sábado, 30 de novembro de 2013

Estudante de Natal (RN) Ganha Concurso com o Telescópio SOAR

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/11) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que estudante de Natal (RN) ganha concurso astronômico com o Telescópio SOAR.

Duda Falcão

Estudante de Natal (RN) Ganha
Concurso com o Telescópio SOAR

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)
Com informações do LNA


Brasília 29 de Novembro de 2013 - O estudante Danilo Oliveira Imparato, do 3º ano do ensino médio, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte venceu o concurso de astronomia Imagem de seu Objeto Astronômico Favorito com o Telescópio Soar.

O resultado foi anunciado nesta semana pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA/MCTI) e pela Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Imparato escolheu a galáxia NGC 1232 para seu trabalho. “Podemos observar toda a extensão a interação dela com outra galáxia, percebendo claramente os aglomerados de estrelas, poeira e gases”, explica. Outro aspecto da NGC 1232 apontado por ele é o fato dela ser “um objeto que ainda não foi extensivamente estudado”. O estudante venceu por ter apresentado uma redação com informações científicas relevantes.

Podiam participar do concurso estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e do ensino médio. Para concorrer eles deveriam escolher um objeto interessante para ser fotografado digitalmente pelo Telescópio Soar e justificar a escolha com base no interesse científico e no apelo visual do objeto.

Imparato recebeu como prêmio a oportunidade de observar o objeto astronômico escolhido com o telescópio Soar. As imagens serão colhidas remotamente e devem ser feitas entre fevereiro e maio de 2014. Já a escola do estudante recebe um quadro com a imagem impressa da galáxia e a visita de um astrônomo do LNA, que fará palestra sobre a NGC 1232.

Foram aceitas 195 propostas, envolvendo 273 estudantes. O julgamento foi feito por uma comissão formada por astrônomos profissionais do LNA, da organização da OBA e por representantes da comunidade astronômica nacional.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Maior "Olho da Humanidade", Observatório Vai Buscar Vida Alienígena

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (30/11) no “Portal Terra” destacando que o maior "Olho da Humanidade" vai buscar vida alienígena.

Duda Falcão

PESQUISA

Maior "Olho da Humanidade",
Observatório Vai Buscar Vida Alienígena

Fabricio Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
30 de Novembro de 2013 - 08h07
Atualizado às 08h18

Foto: Fabricio Escandiuzzi / Especial para Terra
O diretor de operações do Observatório de La Silla Paranal, no
Chile, Andreas Kaufer, durante Congresso Latino Americano
de Astronomia realizado em Florianópolis
.

Considerado como o “maior olho da humanidade”, o super telescópio que será construído na área do deserto do Atacama, no Chile, servirá para buscar “vida fora do planeta Terra”.

A afirmação foi feita pelo diretor de operações do Observatório de La Silla Paranal, no Chile, Andreas Kaufer, durante Congresso Latino Americano de Astronomia realizado em Florianópolis. O projeto do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT) conta com um “olho”, ou espelho de 39 metros de diamêtro. A construção deve consumir cerca de 1,1 bilhão de euros  e faz parte do consórcio ESO (European Southern Observatory), do qual o Brasil faz parte.

“Será uma grande contribuição para a comunidade científica internacional. Além de registramos aspectos muito superiores aos observatórios atuais, o E-ELT pode e deverá buscar sinais concretos de vida no Universo”, afirma Andreas. “E o futuro da Astronomia”.

Foto: Fabricio Escandiuzzi / Especial para Terra
O super telescópio que será construído na
área do deserto do Atacama, no Chile, servirá
para buscar vida fora do planeta Terra.
13 países já assinaram termos de cooperação para a construção do E-ELT no deserto do Atacama, considerada a melhor região do planeta para observações astronômicas. A Espanha ainda deve aprovar a união nos próximos meses, segundo Andreas. O Brasil assinou um acordo em 2010 mas ainda conta com o projeto em tramitação na Câmara dos Deputados. “Sabemos que o Poder Legislativo brasileiro conta com uma série de comissões e conselhos que estão avaliando o tema, mas estamos esperançosos que a decisão ocorra o mais rápido possível”, disse.

O aporte necessário para o Brasil ficaria em torno de R$ 1,1 bilhão ao longo de onze anos. Enviado pela Casa Civil ao Congresso Nacional em fevereiro deste ano, o projeto de decreto legislativo PDC 1287/2013 encontra-se em três comissões da Câmara dos Deputados: Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI); Finanças e Tributação (CFT); e Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC).

O ESO completou cinquenta anos de atividades com uma série de observatórios no Chile. A organização composta por 14 países é responsável por maior parte dos estudos “relevantes” na área de astronomia, de acordo com Kaufer. “25% dos estudos realizados ali são considerados extremamente importantes para a ciência”, disse. “Não podemos atender a todos os pedidos pois temos mais requisições do que noites disponíveis para observação”.

