quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Contra Crise, Engenheiros do ITA se Mobilizam

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria publicada ontem (29/08) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que 211 engenheiros e ex-alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) se mobilizam e assinam manifesto contra a grave crise que afeta o país.

Duda Falcão

POLITICA

Contra Crise, Engenheiros do ITA se Mobilizam

Assinado por 211 ex-alunos, manifesto defende
descentralização da tomada decisões da União

Marianna Holanda e Elisa Clavery,
O Estado de S.Paulo
29 Agosto 2017 | 05h00

Um grupo de engenheiros formados pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) lançou uma carta que nada tem a ver com a construção de aeronaves. Intitulado Manifesto pelo Brasil, o texto expõe preocupação com os rumos do País, “nestes tempos de instabilidade política, corrupção, desemprego e violência”, e se dispõe a pensar em novas saídas para a crise nacional. É a primeira vez que ex-estudantes da instituição se posicionam sobre assuntos dessa natureza.

“Os alunos do ITA nunca participaram do processo político como um grupo, mas a situação do País está muito complicada e estamos insatisfeitos. Quisemos nos manifestar para romper o silêncio. É nesse sentido que saiu o manifesto. É sobre princípios, sem tomar partidos”, disse um dos organizadores do grupo, Pedro John Meinrath, de 80 anos, empresário formado no ITA em 1959.

Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
Os engenheiros Gilberto Dib (esq.) e
Pedro John Meinrath, formados pelo ITA.

Assinado por 211 engenheiros formados na instituição entre 1956 e 2007, o manifesto diz que o grupo pretende apresentar “algumas sugestões para encaminhamento de mudanças que, no nosso entender, iniciarão um ciclo virtuoso, propiciando recuperação econômica e mais qualidade de vida”. Um dos signatários é Ozires Silva, que deixou o ITA em 1962 e fundou a Embraer sete anos depois.

Formado na instituição em 1963, Gilberto Dib foi o “pai” do movimento dos engenheiros aeronáuticos. “O documento mostra que estamos pensando um País diferente. Nossa prioridade é propor mudanças na administração do País”, afirmou Dib, hoje com 76 anos.

Na avaliação do grupo, o primeiro ponto é que é necessário dar mais independência às administrações estaduais, descentralizando o poder do governo federal. “Tanto o Poder Executivo quanto os demais Poderes ficam excessivamente concentrados no nível federal, inflados e ineficientes, comandando enormes orçamentos e sujeitos a manobras suscetíveis à corrupção”, diz o manifesto.

O texto representa apenas a opinião dos signatários. “Nós somos egressos do ITA, mas o manifesto nada tem a ver com o instituto. Ele nos forneceu um ensino singular, e nos tornamos engenheiros de qualidade e queremos contribuir”, afirmou Meinrath. 

A Associação de Estudantes do ITA não subscreve o manifesto, mas não vê o movimento com maus olhos. “Nós apoiamos, achamos positivo esse tipo de iniciativa. Única ressalva que fiz com Gilberto (Dib) foi para deixar claro que o manifesto não representa a opinião do ITA”, disse o presidente da associação, Marcelo Dias Ferreira.

Um dos mais novos do grupo, da turma de 2007, Bernardo Ramos é um dos que subscrevem o manifesto. Nesse grupo, os mais velhos são os mais engajados. “Na nossa faculdade, a conduta e a educação são muito fortes, e acho que o grupo surgiu do entendimento de que é preciso se posicionar vendo a corrupção crescer e a educação piorar no País”, disse o hoje professor de Matemática de 34 anos.

O grupo, que começou com apenas uma corrente de e-mail de 35 pessoas, quer tornar-se um think tank – grupo que discute grandes questões. Com reunião presencial marcada para setembro, eles pretendem formular diretrizes mais acertadas para os próximos passos.


