quarta-feira, 28 de março de 2018

Associação COBRUF Anuncia Regras de Competição Internacional de Drones

Olá leitor!

Associação COBRUF anunciou no dia 25/03 em sua página oficial no Facebook as regras da ambiciosa edição teste da Cobruf Drones Beta que, segundo eles será a mais avançada competição universitária internacional de Drones de exploração espacial no mundo.


A competição focará em contribuir com tecnologias e conceitos duais de Drones, alinhadas às principais tendências internacionais, para que assim venha contribuir tanto para com a exploração robótica de Marte, quanto com outras aplicações na indústria de Drones na Terra.

Os interessados em participar desta competição podem obter maiores informações pelo link: https://blog.cobruf.com.br/cobruf-drones-beta-regras-1b68eadc6ff2

Duda Falcão

Estudante Brasileira Recebe Convite Para Fazer Curso na NASA

Olá leitor!

Segue uma notícia postada dia (24/03) no site “PortalNews.com.br destacando que jovem estudante brasileira moradora de Biritiba Ussu (distrito do município de Mogi das Cruzes-SP), recebeu convite para fazer curso na NASA.

Duda Falcão

CIDADES – Sonhando Alto

Estudante Recebe Convite
Para Fazer Curso na NASA

Moradora de Biritiba Ussu conhecida como
'Menina das Estrelas' foi chamada pela agência

Por Lílian Pereira
PortalNews.com.br
Publicada em 24/03/2018 - 20h13min

Foto: Divulgação
No ano passado, ela recebeu menção honrosa
com projeto sobre o planeta Saturno.

A estudante de 16 anos do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual João Cardoso dos Santos, em Biritiba Ussu, Amanda Rodrigues de Araújo Silva, também conhecida como "Menina das Estrelas", está correndo atrás de seu sonho para participar de um curso de duas semanas na agência espacial NASA.

No ano passado, ela concorreu em um concurso da agência com projeto científico sobre o planeta Saturno e recebeu uma menção honrosa na categoria ensino médio. Na ocasião, ela foi convidada a ir para Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, para receber a premiação. Lá, ela encontrou a diretora de estação espacial americana. "Fiquei muito surpresa porque foi uma recompensa de anos de estudo. É uma oportunidade única, o sonho da minha vida".

Amanda decidiu que queria ser astrônoma aos nove anos e já participou de muitos eventos relacionados à área e, até mesmo deu palestras em escolas. Iniciou seus estudos sobre vida fora do planeta Terra em uma das Luas de Saturno ,e recebeu o convite para palestrar na Campus Party Brasil, que é o principal evento de tecnologia realizado no Brasil.

A oportunidade de participar de um curso na agência espacial americana surgiu sem esperar. Ela soube por meio de redes sociais e começou a procurar ajuda. "Certo dia estava nas redes sociais e vi que um amigo astrônomo postou sobre a oportunidade de um curso para estudantes na NASA. Inicialmente eu queria ajudar a divulgar o evento, mas surgiu a proposta para participar", conta a estudante.

Apoio

A "Menina das Estrelas" é a única estudante de São Paulo a ter a oportunidade de participar do curso na Nasa, mas para isso, ela precisa de apoio para alcançar a verba necessária e realizar seu sonho. O curso vai acontecer no mês de julho deste ano e custa R$ 12 mil. Nesse valor, estão incluso todas as despesas. Lá, Amanda vai conhecer a agência e receber treinamentos.

Uma forma para arrecadar o dinheiro é fazendo ações como bingos na própria escola em que estuda, vendendo rifas e até mesmo por um financiamento online. "Participar desse curso é o maior sonho da minha vida. Quando soube que teria a oportunidade eu fiquei muito feliz de um modo que não sei explicar. Estamos tentando de todas as maneiras conseguir dinheiro, mas um patrocínio seria fundamental".

Quem quiser apoiar Amanda e ajudá-la a realizar seu sonho pode entrar em contato pelo telefone (11) 99825-7513 ou acesse o site https://www.vakinha.com.br/vaquinha/menina-das-estrelas-na-nasa para contribuir com o financiamento online.


Fonte: Site PortalNews.com.br  - http://www.portalnews.com.br

Comentário: Poxa que bom, parabéns a jovem Amanda Rodrigues de Araújo Silva, mas uma prova do potencial de nossos jovens. Aproveito para agradecer também ao nosso leitor Fabrício de Novaes Kucinski pelo envio desta notícia.