Segundo Kaufer, os observartórios do ESO seriam responsáveis por pelo dez das grandes descobertas da ciência em meio século. Entre elas, o movimento das estrelas na Via Láctea (estudo realizado em 15 anos após mais de mil noites de observação), a detecção em urânio e a determinação de idade de uma estrela e a primeira imagem de um exoplaneta. “Ainda tivemos a demostração do universo em aceleração, ou expansão, estudo que resultou no prêmio Nobel da Física em 2011”, disse.


Fonte: Site do Portal Terra - http://noticias.terra.com.br/

Contrato de R$ 1,3 bilhão Acelera Satélite da Visiona

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (30/11) no site do jornal “O VALE” destacando que o contrato de R$ 1,3 bilhão acelera satélite da Visiona.

Duda Falcão

REGIÃO

Contrato de R$ 1,3 bilhão
Acelera Satélite da Visiona

Brasil precisa garantir lançamento até 2020 e ocupar
faixa reservada a satélites geoestacionários

Xandu Alves
São José dos Campos
November 30, 2013 - 07:33

O Brasil tem pressa em lançar seu satélite geoestacionário de comunicações para garantir participação no grupo de países que ocupa a mesma faixa no espaço destinada aos satélites geoestacionários.

O país tem até 2020 para lançar o seu satélite, se quiser ter esse direito.

Os satélites geoestacionários se encontram aparentemente parados relativamente a um ponto fixo sobre a Terra, geralmente sobre a linha do equador.

Como se encontram sempre sobre o mesmo ponto da Terra, os satélites geoestacionários são utilizados como satélites de comunicações e de observação de regiões específicas da Terra,

Anteontem, a Telebrás e a Visiona Tecnologia Espacial, de São José dos Campos, formalizaram contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cujo valor é de R$ 1,3 bilhão e que prevê a entrega do sistema no final de 2016.

O Brasil não possui esse tipo de satélite e quer entrar para o seleto grupo de países que tem esse tipo de satélite.

Estratégico.

Além disso, outro fator que pesou na decisão do governo federal de comprar um satélite geoestacionário de comunicações é que a faixa de uso exclusivo militar permitirá um aumento de dez vezes de potência em relação à atual capacidade de transferência e armazenamento de dados usada pela Defesa no 'Star One', que é alugado e administrado por uma multinacional mexicana desde 1998.

Atualmente, informações essenciais ao Brasil passam por controle estrangeiro.

Tecnologia - Uma das críticas de profissionais do setor é que a compra do satélite não envolveria transferência de tecnologia ao país.

"Não haverá transferência de tecnologia e a participação do INPE será irrisória", disse o presidente do SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Federais na área de Ciência, Tecnologia e Espacial), Ivanil Elisiário Barbosa.

O INPE ainda não tem capacidade para desenvolver um satélite do SGDE (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), segundo o SindCT.

As empresas selecionadas para o fornecimento e lançamento do satélite são a Thales Alenia Space (TAS) e a Ariane Space, respectivamente.

O contrato com os fornecedores também prevê a transferência de tecnologia para empresas brasileiras, tarefa que será coordenada pela Agência Espacial Brasileira, informou a Embraer em nota.

O uso civil do SGDV prevê ampliar a banda larga em regiões remotas do país.

SAIBA MAIS

Comunicação

Brasil decidiu comprar um satélite geoestacionário de comunicações para garantir permanência no grupo de países que possuem esse satélite

Emprego Militar

O satélite atenderá as comunicações das Forças Armadas, que atualmente dependem de satélite alugado

Emprego Civil

O satélite também atenderá o programa nacional de banda larga, para as regiões remotas do país

Lançamento

O satélite está previsto para ser lançado em 2016

Empresa

O satélite será fornecido pela francesa Thales Alenia Space e lançado pela Ariane, também francesa


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 30/11/2013

Análise: do SGB ao SGDC

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante analise sobre o projeto do “Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC)” feita pelo companheiro blogueiro André Mileski,  e publicado em seu blog “Panorama Espacial” no dia de ontem (29/11).

Duda Falcão

Análise: do SGB ao SGDC

André M. Mileski
29/11/2013

Após meses de expectativa desde a seleção dos fornecedores em agosto, ontem (28) foi finalmente assinado o contrato entre a Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial que, de fato, concretiza o desejo de mais de uma década do governo brasileiro em dispor de um sistema próprio para comunicações estratégicas e militares.

Idealizado inicialmente com o nome Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB), o projeto sofreu significativas alterações, perdendo algumas funções (CNS/ATM, meteorologia) e adquirindo outras (atendimento ao Plano Nacional de Banda Larga), passando então a adotar o "pomposo" nome de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Seu resultado, é inegável, foi significativamente influenciado pelo "fator Snowden".

