terça-feira, 4 de abril de 2017

Equipe do INPE Segue Desenvolvendo o NanosatC-Br2

Olá leitor!

No interesse de trazer informações sobre o andamento do projeto do Nanosatélite NanosatC-Br2, entramos em contato com o coordenador do projeto no INPE de São José dos Campos (SP), o Dr. Otávio Durão, para assim manter você leitor bem informado sobre este importante projeto do PEB.

O Modelo de Engenharia (ME) do Br2 testando suas baterias.
Como você vê ele indica 7,5 V, ou seja, carga nominal.

Porém antes de abordarmos o Br2, gostaríamos de informar que o seu irmão mais velho, o Canarinho verde amarelo, mais conhecido pela denominação de NanosatC-Br1, já completou 2 anos e 9 meses em órbita, e continua forte e firme realizando seu trabalho enviando diariamente dados para os pesquisadores envolvidos com o projeto.

Já quanto ao Br2, o Dr. Durão nos informou que a equipe ainda não obteve os recursos necessários da AEB para o seu lançamento, mas eles garantiram que irão cumprir o acordado. Porém, segundo o pesquisador do INPE, por um lado isto não é ruim, pois permite que a equipe realize mais coisas, mais análises e o desenvolvimento do satélite, sem que venham sofrer a pressão de já ter o lançamento marcado.

“Este foi, por exemplo, o caso do NanosatC-Br1, que nos obrigou a fechar o pacote sem fazer algumas coisas que gostaríamos e que agora estamos podendo realizar no projeto do Br2, relata o Dr. Durão.

Ainda segundo o pesquisador do INPE, a equipe do projeto já dispõe de uma carga útil (AMSAT-BR) testada com o computador de bordo, uma Sonda de Langmuir do INPE em testes e uma outra (susbsistema de determinação de atitude com tripla redundância - UFMG/UFABC/INPE) que entrará em testes este mês.

“Qualificamos uma das cargas úteis (SL) no LIT (vibração e termo vácuo), o que não fizemos com NanosatC-Br1. As três últimas cargas úteis (FPGA/UFRGS, CI/SMDH-UFSM e o magnetômetro do INPE), em uma única placa e uma versão 2 da que voou no Br1, deverão só ser entregues em dois meses, já que houve alguns problemas orçamentários para iniciar o seu desenvolvimento, o que causou um descompasso com as demais”, completa o pesquisador do INPE.

O Dr. Durão informou ainda que o software de controle do Br2 (uma versão similar à do Nanosatélite ITASAT-1), também já foi testado no computador de bordo.

“Estamos finalizando os testes do software de bordo, que gerenciará os dados e a comunicação. O de solo é parametrizado do que foi feito para ao Br1. Como já temos todos os subsistemas da plataforma disponíveis e integrados, estamos próximos (imagino que cerca de 6 meses) de ter o NanosatC-Br2 pronto para os testes do cubesat completo”, finalizou o Dr. Durão.

Duda Falcão

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