sábado, 30 de julho de 2016

Especialistas Defendem Reformulação do Sistema Nacional de CT&I

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (28/07) no site da “Agência Gestão CT&I” destacando que Especialistas defendem reformulação do Sistema Nacional de CT&I.

Duda Falcão

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Especialistas Defendem Reformulação
do Sistema Nacional de CT&I

Por Felipe Linhares
Agência Gestão CT&I,
Qui, 28 de Julho de 2016 15:16

Imagem: Internet

A crise econômica afetou gravemente as estruturas de governança dos países. No entanto, alguns modelos brasileiros começaram a apresentar sinais de baixa antes mesmo de o mundo sentir os impactos do colapso financeiro iniciado em 2014. É o caso do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A análise é do economista Carlos Américo Pacheco e do físico Carlos Henrique de Britto Cruz.

Durante o ciclo de debates promovido pela Associação de Funcionários da Finep (Afin), nesta quinta-feira, ambos especialistas apontaram para o esgotamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que a partir de 2003 começou a ser usado para financiar ações transversais. Na prática, esse mecanismo permitiu que os recursos dos fundos setoriais, que a anualmente dispõem de R$ 5 a 6 bilhões, fossem aplicados em políticas mais amplas.

“Na minha opinião foi aí que o FNDCT começou a entrar em colapso. O fundo foi usado para financiar 200 mil coisas, sendo algumas delas complexas como o programa Ciência sem Fronteiras. O recurso chegou inclusive a substituir parte do montante que o Tesouro nacional antes repassava para o Ministério da Ciência e Tecnologia”, avaliou Pacheco, que já dirigiu o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

O economista defende uma reformulação na estrutura financeira do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) para sustentar a crescente demanda por recursos. Segundo Pacheco, a engenharia financeira feita no final dos anos 1990 reformulou e, por quase duas décadas, sustentou o FNDCT. “Atualmente nosso sistema de financiamento é extremamente inadequado para o compartilhamento de risco tecnológico. Ele não funciona mais e é incapaz de resolver os problemas do SNCTI, que cresceu no tamanho e, consequentemente, na demanda”, disse.

O físico Carlos Henrique de Britto Cruz recordou os progressos brasileiros nos últimos 20 anos, principalmente a formulação de um marco regulatório para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). “Hoje temos entidades empresariais falando e demandando pesquisas. Isso entrou na pauta deles. Também ganhamos um crescimento do sistema e das linhas de crédito para PD&I, mas não é só jogar recursos no Sistema Nacional de CT&I para as coisas melhorarem”, avalia Cruz, que é diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Embora tenham havido ganhos e importantes conquistas científicas e tecnológicas, o setor como um todo continua estável. “O progresso foi na quantidade, mas do ponto de vista macro ficamos estável”, aponta o diretor da Fapesp, ao apresentar dados dos dispêndios brasileiros em CT&I. Em 2000, 54,61% dos investimentos no setor foram feitos pelos governos estadual e federal, enquanto as empresas privadas e estatais aplicaram 36,59%. Dados mais recentes do governo indicam que os índices permaneceram estáveis, sendo 55,93% de investimento público frente a 44,07% das companhias.

“Precisamos fazer um esforço para ver como os bilhões que são gastos geram resultados. O jeito de usar o dinheiro faz diferença. Uma política de Estado para CT&I precisa sinalizar o que queremos alcançar e não quanto queremos gastar. Parece que o objetivo é ter 2% do PIB aplicado em CT&I, mas o objetivo na verdade é fazer coisas para os brasileiros. Temos que perseguir a meta de impactos intelectual, social e econômico”, afirmou Cruz.

Reforma e Integração

Carlos Américo Pacheco e Carlos Henrique de Britto Cruz apontaram que o principal benefício da evolução do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação foi fazer com que o tema entrasse efetivamente para agenda política. “De um jeito ou de outro, no plano federal, se consolidou a noção de que temos um sistema de inovação e que ele precisa de atenção para crescer. Sem reforma ficaremos parados”, destaca Pacheco.