Aspecto pouco (ou nem sequer) analisado na imprensa, mesmo especializada, é o significado do SGDC para o Programa Espacial Brasileiro, não necessariamente em transferência tecnológica, elemento que, pelo que apuramos, tem uma natureza de "soft" e é relativamente incerto (Nota do blog: abordaremos este assunto com mais detalhes em breve).

O SGDC "patrocinou" a criação da Visiona, que ambiciona ser a prime contractor de projetos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), do Ministério da Defesa. Ainda, é exemplo claro de que o Programa Espacial não necessariamente terá o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como ator principal e impulsor de iniciativas. Obviamente, este participa e participará, mas os impulsos e decisões parecem vir de motivações e decisões de outros setores do governo.

O extrato de dispensa de licitação publicado no Diário Oficial traz mais detalhes sobre a contratação, tais como o valor exato (pouco menos de $1,311 bilhão), e o prazo de execução (222 meses), que se estende até o término da vida útil do satélite quando em órbita.

Agora, conforme noticiado na imprensa francesa, a expectativa é que os contratos para a construção do satélite e seu lançamento, respectivamente, a cargo da franco-italiana Thales Alenia Space e da europeia Arianespace, sejam assinados nas próximas semanas e oficialmente anunciados na visita do presidente francês, François Hollande, ao Brasil, entre 12 e 13 de dezembro.

A missão de Hollande, aliás, lembra a visita de outro presidente francês, Nicolas Sarkozy, em dezembro de 2008, ocasião em que foi firmado um instrumento de parceria estratégica entre os dois países, que incluía tópicos na área espacial, inclusive o próprio satélite geoestacionário, além de negócios bilionários envolvendo submarinos e helicópteros.

Transferência de Tecnologia

Em reportagem da Space News, consta a informação, possivelmente oriunda de fontes francesas, de que como parte do processo de transferência (ou absorção?) de tecnologia, cerca de 30 engenheiros da Embraer (Nota do blog: acreditamos que, na verdade, sejam da Visiona) passarão a ter residência próximas as instalações da Thales Alenia Space em Cannes e Toulouse, durante o período de execução do contrato. O mesmo texto também cita o início de 2017 como época prevista para o lançamento.

Na entrevista com José Raimundo Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), publicada ontem (veja aqui), apresentamos detalhes sobre como será o processo de definição de transferência tecnológica associada ao SGDC.


Fonte: Blog Panorama Espacial - André Mileski

Comentário:  Pois é leitor, interessante analise do Meliski sobre esse projeto onde ele também esclarece que os 222 meses (18,5 anos) são mesmo relacionados com o prazo de execução  que se estende até o término da vida útil do satélite quando em órbita, confirmando assim o comentário recente feito no blog pelo Eng. Lucas Fonseca da AIRVANTIS. Entretanto, continuo achando esse prazo muito estranho,  principalmente se  levamos em conta que se trata de um satélite de comunicações e defesa, áreas onde o avanço tecnológico é extremamente rápido, além de estratégico,  o que exige dinamismo, além do fato de eu desconhecer que satélites de comunicações fiquem tanto tempo ativos no espaço justamente pelo motivos já mencionados por mim.  Para que o leitor possa entender melhor  vamos dizer que o satélite seja desenvolvido e lançado em quatro anos (2017) como citado pelo Mileski, sobrando assim 13,5 anos de atividades no espaço previstas pelo contrato, ou seja, o satélite só seria desativado no segundo semestre de 2030. Ora leitor, em 2030 é quando os americanos planejam estabelecer uma base humana na superfície de Marte, e até lá a tecnologia de comunicação estará tão avançada que o SGDC parecerá um brinquedo diante do que estará sendo usado por outros países,  não esquecendo a questão da Defesa que também estará sendo seriamente prejudicada. Agora quanto à questão da transferência de tecnologia prevista nesse projeto, ora, vamos falar serio, quem não sabia que isso não ia funcionar?

Blog Panorama Espacial Entrevista Presidente da AEB

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante entrevista com o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, ao companheiro blogueiro André Mileski, publicado em seu blog “Panorama Espacial” no dia de ontem (29/11).

Duda Falcão

Entrevistas: José Raimundo
Braga Coelho, Presidente da AEB

André M. Mileski
29/11/2013

Dando continuidade a série de entrevistas do blog Panorama Espacial, hoje reproduzimos a entrevista feita com José Raimundo Braga Coelho, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) desde maio de 2012.

Maranhense e graduado em Física pela Universidade de Brasília (UnB), Coelho teve passagens por várias funções ligadas ao Programa Espacial, como no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

A seguir, reproduzimos os principais trechos:

Continuidade da Cooperação Com a China

A entrevista foi iniciada com uma pergunta sobre as perspectivas para a continuidade da cooperação com a China no âmbito espacial, que poderia envolver a construção de um satélite meteorológico geoestacionário. José Raimundo frisou que as atenções da AEB neste momento estão concentradas na missão de lançamento do CBERS 3, quarto satélite da série, prevista para 9 de dezembro.

