sobre a formação do Sistema Solar.

Éris foi descoberto em 2005 e passou por uma “crise de identidade” até que a ciência conseguisse mais informações sobre sua composição. Foi chamado de décimo planeta (acreditava-se que ele era maior que Plutão) e somente no ano passado teve o diâmetro estimado. Como não existem telescópios potentes o bastante para enxergar o que há na superfície de Éris, as pesquisas dependem do acontecimento de um evento astronômico raro. Conhecido como ocultação estelar, ele ocorre quando o planeta-anão se põe em frente a uma estrela já analisada pela astronomia. “Como em um eclipse solar, o objeto projeta uma sombra sobre a Terra, e essa sombra se move à medida que o objeto se desloca no céu”, explica o pesquisador Felipe Braga Ribas, co-autor do artigo publicado na edição de ontem da revista Nature.

O tal fenômeno ocorreu em 6 de novembro do ano passado, quando o Éris ocultou uma estrela fraca da constelação Baleia. Chegar à data, contudo, foi uma das tarefas mais difíceis para a equipe, que inclui pesquisadores de países da Europa e da América Latina. “Prever um evento desse tipo é muito difícil, pois as posições da estrela e do planeta-anão não são conhecidas com a precisão necessária”, diz Ribas. “Estamos tentando avaliar esse tipo de coisa há 10 anos e, até agora, observamos apenas duas ocultações”, comenta Roberto Vieira Martins, pesquisador do Observatório Nacional e um dos líderes do estudo.

Para contornar o problema, os astrônomos formam uma verdadeira rede de colaboração, que conta, inclusive, com a ajuda de amadores. Dessa vez, eles reuniram o potencial de 26 telescópios, embora o evento só tenha sido visível em duas estações chilenas. No Brasil, o mau tempo prejudicou a observação do fenômeno — que dura cerca de 10 minutos, mas é capaz de fornecer uma imensa quantidade de dados. Por meio de uma técnica chamada de fotometria rápida, os cientistas medem o fluxo de luz emitido pela estrela antes, durante a após a ocultação. “De cada telescópio, obtivemos uma medida que chamamos de corda. Com duas ou mais cordas, conseguimos determinar o tamanho e a forma do planeta-anão com uma acuidade muito superior à de qualquer outra técnica observacional”, destaca Felipe Ribas. Além disso, a equipe conseguiu identificar a composição do Éris: primordialmente, gelos de nitrogênio e metano, tal qual o irmão Plutão.

Branco Misterioso

A análise da composição e da luminosidade também permitiu que os cientistas identificassem a cor do objeto. “Percebemos que ele é branco, brilhante, o que é muito estranho para corpos celestes que estão longe do Sol e sob baixas temperaturas”, conta o pesquisador Roberto Martins. Em geral, mesmo que uma névoa surja devido ao congelamento de gases na superfície, ela tende a escurecer por causa da radioatividade presente no espaço. Essa transformação é verificada em outros planetas ou mesmo por meio de experiências em laboratório. “A única maneira de explicar a brancura de Éris é que ela tenha saído de dentro do planeta, como um vulcão”, supõe o especialista.

O mais curioso é que o “fenômeno branco” também existe em um asteróide encontrado na mesma região de Éris e descrito no ano passado. O local, batizado de cinturão transnetuniano, abriga os objetos para além de Netuno, o oitavo e último planeta do Sistema Solar. Daquele lado, estão Éris e Plutão (tido como planeta durante mais de 70 anos), além de outros asteróides, cometas e, talvez, mais planetas-anões. “Cada vez mais, os astrônomos descobrem coisas no cinturão. Como a área está muito distante do Sol, pode haver vários corpos celestes ainda desconhecidos, uma vez que eles refletem pouca luz”, aponta o professor Roberto Costa, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

E o desconhecido não é o único atrativo da região. No cinturão transnetuniano, estão os objetos mais frios e, conseqüentemente, os que conservaram as propriedades físicas do início da formação do Sistema Solar. “Eles são como fósseis, o material do qual são formados deve ter a mesma característica da nebulosa que deu origem ao Sistema Solar”, afirma o pesquisador Felipe Ribas. “Esses corpos são a maneira mais viável de estudar o que aconteceu 4,5 bilhões de anos atrás”, reforça o professor da USP. Os cientistas esperam aumentar a compreensão sobre esse lado “obscuro” do espaço com a chegada da sonda New Horizons, lançada em 2005 e com previsão de chegada a Plutão daqui a quatro anos. Até lá, os pesquisadores seguirão olhando para o céu em busca de respostas.

