domingo, 31 de março de 2013

1º Edição do Ano da Revista JATM Já Está Disponível Online

Olá leitor!

Informo que a versão online do Volume 5 - número 1 (Jan. – Março. de 2013) do “Journal of Aerospace Technology and Management (JATM)”, já está à disposição e pode ser acessada pelo site www.jatm.com.br.

Essa revista é uma publicação cientifica e tecnológica editada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) a cada três meses com artigos que são selecionados por uma comissão composta por pesquisadores do IAE e membros da Comunidade Científica Brasileira.

A revista tem como objetivo principal divulgar os resultados de pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas com o setor aeroespacial no país e fora dele, como também promover uma fonte adicional de interação e difusão com a comunidade científica.

Duda Falcão


Fonte: Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

O DCTA na Reunião do COPUOS

Olá leitor!

Recentemente entre os dias 11 e 22/02 desse ano ocorreu em Viena, na Áustria, o “Scientific and Technical Subcommittee: 2013 Fiftieth session” do United Nations Committee on the Peaceful Uses of Outer Space (COPUOS) que contou com a participação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Durante o evento o servidor “Eduardo Viegas Dalle Lucca” fez a apresentação aos presentes da palestra intitulada Aerospace Sciience and Technollogy Department : Contributiions Towards the Braziilliian Space Program” abordando, como o título da palestra deixa claro, a contribuição do DCTA para com o Programa Espacial Brasileiro.

A apresentação citada o leitor pode acessar clicando aqui, e a mesma apresenta entre outras coisas o gráfico abaixo mostrando a Família de Foguetes de Sondagens do Brasil (ativos e desativados) que pode ser útil para alguns leitores que me questionaram sobre o assunto anteriormente.


Note leitor (para aqueles que tiverem dúvidas) que a numeração em amarelo postada logo abaixo dos nomes dos foguetes é relativa aos números de vôos dos mesmos até o momento. Entretanto, vale dizer que essa contagem está desatualizada, pois até o VS-30 a numeração está correta, como também os números de vôos do VS-40 e do VSB-30, mas quanto ao VS-30/Orion, o número de vôos correto é atualmente 9, e não 5 como aparece na imagem acima, sendo o ultimo vôo desse foguete realizado do Brasil, através da "Operação Iguaíba", ocorrida no CLA em dezembro do ano passado.

Note também que atualmente a família de foguetes de sondagem brasileira é composta por 4 foguetes ativos (VS-30, VS-30/Orion, VSB-30 e o VS-40), mas vale dizer que em breve mais dois deverão ser incluídos nessa lista, ou seja, o VS-15, movido a propulsão líquida (não existe qualquer indicação de que esse foguete venha ser utilizado normalmente como um foguete de sondagem para pesquisas cientificas e tecnológicas, sendo o mesmo desenvolvido exclusivamente para testar em vôo o Motor-Foguete Líquido L15) e o gigantesco VS-50, derivado do motor S50 utilizado nos dois primeiros estágios do futuro Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

Duda Falcão

GLXP Update: Big Summit Set for Next Week

Hello reader!

It follows a note published on the day (03/28) in the website “Parabolic Arc” noting that the Big Summit of the GLXP was set for next week in Santiago, Chile.

Duda Falcão

News

GLXP Update: Big Summit Set for Next Week

By Douglas Messier
March 28, 2013, at 11:38 am


Which Google Lunar X Prize teams are serious? Which ones are little more than vaporware? And which teams have a serious chance of winning?

The answers to those questions will get a little bit clearer next week. The 23 teams competing to land a rover on the moon will meet in Santiago, Chile, beginning next Tuesday for their annual Summit.

The four-day meeting will be a crucial gathering during which participants will be able to better assess which teams are actually moving forward with their attempts to win the $20 million first prize. With the deadline set for the end of 2015, teams need to have their funding in place and rides to the moon set up by now to be serious contenders.

It is expected that several major announcements will come out of the meeting next week, likely involving financing, launch agreements, and  team mergers, acquisitions and cooperative agreements. The field has already shrunk from 33 to 23 teams and will likely be reduced further as teams drop out or are merge.