Na volta, “será o momento oportuno para falar sobre a cooperação com a China. Nós aprovamos uma agenda de cooperação na área espacial para os próximos dez anos, e em 2014, desenvolveremos os tópicos com estudos detalhados para verificar a viabilidade”. “Não está nada definido”, afirmou, destacando que a AEB ouvirá os segmentos interessados, nomeadamente o governo, a base industrial e os usuários sobre o plano decenal.

Interação Entre o PNAE e o PESE

O tópico seguinte da conversa foi sobre a interação entre o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), iniciativa do Ministério da Defesa alinhada à Estratégia Nacional de Defesa.

“Hoje há uma consciência nacional de que um programa como esse [espacial] deve ser de Estado.” Segundo o dirigente, o Ministério da Defesa tem participado com a AEB nas discussões sobre atividades espaciais, que contam ainda com o envolvimento de outros ministérios. “A iniciativa pode vir de qualquer elemento do governo, não apenas da AEB.” “O PESE é uma grande novidade; tudo nele é inovador.”

“Não temos recursos para duplicações, e qualquer iniciativa de órgãos do governo e mesmo da iniciativa privada será bem vinda.”

Rearranjo Institucional do Programa Espacial

No período em que o hoje ministro Marco Antonio Raupp esteve na presidência da AEB, houve esforços significativos visando a uma reorganização institucional do Programa Espacial, com discussões inclusive envolvendo a “fusão” da AEB com o INPE, algo que acabou não se concretizando. Questionamos o presidente se a ideia permanece, no que afirmou: “Ideias não morrem facilmente, elas permanecem por muito tempo.” “Temos apoio total do ministro”.

Coelho explicou que ao longo de 2013, foi desenvolvida uma ação fruto de outro conceito, que é a integração entre as instituições do Programa Espacial. “Quando estivermos completamente integrados, com interesses mútuos e comuns, daí pode ser o momento de implementar ideias mais arrojadas”, disse. “No Brasil, nada é fácil.”

Política Industrial

Tema sempre frequente no blog, pedimos a José Raimundo que apresentasse um panorama sobre a política industrial no setor espacial. “A palavra-chave na construção do novo plano industrial chama-se poder de contrato para as indústrias, e esse poder está a cargo do governo”, destacou.

Sobre a preocupação da indústria com a falta de futuras encomendas: “Realmente, esse momento é o momento em que estamos concluindo vários projetos e precisamos retomar outras iniciativas”, reconheceu, mencionando também cargas de trabalho que devem vir de missões previstas no PNAE e PESE.

O dirigente deu ênfase à criação da Visiona Tecnologia Espacial, que deverá atuar para consolidar a base industrial, como prime contractor, empresa integradora, “conceito usado por todos os países desenvolvidos”. Citou o caso da Espacial, empresa criada no início da década de 2000 com o objetivo atuar como integradora de projetos do PEB [Nota 1]. “[A Espacial] não foi feliz porque não havia a oportunidade certa. Agora, houve a oportunidade, que é o SGDC.” “Estamos vivendo um momento excepcional.” “Por enquanto, há apenas uma encomenda, mas progressivamente haverá outras.”

Questionado sobre se a consolidação da base industrial envolveria o estímulo do governo a fusões e aquisições entre as empresas, Coelho respondeu que não, completando: “mas se for necessário, por que não?” Apontou também a necessidade de que a indústria espacial brasileira busque diversificação com outras atividades para atingir um nível de sustentabilidade, citando o caso da indústria chinesa, que em alguns casos não depende apenas das encomendas governamentais.

Sobre encomendas industriais em curto prazo, mencionou o esforço da AEB junto à Agência Nacional de Águas (ANA), ligada ao Ministério do Meio Ambiente, para a construção de satélites de coletas de dados com seus próprios recursos. “No próximo ano isso deve estar na rua fazendo contratos industriais”, revelou. Também mencionou a expectativa com o projeto SABIA-Mar, em parceria com a Argentina.

Satélite Geoestacionário e Tecnologias Chave

José Raimundo esclareceu que, no âmbito do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), cabe à AEB as definições quanto ao pacote de transferência de tecnologia, a ser feita à indústria. “Os recursos para essa ação, de transferência de tecnologia, são da AEB.” Foi esclarecido que a transferência não é fruto de uma cláusula de compensação (offset), mas sim uma operação paralela ao contrato de aquisição.

“A transferência de tecnologia e sua absorção será feita para a indústria, e vai acontecer pela identificação de quem vai transferir e quem vai receber.” “A empresa que vai receber tem que estar preocupada com o que vai fazer com isso [a tecnologia]”. O presidente informou que tem havido frequentes discussões entre a AEB e representantes da Thales Alenia Space, que fabricará o satélite, sobre o pacote de transferência tecnológica, a ser definido de um ponto de vista técnico. “O pacote deve ser definido em 4 ou 5 meses”.