A História do Físico Brasileiro Que Foi de Minas a Marte

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (27/03) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que o físico brasileiro Ivo Gontijo que participou do projeto do rover “Curiosity” da NASA, lança novo livro contando não só os detalhes da aventura que envolveu este projeto, bem como o seu lançamento, seu pouso histórico e também a sua singular trajetória pessoal.

Duda Falcão

CIÊNCIA

A História do Físico Que Foi de Minas a Marte

Brasileiro Ivair Gontijo narra em livro sua participação na missão Curiosity

Por Fábio de Castro
O Estado de S. Paulo
27 Março 2018 | 03h00

Foto: Arquivo pessoal
Equipe de Gontijo projetou radares para pouso de veículo.

Em agosto de 2012, o Curiosity pousava em Marte, tornando-se o maior e mais sofisticado veículo espacial a ser enviado com sucesso a outro planeta. Os radares que permitiram o pouso - um momento crítico da missão - foram projetados por uma equipe liderada pelo físico brasileiro Ivair Gontijo, pesquisador do Jet Propulsion Laboratory (JPL), da agência espacial americana (NASA). 

Em seu novo livro A Caminho de Marte, que acaba de ser lançado, Gontijo conta não apenas os detalhes da aventura que envolveu o projeto, o lançamento e o pouso histórico do Curiosity, mas também sua singular trajetória pessoal.

Criado na pequena cidade de Moema, às margens do Rio São Francisco, no interior de Minas Gerais, Gontijo decidiu trocar seu emprego em uma fazenda pelo curso de Física na Universidade Federal de Minas Gerais, deixando seus familiares incrédulos. Era só o começo: antes de chegar à NASA, ele ainda fez doutorado e pós-doutorados na Escócia e nos Estados Unidos. 

"O objetivo do livro é mostrar para os estudantes e para os brasileiros em geral que conseguir algo como trabalhar na NASA está ao alcance da maioria das pessoas que está disposta a pagar o preço: um preço alto em horas de trabalho e estudo, em foco e planejamento", disse Gontijo ao Estado.

Veja abaixo o vídeo que acompanha a matéria:


O autor intercala a narrativa de sua própria trajetória com a história de estudos sobre Marte, que segundo ele tem apaixonado a humanidade há 25 séculos. "Nós cientistas precisamos tornar a ciência mais acessível, mais emocionante para a população, porque nenhum país vai para frente sem muita ciência e tecnologia. Eu procuro mostrar que a ciência pode ser tão emocionante como um gol em final de Copa do Mundo", afirmou.

Conseguir um emprego na NASA, segundo Gontijo, foi extremamente difícil. Além da formação sólida e dos anos de estudo intenso, foi preciso se armar de uma insistência "astronômica". 
"Não foi na primeira vez que bati na porta da NASA que consegui entrar. Na primeira vez, fiz uma entrevista, me ofereceram um emprego temporário e eu achei que não valia à pena. Depois, tive um contato com o gerente de uma das missões, que avisou que precisavam de alguém com meu perfil. Me deu os e-mails de 12 pessoas do laboratório e ninguém nunca respondeu. Eu não desisti", conta.

"Um dia um engenheiro do JPL me ligou, dizendo que encontrou meu currículo no site de uma conferência e que precisavam de uma pessoa exatamente com minha formação. Fiz uma entrevista, mas não deu certo. Foi preciso esperar mais um ano. Conto todos os detalhes no livro", disse o físico.

Missão - Segundo Gontijo, o Curiosity é o veículo mais sofisticado que já foi construído e enviado a outro planeta. A tarefa era dificultada pelo tamanho do veículo. Semelhante a um carro compacto, o Curiosity pesaria 900 quilos na Terra e possui um mastro de dois metros de altura.

"A missão anterior envolvia um veículo muito menor, em torno de 200 quilos. A tecnologia toda para viabilizar o pouso do Curiosity em Marte não existia antes, tivemos de reinventá-la. A tecnologia que utilizamos nas missões anteriores, com airbags, não funcionaria nessa circunstância. Tínhamos de fazer o veículo descer em suas rodas", explicou.

Segundo o cientista, o trabalho em uma missão dessas dimensões é exigente e tenso: nos momentos críticos, como lançamento e pouso, basta uma falha entre milhares possíveis para se perderem anos de trabalho e bilhões de dólares.