The entire prize totals $30 million, including a $20 million first prize and a $5 million second prize. There are $5 million in additional prizes for achieving various goals.

The first prize will shrink by $15 million if a government places a rover on the moon before any of the GLXP contestants. China is planning to launch a rover toward the end of this year. None of teams is expected to launch earlier than the Chinese attempt.


Source: Website Parabolic Arc - http://www.parabolicarc.com/

Comentário: Pois é leitor, talvez nesse encontro anual do GLXP a nossa SpaceMETA venha exibir algum avanço real, mas confesso que minhas esperanças quanto a sucesso da mesma diminuíram drasticamente. Recentemente tenho recebido diversos vídeos enviados a mim pelo Sr. Sergio Cavalcanti que me trouxeram mais preocupações do que esperança quanto ao trabalho que está sendo realizado pela sua equipe, já que com exceção de um único vídeo ligado a atividades da equipe junto ao que parece ser o desenvolvimento de um software para ser usado na Missão utilizando-se da plataforma robótica NAO, e também alguns vídeos de simulação de voo, os outros foram vídeos exibindo tecnologias ainda no papel ou em desenvolvimento por outras empresas e grupos, a maioria delas estrangeiras, ou de tecnologias desenvolvidas por sua empresa para o posto do futuro da Petrobrás. Assim sendo, confesso que estou desestimulado, principalmente quando vemos na internet vídeos de algumas equipes que apresentam testes reais com os seus projetos. Mas enfim, vamos aguardar para vê no que vai dar.

sábado, 30 de março de 2013

Bolsistas do CsF com Problemas com Ajuda de Custo nos EUA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/03) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que Bolsistas do CNPq do “Programa Ciências sem Fronteiras”, dessa vez em San Diego (EUA), têm problemas com ajuda de custo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Bolsistas do CNPq em San Diego Têm
Problemas com Ajuda de Custo

GIULIANA MIRANDA
ENVIADA ESPECIAL A SAN DIEGO
30/03/2013 - 03h30

Estudantes do programa Ciência sem Fronteiras na Universidade da Califórnia em San Diego estão tendo dificuldades para provar ao governo que vivem mesmo em San Diego. A região em que estão, La Jolla, está sendo considerado como uma cidade independente. Com isso, eles não recebem a verba adicional para quem mora em cidades de alto custo.

Os pedidos de recursos adicionais --US$ 400 (R$ 810) por mês-- foram negados pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) a pelo menos 4 dos 11 alunos na instituição com essa justificativa.

Em e-mails e ligações, os alunos ouviram do CNPq a mesma resposta: a "cidade" de La Jolla que não consta na lista das 50 que têm direito ao benefício.

Para o Estado da Califórnia, a universidade e todos os serviços oficiais, porém, não há dúvidas de que La Jolla é uma região de San Diego.

"É como dizer que o Morumbi não é parte de São Paulo", diz Kellen Gasque, estudante de pós-doutorado na Califórnia três meses e, até agora, sem o aditivo.

San Diego é uma das cidades mais caras dos EUA, e La Jolla é uma de suas áreas mais abastadas.

"Tudo aqui é muito caro. Para comer, para morar, fazer coisas básicas", completa Marina Scopel, outra aluna aluna de pós-doutorado que não consegue o aditivo.

Temendo não ter suas bolsas renovadas, alguns alunos não quiseram se identificar.

A reportagem teve acesso à troca de e-mails entre um dos bolsistas e o Sebie (serviço de bolsas individuais no exterior) do CNPq.

São mais de dez mensagens em que o bolsista argumenta, mandado links oficiais e provas documentais, que Ja Lolla é um bairro, e não uma cidade.Muitas vezes, a resposta era apenas "prezado bolsista, infelizmente não há condições para atender sua solicitação".

Ao cobrar uma justificativa, veio a resposta do CNPq: sua cidade não faz parte das quais recebem o Adicional de Localidade".

"Até carta eu pedi para a responsável pelos intercâmbios escrever, explicando para o CNPq que La Jolla é um bairro. Foi muito humilhante. Passou a ideia de que brasileiro é ignorante", disse ele.