Questionamos também quais tecnologias são hoje vistas como essenciais para o desenvolvimento de capacitação nacional, e Coelho destacou algumas: propulsão, imageadores em amplo espectro, tanto óticos como microondas, sistemas de controle, sensores e equipamentos de comunicações (transpônderes).

Alcântara Cyclone Space e Lançadores

O último tópico abordado na entrevista tratou das iniciativas brasileiras no segmento de lançadores. Sobre a binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), projeto em conjunto com a Ucrânia, Coelho disse que a ACS complementa o programa brasileiro de lançadores. Questionado sobre o posicionamento comercial da binacional, o dirigente mencionou que nas previsões da AEB, o Cyclone 4 e os demais lançadores do Programa Espacial (VLS e VLM) seriam capazes de atender mais de 90% da demanda do mercado de lançamentos, em especial no segmento de satélites de menor porte.

Perguntamos sobre a possibilidade de estender a capacidade do lançador ucraniano, algo eventualmente citado pela ACS. “Ampliar a capacidade ainda está no campo das ideias”, ressaltando que é importante primeiramente consolidar uma etapa. A expectativa é que o primeiro voo do Cyclone 4 a partir de Alcântara ocorra em 2015.

A capacidade do Cyclone 4 de injeção múltipla de satélites de menor porte tem atraído interesse internacional, e José Raimundo citou o caso da constelação multinacional QB50, que será formada por 50 nanossatélites [Nota 2], que poderia voar a bordo do lançador da ACS.

Para 2014, Coelho destacou a expectativa quanto à retomada do VLS-1, com o voo de um quarto protótipo com experimentos em sistemas de controle, e ainda a continuidade do desenvolvimento do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), em parceria com a agência espacial da Alemanha. Mencionou ainda que os projetos de lançadores nacionais poderão atender as missões brasileiras, não se descartando ainda a “integralização de mercado com os países vizinhos”.

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Nota 1: a Espacial S.A. foi criada em 2000 por doze empresas que já atuavam no setor espacial, especificamente no programa CBERS: Elebra, Fundação Atech, Mectron, Cenic, Compsis, Equatorial, Fibraforte, Avibras, Akaer, Neuron Eletrônica, Digicon e Aeroeletrônica. Leia aqui uma reportagem da época sobre sua criação.

Nota 2: o Brasil participa da missão multinacional QB50, de estudo da baixa atmosfera, com a construção de um nanossatélite, o 14-BISat, a cargo do Centro de Referência em Sistemas Embarcados e Aeroespaciais (CRSEA), do Instituto Federal Fluminense (IFF). Deverá também contribuir com uma rede de estações terrestres (veja a postagem "Projeto QB50 e satélite 14-BISat", de maio de 2013).


Fonte: Panorama Espacial - André Mileski

Comentário:  Pois é, e agora essa desastrosa empresa ACS já esta atrás da constelação multinacional QB50 que se não me engano estava prevista para ser lançada por um foguete russo e creio continuará assim.  O  Cyclone-4 é um foguete que foi desenvolvido inicialmente para atender o mercado de satélites geoestacionários, mesmo não tendo capacidade de carga para isso. Aliando essa dificuldade inicial do foguete a falta de um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas do Brasil com os EUA, a empresa começa a buscar soluções que contornem esses problemas atirando para todos os lados, tornando-se assim uma séria e real ameaça para o nosso VLM-1, já que está claro que o Cyclone-4 será a opção governamental numa eventual disputa com o VLM-1 para o lançamento de cargas uteis brasileiras. Vocês estão matando o projeto nacional, um projeto viável, moderno e altamente competitivo  para justificar um acordo desastroso. Inclusive vale lembrar que desde o início desse acordo uma das justificativas dos que defendiam esse desatino, era que o Cyclone-4 não seria concorrente dos veículos lançadores desenvolvidos no IAE. Entretanto, como estamos observando e recentemente ficou claro através de uma matéria postada aqui no blog (veja aqui), a coisa não é bem assim. Se realmente a tal empresa integradora na área de lançadores já divulgada na mídia for uma iniciativa séria, esse procedimento de favorecimento a ACS não ajuda em nada, muito pelo contrário, só gera desconfianças na iniciativa privada, há não ser que a tal futura empresa integradora seja na realidade a própria ACS mascarada. Triste.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Comunicado do Blog

Olá leitores!

Peço desculpas a todos por ter levantado aqui a possibilidade da venda da Opto Eletrônica para o Grupo Europeu SAFRAN, quando na realidade, como você mesmo poderá notar (clique aqui) nessa nota oficial divulgada pela empresa, e postada dia 12/08 no Portal Plano Brasil, essa informação não procede.

Na realidade a informação chegou a mim através de um leitor anônimo (erro grave meu) que eu dei crédito, e como não tinha conhecimento dessa nota oficial da empresa, embarquei direitinho nessa estória.