Onde Começa o Fim?

O Sistema Solar não é como um país, com fronteiras definidas por construções ou por lagos e montanhas, por exemplo. Assim, não há um marcador que indique onde o “bairro” espacial chegou ao fim. Os astrônomos costumam dizer que o Sistema Solar acaba onde terminam os efeitos do Sol — não a luz solar, e sim os ventos solares, que lançam partículas por toda a região a sua volta.

Planeta da Discórdia

Foi a descoberta de Éris que fez com que os cientistas revissem a classificação de Plutão. Como os dois corpos são praticamente do mesmo tamanho, a União Astronômica Internacional (UAI) decidiu identificá-los como planetas-anões. O “rebaixamento” de Plutão foi questionado por alguns astrônomos (coincidentemente, Éris é o nome da deusa grega da discórdia). Além da dupla, há outros três objetos desse tipo no Sistema Solar: Makemake, Haumea e o grande asteróide Ceres.

Clique em cima para ampliar


Fonte: Jornal Correio Braziliense - 28-10-2011

Professora da UNIVALE Retorna da Visita Técnica a NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (27/10) no site da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) de Governador Valadares (MG), destacando que a Profª Rossana Cristina Ribeiro Morais já retornou de sua visita técnica a NASA e a Universidade de Loyola.

Duda Falcão

Professora da UNIVALE Retorna da
Universidade Loyola nos Estados Unidos

Visita estreitou os laços entre a UNIVALE, a NASA e a Universidade Loyola

27/10/2011 - 11h53

A coordenadora do curso de Ciência da Computação da Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE, Profª Rossana Cristina Ribeiro Morais, visitou a Universidade Loyola em Baltimore (EUA) para conhecer a estrutura dos cursos na área de Tecnologia da Informação e levantar a possibilidade de intercâmbio e mestrados para os alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação.

Na universidade norte americana a professora da UNIVALE conversou com o engenheiro da National Aeronautics ans Space Administration – NASA, o brasileiro Marco Aurélio Figueiredo. “Marco Aurélio destacou a capacidade técnica do professor Tasso Perim Moreno, que esteve na NASA no mês de julho, e o trabalho desenvolvido pela UNIVALE em conjunto com a agência norte americana com a peça LIDAR”, afirma Rossana.

A coordenadora do curso de Ciência da Computação conversou ainda com o Diretor de Pós Graduação em Computação da Universidade de Loyola, onde se levantou a possibilidade de intercâmbio e mestrado na universidade norte americana. “Agora vamos fazer um levantamento para saber quais alunos têm o interesse de estudar nos Estados Unidos e concretizar mais essa parceria do curso”.

Sobre a Peça LIDAR

A LIDAR é a principal peça do projeto da Agência Norte-Americana que, por meio de um robô, objetiva a localização de qualquer corpo ou obstáculos que possam estar em um dado terreno pesquisado. A peça foi trazida no início deste ano pela aluna do curso de Sistemas de Informação, Janynne Gomes, que esteve no mês de janeiro com o engenheiro da NASA, Marco Aurélio Figueiredo, durante o evento Campus Paty, em São Paulo.

A NASA solicitou à UNIVALE um projeto para fazer a peça girar em múltiplos eixos e fazer a leitura do terreno em demais pontos, já que antes o giro acontecia em sentido único. A UNIVALE finalizou o projeto que foi apresentado pelo Prof. Tasso, dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação.


Fonte: Site da Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE)

Comentário: É inegável o belo trabalho que essa universidade mineira vem realizando e assim sendo a mesma deveria ser olhada com atenção pelo INPE e pelo DCTA/IAE buscando integrá-la ao esforço de desenvolvimento do nosso Programa Espacial.