Britto Cruz defende uma maior integração da esfera federal com os poderes estaduais e municipais. Devemos construir uma política de CT&I que, de fato, seja nacional. “A política de CT&I atual é mais federal que nacional. Nos estados e municípios existem atores que podem contribuir significativamente para o sistema”, alerta o diretor da Fapesp. “Paralelo a esse esforço, devemos focar nos impactos sociais, econômicos e intelectuais e aumentar a discussão pela melhoria e qualidade da aplicação de recursos.”


Fonte: Site da Agência Gestão CT&I - http://www.agenciacti.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Embaixadora dos EUA Fala Sobre Segurança na Olimpíada e Parcerias Com o Brasil, Inclusive na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (29/07) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que atendendo um convite do Comandante da Aeronáutica, o Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, embaixadora dos EUA, Liliana Ayalde, falou sobre Segurança na Olimpíada e parcerias com o Brasil em diversas áreas, inclusive na área espacial.

Duda Falcão

INSTITUCIONAL

Embaixadora dos EUA Fala Sobre Segurança
na Olimpíada e Parcerias Com o Brasil

Liliana Ayalde reuniu-se com o Comandante da
Aeronáutica na manhã desta sexta-feira (29/07)

Por Ten Gabrielli Dala Vechia
Agência Força Aérea
Publicado: 29/07/2016 - 16:12h


A Embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, atendendo a um convite do Comandante da Aeronáutica, esteve reunida com o Tenente-Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato na manhã desta sexta-feira (29/07). O objetivo da conversa foi o fortalecimento do diálogo entre os dois países nas áreas de interesse da Aeronáutica, como parcerias para cooperação no setor espacial e de ensino. "A relação que temos já é muito estreita, mas sempre há aspectos a serem potencializados", disse a Embaixadora. 

Entre os assuntos tratados na reunião, estiveram os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. A Embaixadora destacou que o mundo mudou muito desde a Olimpíada de Londres, em 2012, e que, hoje, a questão da segurança precisa receber ainda mais atenção. Por isso é importante o envolvimento das Forças Armadas na competição. Ela afirma que o País irá receber no mínimo cem mil, podendo chegar a até duzentos mil norte-americanos durante a Olimpíada. "Nós temos a plena confiança de que as autoridades brasileiras estão fazendo o que é preciso para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos", disse Liliana.

O Tenente-Brigadeiro Rossato reforçou que o País está muito atento às questões que envolvem o sucesso da Olimpíada. "E não é só no Rio de Janeiro, precisamos garantir a integridade de todo território nacional. Temos a previsão, por exemplo, de que 40% dos estrangeiros que vierem ao Brasil chegarão por São Paulo", explica.


Sobre o fortalecimento de acordos de cooperação e parcerias futuras, o Comandante citou sua recente visita à cidade de Colorado Springs, nos EUA, onde visitou a Academia da Força Aérea Americana (USAFA), para reafirmar a necessidade de intercâmbios entre cadetes. Segundo ele, a partir do segundo semestre de 2017, essa será uma realidade para os estudantes. Hoje, a FAB possui um oficial aviador atuando como instrutor na USAFA e deve receber militares norte-americanos na Academia da Força Aérea (AFA) para ocupar a mesma função.

Para a Embaixadora, esse é um bom momento para ampliar e elevar os níveis de relação entre os dois países. "Agradecemos a cooperação que tivemos; estamos muito contentes com os trabalhos que estão sendo feitos e estamos prontos para receber novas propostas do Brasil", disse ela.

Assista à entrevista da Embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde:



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, Deus nos ajude. Entretanto, vale dizer que, se não estiver enganado, quem aparece na primeira foto sentado (segurando o queixo) do lado direito do Comandante da Aeronáutica, é o Tenente-Coronel César Demétrio Santos (não sei se mudou de patente), ex-diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), e até onde eu sei, um militar de inegável conhecimento do setor espacial, especialmente na área de foguetes. Porém, estamos aqui falando do Governo Brasileiro e o Ten. Cel. Cesár Demétrio Santos é apenas um subordinado aos interesses dos homens que ditam o que vai ser feito, quase sempre interesses nefastos aos país. Tomara que desta vez não seja assim, mas sinceramente não acredito nisso.

