sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 - A Esperança Continua

Caro leitor!

Estamos nesse momento a poucas horas de um novo ano, onde a esperança de que o nosso programa espacial possa finalmente decolar, se renova.

Em 2012 os cronogramas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), prevêem os lançamentos do SARA Suborbital, do VLS-1 XVT-01 e do Satélite CBERS-3 respectivamente.

Ora, para uma nação do tamanho do Brasil e com experiência de 50 anos em atividades espaciais, esses objetivos não parecem ser lá grandes coisas, principalmente se comparamos com os objetivos de outras nações no mesmo período, mas não deixam de ter seu significado, já que o sucesso dessas missões poderá melhorar a imagem do programa junto à sociedade brasileira.

É preciso lembrar que o ultimo feito significativo do programa espacial brasileiro foi o lançamento do Satélite CBERS-2B em 19/09/2007 (não está mais em funcionamento), a partir da Base de Lançamento de Taiyuan, na China, através do foguete chinês “Longa Marcha 4”, e mesmo assim esse satélite foi montado com peças sobressalentes do Satélite CBERS-2.

Além disso, não podemos esquecer-nos do grande baque que o programa sofreu em agosto de 2003 com o acidente do terceiro protótipo do VLS-1 que ceifou a vida de 21 heróis brasileiros.

Tendo de conviver com problemas diversos durante décadas seguidas devido à falta de atitude e de responsabilidade de diversos governos subseqüentes (como no caso do governo de FHC, em nossa opinião o grande responsável pelo acidente de 2003), os servidores do Programa Espacial Brasileiro que sobreviveram trabalhando nesses dois institutos de pesquisas (sabe-se lá como mantendo a moral), seguiram desenvolvendo pesquisas e tecnologias que serão aplicadas nessas missões previstas para 2012.

É notável a perseverança dessa gente que ainda luta para dotar o país do domínio completo do ciclo espacial e a mesma tem de ser enaltecida, reconhecida e servir de exemplo para aqueles que detém o poder, para que assim possam aprender a ser políticos respeitáveis, comprometidos, de valor e produtivos para o nosso país.

Tem se falado muito que o orçamento do PEB deverá chegar a algo em torno de R$ 600 milhões já em 2012, que o programa “Ciência Sem Fronteiras” ajudará a trazer profissionais brasileiros e estrangeiros que trabalham em outros programas espaciais para trabalharem no PEB e por fim que o Mercadante deverá trocar o MCTI pelo MEC na suposta mudança ministerial prevista para janeiro.

Ora leitor, na realidade nem sempre o que parece ser é o que deveria ser, e esse é um desses casos. Dos R$ 600 milhões anunciados 70% (R$ 420 milhões) deverão ser 'torrados irresponsavelmente e estupidamente' no sítio de lançamento da ACS (meus sinceros cumprimentos aos ucranianos por demonstrarem sua competência perante aos d..loides do governo brasileiro) restando os outro R$ 180 milhões para todos os programas em curso no INPE e no DCTA/IAE, fora é claro o projeto do Satélite SGB que se realmente for em frente deverá ter recursos a parte.

Quanto a programa “Ciência Sem Fronteira”, é preciso que haja critério e responsabilidade, para que não aconteça distorções e se acabe trazendo profissionais em áreas que já existam competência no país tirando os empregos de nossos profissionais. Antes de tudo é preciso que o governo abra concursos para contratações de novos servidores identificando as áreas onde serão necessárias as contratações de profissionais de outros países.

Já a saída do Mercadante do MCTI, se confirmada, será realmente uma boa notícia, pois já que o PEB está diretamente subordinado a esse ministério, precisamos em seu gabinete de alguém de poucas palavras, que se vista até mesmo de bermuda se for o caso, mas que seja de ação, e não um menestrel de carreira, falastrão e bem vestido como o Mercadante. Entretanto, temos de ser realistas, pois mesmo que sua saída seja confirma, dificilmente alguém de valor irá assumir a pasta e muito menos mudar a política que vem sendo adotada.

No entanto leitor nem tudo têm cor negra no horizonte do Programa Espacial Brasileiro, muito por conta da iniciativa e perseverança de profissionais da área  publica e privada que sabem da importância e da extrema necessidade de se aglutinar esforços para o desenvolvimento das atividades espaciais do país.

Assim sendo, além dos projetos citados, outras atividades deverão ocorrer durante o ano de 2012 (é verdade que não na velocidade que poderíamos e gostaríamos), tanto na área pública, quanto na privada e também na educacional.

Na área pública espera-se de alguma forma dar-se seqüência nos seguintes projetos e eventos:

* Projeto SIA (Sistemas Inerciais para Aplicação Aeroespacial).

* Projeto SAMF (Sistema de Alimentação de Motor-Foguete).

* Projeto Motor Foguete Líquido L15.

* Projeto Motor-Foguete Líquido L75.

* Projeto Motor-Foguete Sólido S-50.

* Projeto Foguete FTA (Foguete de Treinamento Avançado).

* Projeto do Foguete de Sondagem VS-15.