Estudantes de Oito Países Disputam Olimpíada no Brasil

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (25/10) no site “G1” do globo.com destacando que estudantes de oito países disputam Olimpíada de Astronomia no Rio e no sul de Minas.

Duda Falcão

Vestibular e Educação

Estudantes Disputam Olimpíada de
Astronomia no Rio e no Sul de Minas

Evento latino-americano reúne 40 estudantes de oito países.
Brasil é representado por cinco alunos de ensino médio.

Do G1, em São Paulo
25/10/2011 - 16h23
Atualizado em 25/10/2011 - 16h24

Cerca de 40 estudantes do ensino médio representando oito países participam esta semana nas cidades do Rio de Janeiro e Passa Quatro, no Sul de Minas, da III Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). O evento começou na segunda-feira (24) com palestras no Planetário do Rio e uma prova de observação do céu projetado no planetário. A competição estudantil vai até domingo (30).

Estudantes de oito países participam da Olimpíada
Latino-Americana de Astronomia (Foto: Divulgação)

A equipe brasileira conta com cinco estudantes selecionados pelos resultados obtidos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA): Felipe Marino Moreno, Tábata Cláudia do Amaral, Lucas Moraes de Oliveira e Victor Moraes de Oliveira, do estado de São Paulo, e Rafael Bordoni, do Amazonas.

Ainda esta semana os participantes vão realizar outras atividades na cidade de Passa Quatro (MG), como lançamento de foguetes feitos de garrafas pet, avaliações de reconhecimento do céu e manuseio do telescópio. Em 2012, o Brasil deverá sediar a Olimpíada Mundial de Astronomia e Astrofísica.


Fonte: Site G1 do globo.com

Aluna do IFPE Poderá Representar o Brasil na OIA em 2012

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (27/10) no site “G1” do globo.com destacando que uma aluna de 16 anos do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) irá participar da seleção para a escolha dos melhores alunos que vão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia, que acontecerá no Brasil, em 2012.

Duda Falcão

Pernambuco

Aluna do IFPE Pode Representar o
Brasil em Olimpíada de Astronomia

Larissa Aquino, de 16 anos, cursa o 3º período de Segurança do Trabalho.
Olimpíada Internacional de Astronomia acontecerá no Brasil, em 2012.

Katherine Coutinho
Do G1 PE
27/10/2011 - 12h44
Atualizado em 27/10/2011 - 13h41

Larissa é a única pernambucana que vai
participar da seleção para as Olimpiadas
Internacionais de Astronomia
(Foto: Divulgação / IFPE)
A pernambucana Larissa Fernandes de Aquino, 16 anos, vai participar da seleção para a escolha dos melhores alunos que vão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia, que acontecerá no País, em 2012. Estudante do 3º período de Segurança do Trabalho, no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) - campus Recife, Larissa ganhou a medalha de ouro na 14ª Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), em maio deste ano.

Em janeiro, a aluna vai participar de um treinamento promovido pela OBA, fase de preparação para as avaliações do evento mundial, que acontecem em março de 2012. Larissa conta que a medalha e a indicação foram uma surpresa. “Eu soube um mês antes e comecei a estudar. A prova foi mais difícil do que eu esperava”, explica.

Larissa pretende fazer vestibular para Engenharia de Produção e afirma que estudar para a Olimpíada ajudou também na escola. “Caem matérias relacionadas à geografia e física”, diz a aluna, que ainda acrescenta ser essa uma oportunidade de conhecer mais sobre assuntos que não são dados normalmente na escola. Ela conta com o apoio do professor Guilherme Pereira, que incentiva a participação dos alunos na olimpíada.

Além da estudante de Segurança do Trabalho, outros alunos do IFPE também conquistaram medalhas na OBA. Lucas Geraldo Cilento, do curso de Eletrônica, ganhou uma medalha de ouro. Já os estudantes Jonas Henrique Alves de Souza, Victor Gabriel Ramos de Abreu, Marcos Inácio de Paula Lima, Hezrom Saulo do Nascimento Júnior, Vitória Alexandra de Queiroz Freitas, Rodrigo César Lins, Dayane Cristina da Silva e Camila Campelo Gomes receberam medalhas de bronze. Em 2010, outros alunos do Instituto conquistaram uma medalha de prata e seis de bronze.