Expectativas e Projeções de Um Brasileiro Desiludido

Olá leitor!

Amauri Silva Montes
Navegando na net descobri que em 26 de novembro de 2015 o pesquisador Amauri Silva Montes , Coordenador Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), realizou no “Auditório Fernando de Mendonça” do Laboratório de Integração e Testes (LIT) deste instituto, uma palestra muito interessante sobre o Programa Espacial Brasileiro (PEB).

O pesquisador do INPE iniciou sua apresentação com uma frase muito interessante que transcrevo abaixo para você leitor.

“O Programa Espacial Brasileiro só faz sentido quando
possibilita de forma eficaz o domínio da alta tecnologia,
a qual é essencial para o país tanto sob o ponto de vista
de desenvolvimento como de soberania e defesa”,

Amauri Silva Montes / INPE

Bom, note que nessa frase e pesquisador iteano não inclui diretamente a parte comercial que envolve a tecnologia espacial, apenas indiretamente quando cita a palavra desenvolvimento, que como sabemos também inclui o desenvolvimento da indústria, e consequentemente da colocação de novos produtos e serviços espaciais no mercado nacional e internacional.

Entretanto o que deve motivar principalmente o desenvolvimento da tecnologia espacial no Brasil é a consolidação de nossa soberania e independência tecnológica visando atender as nossas necessidades científicas, tecnológicas e de Defesa, sendo a parte comercial deste processo apenas o resultado das ações nestas áreas.

Como exemplo citamos a China, pais que desde o inicio se preocupou em consolidar o seu Programa Espacial estabelecendo a infraestrutura física, humana, legal e logística necessária, para então entrar firme no mercador internacional oferecendo serviços e tecnologia, ou seja, primeiro arrumou a casa, para depois ir à luta.

No caso do Brasil apesar de temos 55 anos de atividades espaciais, o pouco realizado ainda durante os governos militares e pelo Governo Sarney, foi destruído ao longo de sucessivos governos civis desastrosos que se seguiram, desde o Governo de Fernando Collor de Mello, ou seja, partirmos de uma casa que estava sendo aos poucos arrumada, para um completo CAOS, um barco sem rumo e sem qualquer perspectiva de futuro.

No ano passado o Sr. José Raimundo Braga Coelho, presidente de nossa inócua e insignificante Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), andou dizendo irresponsavelmente na mídia que o Projeto do VLM-1 tinha a previsão de realizar seu voo de qualificação em 2018, mas como tem se confirmado durante a sua gestão e de outros que passaram pela direção desta piada chamada AEB, durante a última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Sul da Bahia, o mesmo realizou com a maior cara de pau uma palestra sobre, pasmem, a Evolução do PEB (veja aquipara estimular o debate, esperei até na época que algum leitor tivesse notado esse detalhe e dissesse alguma coisa, mas infelizmente isto não ocorreu) com outra conversa, dizendo que este voo se realizará em 2018/19, repetindo o mesmo processo de desinformação enfrentando pelo VLS-1, durante toda época desses governos civis de merda.

Mas deixando isto pra lá e voltando a palestra do pesquisador do INPE, o mesmo apresentou ao público presente como é o PEB atual e algumas sugestões suas organizacionais para o programa e também indicou o caminho a ser seguido pelo instituto na área de satélites até o ano de 2020 (veja abaixo), coisa que, fique bem claro para o leitor, dependerá muito de como o programa será conduzido até esta data.

Como funciona atualmente do Sistema Nacional
de Atividades Espacias (SINDAE)
Como deveria funcionar o SINDAE
proposto pelo pesquisador iteano.
Programação de satélites do INPE até 2020.

Na imagem que consta da programação de satélites do instituto, o leitor pode agora estar se perguntando que satélite é esse que aparece como pequeno satélite a ser lançado em 2018?

Pois então leitor, acontece que o INPE andou conversando com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) a possibilidade do desenvolvimento de um satélite para ser lançado durante o voo de qualificação do VLM-1 em 2018. Assim sendo, creio eu que esse seja um SATEC (Satélite Tecnológico) semelhante ao SATEC-1 perdido no acidente do VLS-1 durante as atividades da “Operação São Luís” em agosto de 2003, mas vale lembrar leitor que, segundo o que disse o presidente da AEB durante a tal reunião da SBPC, esta data prevista pela imagem do INPE já foi para o espaço.

