terça-feira, 18 de abril de 2017

Parceria Com Outros Países Não Põe em Risco Soberania Nacional, Diz Presidente a AEB

Olá leitor!

Como era de se esperar, após o anúncio do interesse de quatro países pelo uso da Base de Alcântara feito recentemente pelo Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o presidente da Agencia Espacial de Brinquedo (AEB), o Sr. José Raimundo Braga Coelho, resolveu aparecer nos holofotes falando sobre este anuncio em matéria publicada ontem (17/04) pelo site “Sputnik News”, matéria esta que você leitor pode conferir abaixo.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Base de Alcântara: Parceria Com Outros Países Não Põe em Risco Soberania Nacional

Sputnik News
17/04/2017 – 18:40
Atualizado 17/04/2017 – 18:52

© Foto: Estadão conteúdo / Lisandra Paraguassu

Quatro países – Rússia, EUA, França e Israel – querem utilizar o Centro de Lançamento de Alcântara, a base brasileira de foguetes espaciais, no Maranhão. O diretor-presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, destaca que a parceria poderá melhorar o programa espacial brasileiro.

O interesse de Rússia, Estados Unidos, França e Israel em fazer parceria com o Brasil para a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) foi revelado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, na semana passada, nas próprias dependências do Centro.

Nesta segunda-feira, em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o diretor-presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga Coelho, falou sobre as vantagens de uma possível parceria.

"A nossa base de lançamento tem uma localização estratégica excepcional. Ela fica quase dentro do plano do equador, a apenas dois graus sul", explica o físico José Raimundo Braga Coelho. "Para os lançamentos mais cobiçados, os que geram mais negócios, que são os lançamentos em órbita equatorial, em órbita geoestacionária, dentro do plano do equador, essa é a base de lançamento mais bem situada do mundo."

O diretor-presidente da AEB explica o interesse internacional sobre Alcântara:

"É natural que todos os países que tenham programa de lançamento de satélites tenham uma certa cobiça pela nossa base de lançamento. Às vezes, as pessoas se confundem porque não são da área, achando que qualquer lançamento da base de Alcântara é sucesso, é melhor do que em qualquer outro lugar. Isso não é verdade. Só é verdade para os lançamentos que forem feitos em órbitas geoestacionárias ou órbitas equatoriais. Porque, no momento do lançamento, que em geral é feito utilizando a rotação da Terra – e essa rotação é muito alta, da ordem de 5 mil quilômetros por hora – o lançador já ganha esses 5 mil quilômetros por hora de impulso, digamos assim."

Uma órbita é considerada geoestacionária quando é circular e se processa exatamente sobre o equador da Terra, nos pontos de latitude zero, e a sua rotação acompanha exatamente a rotação da Terra.

Em relação às propostas apresentadas pelos quatro países – Rússia, Estados Unidos, França e Israel –, José Raimundo Braga prefere ser cauteloso a especificar qual deles poderia ter apresentado a melhor vantagem ao Brasil:

"Temos que pensar muito nisso, porque não acredito que haja proposta específica com relação a isso. O que há é o desejo de vários países de ter a possibilidade de negociar com o Brasil."

O diretor-presidente da AEB descartou qualquer possibilidade de o Brasil sofrer abalos em sua soberania caso firme contrato de parceria com outro país, ou outros países, para utilização do Centro de Lançamento de Alcântara:

"Pelo contrário. Isso vai contribuir cada vez mais para consolidar nossa soberania, desde que tenhamos o cuidado de respeitar os direitos de todos os outros países assim como eles respeitarão os nossos direitos. Não haverá nenhum problema envolvendo a soberania nacional. O que justifica essas iniciativas são os investimentos que serão feitos aqui e os recursos que eventualmente contribuirão para melhorar o programa espacial brasileiro."


Fonte: Site Sputniknews - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, o “Cabeça Branca” tinha de aparecer, é o que ele gosta de fazer e faz como ninguém, enfim... tá ai a matéria. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Jahyr de Jesus Brito pelo envio da mesma. Vale aqui um esclarecimento: O envio por parte de leitores de matérias para o Blog tem sido de fundamental ajuda para mim, já que como não posso me dedicar exclusivamente ao mesmo como eu gostaria, meu tempo esta cada vez mais escarço. É a luta pela sobrevivência caros amigos.

4 comentários:

  1. Pensamento de colônia, mas o que esperar desse energúmeno do "presidente" da AEB? O pior é saber que os militares brasileiros entraram nesta onda entreguista e decidiram que o Brasil tem que ser pequeno mesmo e esse é seu fado. Lamentável como o Brasil se apequenou. Deixo aqui minha indignação como um brasileiro nacionalista que gostaria de ver um Brasil grande e potência e não puteiro do mundo.

    Progressista

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  2. Pra que manter uma base de lançamento de foguetes se o país nem lança foguetes, só brinca de programa espacial. Como que pode no próprio governo serem contra o uso da base por estrangeiros, sendo que ao mesmo tempo não liberam verba pro PEB pra que possa desenvolver foguetes e utilizar a base. Não entendo isso, que fechem ela de uma vez.

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    1. A base deveria ser de uso exclusivo do Brasil com um VLS nacional,no entanto isto está descartado já deu pra perceber,então o que era pra ser uma solução virou problema para nossos governantes de merda e ai a solução é alugar a base e ter mais grana pra desviar neste país.É isso que vai acontecer.

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    2. Não só dos governantes, os bundões de farda tem seu papel nisso também... A FAB é uma piada. E eles vão temer o que? Que os EUA vão espionar nossas tecnologias hahahaah. Os caras tão décadas a frente de qualquer coisa que o Brasil tá fazendo. Na década de 60 eles desenvolveram o SR-71 e mandaram o homem pra lua e o Brasil tava fazendo o que mesmo? Pois é... Simplesmente paramos no tempo.

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