"O processo de descida em Marte ficou conhecido como 'os sete minutos de terror', porque o veículo estava se aproximando do planeta a 28 mil quilômetros por hora, em rota de colisão e em queda livre. Essa velocidade precisava ser reduzida a zero em apenas sete minutos", contou.

Antes da descida, a cápsula que continha o Curiosity perde a energia na atmosfera marciana, usando um escudo frontal de calor. "Depois um paraquedas é utilizado para reduzir ainda mais a velocidade. Na descida final, nos últimos quatro ou seis quilômetros, usamos retrofoguetes", explica. 

Com o voo controlado pelos retrofoguetes, o veículo é colocado no chão com um guindaste, que em seguida se afasta para não causar danos ao equipamento.

"Correu tudo melhor do que esperávamos. Quando vi meu colega na sala de controle dizendo 'nós achamos o solo com o radar', realmente acreditei que aquilo daria certo. Em seguida, lembro das comemorações na sala de controle, com muitos gritos e lágrimas. Foi espetacular", lembra.

Se os radares de Gontijo não funcionassem, o Curiosity se espatifaria na superfície marciana e tudo estaria perdido. "Os colegas diziam que se os radares não funcionassem, todo o resto seria irrelevante, porque o veículo viraria um monte de ferro velho na superfície de Marte. O projeto custou US$ 2,5 bilhões. Então a tensão era grande."

De acordo com Gontijo, a missão do Curiosity já terminou oficialmente, mas o veículo continua fazendo pesquisas na superfície marciana, onde percorreu pouco mais de 18 quilômetros. "Já encontramos o leito seco de um rio, o fundo de um lago, rochas sedimentares e locais onde havia água com pH neutro, que uma pessoa poderia beber."

Os operadores da NASA recebem dados do Curiosity diariamente, até hoje. Após a recepção, os dados científicos são discutidos, as fotos são analisadas e os engenheiros, técnicos e cientistas decidem o que fazer no dia seguinte. 

"Os comandos são programados e enviados a Marte todos os dias, para um satélite que está na órbita do planeta. O satélite repassa os dados ao veículo no solo, ele executa esses comandos, coleta dados e, na tarde marciana, transmite novos dados para a direção do céu marciano onde passará o satélite, que os reenvia à Terra", explicou.

‘Sete Minutos de Terror’

O físico brasileiro Ivair Gontijo, da NASA, projetou os radares que permitiram o complexo pouso do veículo Curiosity na superfície de Marte.

Fonte: NASA, Crédito GN - ESTADÃO

Futuro - Atualmente, Gontijo está trabalhando na próxima missão para Marte - a Mars 2020 -, que enviará ao planeta vermelho um veículo semelhante ao Curiosity. "Esse novo veículo terá um conjunto diferente de instrumentos e descerá em um local distinto. A ideia é que ele seja um coletor de amostras", disse o cientista.

As amostras coletadas pelo veículo da Mars 2020 serão colocadas roboticamente em tubos, que serão selados hermeticamente e deixados na superfície do planeta. Uma segunda missão será enviada para coletar as amostras, que serão colocadas em um pequeno foguete e enviadas à órbita de Marte.

"Ali, as amostras vão ficar girando em torno de Marte. Uma terceira missão - a mais simples e mais barata - sairá então da Terra, encontrará as amostras na órbita de Marte e trará tudo de volta à Terra. Isso é necessário porque temos na Terra laboratórios muito sofisticados para analisar as amostras, que chegam a ocupar um prédio inteiro - e nenhum instrumento que possa ser enviado atualmente a Marte teria a mesma capacidade de análise."

Um dos objetivos da exploração de Marte, segundo Gontijo, é encontrar vestígios de vida no planeta. Para os cientistas, mesmo que fosse um vestígio fóssil de uma forma muito primitiva de vida, como uma bactéria, totalmente extinta, já seria uma descoberta histórica sem igual.

"Seria talvez uma das maiores descobertas da espécie humana. Todos os seres vivos da Terra têm a mesma origem e todos - dos vírus aos seres humanos - usamos o mesmo processo, que é a codificação em DNA. Se a vida se formar em outro planeta, será que ela usaria o mesmo processo?

Não sabemos. Se um dia descobrirmos vida fora da Terra, essa será a primeira coisa a ser estudada: como são os processos que formam a vida em outro planeta? Seria um descoberta espetacular."