A imagem também mostra satélites de pequeno porte do PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais) da FAB e o antigo e renovado Satélite Científico EQUARS, todos tendo como objetivo (creio eu) serem no futuro cargas uteis no tão aguardado Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

E por fim a imagem mostra também a família de Satélites Amazônia (1,1B e 2), todos eles  baseados e dependentes da conclusão do Projeto da Plataforma Multi-Missão (PMM), sendo que os dois primeiro com previsão de estarem no espaço até 2020.

Porém o leitor chateado como eu com tudo que esta acontecendo com o nosso Programa Espacial (e tendo toda razão), pode esta pensando, mas Duda nós já estamos no final de julho de 2016, o que de concreto podemos ainda esperar do nosso ‘Patinho Feio’ para este ano?

Ora leitor, costumamos dizer que, “a única coisa certa no PEB é que não há nada certo” e, portanto, até onde eu sei só existem expectativas, e uma delas exclusivamente dependente da atitude dos gestores do PEB e as outras duas dependentes de ações de órgãos internacionais.

A primeira delas foi estabelecida durante a realização em maio deste ano no CLA da reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL 1/ 2016), e tratou-se da “Operação Rio Verde”, operação esta que visa o lançamento de um foguete VSB-30 tendo a bordo quatro experimentos científicos e tecnológicos visando atender a primeira etapa do 4ᵒ AO (Anúncio de Oportunidades) do “Programa Microgravidade” da nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB), voo este que está previsto para acontecer de Alcântara em outubro deste ano.

Experimentos científicos e tecnológicos selecionados para o voo são:

* Solidificação de Ligas Eutéticas em Microgravidade, do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Chen Ying An;

* Efeitos da Microgravidade Real no Sistema Vegetal de Cana-de-Açúcar, da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Katia Castanho Scortecci;

* Plataforma de Aquisição para Análise de Dados de Aceleração II (PAANDA II), do professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcelo Carvalho Tosin; e

* Novas Tecnologias de Meios Porosos para Dispositivos com Mudança de Fase, da professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marcia Barbosa Henriques Mantelli.

Já as outras duas expectativas para este ano leitor, como eu disse estão na dependência de ações de agencias internacionais e não mais da AEB ou de qualquer órgão ligada ao nosso ‘Patinho Feio’. São elas:

* O lançamento do nanosatélite 14-BISat do Instituto Federal Fluminense (IFF), satélite este que está no momento previsto para ser lançado dos EUA pelo foguete ANTARES 230, em 30 de dezembro deste ano.

* O lançamento do nanosatélite ITASAT-1 do Instituto de Aeronáutica e Espaço (ITA), satélite este previsto neste momento para ser lançado dos EUA pelo foguete FALCON 9 v1.2, em dezembro deste ano, mas ainda sem uma data definida.

Pois é leitor, e as únicas coisas que posso acrescentar, além do que foi já dito, são as possíveis operações dos chamados foguetes de treinamento do Programa FOGTREIN, que poderão até o final do ano serem realizadas em algum momento em ambos os centros de lançamentos do país, e também não posso deixar de citar o significativo “VI Fórum de Pesquisa e Inovação do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)”, a ser realizado de 07 à 09 de novembro deste ano, evento este que prevê inicialmente (pode ser alterada ainda) os seguintes macroventos:

* Inauguração e/ou apresentação à comunidade do Centro Vocacional Tecnológico - Espacial (CVT-Espacial);

* Apresentação acerca do Projeto da Plataforma Hipersônica de Lançamento Orbital (PHiLO);

* Realização do 3º Encontro de Hipersônica (CLBI, IEAv, UFRN, INPE, AEB, ITA);

* Presença da Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF), com possibilidade de lançamento de foguete experimental;

* Presença de uma equipe de alunos alemães da Universidade Técnica de Munique (TUM) com possível lançamento de foguete experimental (saiba mais aqui);