Entretanto, essa experiência mal sucedida, servirá agora de exemplo para que eu tenha mais cuidado numa próxima vez. Bom é isso, e agradeço a todos pela compreensão e aproveito também para agradecer ao nosso leitor Ramir A. Auler, pois sem a ajuda dele continuaria passando batido nessa estória.

Duda Falcão

MCTI Enviará Servidor do INPE Para Reunião do Satélite SABIA-Mar na Argentina

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (29/11) publicou um Despacho do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), autorizando um servidor do INPE a viajar para Argentina a fim de participar da mesma reunião em Buenos Aires do projeto do Satélite Sabia-MAR, juntando-se assim aos dois diretores da Agência Espacial Brasileira (AEB) já aqui divulgado anteriormente (veja aqui). Abaixo segue o despacho como publicado no DOU.

Duda Falcão

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

GABINETE DO MINISTRO

DESPACHO DO MINISTRO
Em 28 de novembro de 2013

CARLOS DE OLIVEIRA LINO, Tecnologista Sênior A III do INPE, visitar as instalações da CEATSA e participar da reunião de Revisão de Requisitos de Missão e Sistema (PMSRR) para o satélite SABIA-MAR na CONAE, em Bariloche, Córdoba e Buenos Aires/Argentina, no período de 03.12 a 07.12.2013, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

MARCO ANTONIO RAUPP


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 2 - pág. 08 - 29/11/2013

Programa CBERS - Situação com o ISSE Chinês Também Já Regularizada

Olá leitor!

Lembra-se da confusão gerada dias atrás pela publicação no Diário Oficial da União (DOU) de dois extratos da AEB (um de Dispensa de Licitação e o outro de Inexigibilidade de Licitação) relativos ao Satélite CBERS-3? (veja aqui).

Naquela oportunidade ficou a dúvida (posteriormente explicada por um leitor que não quis se identificar, mas que demonstrava conhecer do assunto) de como um satélite que estava há menos de um mês de seu lançamento estaria ainda contratando empresas para o desenvolvimento de partes do mesmo?

Segundo o leitor informante, na realidade as peças contratadas junto a essas empresas já haviam sido desenvolvidas e entregues, e só agora a AEB estaria assinando contrato e regularizando o pagamento as respectivas empresas.

Vale lembrar leitor que a situação especificada no Extrato de Inexigibilidade de Licitação de Nº 31/2013”, relativo à empresa “AEL Sistemas”, foi logo regularizada dois dias após a sua publicação no DOU (veja aqui), e no dia de hoje (29/11), foi então publicado no DOU o “Extrato de Contrato de Nº 24/2013”, regularizando assim também a situação do “Institute of Spacecraft System Engineering (ISSE)” da China, esta relativa ao “Extrato de Dispensa de Licitação Nº 31/2013” publicado anteriormente. Abaixo segue o extrato como publicado no DOU:

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

EXTRATO DO CONTRATO Nº 24/2013

Nº Processo: 01350.000137/2013-80;
Contratante: Agência Espacial Brasileira – AEB;
Contratada: INSTITUTE OF SPACECRAFT SYSTEM ENGINEERING - ISSE, Sede nº 104 Youl Road, Raidian Distrit 100.094, Beijing, e BEIJING SIANGYU SPACE TECHNOLOGY CORPORATION - BESTEC, Sede nº 104 Youl Road, Raidian Distrit 100.094, Beijing 5142, Caixa Postal 20 subbox, Republica Popular da China;
Objeto: fornecimento pelo ISSE para a AEB de duas unidades do modelo de vôo do Transponder TTCS e sua correspondente documentação para o satélite CBERS-3;
Valor do contrato: US$ 850,000.00;
Data de Assinatura: 19/11/2013;
Assinaturas: José Raimundo Braga Coelho, Presidente da AEB, Lin Yiming, Diretor da ISSE e Zhao Fengxue Diretor BESTEC.

Note leitor que pelo que parece houve nesse processo uma empresa subcontratada, ou seja, a Beijing Siangyu Space Technology Corporation (BESTEC).

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 14 - 29/11/2013

Haverá Uma Nova Corrida Espacial?

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo postado ontem (28/11) na versão em português do site russo “Rádio Voz da Rússia” destacando que as novas potenciais espaciais (e entre elas o Brasil, rsrsrsrsrsrs) apresentam êxitos na exploração do espaço orbital e interplanetário, mas a corrida espacial dos anos de 1950-80 foi substituída pela percepção que as verdadeiras descobertas só podem ser realizadas em conjunto.

Duda Falcão

Haverá Uma Nova Corrida Espacial?

As novas potências espaciais do nosso planeta apresentam
êxitos na exploração do espaço orbital e interplanetário, mas
a corrida espacial dos anos de 1950-80 foi substituída pela
percepção que as verdadeiras descobertas só podem
ser realizadas em conjunto. Para ir mais longe – mais
longe que a Lua, Marte ou Vénus – os países
da Terra devem unir seus esforços.