Fonte: Site do jornal O Estado de São Paulo - 27/03/2018

Comentário: Simplesmente fantástico, parabenizo ao físico Ivo Gontijo pela sua trajetória e pelo lançamento deste livro que gostaria de adquiri-lo. Tem um grande cientista brasileiro que trabalhou no PEB e que considero um amigo que costuma dizer em nosso Grupo do ZAP “PEB em Debate” que, diferentemente de décadas atrás, hoje o país tem uma massa de profissionais dentro do País e fora dele que poderiam esta fazendo a diferença, mas não há vontade politica para isso. Profissionais estes que em países sérios são disputados a peso de ouro e aqui nesta caricatura de país são menosprezados e desperdiçados. O Dr. Ivo Gontijo é um grande exemplo disto. Fazer o que? Aproveitamos para agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta matéria.

FAB Realiza a Primeira Reunião do Comitê de Governança de Atividades Espaciais (CGE)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Comitê de Governança de Atividades Espaciais (CGE) realizou a sua primeira reunião ontem em Brasília.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

FAB Realiza a Primeira Reunião do Comitê de
Governança de Atividades Espaciais (CGE)

Após a reunião foi inaugurada a nova sede da CCISE

Por Tenente Raquel Alves
Edição: Revisão: Maj Alle e Ten Emília
Agência Força Aérea
Publicado: 27/03/2018 - 21:00h


Nesta terça-feira (27/03), foi realizada a primeira reunião do Comitê de Governança de Atividades Espaciais (CGE), formado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato; o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho; o Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino; e o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira. No encontro, foi apresentada e aprovada a linha de ação a ser seguida pela Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), representada por seu Chefe, Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, e seu Vice-Chefe, Coronel Aviador José Vagner Vital.

Neste sentido, foi definido que o próximo passo a ser tomado pela Força Aérea Brasileira (FAB), no setor espacial, é a aquisição de um satélite de observação da Terra. No projeto apresentado pelo CCISE, foi contemplado desde o lançamento do equipamento até o fim de sua operação, sendo o processo controlado pelo Centro de Operações Espaciais (COPE). "Será um sistema orbital de sensoriamento remoto ótico, de nível intermediário, em uma escala da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] que define a qualidade da imagem para uso em inteligência e sistemas de agricultura", resumiu o Coronel Vital.

A partir de agora, o órgão finalizará o projeto, seguirá os trâmites orçamentários e de aquisição e fará o contato com demais órgãos relacionados ao setor espacial. A compra ainda pode trazer um grau de evolução da tecnologia nacional, com a negociação de parcerias com empresas privadas. "O Sistema tem um bom potencial para se pagar e permitir que as empresas nacionais se desenvolvam dentro deste mercado, trazendo mais riquezas para o País. Ele traz ainda um emprego com maior eficiência dos meios da FAB: no lugar de enviar um drone ou uma aeronave, se consegue, através do satélite, um planejamento e informações mais adequadas. Não só da FAB, mas a Marinha e o Exército também conseguem utilizar os meios com muito mais critério, aumentar a eficiência e reduzir o risco das operações", completou.


Após a reunião, foi inaugurada a nova instalação da CCISE, que ficará alocada na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), em Brasília (DF). A Comissão, que permanece subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), tem quatro salas preparadas para que os 13 militares da Marinha (1) Exército (1) e Aeronáutica (11) continuem dando andamento aos processos já correntes como o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Para o Chefe da CCISE, Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, a Comissão locada mais próxima dos comandos facilita a coordenação, planejamento e decisões. “Migrar a CCISE para Brasília facilitou as demandas e necessidades das outras Forças para dentro da Comissão, com isso podemos agir de forma mais integrada nos projetos”, explicou o oficial-general.

O Comandante da Aeronáutica destacou os benefícios da proximidade da Comissão junto aos centros de decisões e a importância do papel da FAB na atividade espacial. “A CCISE realiza os estudos e apresenta aos comandos que então tomam as providências cabíveis. A permanência da Comissão em Brasília facilitará as tomadas de decisões e isso acarreta nos resultados dos projetos”, analisou.