* Inicio do uso dos foguetes de treinamento como meio de acesso ao espaço de experimentos da Comunidade Científica Brasileira. Um Foguete de Treinamento Básico (FTB) deverá ser lançado do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) por volta de março de 2012 dando inicio a essa nova oportunidade para a Comunidade Científica graças à iniciativa do COMAER.

* Projeto VLM-1 (Veículo Lançador de Microsátelites 1).

* Projeto PSM (Plataforma Suborbital de Microgravidade).

* Projeto da espaçonave 14-X do IEAv (continuação dos testes com o motor do primeiro protótipo).

* Projeto do Demonstrador de Propulsão a Laser do IEAv.

* Projeto da PMM (Plataforma Multimissão).

* Projeto Nanosatc-BR (Nanosatélite universitário que está previsto para ser lançado em novembro de 2012).

* Projeto ITASAT-1 (Microsatélite universitário ITASAT)

* Projeto Satélite Amazônia 1.

* Projeto Satélite CBERS 4.

* A seqüência de um interessante projeto (Projeto CANOSAT) em desenvolvimento pelo Centro Regional do Nordeste (CRN) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que prevê o desenvolvimento de uma constelação de nanosatélites para atender o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD).

* Investimento diversos na área de infra-estrutura tanto no CLA e CLBI, quanto no LIT e nos Laboratórios Associados do INPE. Nessa área existe muito o que se fazer como por exemplo um banco de provas para motores-foguetes líquidos de até 400kN (o banco de provas do IAE é para motores-foguetes líquidos de até 20kN e assim não comporta os testes do motor-foguete líquido L75) que já havia sido acertado com uma empresa russa e uma nova usina para propelentes sólidos ou mesmo a ampliação da Usina Coronel Abner.

* Lançamento exitoso do décimo terceiro foguete de sondagem brasileiro “VSB-30” da Base de Esrange (Suécia) com o experimento europeu MASER 12. Esse lançamento estava previsto para acontecer em novembro passado mais foi transferido para fevereiro de 2012.

* Lançamento exitoso do terceiro protótipo do versátil foguete de sondagem brasileiro “VS-40” da Base de Andoya (Noruega) com o experimento alemão SHEFEX II. Esse lançamento está previsto para acontecer entre março e abril de 2012 e deverá também carregar um experimento brasileiro relacionado com o Projeto do SARA Orbital (2ª Fase do Projeto SARA).

* Lançamento exitoso do sétimo foguete de sondagem brasileiro/americano “VS-30/Orion” da Base de Woomera (Austrália) com o experimento supersônico australiano/americano HIFIRE-5. Esse lançamento estava inicialmente previsto para outubro passado, passou para novembro e até hoje não foi realizado, devendo assim acontecer durante o ano de 2012. Vale lembrar que pela primeira vez um foguete ou motor brasileiro será lançado de uma base não brasileira, americana ou européia, o que poderá abrir novos mercados para a indústria brasileira.

OBS: Deverá também haver alguma movimentação quanto aos projetos dos satélites IBSA, Sabia-Mar, GPM-BR e Lattes e talvez o lançamento do CLA de um foguete VSB-30 com experimentos brasileiros do mal gerido “Programa Microgravidade” da AEB.

Na área privada espera-se com muita dificuldade dar-se seqüência nos seguintes projetos:

* Projeto do Satélite SGB (Satélite Geoestacionário Brasileiro)

* Conclusão do Projeto de Industrialização do Foguete VSB-30

* Um maior envolvimento de empresas brasileiras no programa, principalmente dando-se abertura e apoio a projetos de pequenas e microempresas de alta tecnologia, visando assim estimular uma inovação cada vez maior no setor.

* A criação de editais para essas empresas específicos para projetos espaciais relevantes e inovadores.

* O crescimento de microempresas como a Acrux Aerospace Technologies, Coyote Rockets, Edge Of Space, INOTECH entre outras.

* A concretização do Projeto Lunar da Equipe SpaceMETA (certamente junto com a Missão ASTER são os mais inovadores projetos espaciais surgidos no Brasil nos últimos 10 anos)

Já na área educacional espera-se a criação dos seguintes projetos e a realização dos seguintes eventos:

* Estabelecimento do Curso de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Brasília (UnB) e na USP São Carlos.

* A realização do “1º SPACECAMP do Brasil” a se realizar em janeiro por visionária iniciativa da microempresa Acrux Aerospace Technologies de São José dos Campos (SP).

* A criação pela AEB em parceria com o MEC e governos estaduais interessados (de preferência) de Spacecamps regionais direcionados para estudantes de todas as idades classificatórios para um grande Spacecamp nacional a se realizar em São José dos Campos anualmente.

* A criação pela AEB de competições (tipo o Google Lunar X-Prixe e outros) abertas a empresas e grupos universitários visando o desenvolvimento de novas tecnologias úteis para o Programa Espacial Brasileiro.

* Estudo para o estabelecimento de novos Cursos de Engenharia Aeroespacial em universidades sulistas e nordestinas (EX: UFRGS, UFSM, UFSC, UNOPAR, UEFS, UFPE, UFRPE, UFRN, UFMA, UEMA).