Ksenia Fokina
28/11/2013 - 23:26

Foto: Flickr.com/TopTechWriter.US/cc-by-nc-sa 3.0

A Rússia está realizando a reforma da sua indústria espacial. Os 58 biliões de dólares que estão a ser destinados para novos programas até 2020 serão também gastos com o desenvolvimento de um novo foguete portador de nova geração para o lançamento de sondas espaciais para órbitas terrestres altas, para a Lua, Marte, Júpiter e outros locais do Sistema Solar. Também a infraestrutura espacial terrestre está a ser modernizada. Em novembro de 2015, a partir do novo cosmódromo Vostochny (no Distrito de Amur do Extremo Oriente russo) será lançado o primeiro foguete. Mas as obras de construção do cosmódromo irão ainda continuar por mais de um ano, explica Serguei Krikalev, diretor do Centro de Treinamento de Cosmonautas:

“Vários anos depois de ser lançado o primeiro foguete, serão construídos novos complexos de lançamento para os novos foguetes. Esse é verdadeiramente um programa plurianual. Está planejada uma espaçonave que possa voar até à Lua. O programa lunar também está inscrito na base da nossa política espacial.”

Na opinião de Krikalev, hoje há mais cooperação espacial que competição entre os países. Estamos em conversações sobre cooperação com os norte-americanos e com os europeus. Mesmo a China, que está a repetir por si própria o caminho que foi em tempos percorrido pela URSS e os EUA, está cooperando com a Europa e o Brasil.

A Agência Espacial Europeia (ESA) conta no seu ativo com missões a Marte, Vénus e Titã, um dos satélites de Saturno. Este foi o destino mais longínquo no Sistema Solar em que pousou um objeto espacial feito pela mão do Homem. Segundo contou à Voz da Rússia o responsável pelas relações internacionais da ESA Frederic Nordlund, está em preparação uma missão a Mercúrio. Também recentemente a ESA e a Roscosmos assinaram um acordo para o estudo conjunto de Marte.

“É muito importante a nossa parceria com a Rússia para a realização de estudos de Marte, nomeadamente o lançamento de duas missões automáticas a Marte, e que são parte integrante do programa ExoMars. A missão de 2016 irá lançar uma sonda orbital marciana de investigação equipada com um módulo de entrada (na atmosfera), descida e pouso. Em 2018 o ExoMars Rover irá pousar na superfície de Marte.”

Ele considera que hoje a exploração espacial tem muito mais perspectivas que durante a corrida ao espaço do século passado. A união de esforços passou a ser a norma e o único método para obter resultados ótimos. Marc Swisdak, do Departamento dos Estudos da Física de Plasmas Espaciais da Universidade do Maryland (EUA) afirma:

“A NASA, por exemplo, é ajudada por outros a aceder à Estação Espacial Internacional. Nesse aspeto um grande papel é desempenhado pela Rússia, em conjunto com empresas privadas e as agências espaciais europeia e japonesa.”

Para a Índia o espaço é, de uma forma significativa, uma demonstração das suas ambições. No início de novembro a Índia foi a primeira potência espacial de “segunda vaga” a enviar uma sonda de investigação até Marte. Explica o responsável da Organização Indiana de Pesquisa Espacial Coomaraswamy Radhakrishnan:

“Antes de mais, nós queremos mostrar que a Índia é capaz de lançar para o espaço esse tipo de naves e coloca-las na órbita de Marte. Isso representa cerca de 80% do nosso objetivo. E já que nós conseguimos colocar uma sonda na órbita de Marte, gostaríamos também de realizar aí uma série de experiências e estudar a atmosfera de Marte. Essa é uma missão complexa, nós ainda estamos a aprender, este é o nosso primeiro passo. Contudo, nós nos apoiamos na experiência das missões semelhantes que já possuem os EUA e a Rússia.”

A Índia planeja enviar um homem ao espaço já após 2016. Também o Brasil demonstra um pragmatismo invejável na sua exploração espacial. O Brasil coopera com sucesso com a China. Segundo contou à Voz da Rússia o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB) José Raimundo Braga Coelho, em dezembro irá ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara um poderoso satélite sino-brasileiro. Contudo, o Brasil é realista quanto às suas próprias capacidades e por isso ainda não tenciona percorrer todo o percurso clássico em pouco tempo:

"Nós temos um planejamento aqui para os próximos dez anos de nossas atividades e, como nós estamos muito focados em observar o nosso planeta e muni-lo de todos os instrumentos que sirvam para nossa população, muito objetivamente nós, por orientação do nosso conselho, não incluímos a necessidade de repetir a experiência do astronauta. Mas, você sabe, tudo isso é fruto de oportunidade e não só de necessidade, por exemplo, a própria existência do nosso astronauta, foi fruto de uma grande oportunidade que surgiu num determinado momento da nossa história. Então, nós não nos furtamos a isso, se houver uma outra oportunidade como houve no passado, nós vamos agarrá-la com toda a força mas não faz parte de nosso programa nesse momento a criação de novas oportunidades. Da nossa parte, é certo, porque o que está existindo aqui agora e que acabou de acontecer é um dos nossos colaboradores, um estudante da Universidade de Brasília que trabalha connosco aqui também, ele ganhou uma competição internacional onde competiram muitas pessoas, ele foi agraciado com a possibilidade de fazer um voo suborbital."