OUTRO LADO

Questionado pela Folha, o CNPq não respondeu objetivamente se considera La Jolla uma cidade independente.

Na primeira das três respostas enviadas à reportagem, o conselho dá a entender que considera se tratar de uma cidade independente, parte da "grande San Diego".

" Há um grupo de trabalho analisando essas questões das regiões metropolitanas das cidades de alto custo."

O órgão afirmou que todos os 11 bolsistas atualmente na Universidade da Califórnia em San Diego têm direito ao benefício, bastando que eles entrem em contato para pedir a inclusão.

Alguns alunos em San Diego já conseguiram receber o aditivo, mas não sem batalhar contra a burocracia.

"Parece que foi uma coisa mais de boa vontade da pessoa que me atendeu", afirma um deles.

Apesar das dificuldades, eles elogiam o Ciência sem Fronteiras como um todo.

Editoria de Arte/Folhapress

SITUAÇÃO PARECIDA

Em janeiro, atrasos no pagamento dos recursos adicionais de bolsistas do programa Ciência sem Fronteiras levaram a University of East London a oferecer "empréstimo de emergência" a alunos prejudicados pela demora no repasse do governo.

A situação, revelada pela Folha, se normalizou pouco depois.

As alunas que apareceram na reportagem, no entanto, tiveram de escrever uma carta ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, dizendo que gostariam de continuar no programa.

A jornalista GIULIANA MIRANDA viajou a convite do Wilson Center e do Instituto das Américas


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 30/03/2013

Comentário: Pois é leitor, essa é mais uma confusão protagonizada por esse programa do governo. Vamos acompanhar os acontecimentos.

Uma Ilha de Resultados Num Universo Totalmente Adverso

Olá leitor!

Como sabemos 'nuvens negras' pairam sobre o Programa Espacial do país desde o Governo Fernando Collor, e só fizeram aumentar nos últimos três anos desde que a Presidente DILMA ROUSSEFF e seus energúmenos assumiram o poder. Apesar disso, curiosamente um programa de desenvolvimento realizado há décadas pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) vem nos últimos seis anos destacando-se internacionalmente de forma bastante significativa.

Desenvolvido no país desde os primórdios do Programa Espacial Brasileiro, o Programa de Foguetes de Sondagens do IAE vem literalmente tomando conta dos principais programas científicos e tecnológicos de acesso ao espaço realizados por alemães, suecos, noruegueses, australianos e americanos, quando estes são lançados de centros europeus como Andoya na Noruega, e Esrange na Suécia.

Como sabemos (pelo menos aqueles que acompanham diariamente o Blog BRAZILIAN SPACE) os foguetes brasileiros já haviam atendido até 2012 continuamente aos Programas TEXUS, MASER, ICI, HIFIRE e SHEFEX, além de ter participado de um dos voos do Programa HOTPAY (Operação HotPay 2).

A partir de 2013, além da continuidade do uso de nossos foguetes (VSB-30, VS-30/Orion e VS-40) nesses programas citados acima, outra serie de novos programas científicos e tecnológicos se utilizarão também de foguetes brasileiros sequencialmente, além do inicio do uso do único foguete da frota brasileira que ainda não havia sido utilizado na Europa, ou seja, o foguete VS-30. São Eles:

* Programa WADIS (VS-30)

* Programa MAPHEUS (VS-30)

* Programa SCRAMSPACE (VS-30/Orion)

* Programa MAXI DUSTY (VS-30)

* Programa CRYOFENIX (VSB-30) (creio que seja um único voo)

* Programa MAIUS (VSB-30)

* Programa SPIDER (VSB-30) (creio que seja um único voo)

Além disso, vale lembrar que existem indícios de que o Brasil está lutando pela 'Cereja do Bolo' do Programa Europeu de Microgravidade, ou seja, o Programa MAXUS, que hoje é atendido pelo Foguete Castor 4B de origem norte-americana.