* A confirmação ou não da realização da inovadora Missão ASTER (1º Sonda Espacial Brasileira de Espaço Profundo), projeto esse que envolve 13 universidades e instituições do país que é de extrema importância para o futuro de nosso programa espacial.

* A criação de editais de apoio as organizações como o Núcleo Tecnológico do Agreste de Bezerros-PE (NTA) que atuam na formação e na divulgação das atividades espaciais e da ciência e tecnologia como um todo junto a jovens estudantes da rede pública de ensino.

* O lançamento exitoso dos EUA do tubesat “Tancredo-1” pelo grupo de alunos do ensino médio coordenado pelo professor “Cândido Oswaldo de Moura” da Escola Municipal Tancredo Neves de Ubatuba (SP).

* O lançamento exitoso do foguete “LUNA 1”e do “Femtosatélite SCF-1” participantes do “Prêmio N-Prize”, previsto para ocorrer em 29/07/2012. Tanto o foguete, quanto o femtosatélite estão sendo desenvolvidos pelo “Núcleo Tecnológico do Agreste (NTA)” de Bezerros (PE), para serem lançados nesta data de uma plataforma marítima localizada na costa pernambucana. É a chance do NTA fazer história.

* O lançamento bem sucedido do foguete e da carga útil da “Equipe MONTENEGRO” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) durante a realização do 7º IREC nos EUA e quem sabe até com a participação de outras universidades brasileiras (seria um bom desafio para a UFMG, PUC Minas, UNIVAP, UFABC e UnB).

OBS: Fala-se ainda de que a USP estaria desenvolvendo dois tubesats para serem lançados pela empresa americana “Interorbital Systems” que é a mesma empresa que lançará o tubesat dos estudantes da escola de Ubatuba (SP).  Além disso, vale lembrar que o Professor Fernando Stancato da USP é o coordenador da participação brasileira na competição “II Mission Idea Contest for Micro/Nano-Satellite Utilization (MIC 2)”, competição esta que deverá se desenrolar durante todo o ano de 2012.

Pois é leitor, está é uma descrição das atuais atividades espaciais realizadas no Brasil em todas as áreas (sendo a educacional talvez a mais promissora e a privada tendo algum avanço significativo) e como você mesmo pode observar projetos existem e outros precisam ser criados para que o Programa Espacial Brasileiro governamental (carro chefe desse esforço todo) possa seguir um caminho de desenvolvimento sustentável. Entretanto para isso é necessário seriedade e comprometimento que infelizmente não existem nas pessoas que comandam o nosso PEB, e para piorar, a falta de interesse, de foco, incompetência administrativa e política são tão reinantes nas instituições como o Congresso, MCTI, MD e na Presidência da República, que em nossa opinião inviabiliza qualquer ação positiva nesse sentido. Entretanto diz a sabedoria popular que a esperança é a última a morrer, mas será que esse ditado vale para essa gente?

Duda Falcão

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Raupp Ministrou Palestra Sobre PEB na Opto Eletrônica

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (07/11) no site da empresa “Opto Eletrônica S/A” dando destaque a palestra sobre o PEB ministrada em novembro pelo presidente da AEB, Marco Antônio Raupp, no anfiteatro da empresa em São Carlos (SP).

Duda Falcão

Presidente da Agência Espacial Brasileira
Ministra Palestra na Opto

07/11/2010

O anfiteatro da Opto Eletrônica, em São Carlos, recebeu na manhã desta segunda (07/11) o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) Marco Antônio Raupp, que proferiu a palestra “Programa Espacial Brasileiro”. Participaram do evento o presidente e os diretores da Opto, profissionais da área de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia, diretores da Mectron e estudantes de Engenharia Aeronáutica da USP, entre outros convidados. Hoje, a Opto desenvolve e produz, em solo brasileiro, câmeras para satélites nacionais, além de conjuntos ópticos e eletrônica de proximidade. As câmeras irão equipar os satélites sino-brasileiros de recursos terrestres CBERS-3 e 4, além do moderno satélite brasileiro Amazônia 1 (Plataforma Multimissão, PMM).

A importância de um programa espacial bem estruturado e que gere benefícios diretos para a sociedade foram os principais pontos abordados por Raupp. “Não existe um grande país que não possua um programa espacial. Não se trata de um programa de exploração espacial, mas de um programa de interesse da sociedade e do País.” O programa brasileiro é focado na capacidade de desenvolvimento e construção de satélites, lançadores e bases de lançamento.

Área Estratégica

Por meio de satélites, o Programa Espacial Brasileiro visa à criação de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres, à estratégia nacional de defesa (vigilância do território, áreas verdes e fronteiras), ao monitoramento ambiental, à segurança alimentar e ao estabelecimento de uma rede de comunicação estratégica. “Podemos citar o desastre no Rio de Janeiro no último verão [cuja repetição pode ser prevista num futuro próximo], o combate ao contrabando e ao tráfico de drogas, além da proteção às riquezas naturais, incluindo a Zona Econômica Exclusiva, conhecida como Amazônia Azul.”