Segundo o responsável brasileiro, os contatos com a Rússia são realizados ao nível das relações pessoais e a cooperação com a Roscosmos está ainda limitada ao programa de navegação espacial Glonass. O Brasil, contudo, dá uma apreciação muito elevada à contribuição da Rússia para a exploração espacial e confia plenamente na sua experiência.

A pesquisa espacial foi e continua a ser um trampolim para o desenvolvimento das novas tecnologias. Mas os especialistas consideram ainda que a atração do investimento privado é um elemento importante para se conseguir dar um salto em frente. Um exemplo disso é a companhia norte-americana Space X que lançou o foguete Falcon e testou o cargueiro espacial Dragon. Na Rússia surgiu a empresa Dauria Aerospace.

As corporações privadas, porém, não conseguirão por si próprias contribuir significativamente para a ciência. As novas descobertas e os projetos importantes serão realizados pelas alianças internacionais, diz o membro-correspondente da Academia Russa de Cosmonáutica Andrei Ionin:

“Esses programas são muito dispendiosos e entretanto possuem uma determinada base tecnológica, mas como os recursos, tanto da Rússia, como do Brasil ou da Índia, ou mesmo dos EUA e da China, são limitados, podemos falar da criação de uma espécie de alianças tecnológicas de países para o desenvolvimento de tecnologias espaciais de largo espectro.”

O especialista não exclui que uma perspectiva da continuação da exploração da Lua possa estimular uma “corrida individual”. Porém, uma consolidação dos esforços da humanidade na área espacial é, de qualquer forma, preferível.


Fonte: Site Rádio Voz da Rússia - http://portuguese.ruvr.ru

Comentário: Pois é, porém o satélite que o Brasil lançará em dezembro (CBERS-3) citado no artigo acima, não será realizado da Base de Alcântara, e sim de uma base na China.

Brazil Confirms Satellite Deal After US Spying Outcry

Hello reader!

It follows an article published in the day (11/28), in the website www.spacedaily.com, pointing out that Brazil confirms satellite deal after US spying outcry.

Duda Falcão

SPACE MART

Brazil Confirms Satellite Deal
After US Spying Outcry

by Staff Writers
Sao Paulo (AFP) Nov 28, 2013

Brazil's state-owned telecom provider Telebras signed a $560 million contract to deliver a satellite for secure communications on Thursday, following months of outrage over revelations of US cyber-spying.

A statement said a joint venture between Telebras and Embraer would deliver the geostationary satellite for strategic communications by late 2016.

Embraer said the satellite would ensure Brazil's "sovereignty over strategic communications in both the civilian and military areas."

Brasilia has been angered by reports of US electronic spying on Brazilian government communications, as well as phone call data and emails of millions of Brazilians.

Those disclosures, drawn from revelations by US intelligence leaker Edward Snowden, led Brazilian President Dilma Rousseff to reprimand the United States at the UN General Assembly session in September and to scrap a planned state visit to Washington.

Visiona Tecnologia Espacial, a joint venture between Embraer and Telebras, will be responsible for integrating the Defense and Strategic Communications Geostationary Satellite (SGDC) system, Embraer said.

"The SGDC system not only will meet the needs of Telebras' National Broadband Program (PNBL) and the strategic communications of the Brazilian Armed Forces, but it is also an opportunity for Brazil to ensure the sovereignty of its strategic communications in both the civilian and military areas," said Telebras President Caio Bonilha.

The SGDC system involves the ministries of communications, defense and science and Technology, an Embraer statement said.

It said the satellite would be operated by Telebras on the civilian band and by the defense ministry on the military band.

French-Italian firm Thales Alenia Space (TAS) is to supply the satellite while European satellite launch company Arianespace is to launch it.

The suppliers are to transfer technology to Brazilian companies, a process that will be supervised by the Brazilian National Space Agency, Embraer said.

It stressed that the SGDC system will provide full security for the government's strategic communications and military communications as it "will be controled in Brazil at stations that are located in military areas, under the coordination of Telebras and the defense ministry."

"Satellites that currently provide services to Brazil are either controled by stations outside of the country or the control is in the hands of companies run by foreign capital," Embraer said.

"In either of the cases there are risks of interrupted services, in situations of international conflict or due to the political or economic interests of others," it added.

Brazil's state-owned Embratel launched the first South American communications satellite in 1985.