Esse programa é o grande programa europeu para experiências científicas em ambiente de microgravidade que é atendido por esse gigantesco foguete americano de sondagem, mas que existe a possibilidade (talvez após a “Operação MAXUS 9” prevista para Fevereiro de 2015) da utilização do nosso futuro VS-50, foguete monoestagio tão gigantesco quanto o americano que está em desenvolvimento no IAE é que será derivado do motor-foguete S50 utilizado nos dois primeiros estágios do VLM-1, também em desenvolvimento no IAE em parceria com o DLR alemão.

Como o leitor pode notar, apesar de tudo, pelo menos no programa de foguetes de sondagens o Brasil vai muito bem obrigado, e deve-se a isso a um acordo bem sucedido assinado pelo IAE há mais de 40 anos com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), gerando com isso essa Ilha de Resultados num universo totalmente adverso.

Vale lembrar, que desse mesmo acordo com os alemães surgiu recentemente à Missão VLM-1/SHEFEX III, que deverá ser lançada do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) em 2016, e assim, se bem sucedida for, como todos nós esperamos que será, abrir uma janela de oportunidades enormes na Europa para esse veículo lançador de microssatélites, como também de nano e cubesats. Isto é, se a Presidente DILMA ROUSSEFF e seus energúmenos de plantão não detonarem as expectativas de todos.

Duda Falcão

Do 14-Bis ao 14-X

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada na edição nº 2263 da revista “ISTOÉ Independente” e postada dia (28/03) no site da revista destacando que do 14 Bis ao 14-X o Brasil entra para elite da engenharia aeroespacial na iminência de superar tecnologicamente os EUA.

Duda Falcão

CAPA – ISTOÉ TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE

Do 14-Bis ao 14-X

Aeronave que voa a mais de 11.000 km/h coloca o Brasil na
elite da engenharia aeroespacial e na iminência
de superar tecnologicamente os EUA

Lucas Bessel
ISTOÉ Independente
N° Edição: 2263
28 de Mar. 2013 - 21:00
Atualizado em 30 de Mar. 2013 - 10:25


Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h). As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um “waverider”, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar.


O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano. Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. “Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos”, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X.


O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a “acender uma vela no meio de um furacão”. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto. Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h.


“Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo”, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.


Fonte: Site da Revista ISTOÉ Independente - 28/03/2013

Comentário: Deixando o exagero do autor de lado, pois o Brasil não está coisíssima nenhuma na iminência de superar tecnologicamente os EUA nesse tipo de tecnologia, já que os americanos pesquisam essa tecnologia há muito tempo, tendo inclusive já realizados diversos testes, alguns até mal sucedidos, na realidade leitor a grande notícia dessa matéria, isto é, se realmente for verdadeira, é a confirmação do lançamento do primeiro teste de voo do 14-X para esse ano. Se assim for, aumenta um pouco as atividades significativas a serem realizadas do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no ano de 2013, pois o mesmo já contava com a operação de lançamento simulado do VLS-1 (Operação Santa Bárbara) e o lançamento do VS-40M/SARA Suborbital. Espero que realmente essa notícia seja verdadeira e não pura especulação do autor da matéria. Acontece que apesar da previsão do ano passado do próprio IEAv prevê o lançamento desse voo em 2013, até o momento não houve qualquer manifestação oficial do instituto quanto ao assunto. Aproveitamos para agradecer ao leitor anônimo que nos enviou essa matéria pedindo-lhe que da próxima vez se identifique.

Apagão de Mão de Obra Põe em Risco Projetos do DCTA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada de hoje (30/03) do jornal “O VALE”, destacando que apagão de Mão de Obra põe em risco projetos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Duda Falcão

REGIÃO

Apagão de Mão de Obra Põe
em Risco Projetos do DCTA

Caso não haja reposição contínua de pessoal nos próximos
sete anos, instituição pode chegar a 2020 com 890 servidores

Chico Pereira
São José dos Campos
March 30, 2013 - 04:26

Foto: Arquivo O VALE

Estudo elaborado pelo DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) aponta que, se não houver reposição contínua de pessoal nos próximos sete anos, a instituição pode chegar a 2020 com apenas 890 servidores na área de ciência e tecnologia, o que comprometerá projetos importantes do setor espacial e de outras áreas e ensino.

