terça-feira, 11 de abril de 2017

Se Serve de Consolo, Esta Não é Só Uma Pergunta da Comunidade Espacial Brasileira

Olá leitor!

No dia 07/04 passado o maior foguete de sondagem da Europa para experiências em Ambiente de Microgravidade foi lançado com sucesso do Esrange Space Center (ESC), no sudoeste da Suécia.

Tratou-se na realidade do lançamento do foguete da “Operação MAXUS 9”, missão esta atendida pelo gigantesco foguete de sondagem Castor-4B de origem norte-americana. (veja o Vídeo do lançamento abaixo)


O foguete foi lançado às 11h30, horário local, e realizou nove experimentos científicos e de um demonstrador de tecnologia, carregando no total 579 kg, a uma altitude de 678 km, permitindo pouco mais de 12 minutos em Ambiente de Microgravidade estável, 10-5 g. Já a carga útil chegou ao solo com segurança dentro da área de impacto através de um paraquedas, sendo posteriormente recuperada por helicóptero.

Ora, o nosso leitor deve estar se perguntado agora: “E dai Duda, o que o Brasil tem com isso?” Se for este o seu caso, saiba que é uma pergunta bastante pertinente.

Bom leitor acontece que alguns anos atrás foi definido pela Agencia Espacial Europeia (ESA) e pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR) que as operações do Programa MAXUS não seriam mais atendidas pelo foguete norte-americano Castor-4B em vias de aposentadoria, e que a Operação MAXUS-9 seria a última onde este foguete seria utilizado.

Mas e ai, o que fazer? Foi ai que o DLR através de seu departamento DLR MORABA se aproveitando das boas relações e do sucesso no projeto conjunto do foguete VSB-30, procurou na época o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) buscando uma alternativa para este problema.

Vale dizer que este foi o gatilho inicial para as negociações em torno não só do foguete VS-50 (alternativa apresentada na época pelo IAE), mas também e principalmente do projeto conjunto do tão esperado e desejado Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).

Vale lembrar leitor que um passo importante neste sentido (tanto para o VS-50 quanto para o VLM-1) foi dado em 22 de dezembro do ano passado quando foi assinado nas instalações do IAE o contrato de produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos realizados pelo veículo VS-50 e no voo de qualificação da primeira versão do Veículo Lançador de Microssatélites VLM-1 (veja aqui).

Porém este foi apenas um passo, muitos outros terão de serem realizados ainda, e até mesmo este contrato terá de ser realmente concluído, para que assim este sonho venha um dia se realizar. Será mesmo? Se serve de consolo, esta não é só uma pergunta da Comunidade Espacial Brasileira.

Duda Falcão

5 comentários:

  1. É preciso deixar um pouco de lado esse nosso constante espírito de esperança, para aceitar que o Programa Espacial Brasileiro morreu; falta apenas o enterro. Nada funciona. Não temos foguetes, além do VSB-30 e daqueles que a FAB usa para brincar de usar Alcântara como base de lançamento. O Brasil só funciona hoje na calada da noite, com o Congresso Nacional tentando dar um golpe na Democracia e nas esquinas de Brasília, onde as mães dos parlamentares fazem ponto. O último que sair apague a luz...

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    1. KKKKKKKKKKKKK, verdade amigo Bernardino, mas vamos ter esperança, tem essa galera jovem chegando que, quem sabe faça as mudanças que a nossa geração falhou em fazer. Parece utopia, mas a esperança é a ultima a morrer e para o nosso bem como nação, espero que não morra nunca, caso contrario, estaremos condenados como sociedade.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Finalmente no Brasil as coisas estão andando... mas ainda falta muito mais.

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    1. Só se for a passos de tartaruga e sem vontade como sempre.

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    2. Pois é , Rodrigo , nem a perspectiva de participar de um mercado de 3 a 4 mil pequenos satélites ( segundo estudos realizados ) , isso entre 2018 a 2023 ,é capaz de impulsionar essa gente .Mas SE tudo der certo o V.L.M estará pronto pra esse mercado só em 2019 .É muito descaso pro meu gosto .

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