De acordo com o presidente da AEB, os ganhos para o País ultrapassam essa rede de colhimento e transmissão de informações. “Este é um programa ‘mobilizador’ para a capacitação da indústria nacional, gerando riquezas e empregos com alto nível de qualificação.” Como exemplo, Raupp citou o valor agregado de alguns produtos. Na soja, são US$ 0,20/kg. Em aviões, este valor salta para US$ 10 mil/kg e, em satélites, US$ 50 mil/kg.

A aplicação destas inovações, segundo Raupp, depende participação de empresas privadas, que hoje detêm apenas 20% do “bolo” do orçamento do Programa Espacial Brasileiro. “Essa participação já foi muito menor, mas ainda deve aumentar bastante nos próximos anos. Com isso, aumenta também a responsabilidade destas empresas. Muitas superaram os gargalos do setor, como a Opto, mas nem todas conseguem. Daí, também, a importância de se estabelecer uma política sólida para a área.”

Entre os principais problemas enfrentados pelo setor, o profissional enumerou a dificuldade em conseguir linhas de financiamento, principalmente exclusivas para a área aeroespacial, e o embargo de diversos países envolvendo a tecnologia empregada nesta área – o deve ser visto como um estímulo, ressaltou. “O embargo é explicado pelo caráter dual da tecnologia [que tem uso pacífico ou militar, a depender do governo de cada país]”. Raupp citou ainda os atuais desafios da agência, como tornar o Programa Espacial Brasileiro um programa de Estado, o atendimento às demandas, respeitando prazos e custos, e domínio de tecnologias críticas – como a Opto tem alcançado.

Perfil

Atual presidente da AEB, Marco Antônio Raupp é graduado em Física pela UFRGS, PhD em Matemática pela Universidade de Chicago e livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP). Foi diretor geral do INPE, diretor geral do IPRJ/UERJ e diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica. Em reconhecimento aos serviços prestados, foi agraciado com o título de Comendador pela Ordem do Rio Branco (Ministério das Relações Exteriores) e pela Ordem Nacional do Mérito Cientifico (Ministério da Ciência e Tecnologia). É membro titular da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), membro titular do Conselho Superior da FAPERJ e membro suplente do Conselho Nacional da Ciência e Tecnologia (CCT). Também foi diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos.



Fonte: Site da empresa Opto Eletrônica S/A

Comentário: Veja você leitor que o que o Raupp diz é o que já se sabe há décadas e também é repetido pelo ministro Mercadante em seus discursos bem elaborados. Essa prática de se colocar no cargo certo a pessoa certa, como o Raupp, é uma forma adotada pelos políticos inteligentes e mais competentes na sua arte. Essa prática permite que os mesmos tenham um pouco menos de pressão durante um tempo e possam ir cozinhando as coisas em banho maria, até que a pessoa escolhida perceba e peça para sair (veja o caso do Gilberto Câmara). Quando isso acontece é só colocar outro tão bom quanto no lugar e começar o mesmo processo. A verdade é que não existe vontade nenhuma de se realizar coisa alguma e o máximo que se consegue é uma coisa ou outra liberada para manter a pressão sobre controle. Infelizmente isso funciona em nosso país devido à má formação de nosso povo e esses energúmenos tem se aproveitado disso há mais de 100 anos. Lamentável!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sugestão - Programa Brasil 2016 - Potência Espacial

Ola leitor!

Em pouco mais de 6 anos o Brasil deixou de ser a 10ª Economia do Mundo passando a ser a , como anunciado recentemente pelo “Centro de Pesquisa para Economia e Negócios da Inglaterra”.

Nesse mesmo período o Brasil além de melhorá a situação econômica de seu povo, conseguiu atrair os dois maiores eventos esportivos do planeta, assombrando o mundo e demonstrando de que o que se dizia desde do final da década de 50 do século passado, finalmente começou a se realizar, ou seja, “Brasil, o país do futuro”.

Hoje a realidade brasileira é tão privilegiada que mesmo os políticos aprontando das suas o país cresce e deverá continuar crescendo nessa nova década que se inicia.

Entretanto, infelizmente apesar desse crescimento um dos mais importantes programas de governo (para começo de conversa deveria ser programa de estado) não consegue aproveitar-se dessa nova realidade sendo irresponsavelmente colocado em segundo plano, e pior, sendo boicotado estupidamente com decisões estapafúrdias em prol de acordos ‘Candiru’ que beneficiam sociedades estrangeiras.

Está na hora de mudarmos isso (alias já passou da hora) e porque não aproveitar-se da visibilidade que o Brasil alcançará com a realização dos “Jogos Olímpicos de 2016” lançando um desafio para a Comunidade Espacial Brasileira?

Trago aqui uma sugestão para os pseudo administradores do MCTI/MD/Presidência da República, acordem, o ser humano vive de desafios e até o momento nossos profissionais não foram desafiados.

Assim sendo, sugiro um programa intitulado “Brasil 2016 – Potência Espacial” que consiste inicialmente na realização de dois projetos espaciais significativos e estruturantes, além de factíveis e já pré-estudados.