* Presença de pesquisador da Rolls Royce como keynote speaker na área de turbinas;

* Presença do Ministro do MCTIC, do Presidente da AEB e do Diretor do DCTA;

* Palestra de um representante do Centre Spatial Guyanais (CSG);

* Palestra do Astronauta Marcos Pontes como keynote speaker;

* Lançamento de Foguete de Treinamento Básico (FTB);

* Divulgação do Livro "TRAMPOLIM PARA O ESPAÇO: meio século de contribuições da Barreira do Inferno para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro", de autoria do ex-servidor do CLBI, Engenheiro Keble Danta Rolim;

* Divulgação do Livro "LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO: Aprendendo a Programar" de autoria do Oficial da Força Aérea Brasileira, Ten Rubens Campos de Almeida Junior;

* Apresentações culturais e/ou musicais;

* Minicursos, palestras, mesas redondas, dentre outros.

Evento este que terá como um dos seus temas a “EDUCAÇÃO E O ESPAÇO”, e diante disto, esperamos possa contar com a participação do Prof. Carlos Canalle representando a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), bem como o Prof. Carlos Henrique Marchi da UFPR, este representando a recentemente criada Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF).

Duda Falcão 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira, a última do mês de julho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS:Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento apenas cinco colaboradores finalizaram suas contribuições no mês de julho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Antonio Carlos Foltran, Prof. (UP)
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Fabrício Kucinskis (INPE)
4 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)
5 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Alunos da UnB São Selecionados Para Participar de Programa de Cooperação Espacial na França

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/07) no site da “Universidade de Brasília (UnB)” destacando que alunos da UnB são selecionados para participar de Programa de Cooperação Espacial na França.

Duda Falcão

INTERNACIONAL

Alunos da UnB São Selecionados Para Participar
de Programa de Cooperação Espacial na França

Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço em Toulouse
faz parte do maior polo aeroespacial da Europa

Por Erika Suzuki
UnB Notícias
27/07/2016

Fotos: Beatriz Ferraz/Secom UnB

Os estudantes do 9o semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.

“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem. 

Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.

O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.

“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.

“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”

“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.

O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos



Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.



ENGENHARIA AEROESPACIAL – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.

Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.

Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.


Fonte: Site da Universidade de Brasília (UnB)

Comentário: Olha a Bahia ai gente, finalmente. Parabéns a todos os selecionados, especialmente ao meu conterrâneo.

Servidores do INPE, DCTA e CEMADEN Decidem Adiar Início da Greve Até Fechamento da Folha de Pagamento de Agosto

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (28/07) no “Blog SindCT Espacial” destacando que servidores do INPE, DCTA e CEMADEN decidem adiar início da greve até fechamento da folha de pagamento de agosto.

Duda Falcão

Servidores do INPE, DCTA e CEMADEN Decidem
Adiar Início da Greve Até Fechamento
da Folha de Pagamento de Agosto

Redação SindCT
28 de julho de 2016

Foto: Fernanda Soares
Assembleia 28/07/2016.

Aconteceu nesta quinta (28/7) mais uma assembleia dos servidores do DCTA, INPE e CEMADEN para avaliar as últimas informações relacionadas à tramitação do PLC-33/2016, que reajusta os salários do pessoal das carreiras de C&T, dentre outras categorias. Este projeto de lei, que apenas aguarda sanção presidencial para entrar em vigor, acabou sendo aprovado pelas duas casas do Congresso Nacional com erros de redação, dentre os quais, o que exclui os valores da Gratificação de Qualificação - GQ, dos cargos de técnico e auxiliar técnico da carreira de Desenvolvimento Tecnológico em C&T. Com este erro, o próprio MPOG havia colocado em dúvida a possibilidade de se proceder o pagamento da GQ a estes servidores.

Com a atuação do Fórum de C&T em Brasília, a Consultoria Jurídica da AGU deu parecer favorável a uma Nota Técnica do MPOG firmando entendimento de que o pagamento--integral e reajustado-- da GQ poderá ser pago a todos os servidores da carreira, independentemente do PLC-33 vir a ser corrigido via Medida provisória - MP, ou não (leia a íntegra do Parecer da Conjur/MP AQUI).