O trabalho revela que, nos próximos sete anos, 44% dos servidores da carreira de ciência e tecnologia da instituição estarão em situação de pré-aposentadoria ou em condições de aposentar.

Atualmente, o DCTA possui 2.382 cargos distribuídos nos diversos institutos de pesquisa da instituição.

Em 1994, ficou estabelecido por decreto federal que a lotação autorizada de servidores para o DCTA é de 3.422 cargos. Então, o déficit atual é de 1.039 servidores em relação ao efetivo autorizado pelo governo.

Criação - Recentemente, foi autorizado pelo governo a criação de 880 novos cargos que, segundo a direção do DCTA, repõe o déficit de funcionários até 2015.

No entanto, ainda é preciso que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorize a abertura de novos concursos.

Em nota, a direção do DCTA informa que "trabalha junto ao Ministério do Planejamento para conseguir o provimento desses novos cargos que foram criados, de forma que não haja descontinuidade de atividades e projetos a partir das aposentadorias de pessoal."

No momento, a instituição realiza seleção para preenchimento de 241 vagas na carreira de ciência e tecnologia e trabalha com a possibilidade de conseguir autorização para a contratação de mais 120.

O DCTA reconhece, porém, que não será tarefa fácil. Em 2010, no último concurso realizado, o governo não autorizou contratação.

Meta - Pelo estudo, a meta seria chegar a 2020 com 5.420 servidores na área de C&T.
As negociações para a ampliação do efetivo continuam, mas, para o período 2015-2020, será necessário aguardar uma decisão da nova gestão do governo.

O vice-diretor do DCTA, major-brigadeiro-do-ar Alvani Adão da Silva, disse em nota que "deficiências de pessoal sempre têm potencial de comprometer o andamento de projetos, não apenas aqueles ligados ao setor espacial, mas todas as atividades desenvolvidas pela instituição, como ensaios em voo, certificação e ensino, entre outras".

Sindicato Defende Mais Agilidade na Reposição

O SindCT ( Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) avalia que é preciso mais velocidade na reposição de pessoal no DCTA.

Segundo o presidente da entidade, Ivanil Barbos a, o estudo da instituição sobre o quadro de funcionários mostra que no ano passado já havia a necessidade de contratação de pelo menos 600 servidores. "A criação dos novos cargos autorizada este ano pelo governo não cobre o déficit."

Ivanil afirmou que a evolução das contratações não se dá na mesma velocidade em que ocorrem as aposentadorias.

"Muitos setores do DCTA enfrentam falta de pessoal, como o IFI (Instituto de Fomento Industrial), que é responsável pelas certificações", disse.

Esvaziamento - Segundo o dirigente, há setores nos institutos do DCTA que já possuem apenas um ou dois servidores.

O SindCT vai realizar ao longo deste ano campanha pela valorização da carreira de Ciência & Tecnologia.

Há cerca de dez dias, o Fórum Permanente de Ciência e Tecnologia, que reúne os sindicatos do segmento, se reuniu com a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal para tratar do tema.

Raio-X do DCTA

Instituição

O DCTA foi criado em 1946 e concentra institutos de pesquisa e ensino considerados estratégicos para o país

Conhecidos

Entre os institutos mais conhecidos estão o ITA, o IAE, IEAv e IFI, entre outros

Área de Atuação

Aeronáutica e espaço, pesquisa aplicada, certificação, metrologia, ensino, ensaios em voo e grupamento de infraestrutura e apoio

Missão

Ampliar o conhecimento e desenvolver soluções científico-tecnológicas para fortalecer o poder aeroespacial, contribuir para a soberania nacional, e para o progresso da sociedade brasileira por meio de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação e serviços especializados no campo aeroespacial

Espaço

Um dos principais programas é o desenvolvimento do VLS (Veículo Lançador de Satélite) e VLM (Veículo Lançador de Micro-satélites)

Centro

O DCTA também administra dois centros de lançamento. Em Alcântara (MA) e Barreira do Inferno, em Natal (RN)