Fonte: Site do jornal O Estado de São Paulo - 29/08/2017

Comentário: Bom leitor respeito a todos os engenheiros que assinaram este manifesto, alguns deles creio até que os conheça pessoalmente, mas apesar da atitude louvável, que me perdoe todos eles, mas ela é inócua e não resultará em absolutamente nada. É aquela coisa, o diagnostico está errado e o remédio escolhido apesar de correto para algumas sociedades não condiz com a doença enfrentada pela Sociedade Brasileira e consequentemente não produzirá absolutamente nenhuma mudança. Vocês continuam acreditando que vivem num país de verdade, serio e conduzido por uma classe política realmente interessada em resolver os problemas e encontrar soluções que ajudem o desenvolvimento do país e de seu povo, estão vivendo uma fantasia que só existe na cabeça de vocês, acordem, vocês vivem num pais de piratas formada por uma sociedade de egocêntricos onde quem está no controle é uma comunidade política que faz valer e com maestria a sua formação cultural pirata. Um manifesto como este senhores engenheiros só teria impacto numa sociedade formada por CIDADÃOS, e não numa sociedade formada por PIRATAS, onde os interesses de alguns se sobrepõe aos da comunidade. Na matéria acima não vi nenhuma citação da palavra CIDADANIA e vocês precisam entender que nos chegamos nesta situação justamente por desde a nossa suposta ‘independência‘ termos descuidado com educação baseada na CIDADANIA. Sem formar cidadãos não existe nação, a cidadania é a base da formação do homem, do profissional comprometido com a sua comunidade, independentemente de sua função. Comunidades formadas por cidadãos senhores engenheiros são as que formam cidades, estados e nações, já as formadas por piratas forma territórios de piratas onde prolifera a lei do mais forte, do mais esperto, a corrupção, o crime organizado e a violência, justamente como está acontecendo neste território verde e amarelo. Acordem.

8 comentários:

  1. Eu discordo de seu ponto de vista sobre o manifesto não ter potencial de mudar a história de nosso país. Obviamente, não se trata de uma ação política determinante, mas pode ser a faísca de que precisam aqueles que realmente estão interessados no benefício público e fortalecimento da nação. Como afirma a teoria moral de Habermas, filósofo alemão contemporâneo, é pela discussão racional e em conjunto sobre as leis e bases de um grupo que se chega a uma nova maneira de viver mais eficiente e com regulamentos pensados, em prol de todos. Para minimizar as pressões externas na resolução dos problemas e, assim, evitar interesses alheios, nada melhor que iteanos, seres em sua maioria autênticos e que não se deixam levar por pressões sociopolíticas externas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perdoe-mne a sinceridade Caio, mas você esta equivocado. Manifestos como esse e cartas de desagravo da comunidade científica saíram aos montes nos últimos 20 anos e nunca foi faísca de nada. Recentemente saiu mais uma do CNPq e da SGDC e só na gestão da Helena Nader foram mais de dez. Repito ações como essa só dão resultados em sociedades politizadas (formada por cidadãos), não é o nosso caso. Vocês estão lidando com bandidos que tem seus próprios interesses. Acordem.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

      Excluir
  2. Tem razão.Não há cidadania sem cidadãos e eis que estamos rodeados por seres de mentalidade tacanha,individualistas,egoístas,consumistas que pensam que tudo pode ser comprado no supermercado.Sabemos que algumas andorinhas não fazem verão.No entanto é o que acontece. Aqueles que pensam e sabem que nem tudo pode ser comprado fazem o que podem e você mesmo é um exemplo disso.É assim mesmo,a duras penas,que as coisas andam e é incrível o que tão poucas pessoas conseguiram fazer na ciência e na História.

    ResponderExcluir
  3. Por favor, eu gostaria de ter acesso ao manifesto, se possível. Meu e-mail: atsocs.cc@gmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Caio!

      A matéria em questão infelizmente não apresentou o manifesto.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

      Excluir
    2. http://www.ovale.com.br/_midias/pdf/2017/08/30/4837a_manifesto_pelo_brasil_lista_27ago17-81667.pdf

      Excluir
  4. Tudo está sendo desmontado.Todo dinheiro agora é para os bancos e o Brasil,que está sendo derrotado na guerra hibrida.vai sendo reconduzido à condição de colônia fornecedora de matérias primas.

    ResponderExcluir
  5. Independência dos Estados em relação ao governo central, por quê? Porque é assim nos EUA? Nada a ver!

    ResponderExcluir