A CCISE foi constituída em fevereiro de 2012 pelo Ministério da Defesa em conjunto com o Comando da Aeronáutica,  visando coordenar os trabalhos afetos à definição e a implantação de sistemas espaciais relativos à defesa, incluindo seus elementos orbitais e a respectiva infraestrutura de apoio.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é, espero sinceramente que desta vez a FAB conduza a contratação deste novo satélite de Sensoriamento Remoto com a competência, segurança e lisura que se deseja diferentemente do que ocorreu com este trambolho francês SGDC-1, e isto junto a genuínas empresas brasileiras, só permitindo a participação no projeto de empresas estrangeiras com sede no Brasil ou não, como por exemplo, a AEL Sistemas, quando somente não houver uma empresa nacional capaz de produzir o equipamento desejado, e sempre com a condição de desenvolvimento conjunto com uma empresa genuinamente brasileira. É dessa forma que as coisas deveriam esta sendo conduzidas dentro deste setor e não como é atualmente. O favorecimento de empresas como a AEL Sistemas consideradas como brasileiras quando na realidade não são, é um modelo cancerígeno que precisa ser aniquilado deste setor, pois impede o desenvolvimento da área espacial do país.

terça-feira, 27 de março de 2018

Boletim AEROESPAÇONÁUTICA 12 (Dez/1991)

Olá leitor!

Foi postado dia (24/03) no “Blog Minifoguete”, uma nota da Brazilian Association of Rocketry (BAR), apresentando o Boletim AEROESPAÇONÁUTICA (AEN) número 12, lançado que foi em Dezembro de 1991 através da ABAEE (Associação Brasileira de Atividades Educativas Espaciais).

Duda Falcão

Boletim AEROESPAÇONÁUTICA 12 (Dez/1991)

24/03/2018


Boletim AEROESPAÇONÁUTICA (AEN) foi lançado em outubro de 1988 através da ABAEE (Associação Brasileira de Atividades Educativas Espaciais). Ele teve 12 números em três volumes. O último número foi publicado em dezembro de 1991. Significado da palavra Aeroespaçonáutica: parte da ciência que estuda os minifoguetes.

Seu objetivo era divulgar as pesquisas científicas e tecnológicas com minifoguetes desenvolvidas por pessoas e grupos brasileiros.

O número 12 do Boletim AEROESPAÇONÁUTICA de dezembro de 1991 está disponível no seguinte link:


Quem tiver interesse em publicar na nova fase no Boletim AEN já pode enviar seu trabalho para minifoguete@gmail.com

As áreas sobre MINIFOGUETES que o boletim envolve são as seguintes:

1) Propulsão
2) Aerodinâmica
3) Trajetória
4) Instrumentação
5) Materiais
6) Estabilidade
7) História

Temas de trabalhos que podem ser submetidos (enviados) ao Boletim AEN:

·         Descrição e resultados obtidos com minifoguete recordista.

·         Descrição e resultados obtidos com minifoguete experimental que tenha alguma inovação ou que tenha atingido apogeu de 300 metros ou superior.

·         Descrição de motor-foguete e resultados obtidos.

·         Descrição e resultados obtidos com propelente para minifoguetes.

·         Descrição e resultados obtidos com instrumentos para minifoguetes: altímetros, localizadores etc.

·         Descrição e resultados obtidos com sistemas de recuperação, rampas de lançamento, sistemas de ignição etc.

·         Análise de motor-foguete comercial para minifoguete.

·         Análise de minifoguete comercial.

·         Proposição de novas teorias ou já existentes aplicáveis a minifoguetes.

·         História em nível mundial e brasileira do foguetemodelismo/espaçomodelismo/minifoguetes.

·         História/apresentação de grupo/equipe de foguetes brasileiro.

·         Biografias sobre pessoas que contribuíram para a Aeroespaçonáutica.

·         Divulgação de livros, sites, eventos, instrumentos, fornecedores de materiais e serviços para minifoguetes etc.

·         Aplicativos computacionais para minifoguetes.

·         Qualquer outra tema não descrito acima que tem relação com minifoguetes.

Funcionamento do Boletim AEN:

1.       O autor submete (envia) o seu trabalho ao boletim.

2.       O editor-chefe do boletim analisa a pertinência do trabalho, define o editor de área e repassa o trabalho.

3.       O editor de área define um revisor anônimo.

4.       O editor de área e o revisor anônimo analisam o trabalho e emitem um parecer.

5.       O editor-chefe informa ao autor o resultado da avaliação e a decisão sobre a publicação ou não do trabalho.

6.       Sendo necessário, o autor realizada modificações solicitadas pelo editor e revisor.

7.       A versão final aceita do trabalho é publicada.

Informações Gerais:

·         Qualquer pessoa ou grupo de foguetes poderá submeter (enviar) trabalhos ao Boletim AEN, sem qualquer restrição.