A idéia consiste no lançamento da “Missão ASTER” em 2015 (poucos meses antes da realização dos jogos) e o lançamento do VLS-Alfa no ultimo dia dos “Jogos Olímpicos de 2016”, isso tudo sob os olhos do mundo num momento que será altamente favorável para a imagem do Brasil.

Para tanto, pouco necessitaria ser feito, pois os profissionais envolvidos com os dois projetos só aguardam uma sinalização positiva e séria (nada de jogo de cena e conversa fiada) por parte de Brasília para que esses objetivos sejam alcançados.

O grupo de profissionais das 13 instituições universitárias envolvidas com a “Missão ASTER” (primeira sonda brasileira de espaço profundo) somente precisam de pouco mais de R$ 35 milhões para realizar essa fantástica missão em direção a um asteróide triplo próximo da Terra.

Já o grupo envolvido com o projeto do VLS-Alfa, coordenado pela equipe do “Programa Cruzeiro do Sul”, liderada pelo competentíssimo Paulo Moraes Jr. (Presidente da Associação Aeroespacial Brasileira - AAB) teria uma missão também facilitada, pois grande parte da tecnologia necessária já está disponível no IAE e o que falta já foi negociado com a ROSCOSMOS (Agência Espacial Russa), mas que infelizmente está em stand by na espera de um aval do governo brasileiro que não chega nunca.

Além disso, mesmo que o problema da falta de recursos humanos fosse resolvido (lembre-se que a equipe de ensaios do IAE é pequena e muito requisitada pelos projetos em curso), o que não é difícil de resolver (soluções existem) basta se movimentar, o que realmente pega tecnologicamente falando seria o estágio líquido do foguete, já que o motor L75 não está pronto e deverá ainda levar anos para ser desenvolvido. No entanto, esse problema poderia ser solucionado com a compra de um motor RD 0109 russo, e assim lançá-lo em 2016 com o satélite científico Lattes abordo ou mesmo qualquer outro.

É claro que neste programa, outros projetos poderiam e deveriam ser incluídos, contanto que fossem finalizados até o ultimo dia dos Jogos Olímpicos de 2016.

Evidentemente para que um programa desse venha ser exitoso, é necessário que haja seriedade, comprometimento, responsabilidade, dinamismo e recursos financeiros e humanos contínuos até a sua concretização.

Assim sendo, seria necessário inicialmente se criar um orçamento específico para o programa, sem que com isso venha atrapalhar os projetos em curso tanto no DCTA/IAE/IEAv como no INPE.

O leitor poderia dizer que não há recursos para tanto, né verdade? Ora, se existem R$ 400 milhões (ou algo em torno disso) para serem 'torrados irresponsavelmente' no acordo da ACS, é incompreensível e inaceitável que não haja recursos para serem aplicados no verdadeiro Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

Opto Eletrônica Irá Desenvolver Nova Câmera para o INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/12) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski informando que a empresa "Opto Eletrônica" irá desenvolver uma nova câmera para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Duda Falcão

Nova Câmera da Opto Eletrônica

André Mileski
29/12/2011

A leitura do Diário Oficial da União nas últimas semanas do ano costumam trazer informações interessantes sobre novos negócios e contratos fechados pelo governo. Na edição de 16 de dezembro, por exemplo, foi publicado um extrato de dispensa de licitação prevendo o fornecimento pela Opto Eletrônica, de São Carlos (SP), de uma nova câmera espacial para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), negócio avaliado em pouco mais de R$ 9,5 milhões. O extrato tem por objeto o "fornecimento, sob risco tecnológico, de tecnologias de banda SWIR, de telescópio TMA (Three Mirror Anastigmat ou Anastigmático de Três Espelhos) e de estruturas em carbeto de silício (SiC), acompanhadas de Protótipo de uma Câmera Multiespectral VISWIR".

De acordo com o apurado pelo blog Panorama Espacial, o desenvolvimento da nova câmera representará um grande desafio tecnológico, razão pela qual a contratação deverá ser feita por meio da Lei nº 10.973/04, conhecida como a Lei de Inovação, que flexibiliza certas exigências da Lei nº 8.666/93 ("Lei de Licitações").

A câmera será multiespectral, com onze bandas, e sua resolução será de 20 metros, similar a da MUX, que dotará os satélites CBERS 3 e 4. Nesta primeira fase, será contratado um modelo completo, embora não qualificado para vôo ao espaço. A expectativa é que ao menos três modelos de vôo sejam contratados no futuro para servirem de cargas úteis de satélites de observação construídos pelo INPE.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Pois é leitor, é o INPE se virando como pode para buscar soluções que pelo menos diminuam os empecilhos causados pela burrocracia.

Brasileiros Buscam Novas Técnicas para Produzir Diamantes

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (28/12) no site “Inovação Tecnológica” destacando que pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão buscando novas técnicas para produção de diamantes.

Duda Falcão

Materiais Avançados

Brasileiros Buscam Novas Técnicas
para Produzir Diamantes

Baseado em texto de Janaína Simões
28/12/2011

Deposição de Vapor Químico

Reator para deposição de diamante
CVD e nanotubos de carbono, no
laboratório Dimare, da Unicamp.
[Imagem: INPE/DIMARE]
Evaldo José Corat, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), está chefiando um projeto que envolve áreas diferentes, mas com um ponto em comum: são materiais de carbono.