Motor

Conquista importante do DCTA foi o projeto do motor à álcool, desenvolvido nos anos de 1970


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 30/03/2013

Comentário: Pois é leitor, essa é mais uma matéria sobre esse assunto. Entretanto para onde você olhar no PEB existem problemas, e esse á apenas um deles que vem se juntar a falta de recursos financeiros adequados e contínuos, a falta de investimento em infra-estrutura adequada, a falta de uma política de estado por parte do governo, o falta de compromisso com os projetos em curso, decisões estapafúrdias como a criação da ACS, a mentira deslavada publicada na mídia sobre as atividades no programa que não condizem com a realidade, e outros que dariam para escrever um jornal. Mas enfim, essa é a luta que entramos e esperamos contar com vocês. Aproveitamos para agradecer ao leitor anônimo que enviou essa notícia, porém pedimos por gentileza aos leitores que quando colaborarem enviando notícias que se identifiquem.

Parque Tecnológico Ganhará Centro de Inovação do ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada de ontem (29/03) do jornal “O VALE”, destacando que o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP) ganhará Centro de Inovação do ITA.

Duda Falcão

REGIÃO

Parque Tecnológico Ganhará
Centro de Inovação do ITA

Construção de novo núcleo integra plano de expansão do instituto,
que pretende expandir parcerias com a iniciativa privada e
com instituições de ensino do Brasil e do exterior;
projeto é considerado estratégico

Chico Pereira
São José dos Campos
March 29, 2013 - 07:09

Foto: Claudio Vieira
Parque Tecnológico de São José, que vai abrigar centro do ITA

O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) planeja criar um Centro de Inovação no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Ontem, a Associação Parque Tecnológico, Organização Social que gerencia o complexo, lançou edital para a contratação de consultoria especializada para a elaboração da modelagem do Centro d e Inovação do ITA.

O trabalho será custeado com recursos da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que disponibilizou R$ 2,6 milhões para o projeto. O prazo de conclusão do estudo é de dois anos.

Expansão - O Centro de Inovação integra o projeto de expansão do ITA, que planeja ampliar suas instalações físicas no campus do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), dobrar as vagas de seus cursos e expandir parcerias com a iniciativa privada e instituições de ensino do país e do exterior.

O instituto terá, entre outras missões, atender os desafios tecnológicos e de inovação do Brasil. Inclui intercâmbio com a indústria.

A intenção é concentrar esforços em projetos e programas em segmentos como defesa, aeronáutico, espacial e tecnologia da informação.

O diretor do Parque Tecnológico, Horácio Forjaz, explicou que o Centro de Inovação será compartilhado."A maior parte ficará no campus do DCTA e uma parcela no Parque Tecnológico", disse Forjaz.

Ele relatou que o Parque Tecnológico tem interesse em colaborar com os projetos do ITA, que está presente no complexo desde a sua criação.

Estudos - A parceria da OS com o ITA visa facilitar a elaboração do estudo para o novo centro. "Temos mais facilidade e menos burocracia para contratação que o ITA", frisou o diretor do Parque.

O trabalho de modelagem para a formatação do Centro de Inovação inclui estudos em várias áreas.

Verificar o funcionamento e a estrutura de centros similares em outros países como Estados Unidos e Europa é um dos itens do trabalho.

O foco da consultoria é "Novos Modelos de Estudo e Inovação no Cluster Aeroespacial".

Outros item importante da modelagem é analisar qual modelo de gestão e governança seria melhor para o centro.

A criação do Centro de Inovação é considerado um projeto estratégico para o país.

O reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, tem buscado parcerias e recursos em esferas governamentais para ampliar o trabalho desenvolvido pelo instituto há décadas. O ITA é considerado uma das melhores escolas e centros de pesquisas do Brasil.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) ressaltou que o governo federal, por meio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, e da Educação têm apoiado os projetos de a expansão da instituição.