·         Não há qualquer taxa para submeter e publicar o trabalho no Boletim AEN.

·         Todos os colaboradores e autores atuarão de forma voluntária.

·         Os autores autorizam a divulgação do trabalho pelo Boletim AEN.

·         Os autores mantém os direitos autorais.

·         Os trabalhos publicados no Boletim AEN poderão ser republicados em periódicos científicos indexados e em eventos.

·         O formato do trabalho é livre.

·         A publicação será apenas digital.

·         Recomenda-se incluir fotos, gráficos e tabelas nos trabalhos. Fotos, gráficos e tabelas adicionais, bem como textos e vídeos poderão ser incluídos como anexos ao trabalho. 

Ideias e sugestões poderão ser feitas através do e-mail minifoguete@gmail.com.

Este número 12 (último) do Boletim AEROESPAÇONÁUTICA encerra a série.

Boletim AEROESPAÇONÁUTICA (AEN) e notícias sobre ele também estão disponíveis no link



Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br

Míssil Brasileiro de Alta Precisão Entra em Fase Final de Desenvolvimento

Olá leitor!

Olha eu não costumo trazer aqui matérias da área de Defesa por não ser o foco do nosso Blog, mas devido a relevância desta notícia e o fato de grandes profissionais estarem envolvidos com este projeto, alguns dos quais que já fizeram parte do PEB, trago abaixo uma notícia postada ontem (26/03) no site “UOL Notícias” destacando que Míssil brasileiro de alta precisão da Avibrás entra em fase final de desenvolvimento.

Duda Falcão

UOL NOTÍCIAS - Ciência e Saúde

Míssil Brasileiro de Alta Precisão Entra
em Fase Final de Desenvolvimento

Roberto Godoy
ESTADÃO
26/03/2018 - 10h37

Foto: Divulgação
O míssel MTC-300 é o mais sofisticado da empresa brasileira Avibras.

O primeiro míssil brasileiro de cruzeiro, o MTC-300, com 300 km de alcance e precisão na escala de 50 metros, entra na fase final de desenvolvimento esse ano, com a retomada dos voos de teste. As primeiras entregas para o Exército estão previstas para 2020 - encomenda inicial de 100 unidades, definida em 2016, está sendo negociada e será entregue em lotes sequenciais até 2023. O investimento no programa é estimado em R$ 2,45 bilhões.

O míssil é o vetor mais sofisticado do desenvolvimento do Astros 2020, a sexta geração de um sistema lançador múltiplo de foguetes de artilharia criado há cerca de 35 anos pela empresa Avibras, de São José dos Campos. O Programa Estratégico Astros 2020 cobre a compra e a modernização de uma frota de 67 carretas lançadoras e de veículos de apoio, a pesquisa do MTC-300 e também a de um novo foguete guiado, o SS40G, de 45 km de raio de ação. No pacote entra a instalação do Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO), sede do grupo, que já opera 53 viaturas da versão 2020.

"O míssil expande a capacidade de dissuasão do País e confere ao Exército apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade porém com mínimos danos colaterais", analisa um oficial da Força ligado ao empreendimento. É um recurso empregado para missões de destruição de infraestrutura, como uma central geradora de energia ou um complexo industrial. A cabeça de guerra de 200 kg de explosivos é significativa. "Com duas delas é possível comprometer o funcionamento de uma refinaria de petróleo de grande porte", considera o engenheiro militar.

A configuração do MTC 300 é o resultado de 13 anos de aperfeiçoamento. O desenho é moderno, compacto, e utiliza asas retráteis que se abrem depois do disparo partir do casulo transportado por uma carreta. O motor de aceleração usa combustível sólido e só é ativado no lançamento. Até agora foram realizados 16 voos de ensaio. Há ao menos mais quatro em fase de agendamento antes do começo da produção de pré-série.

Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o míssil tem o comportamento de uma pequena aeronave - a propulsão é feita por uma turbina desenvolvida também pela Avibrás. Ela foi construída para durar 40 horas, dez vezes mais que as quatro horas do tempo máximo de uma missão de ataque. A navegação é feita por uma combinação de caixa inercial e GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor ótico-eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo.