A OBA é um evento organizado anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com a Eletrobrás Furnas, e tem como objetivo incentivar o estudo do universo e das tecnologias na área.

O IFPE está implantando um núcleo de astronomia no campus Recife. Até o final deste ano, será inaugurada uma sala exclusiva para estudos na área, um espaço onde os alunos vão poder participar de cursos e realizar observações celestes por meio de telescópios e lunetas.


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário: O blog “BRAZILIAN SPACE” parabeniza a jovem Larissa Fernandes de Aquino pela conquista, desejando-lhe desde já sucesso nessa nova competição. Aliás, tanto os jovens pernambucanos, quanto cearenses e alagoanos, vêm se destacando nesses eventos da OBA e outros eventos na área de educação ligada a ciência e tecnologia aqui no Nordeste. Como exemplos significativos podemos citar os alunos do professor Marcos Luna, do Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA) de Bezerros (PE), os alunos do professor Andrevaldo Glaidson Pereira Tavares, da Escola Estadual de Educação Profissional Otília Correia Saraiva - Liceu de Barbalha, da cidade de Barbalha (CE) e na área de robótica, os alunos do professor Emerson Lima, do Campus de Palmeiras dos Índios (AL) do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). A eles meu reconhecimento pelo grande trabalho que todos vêm realizando.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Acordos Assinados Entre AEB e NASA Não Prevêem Satélite

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (27/10) no site “G1” do globo.com destacando que os acordos assinados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) com a NASA não prevêem satélite.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Acordos Entre Agências Espaciais do
Brasil e dos EUA não Prevêem Satélite

Brasil firmou, em São José dos Campos, duas cooperações com a NASA.
Assinatura foi feita com a presença do diretor da agência norte-americana.

Mário Barra
Do G1, em São José dos Campos
27/10/2011 - 18h09
Atualizado em 27/10/2011 - 18h19

Charles Bolden, em visita a um laboratório
do Inpe, nesta quinta-feira (27).
(Foto: Mário Barra / G1)
O Brasil firmou nesta quinta-feira (27) dois acordos de cooperação em projetos espaciais com a NASA, mas ainda não existe resposta positiva para o desejo do país de construir satélites em parceria com a agência espacial norte-americana.

A visita de Charles Bolden, diretor do órgão, ao Brasil serviu como forma dos cientistas brasileiros reforçarem as solicitações de cooperação. Uma das respostas deve sair em fevereiro de 2012 e diz respeito à construção de um satélite nacional para estudar a composição química do solo e conhecer mais sobre o impacto do homem e das mudanças no clima.

Conhecido como Observatório Global do Ecossistema Terrestre (GTEO, na sigla em inglês), o projeto recebeu o aval da agência espacial brasileira e está sendo avaliado pela NASA. Caso aprovado, este equipamento seria construído em parceria com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. O custo total seria de US$ 270 milhões de reais, a serem divididos entre a AEB e a agência espacial norte-americana.

Bolden não se posicionou sobre o tema durante sua breve passagem pelo Brasil, já que a agência espacial norte-americana avalia também projetos de outros países.

Controle de Chuvas

A outra idéia de satélite seria a participação brasileira na "constelação" de satélites do programa Medidas Globais de Precipitação (GPM, na sigla em inglês), um projeto da NASA com a agência espacial japonesa (JAXA) para estudos sobre chuvas no mundo. Desde 2005, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) buscam parceiros para a construção um satélite nacional para o GPM.

A rede de satélites internacionais será coordenada por um observatório a ser lançado pela NASA e a agência espacial japonesa (JAXA) em 2013. Quando a coordenação entre os instrumentos estiver estabelecida, dados sobre chuvas serão coletados no espaço. Será possível, por exemplo, conhecer mais sobre o ciclo das águas no planeta e conhecer o impacto deste regime nas mudanças climáticas.

Estudantes de Ubatuba entregam
presente ao astronauta e diretor da NASA.
(Foto: Mário Barra/G1)
Para o coordenador de gestão tecnológica do INPE Marco Antônio Chamon, a importância de ter um satélite nacional entre os instrumentos que vão ao espaço no programa GPM é a possibilidade de estudar melhor a região tropical, área que seria pouco coberta se levados em conta apenas os satélites originalmente previstos no projeto.