Ainda não é possível afirmar, com 100% de certeza, se a GQ destes servidores será paga corretamente ou não no mês de agosto (com pagamento em início de setembro), uma vez que apenas com a divulgação do holerite e, em seguida, do pagamento creditado em conta bancária, esta certeza será alcançada. No entanto, o parecer técnico, corroborado pelo parecer jurídico, nos garante todos os meios necessários e suficientes para que o governo e os RHs das unidades efetuem o pagamento de forma correta.

Comunicado do RH do INPE de 28/07/2016.

Deliberação Sobre a Greve

Os servidores do DCTA, INPE e CEMADEN, reunidos em assembleia no último dia 25, haviam deliberado por entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir das 8h do dia 28/7. Com a publicação do parecer da Conjur firmando entendimento de que é possível pagar a GQ aos técnicos e auxiliares técnicos de C&T, os servidores reunidos em assembleia no dia de hoje (28/7), deliberaram pela manutenção da greve, no entanto, adiando a avaliação para seu início efetivo ou encerramento tão logo se tenha a comprovação do fechamento da folha de pagamento de agosto, quando só então será possível observar se a GQ daquela categoria está sendo paga corretamente ou não.

Tratou-se, portanto, de uma deliberação que mantém a categoria mobilizada e com greve declarada, porém, restando definir a data do início efetivo da greve ou a decretação do seu fim, a depender da forma como será paga a GQ dos técnicos e auxiliares técnicos de C&T.

Nossa Avaliação

A obtenção do parecer da Conjur e da Nota Técnica do MPOG foi sem sombra de dúvida uma vitória da mobilização e persistência dos servidores da C&T em todo o país. Neste período, o Fórum de C&T manteve-se constantemente em contato com técnicos do governo e constante consulta às bases, de forma a mantê-la mobilizada e pressionando o governo para que uma solução fosse acertada de forma a não prejudicar nenhum servidor da carreira. Apesar da vitória, o momento ainda é de alerta e vigília, até que os vencimentos sejam efetivamente pagos de forma correta.

Vencida esta situação, muitas são as lições a se tirar deste episódio, como 1) a necessidade de se manter permanentemente em alerta sobre os vários projetos de lei de interesse da categoria e de nossas instituições no Congresso, 2) a importância de se manter as carreiras de C&T unidas e coesas sob a bandeira do "mexeu com um, mexeu com todos", e 3) a importância da greve e de outras formas de mobilização para se pressionar os agentes do governo e do parlamento para que atendam às nossas reivindicações.

Tão logo surja qualquer fato novo em torno da questão do PLC-33 e do efetivo pagamento da GQ, o SindCT convocará nova assembleia para que a base possa avaliar os novos fatos e deliberar pelo início efetivo ou pelo encerramento da greve deflagrada.


Fonte: Blog SindCT Espacial - http://sindctespacial.blogspot.com.br

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 Terão Apoio das Previsões do CPTEC/INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (28/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 terão apoio das previsões do CPTEC/INPE.

Duda Falcão

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016
Terão Apoio das Previsões do CPTEC/INPE

Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, do Rio de Janeiro, terão o apoio de previsões e serviços meteorológicos do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mais de 20 modalidades esportivas dependem das condições de tempo para serem realizadas ou mesmo para se definir estratégias de competição, afirma o meteorologista do INPE Sergio Henrique Ferreira, responsável pelos desenvolvimentos e atividades do CPTEC para os Jogos.

"Alguns eventos esportivos poderão ser suspensos e reprogramados de acordo com as previsões", afirma Ferreira, assinalando a responsabilidade de fornecer previsões precisas neste grande evento internacional. Os serviços meteorológicos serão fundamentais também para garantir a segurança das instalações, dos atletas e do público.

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos serão o maior evento na história do país, em termos de logística, envolvendo grande complexidade e que gerou diferentes demandas de serviços de previsão e monitoramento do tempo. "Graças ao esforço de cooperação entre nove instituições federais, estaduais e municipais, foi possível atender às necessidades e exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI)", destaca o meteorologista do CPTEC/INPE.