SAIBA MAIS

Estudo: Parque Tecnológico colabora na elaboração de estudo para a criação do Centro de Inovação do ITA

Partilha: O ITA planeja implantar uma parte do centro no complexo do parque

Contratação:  Foi lançado ontem edital para a contratação de consultoria especializada para a elaboração do estudo do novo centro

Custo: O valor é de R$ 2,6 milhões, financiado pela FINEP

Prazo: O prazo de conclusão do estudo é de 24 meses

Projeto: A criação do Centro de Inovação integra o plano de expansão do ITA

Estratégico:  O Centro de Inovação é considerado estratégico para o ITA e para o país

Programas: O Centro vai concentrar esforços em projetos tecnológicos, defesa, espacial, aeronáutico e comunicação, entre outros


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 29/03/2013

Comentário: Não tenho nada contra o projeto desse centro que acho uma boa ideia, mas resta saber realmente para quem será estratégico o mesmo? Se é somente para os profissionais do setor envolvidos com essa iniciativa ou se também é para o governo? Isto é, se é que a PresidentA e seus energúmenos de plantão entende o significado da palavra estratégico. Caso não, esse estudo avaliado em R$ 2,6 milhões pode acabar jogado no lixo. Vejo o caso do que já foi gasto com as idas e vindas, discussões técnicas e políticas intermináveis, ocorridas em Buenos Aires e em Brasília desde que o Projeto do Satélite Sabia-MAR foi assinado em 1998, sem que até hoje, quase 15 anos depois, o satélite não saísse do papel. Outro exemplo, foi o estudo de viabilidade técnica e econômica do então Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) contratado em 2004 junto da empresa Atech e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), estão lembrados? Pois eu não me esqueci não. Esse estudo que foi concluído em 2005 teve um custo de R$ 10 milhões, quando então, após jogar mais esse estudo no lixo, o projeto em 2007 foi transferido para a Agência Espacial Brasileira. Por sua vez a AEB selecionou o consórcio formado pelas empresas AAA, AGR, Union Engenharia e Telecom Bizz (sabe-se lá a que custo) para fazer um estudo jurídico e de viabilidade econômico-financeira, no modelo de Parceria Público Privada (PPP), para o projeto do SGB, que neste caso acabou resultando na Visiona. Não satisfeitos, esses energúmenos com a maior cara de pau ainda protagonizaram um outro estudo desse satélite que envolveu uma universidade que não me recordo agora, e assim vai se levando ano após ano, enquanto a sociedade vai dizendo amém a essa gente. Só espero que esse não seja mais um exemplo de desperdício de dinheiro público, ou mesmo coisa pior, mas sinceramente, não acredito nisto.

sexta-feira, 29 de março de 2013

O PEB, o Governo e o Ópio do Povo

Olá leitor!

Resolvi escrever esse artigo antes de dormir motivado que fui pelo e-mail que recebi de um grande profissional do PEB a ‘título de desabafo’ descrevendo a sua grande insatisfação com o atual rumo das coisas em certo órgão do governo que atua no Programa Espacial Brasileiro.

Em outra ocasião, já havia dito ao mesmo profissional que distorções operacionais são normais num universo de incertezas e de falta de compromisso, mas de fácil solução a partir do momento que existir seriedade e compromisso daqueles que tem a obrigação de conduzir, planejar e cobrar a execução do que foi planejado.

Acontece leitor, que infelizmente o governo DILMA ROUSSEFF e os governos anteriores desde Fernando Collor de Mello, em momento algum tiveram interesse de conduzir o Programa Espacial do país com a seriedade e o compromisso necessário para o seu desenvolvimento.

Mesmo alguns deles como o LULA e a DILMA dando carta branca para que profissionais ligados a órgãos subordinados criassem documentos como o PNAE, a END - Estratégia Nacional de Defesa (que coloca o setor espacial como estratégico ou pelo menos no entendimento do que seja estratégico para o governo, rsrsrsrs), a Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia (ENCT), entre outros, estabelecendo objetivos, metas e orçamento para execução em períodos pré-determinados, esses energúmenos jamais tiveram a intenção de seguir esses objetivos, a não ser em momentos pontuais de suas gestões, como por exemplo, em anos de eleição.