Essas medidas feitas no espaço precisam ser "validadas" por experimentos conduzidos em solo terrestre. Esse será um dos papéis do Brasil ao analisar os dados recebidos do programa GPM.

Restrições Orçamentárias

Por enquanto, os acordos firmados prevêem apenas a participação do Brasil em pesquisas e checagem de dados tanto do programa GPM como na Missão de Cooperação do Ozônio, no qual a AEB irá promover o lançamento de sondas de ozônio em balões atmosféricos e analisar dados coletados a partir desses equipamentos em parceria com a NASA.

O financiamento a pesquisas espaciais no mundo sofre uma crise desde 2008. No caso da NASA, as restrições orçamentárias anunciadas em março de 2011 têm estagnado projetos como o satélite brasileiro para o GPM. Em outubro de 2010, a própria NASA chegou a entrar em contato com o Brasil para retomar as negociações, mas o projeto não prosseguiu. "A situação financeira da NASA é a mesma agora do que em março", explica Chamon. "A AEB solicitou ao INPE que forneça alternativas para a construção desse satélite."

Recentemente, o INPE recebeu para testes o satélite argentino SAC-D, da missão Aquarius, que levou ao espaço instrumentos da NASA para medir o nível de sais nos oceanos. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE foi usado para mostrar que o equipamento suportaria o lançamento, que aconteceu em junho de 2011.

Durante a visita ao Brasil, Bolden conheceu as instalações do INPE. No começo da tarde, o astronauta conversou com crianças e adolescentes do Vale do Paraíba. Entre elas, um grupo de alunos de uma escola municipal de Ubatuba que está construindo um pequeno satélite a ser lançado em breve. Durante a palestra, o astronauta recebeu um presente das mãos de uma das estudantes do projeto.

Está a primeira vez que um administrador da agência espacial norte-americana pisa em solo nacional nos últimos dez anos.

Jornal "Bom Dia São Paulo" - 28/10/2011


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário: Gostaríamos de agradecer ao leitor paulista Ricardo Melo pela dica do vídeo. Valeu Ricardo.

AEB Firma Acordos de Cooperação com a NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (27/10) no site “G1” do globo.com destacando que a Agência Espacial Brasileira (AEB) firma acordos de cooperação com a NASA.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Agência Espacial Brasileira Firma
Acordos de Cooperação com a NASA

Charles Bolden, diretor da agência norte-americana, está no Brasil.
Assinatura ocorreu nas dependências do INPE, em São José dos Campos.

Mário Barra
Do G1, em São José dos Campos
27/10/2011 - 12h51
Atualizado em 27/10/2011 - 17h35

As agências espaciais norte-americana (NASA) e brasileira (AEB) firmaram nesta quinta-feira (27) dois acordos de cooperação para pesquisas sobre a camada de ozônio e o regime de chuvas no Terra. Os textos foram assinados nas dependências do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) pelo astronauta e diretor da NASA Charles Bolden e Marco Antonio Raupp, diretor da AEB.

O primeiro acordo prevê a cooperação entre os dois países no projeto Medidas Globais de Precipitação (GPM, em inglês), uma iniciativa dos norte-americanos com a agência espacial japonesa (JAXA) para estudos sobre chuvas no planeta Terra. Já o segundo projeto entre as agências espaciais tem como objetivo estudar a camada de ozônio que reveste a Terra.

Os dados coletados pelo programa GPM ajudarão a estimar mudanças no clima e na temperatura terrestre. O Brasil vai realizar a checagem das informações coletadas pelo conjunto de satélites do programa.

Além do desejo de poder produzir um satélite para integrar o programa GPM, o INPE também sugeriu à NASA o desenvolvimento do Observatório Global do Ecossistema Terrestre, um equipamento com tecnologia brasileira que poderia estudar a composição química do solo. Se aprovado, este instrumento seria produzido pelo Brasil e pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA. A resposta para este pedido deverá sair no começo de 2012, segundo o diretor do INPE, Gilberto Câmara.

