segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Telebras Apresenta Plano de Venda da Banda KA do SGDC a Empresas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (24/02) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a Telebrás apresentou seu plano de venda para empresas da Banda KA do Satélite SGDC.

Duda Falcão

Telebras Apresenta Plano de Venda
da Banda KA do SGDC a Empresas

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas terá 70% da
capacidade voltada para ampliar a oferta de internet de alta velocidade por
meio da banda Ka. Segundo a Telebras, plano de vendas vai permitir
parcerias com operadoras que vão trazer equipamentos e
tecnologias para expandir banda larga.

MCTIC
24/02/2017


A Telebras apresentou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com representantes de empresas do setor de telecomunicações, o modelo do plano de venda de capacidade em banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento, que deve ser lançado no dia 21 de março, terá 70% da sua capacidade voltada para ampliar a oferta de internet banda larga no país. Os 30% restantes são destinados às comunicações estratégicas das Forças Armadas Brasileiras.

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Comercialização do SGDC, Bruno Henriques, a negociação da capacidade do satélite será dividida em quatro lotes principais, que terão 100% de cobertura em todo o território nacional. Um lote será exclusivo da Telebras. Outros três lotes serão vendidos em leilão, pelo maior preço, para empresas que atuam nos regimes de concessão, permissão e autorização de serviços de telecomunicações. O lote 1 será um pouco maior, e a empresa vencedora terá oferecer contrapartidas para a Telebras.

Contribuições ao modelo de plano de negócios apresentado poderão ser feitas até as 23h59 do dia 8 de março de 2017, pelo email sgdc@telebras.com.br . Além disso, as operadoras também poderão marcar reuniões presenciais na Telebras para discutir e apresentar sugestões. A previsão é que o edital para a seleção dos parceiros comerciais seja publicado em março, e a assinatura dos contratos ocorra em abril.

Durante a apresentação, Bruno Henriques destacou que o objetivo principal do plano de venda é atender às metas do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL): expansão do acesso à internet de alta velocidade em todo o Brasil, inclusão digital, redução das desigualdades sociais e regionais e ampliação dos serviços de governo eletrônico em áreas como saúde, educação e segurança.

“Estamos totalmente atentos a esse objetivo primordial do SGDC. Não existe outra maneira economicamente mais eficiente e ágil, com menos riscos e possibilidade de dar certo, do que a que estamos apresentando hoje.”

De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, o plano de vendas de capacidade do SGDC foi desenhado para permitir parcerias com grandes, médias e pequenas operadoras de telecomunicações. “Essas empresas vão trazer equipamentos e tecnologias modernas, com a velocidade que nós precisamos e com o preço mais adequado possível para ampliar a oferta de banda larga.”

O SGDC será o único satélite de alta capacidade em banda Ka com cobertura totalmente nacional. A vida útil do equipamento será de 18 anos. O satélite terá dois centros de controle (em Brasília e no Rio de Janeiro), além de contar com cinco gateways – estações terrestres com equipamentos que fazem o tráfego de dados do satélite – instalados em Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Campo Grande e Salvador. As operações devem começar no segundo semestre de 2017.

O SGDC já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado no dia 21 de março próximo. A construção do satélite é uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom, se eu fosse um empresário dono de uma empresa que precisasse utilizar este satélite SGDC para suas comunicações internas, sigilosas ou de seus clientes, eu esperaria um pouco mais antes de embarcar nesse barco, afinal o sigilo é a alma do negocio. Vale dizer que além de todo processo que levou a construção desse Satélite Frankenstein ser cercado de duvidas quanto a sua lisura e sua viabilidade tecnologica para o Brasil, desconfio também que este satélite não seja seguro, o que colocaria (caso esteja certo) suas comunicações em risco, ou seja, em outras palavras, pode ter boi na linha. Cuidado.

9 comentários:

  1. Duda, concordo que o Satélite não é seguro, tudo que será transmitido poderá ser espionado mesmo assim (chaves públicas), mas o que importa é a criptografia dos dados que sem suas "senhas" (chaves privadas) não poderão ser decifradas de nenhum modo.

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    1. Olá Everton!

      Não se fie nisso amigo, vivemos no país dos piratas e aqui pra tudo se tem um jeito, basta conhecer as pessoas certas e o seu preço.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Mas Duda, não é questão de ser Brasil, criptografia não se quebra. Entendo sua critica com relação ao modo que esse satélite foi concebido, mas se o mesmo fosse nacional,teria o mesmo risco de quebra de segurança.

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    3. Olá Escabelo Jr.!

      Caro amigo, informações criptografadas como toda informação ela é armazenada e para ser lida precisa da chave. Pois então, como disse conhecendo as pessoas certas e o preço certo... Quanto a sua pergunta final, sim, mas pelo menos o conhecimento adquirido pelas empresas participantes durante o desenvolvimento do satélite estaria sob controle das empresas nacionais. O problema aqui é que em nenhum aspecto nenhum esse projeto é benéfico para o Brasil, além de ser também inseguro.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Assim como a França desativou os torpedos da Argentina utilizados na guerra das Malvinas, poderá fazer o mesmo com esse satelite.

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    1. A França não faria isso tendo ou não capacidades, porque a Thales iria perder credibilidade e não assinaria com mais nenhum cliente estrangeiro.

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  3. Em tempos de guerra empresas sao nacionalizadas e atendem apenas aos mandos de seus governantes, se tratando de um satelite militar isso deve ser levado em conta.

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  4. Caro Sr. Duda Falcão,

    Acompanho e admiro o seu blog há um bom tempo já. Vejo que o senhor é um crítico ferrenho do projeto do SGDC, no entanto, não vi até o momento argumentos objetivos para suas críticas. Concordo que o SGDC não é PEB, mas gostaria de saber mais sobre o que sabe ou que acha saber desse projeto bilionário.
    Com relação a segurança das informações, gostaria também que o senhor nos explicasse de forma mais clara suas preocupações. Sei que a plataforma é totalmente francesa, o que nos confere uma fragilidade, mas no emprego do payload, o satélite é somente um repetidor, portanto, cabe a criptografia nos fornecer a segurança.

    Parabéns pelo trabalho.

    Grato

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    1. Olá Bruno!

      A resposta dada ao Escabelo Jr. acima responde a sua pergunta. Em aspecto nenhum esse satélite é benéfico para o Brasil, além de existir a suspeita do mesmo ter sido superfaturado. Enfim um completo desastre.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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