Esses materiais são os diamantes sintéticos, os nanotubos de carbono e os chamados DLC (diamond-like-carbon, ou diamantes tipo carbono).

E todos são produzidos por meio de técnicas de deposição química a partir da fase de vapor.

Trata-se de um processo conhecido internacionalmente pela sigla CVD, de Chemical Vapor Deposition.

O processo envolve a ativação de um gás, o que pode ser feito ao se alterar a temperatura, fazer um plasma ou, no caso de diamante, pelo uso de filamento aquecido.

A partir de reação desse gás reativo é feita a deposição de materiais sobre superfícies, processo conhecido como "crescimento" e usado para produzir o diamante CVD (sigla que o distingue do diamante usado para as jóias), o DLC (diamond-like carbon) e os nanotubos de carbono.

Diamantes CVD

O CVD é conhecido dos pesquisadores desde os anos 1950.

No caso dos estudos do Inpe, ele é crescido a partir de uma mistura de gases que contém uma pequena concentração de metano.

A mistura é colocada em reatores de filamento quente - o equipamento usado para a pesquisa usa filamentos de tungstênio -, com temperaturas acima de 2.300 ºC. A partir da ativação desse gás, é feito o depósito desse diamante em um substrato, formando o filme de diamante.

Apesar de a descrição ser simples, produzir diamante em laboratório requer tempo. "A taxa de crescimento é de 2 a 4 micrômetros por hora. Podemos crescer diamantes bem finos até relativamente espessos", disse Corat.

Em um projeto desenvolvido anteriormente, envolvendo o uso de diamante CVD em brocas de perfuração de solo, os pesquisadores cresceram diamantes com 2 milímetros de diâmetro, em processo que levou mais de um mês.

Aplicações dos Diamantes Sintéticos

O diamante é conhecido por ser o material mais duro existente na natureza e os exemplares produzidos em laboratórios mantêm essa característica.


Eles também são excelentes condutores térmicos e transparentes na faixa do espectro que vai do raio X até o infravermelho longínquo.

Essas características podem ser exploradas na proteção de superfícies de equipamentos espaciais, em dispositivos microeletrônicos, em ferramentas de corte, como camada antiatrito em motores automotivos e aeronáuticos, para proteção de superfícies para ambientes agressivos e no processamento de vidros e materiais cerâmicos.

O diamante CVD também pode ser usado nas áreas médico-odontológica, como material para brocas rotativas usadas por dentistas, ou em aparelhos de ultrassom, em dispositivos para implantes e como eletrodos para sistemas de tratamento de efluentes e de água.

Corat e os pesquisadores a ele associados enfrentam o desafio de ampliar o crescimento de tubos de diamante CVD sobre fios finos de tungstênio.

"Estamos fazendo o escalonamento da produção para obter volumes relativamente grandes. Queremos obter ferramentas abrasivas, incluindo brocas de alta durabilidade para perfuração de rochas, com perspectivas de aplicação na perfuração de poços de petróleo. O desafio é tornar a produção economicamente viável", explicou.

O desenvolvimento de interfaces para deposição de diamante CVD sobre aços e materiais de ferramenta é outro importante objetivo do projeto. Os estudos identificaram que a interface de carboneto de vanádio e de boretos de ferro, obtidos por processo de termodifusão (difusão produzida por calor), tem capacidade de promover o crescimento de diamante de alta qualidade. Outra aplicação em estudo é a do diamante como eletrodo para eletroquímica, a ser usado, por exemplo, em tratamento de água.

O grupo coordenado por Corat também está pesquisando o processo de crescimento do nanodiamante, com potencial uso em um novo conceito de células solares que convertem calor diretamente em eletricidade e promete energia solar a custos menores que com as células de silício. Essa é uma linha de pesquisa básica do grupo coordenado pelo Inpe, que envolve o estudo de cálculos do processo e a identificação do material, procurando entender como e por que o nanodiamante cresce.

Nanotubos de Carbono

Os pesquisadores estão estudando também o crescimento de nanotubos de carbono de forma alinhada sobre a superfície - geralmente, os nanotubos são apresentados na forma de pó.

A principal aplicação é em compósitos estruturais, ou seja, fazer o depósito de nanotubos alinhados sobre fibra de carbono.

"Estamos fazendo os estudos para o escalonamento desse processo, ainda na escala do laboratório e para uso próprio", explicou Corat. Os pesquisadores querem fazer o processo de forma mais rápida e ágil, obtendo amostras maiores de compósito para avançar suas pesquisas.

Outra área de trabalho é o desenvolvimento de técnicas para dar características de hidrofobicidade (capacidade de uma superfície repelir a água) e hidrofilicidade (afinidade de uma superfície com a água) a superfícies de nanotubos alinhados.

Com a técnica de plasma de oxigênio, os pesquisadores transformam a superfície de nanotubos alinhados em material super-hidrofílico; e com o tratamento a laser, que evapora parte dos nanotubos, tornam a superfície super-hidrofóbica.