Há cerca de um ano esses centros vêm realizando um trabalho conjunto, com a APO (Autoridade Pública Olímpica), a fim de coordenar os esforços para atender os Jogos como um todo. Na distribuição de tarefas, o CPTEC ficou responsável pelas previsões numéricas de ondas, marés e correntes (disponíveis em http://esportes.cptec.inpe.br/sailing/en), enquanto o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) irá fornecer as previsões numéricas da atmosfera, além de coordenar e concentrar as informações das nove instituições a serem enviadas sistematicamente à plataforma de informações do COI.

Mais de 30 funcionários do CPTEC/INPE, das mais diversas áreas, incluindo meteorologistas, oceanógrafos, pesquisadores, técnicos, e especialistas em computação estão envolvidos nos preparativos e nas atividades operacionais de monitoramento e previsão de tempo durante os Jogos. "Na realidade, todo o CPTEC/INPE estará envolvido e ficará de prontidão nos próximos dois meses durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos", enfatiza Ferreira.

Meteorologistas do CPTEC/INPE, CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), INMET e INEA (Instituto Estadual Ambiental) foram destacados para atuar diretamente no apoio à realização dos Jogos. Dois deles, do CPTEC/INPE, estão desde o último dia 21 no Main Operational Center (Centro Principal de Operações), no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

No próximo dia 3, dois dias antes dos Jogos iniciarem, outros quatro meteorologistas, um do CPTEC/INPE, um do CEMADEN e dois do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) fornecerão briefings diários sobre o tempo no escritório da Marina da Glória, para apoio às provas de regata de vela.

Outros meteorologistas, do INMET e INEA, darão apoio à realização das provas de canoagem e remo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os meteorologistas fornecerão diariamente previsões nos períodos da manhã e da noite para o Comitê Olímpico e para os atletas.

Previsões Para a Vela

Na Marina da Glória, o foco principal serão as previsões de vento, de ondas, marés e correntes geradas pelo INPE para oito pontos de regatas de Vela dentro e fora da Baía da Guanabara. Ferreira destaca o grande esforço realizado pelo CPTEC para gerar, rapidamente, em menos de um ano, um sistema de monitoramento e de previsão para dar suporte e atender o Comitê Olímpico Internacional e os atletas velejadores.

Segundo o pesquisador do CPTEC/INPE, um dos principais desafios foi o desenvolvimento da simulação da dinâmica das correntes e ondas da Baía de Guanabara e do regime de ventos locais, que leva em conta o relevo acidentado e montanhoso da região. "A topografia ao redor da Baía canaliza os ventos e gera condições muito específicas de brisa. Compreender esta dinâmica e incorporá-la aos modelos é fundamental ao refinamento das previsões, em especial o momento exato da mudança da direção dos ventos, foco dos interesses dos velejadores", afirma.

As previsões serão geradas pelo modelo de ondas SWAN e, para correntes marítimas, pelo modelo ROMS, com resoluções espaciais variáveis, que chegam a até 100 metros. Para as previsões de tempo, serão utilizados os modelos atmosféricos COSMO, rodado pelo INMET, WRF (Weather Research and Forecasting Model), rodado pelo CPTEC/INPE, e o ETA, do próprio CPTEC/INPE, com resolução de 1 quilômetro.

Dados meteorológicos também serão utilizados para validar resultados de algumas provas, como de atletismo, que registram as condições atmosféricas durante a competição, explica Ferreira. O monitoramento da concentração de poluentes será feito pelo INEA e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), com dados coletados por suas redes de estações. Para complementar este serviço, foi solicitado recentemente ao CPTEC o serviço de previsão e monitoramento da qualidade do ar do modelo CAT-BRAMS, com resolução de 1 quilômetro. Devido ao curto prazo para implementá-lo, o modelo estará disponível somente no início das Olimpíadas.

Legado Meteorológico

Os desenvolvimentos na área de modelagem realizados pelo CPTEC/INPE deverão ser incorporados aos modelos regionais de previsão do tempo ETA e BRAMS, que cobrem a América do Sul. Segundo Sérgio Ferreira, os modelos utilizados nos Jogos, de alta resolução espacial, poderão ser reaproveitados para dar suporte a atividades portuárias da Baía de Guanabara e da aviação civil. Poderão ainda ser adaptados a outras regiões portuárias do país.