Durante a visita ao Brasil, Bolden conheceu as instalações do INPE. No começo da tarde, o astronauta conversa com crianças e adolescentes do Vale do Paraíba. Entre elas, um grupo de alunos de uma escola municipal de Ubatuba que está construindo um pequeno satélite que será lançado em breve.

Marco Antonio Raupp (à esquerda) e Charles Bolden, da
NASA, assinam os acordos. (Foto: Mário Barra / G1)


Fonte: Site G1 do globo.com

Brasileiros Calculam Raio de Planeta-Anão Gêmeo de Plutão

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (26/10) no site “G1” do globo.com destacando que equipe internacional de astrônomos formada também por vários brasileiros calcularam raio do planeta-anão Éris.

Duda Falcão

Ciência e Saúde

Brasileiros Calculam Raio de
Planeta-Anão 'Gêmeo' de Plutão

Éris gira em torno do Sol e tem tamanho quase idêntico ao de Plutão.
Brasileiros fizeram parte de equipe internacional que fez a descoberta

Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo
26/10/2011 - 17h51
Atualizado em 26/10/2011 - 18h47

Ilustração do planeta-anão Éris
(Foto: ESO/L. Calçada)
Uma equipe internacional de astrônomos, incluindo vários brasileiros, conseguiu calcular com precisão o raio do planeta-anão Éris, que gira em torno do Sol a uma distância duas vezes maior que a do astro a Plutão.

A pesquisa mostrou que o raio dos dois planetas-anões é muito parecido e se referiu aos planetas como "gêmeos".

O raio de Éris é de 1.163 km, com margem de erro de 6 km para mais ou para menos. O de Plutão é estimado entre 1.150 km e 1.200 km.

O cálculo foi feito a partir de um eclipse ocorrido em 6 de novembro de 2010, quando Éris passou na frente de uma estrela, do ponto de vista de quem está na Terra.

“É muito raro ele passar na frente de uma estrela, saber disso antes é mais difícil ainda”, diz Roberto Martins, pesquisador titular do Observatório Nacional, que participou do grupo.

Essa informação foi obtida com dados dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), com base no Chile.

Uma vez que se sabia que haveria esse eclipse, vários observatórios se mobilizaram, mas apenas três telescópios no Chile conseguiram observar o fenômeno – outro, na Argentina, pôde ver o céu, mas não tinha ângulo para ver Éris. No Brasil, as nuvens atrapalharam o trabalho dos astrônomos.

Telescópio Caisey Harlingten, em San Pedro de Atacama,
no Chile, foi um dos que observou o eclipse
(Foto: A. Maury/Nature)

Mais Cálculos

Já se conhecia a velocidade com que o planeta-anão – visto da Terra – se desloca. A partir disso, eles observaram o tempo que a luz da estrela levava para desaparecer e reaparecer. Com esse dado, foi possível deduzir o raio do planeta anão com precisão.

Martins conta que o cálculo é mais preciso do que apontou o raio de Plutão. “Plutão tem atmosfera, ela refrata a luz”, explica o astrônomo. Por conta disso, o eclipse ocorre de maneira gradual; no caso de Éris, ele é brusco, e a conta fica mais exata.

O estudo, no entanto, admite a possibilidade de que Éris tenha uma atmosfera que se congelou porque a rota do planeta anão é elíptica e a medição ocorreu quando ele estava muito longe do Sol – a 95,7 unidades astronômicas (1 UA representa a distância entre a Terra e o Sol, ou 150 milhões de km). Talvez, dizem os pesquisadores, uma atmosfera gasosa surja quando ele atingir o momento em que ele fica mais perto do Sol, a 37,8 UA.

Saber o raio é um primeiro passo que gera uma série de conhecimentos sobre o planeta anão. Como Éris tem um satélite natural, os astrônomos já sabiam a sua massa. “Sabendo a massa e o volume, sabemos a densidade. Sabendo a densidade, podemos saber a composição química”, raciocina Martins.

Também é possível calcular a cor do corpo celeste, a partir da quantidade de luz refletida. “É muito, muito branco”, resume o pesquisador do Observatório Nacional.

O trabalho publicado pela revista científica Nature foi liderado pelo astrônomo francês Bruno Sicardy, do Observatório de Paris.


Fonte: Site G1 do globo.com