Uma aplicação possível é a filtragem de água e óleo, ou seja, pode ser usado em filtros para plataformas de petróleo.

Mas a pesquisa que Corat destaca com mais ênfase envolvendo os nanotubos de carbono é a que investigou a interação dos nanotubos alinhados com células.

"Crescemos células e hidroxiapatita em nanotubos, com melhoria do processo de crescimento celular. É uma linha que temos intenção de continuar investindo", disse. A hidroxiapatita é um mineral importante para ossos e dentes, por exemplo.

Janela de Luz

Outro subprojeto do grupo envolve parceria com o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) e localizado em Campinas (SP).

Os pesquisadores estudam o uso do diamante CVD em janelas de raio X, foco de alta energia. As janelas são uma interface entre o meio ambiente e o ambiente interno do anel, onde corre a linha de luz.

"São poucos os materiais que podem ser usados como janela. Geralmente usam berílio, um material caro e perigoso. Estamos em processo de estudo para substituição dessas janelas pelas de diamante", explicou Corat.

Diamante Amorfo

O outro material que está sendo pesquisado é o DLC. Apesar de serem materiais formados por carbono, o diamante e o DLC são muito diferentes. O primeiro tem a estrutura cristalina e o outro é amorfo, e, por isso, não é considerado propriamente um diamante.

O DLC surgiu de uma tecnologia derivada do processo de tentativa de crescimento de diamantes em laboratório. Em algumas circunstâncias nesse processo foram obtidos materiais com características semelhantes às do diamante, mas que não tinham as estruturas cristalinas que o caracterizam.

"O DLC tem aplicabilidade industrial muito maior do que o diamante porque podemos fazer sua deposição em temperaturas mais baixas, praticamente em temperatura ambiente, e sobre materiais convencionais, como aço, alumínio, latão, plástico e vidro, que são mais importantes para a indústria.

Isso é algo que não conseguimos fazer com diamantes, que precisam de temperaturas muito altas, em torno de 800 ºC, e não podem ser depositados sobre qualquer tipo de material", acrescenta.

Apesar de ser muito duro, o DLC tem 30% a 40% da dureza do diamante, seu coeficiente de atrito é extremamente baixo. "Graças a essa característica, usamos o DLC no Inpe como lubrificantes sólidos, utilizados em satélites", contou Corat.

Até pouco tempo atrás, o lubrificante era importado. "Hoje, temos uma empresa nacional, a Fibraforte, que desenvolveu conosco o processo de deposição de DLC sobre as partes móveis do satélite, o que permitiu substituir a importação", disse.

Os esforços da equipe do projeto estão centrados também no estudo da adesão do DLC em aço e titânio. No caso do primeiro material, o interesse é desenvolver uma tecnologia que possa ser transferida para a indústria.

No caso do titânio, são para aplicações de interesse do INPE, necessárias para o funcionamento de satélites. Em um dos estudos, os pesquisadores introduziram nanopartículas de diamante no DLC, melhorando propriedades desse material, como o coeficiente de atrito e resistência ao desgaste.


Fonte: Site Inovação Tecnológica

Comentário: É com grande satisfação que leio essa nota, pois demonstra que o INPE, apesar das dificuldades, segue desenvolvendo tecnologias importantes para o Programa Espacial Brasileiro, gerando inclusive indiretamente produtos para outras áreas da ciência e tecnologia do país. 

Projeto Brasileiro Traçará Retrato 3D de Tempestades

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (28/12) no site “Folha.com” do “Jornal Folha de São Paulo” destacando que um projeto brasileiro irá traçar retrato 3D de tempestades.

Duda Falcão

AMBIENTE

Projeto Brasileiro Traçará
Retrato 3D de Tempestades

EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
28/12/2011 - 09h57

Esmiuçar as nuvens por dentro, medindo as gotas de chuva, o granizo e entendendo como os raios se formam, é o trabalho diário de um grupo de pesquisa brasileiro.


Desdobramento a médio e longo prazo desse esforço, que vai até 2014: tornar mais confiável a previsão das tempestades que assolam o país.

Além de mapear as chuvas mais violentas, os pesquisadores também investigam por que os raios tendem a aparecer em maior quantidade em determinadas regiões.

Editoria de arte/folhapress

TRIDIMENSIONAL

"Temos equipamentos, como sensores e câmeras filmadoras, que estão acompanhando em tempo real as descargas elétricas. Temos um retrato 3D dos raios", diz Carlos Augusto Morales Rodrigues, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

No futuro, diz o pesquisador, que integra a equipe do Projeto Chuva (como é conhecido o grupo que está "escaneando" as nuvens), será possível montar um eficiente sistema de alerta contra descargas elétricas.

O mesmo raciocínio vale para a questão das tempestades. O grupo já fez campanhas de medições nas regiões de Alcântara (MA), Fortaleza (CE) e Belém (PA).

"O objetivo é fazer uma espécie de banco de dados com as informações coletadas dentro das nuvens desses locais", diz Rodrigues.

Essas informações, depois, vão alimentar os modelos matemáticos usados pelos meteorologistas para refinar a previsão do tempo no país.