Inclusive esse parece ser o caso do VLS-1 VSISNAV que deveria ter sido lançado desde o final de 2012 e só será lançado no início de 2014 (se for), devido a cortes sofridos no orçamento por três anos seguidos, descumprindo assim o que estava previsto e descrito nesses documentos para ser aplicado, especialmente no PNAE, demonstrando com isso o que o blog vem dizendo há tempos, ou seja, de que esses documentos não servem nem mesmo como papel higiênico.

Recentemente o blog BRAZILIAN SPACE fez uma entrevista com o Gerente do Projeto do VLS, ou seja, o Tenente Coronel Eng. Alberto Walter da Silva Mello Junior (Veja a entrevista), e em dado momento da entrevista o Cel. Alberto disse ao blog:

“Primeiramente, cabe ressaltar que os recursos solicitados para a conclusão do Projeto VLS-1 estão em conformidade com os valores descritos na Estratégia Nacional de Ciência e Tecnologia e no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). No entanto, por restrições orçamentárias, os valores que efetivamente chegam ao projeto acabam sendo bem menores do que os divulgados nesses documentos.  Cortes no orçamento do projeto geram atrasos e perdas irreversíveis. Alongamento dos prazos causa desmobilização, obsolescência de sistemas, perda de oportunidade e aumento de custos.  Estamos atravessando um ponto de inflexão no projeto, cuja consequência, caso não haja complementação imediata de recursos, será a necessidade de realinhamento do Programa Espacial Brasileiro. As autoridades de nossa cadeia de comando estão sensíveis a essa situação. O DCTA e AEB têm se esforçado na busca de meios para a complementação de recursos necessários à conclusão desta fase de consolidação da conquista do espaço.”

Note leitor que com objetividade o oficial da Aeronáutica dá um 'tapa com luva de película' no desastroso governo DILMA ROUSSEFF e em seus energúmenos do Ministério do Planejamento e Gestão, responsáveis por toda essa situação e que há meu ver tende a piorar nos próximos anos, apesar do presidente da AEB, o Sr. José Raimundo Braga Coelho e do Ministro Marco Antônio Raupp estarem dizendo na mídia o contrário, o que é lamentável.

Volto a insistir com os meus leitores e com o grande profissional que entrou em contato comigo, que enquanto não houver o envolvimento da sociedade na luta pelo PEB, jamais teremos um programa espacial efetivo e que dê resultado e isso leva tempo, mas infelizmente não há no momento qualquer iniciativa nessa direção, nem mesmo de instituições como a SBPC, a SBF, a Academia Brasileira de Ciências, entre outras, no sentido de buscar uma mobilização da sociedade brasileira como ocorreu com as Diretas Já.

Veja o caso de nossas petições que ainda não decolaram apesar de suas relevâncias para o país. A Petição da ACS, por exemplo, não chegou até o momento nem a 400 assinaturas (324), e da mesma forma a Petição da Missão VLS-1/ITASAT-1, que apesar de ter avançado mais rapidamente (talvez por ser de maior apelo), tendo inclusive alcançado no dia de ontem 321 assinaturas, representam ainda números insignificantemente baixos para atingirmos os nossos objetivos, mas que descrevem com clareza como o PEB e seus benefícios são desconhecidos de nossa desinformada sociedade, mais interessada em futebol, carnaval e bebida, ou seja, o ópio do povo que esses energúmenos se aproveitam para se perpetuarem no poder por décadas.

A verdade é que apesar de estamos aqui cobrando de nossos leitores e da sociedade brasileira que eles exerçam a sua cidadania participando de nossas lutas em prol do PEB, não existe entre a maioria do povo brasileiro o menor entendimento do que seja cidadania, e nem como um verdadeiro cidadão deve atuar diante dos problemas e situações que afligem seu país.

Diante disso leitor e de toda a situação vivida atualmente pelo Programa Espacial Brasileiro, não há como continuar acreditando em sua execução, já que o seu responsável não quer executá-lo, ponto, e sim usá-lo como peça de propaganda em prol de seus interesses, que na grande maioria das vezes estão longe dos verdadeiros interesses da nação. O resto é conversa mole para boi dormir.

Duda Falcão