Outra área que se beneficiou com os desenvolvimentos para as Olimpíadas e Paraolimpíadas foi a de assimilação de dados em modelos numéricos de alta resolução. Foram feitos grandes esforços de assimilação de dados de radares meteorológicos e de dados de perfiladores de vento para "abastecer" modelos de previsão de alta resolução.

Ferreira explica que a assimilação de dados é uma das principais etapas do processo de geração da previsão numérica do tempo. O modelo de assimilação de dados gera as condições iniciais do tempo (análise), necessárias para iniciar o processamento do modelo da previsão de tempo. "Este trabalho deverá resultar em avanços consideráveis à área de previsão de tempo de curto prazo (nowcasting)", destaca Ferreira.

Além destes resultados pontuais, o esforço conjunto das instituições deverá propiciar novas cooperações, acrescenta o meteorologista. Além do INPE (CPTEC) e do INMET, participaram da construção e operação do sistema meteorológico dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, as seguintes instituições: o Instituto Estadual de Ambiente (INEA), Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), Departamento de Controle de Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (DECEA), Sistema de Monitoramento da Cosa Brasileira (SIMCosta), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), Sistema Alerta Rio/Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio) e Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN).

Crédito: Divulgação Brasil 2016
Boia meteorológica do MCTIC, na Baía de Guanabara,
para o monitoramento do tempo durante os Jogos 2016.
O CPTEC/INPE irá gerar previsões de correntes para a Baía de Guanabara
durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Lei do Fio Terra Completa 10 Anos, Mas Descargas Atmosféricas Ainda Provocam Mortes Dentro de Casa

Olá leitor!

Segue agora uma interessante notícia postada hoje (28/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que Lei do Fio Terra completa 10 Anos, mas Descargas Atmosféricas ainda provocam mortes dentro de casa.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Lei do Fio Terra Completa 10 Anos, Mas Descargas Atmosféricas Ainda Provocam
Mortes Dentro de Casa

Acidentes no interior das residências são responsáveis por 19% das mortes
por descargas atmosféricas no país. Segundo especialistas, sistema de
aterramento poderia reduzir número de vítimas.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 28/07/2016 | 08:30
Última modificação: 27/07/2016 | 18:32

Crédito: INPE
Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE monitora
incidência de raios no Brasil.

Trinta pessoas morrem por ano em consequência das descargas atmosféricas dentro de casa. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o setor agropecuário registra o maior número de vítimas de raios: 25% dos casos. Isso ocorre porque as atividades são realizadas a céu aberto. Mas os acidentes dentro de casa vêm logo em seguida, causando 19% das mortes por descargas atmosféricas no país. A adoção do fio terra nas residências pode mudar essa realidade.

O sistema de aterramento consiste em uma viga cravada na terra que é conectada a um fio. Ele diminui a variação de tensão de uma rede elétrica, elimina as fugas de energia e protege as pessoas de um eventual choque elétrico. Este sistema é obrigatório há dez anos, como determina a Lei 11.337. Quando bem feito, o aterramento também protege das descargas atmosféricas.

"Uma descarga atmosférica, quando ocorre, por exemplo, em um prédio, gera um aumento da eletricidade em toda a fiação do prédio. Isso acaba provocando a queima de equipamentos ligados à rede elétrica, assim como uma fatalidade, se a pessoa estiver encostada em um equipamento ou muito próxima a uma tomada. O fio terra faz com que a maior parte das  correntes induzidas pelo raio se dirija à terra", explicou o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Jr.

Embora esteja em vigor há dez anos, a lei que obriga o aterramento nas edificações do país ainda não foi regulamentada, o que dificulta a fiscalização. Mas os especialistas chamam a atenção para a importância da instalação do fio terra uma vez que as consequências de uma descarga elétrica podem ser muito sérias. Há casos de queimaduras, coagulação do sangue, contração muscular e até parada cardiovascular.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)