"Estamos terminando também as medições na região do Vale do Paraíba", diz Luiz Augusto Toledo Machado, pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e coordenador do Projeto Chuva, o qual vai fazer mais três campanhas para coleta de dados.

RUMO AO SUL

"Em 2012, vamos para Santa Maria (RS) e, nos anos seguintes, para Brasília e Manaus", diz Machado. O projeto termina em 2014. Ele vai custar cerca de R$ 1,5 milhão, contando com verbas estaduais e federais.

No caso específico da campanha de campo em andamento na região do Vale do Paraíba e litoral norte de São Paulo, as medições que estão sendo feitas já ajudam, em tempo real, a Defesa Civil de cidades como São José dos Campos (interior de SP).

"É possível saber onde está chovendo e onde, por exemplo, existe um acúmulo significativo de chuva", diz Machado, para quem o sistema de alerta está se comportando bem até agora.

É possível saber, também, a partir da rede de sensores espalhados pela região, onde estão caindo muitos raios e para onde os núcleos de tempestade vão se deslocar na meia hora seguinte.

No entanto, ainda que em cinco ou dez anos a previsão do tempo no Brasil possa ser mais precisa, em parte por causa dos dados do Projeto Chuva, o avanço pode ser menor do que o esperado se uma rede de radares não estiver olhando com mais freqüência para o território nacional.

"Hoje, temos apenas 24 radares que cobrem o país", afirma Rodrigues.


Fonte: Site Folha.com - 28/12/2011

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Project Testing Innovative Lightning Sensor

Hello reader!

It follows one communicates published on the day (12/19) in the website of the National Institute for Space Research (INPE) noting that the institute is holding a scientific campaign to improve sensors that will be aboard the next generation of geostationary satellites.

Duda Falcão

Project Testing Innovative Lightning Sensor

Monday, December 19, 2011

The Brazil’s National Institute for Space Research (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE) is holding a scientific campaign to improve sensors that will be aboard the next generation of geostationary satellites called GOES-R. Such satellite will have, beside other components, a sensor for lightning detection, the GLM (Geostationary Lightning Mapper), which will allow the severe weather monitoring.  The GOES-R will be launched by the National Oceanic and Atmospheric Administration of the United States (NOAA), in 2015.


Steven Goodman, lead scientist of the NOAA second generation of meteorological satellites program is at São José dos Campos this week to accompany the CHUVA-GLM Vale do Paraíba campaign.

“Lightning Mapper” tests happen among the CHUVA Project activities, carried out by INPE in partnership with other institutions, which uses next-generation radar to collect data and monitor the precipitation between the north coast of São Paulo state and Vale do Paraíba. In addition to the weather radar, four networks for detection of lightning were installed for the experiment, which are able to record lightning occurrence in 2D and 3D within a radius of 250 and 150 km from São Paulo city.

The three-dimensional measurements of electrical discharges made during the campaign will guide the development of algorithms for weather forecasting in a short term (the so-called nowcasting) and precipitation estimation that will be generated from data of the next generation of geostationary satellites. The GOES-R will be the first geostationary satellite to have a lightning sensor on board.

Rachel Albrecht, a researcher for the Weather Forecasting and Climate Studies Center (CPTEC) in the National Institute for Space Research (INPE) is one of the people responsible for the development of algorithms that use multiple sensors (GLM and ABI) to estimate the amount of rain and to detect and monitor severe weather.

The data collected by lightning detection networks installed for the CHUVA Project, and the other seven operational networks (including the RINDAT - National Integrated Network for Lightning Detection, whose INPE is associated) will be compared to SEVIRI sensor (Spinning Enhanced Visible and Infrared Imager) currently aboard the Meteosat, a European geostationary satellite covering South America used to estimate rainfall in the short term. A similar sensor called ABI (Advanced Baseline Imager) will also be on board the GOES-R, whose data in combination with the GLM should improve lightning monitoring.

In addition to bringing a better understanding of physical processes related to lightning and storm clouds, the campaign will improve the record of discharges of convective clouds – which top of the cloud is cold - through satellite images, which can also monitor severe storms (winds, hail, tornadoes, etc.), and predict severe events from electrical activity of the cloud.

SOS Vale do Paraíba

The CHUVA Project has installed the operational heart of the SOS Vale do Paraíba at the Technological Park in São José dos Campos, which is a monitoring system that provides severe weather forecasts with resolution up to one kilometer and able to predict rain two hours in advance.

A geographic information system linked to the radar and other equipment of the project will simulate the rain impacts through neighborhoods and streets, according to rainfall. Civil Defense units in the region and the Center for Monitoring and Natural Disasters Warning (Cemaden), of the Brazil’s Ministry of Science, Technology and Innovation (MCTI) can monitor and use the products of the SOS Vale do Paraíba.


LMA sensor installed at the Institute of Physics, University of São Paulo

Number of electromagnetic sources detected by the LMA sensor in 11/29/2011

Instrumentation of the Chuva Project-GLM Vale do Paraíba


Source: WebSite of the National Institute for Space Research (INPE)