Regras

A arma está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O acordo restringe o raio de ação máximo a 300 quilômetros e as ogivas a 500 quilos. O MTC-300 está dentro da distância fixada e atua com folga no peso, sustenta o presidente da Avibras, João Brasil de Carvalho Leite.

O míssil ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis. O recurso permitiria realizar por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral - no caso do Brasil, eventualmente ameaçando províncias petrolíferas em alto-mar. Uma bateria do sistema é composta por seis carretas lançadora com suporte de apoio de viaturas remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica, um de manutenção e, quando houver uso do míssil, um de preparo de combate.

O MTC 300 é disparado por rampas duplas - cada carreta levará quatro unidades. O Astros 2020 completo pode utilizar quatro diferentes tipos de foguetes. O modelo SS-30 atua em salvas de 32 unidades e o SS-40, de 16. Os maiores, SS-60 (70 km de alcance) e SS-80 (cerca de 90 km), de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada preparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local deslocando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

O mercado internacional para o produto é amplo. Uma prospecção feita há dois anos pela Avibras entre países clientes, operadores das versões mais antigas do sistema de foguetes - Arábia Saudita, Malásia, Indonésia e Catar, além de três novos interessados, não identificados - indicou um potencial de negócios entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões a serem definidos até 2025. A empresa, que atravessou uma séria crise até 2015, quando registrou receita bruta de R$ 1,1 bilhão, cresceu 20% em 2017, obtendo receita líquida de R$ 1,7 bilhões.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Saiba mais deste projeto através do vídeo:



Fonte: Site UOL Notícias – https://noticias.uol.com.br

Comentário: Olha leitor, não sou nada fã de armas, mas reconheço que infelizmente no mundo atual não há como abdicar do desenvolvimento delas, desde é claro que seja para uso de auto-defesa e não de ataque, e neste caso este Míssil é bem vindo. Porém, após o seu desenvolvimento o mesmo será efetivamente usado pelas nossas forças armadas? Ou os recursos até agora empregados serão mais uma vez jogados no lixo por decisões politicas ou por falta de brasilidade? Não sei, só mesmo o tempo poderá dizer.

segunda-feira, 26 de março de 2018

1ª Campus Party Natal Terá Campeonato de Foguetes

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (26/03) no site “Foco Nordeste”, destacando que a 1ª Campus Party Natal terá Campeonato de Foguetes.

Duda Falcão

1ª Campus Party Natal Terá
Campeonato de Foguetes

Evento que congrega inovações tecnológicas terá como
temática principal iniciativas aeroespaciais

Da Redação
Foco Nordeste
26/03/2018

A primeira edição da Campus Party Natal já tem data, local e primeiras atrações confirmadas. O evento, que abordará como temática central avanços e iniciativas no campo aeroespacial, acontecerá no período de 11 a 15 de abril no Centro de Convenções de Natal, na Via Costeira, Ponta Negra.

A novidade da Campus Party Natal será um campeonato mundial de protótipos de foguetes, que contará com o apoio do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado na área de Ponta Negra, em Natal. O evento também conta com o apoio do Governo do RN e os ingressos estarão disponíveis a partir de 20 de fevereiro no site da Campus Party (http://brasil.campus-party.org/). A expectativa da organização é reunir 2 mil campuseiros na Arena e receber um público total de 50 mil visitantes na Open Campus (área aberta ao público).

Natal é a terceira cidade do Nordeste a receber a maior experiência tecnológica do mundo. “Estamos montando uma edição especial, buscando palestrantes de diversas áreas da tecnologia, e reunindo diversas referências da região, que é um dos principais polos de empreendedorismo digital do país. Além da temática aeroespacial, pretendemos abordar Realidade Virtual, Inteligência Artificial, além de temas que impactam a sociedade e que tenham a tecnologia como pano de fundo, como educação, mobilidade e segurança”, explica Tonico Novaes, diretor geral da Campus Party.

A Arena da Campus Party em Natal contará com quatro palcos - “Feel the Future”, “Creativity/Games”, “STEAM” e “Coders/Makers” - cujos palestrantes referência em suas áreas irão debater temas e tendências da atualidade. Serão mais de 250 horas de conteúdo, incluindo vários workshops para que os campuseiros possam trocar experiências e adquirir novos conhecimentos sobre desenvolvimento e programação, robótica, entre outros temas. Os campuseiros contarão ainda com Internet de altíssima velocidade de 20GB.

Os protótipos do campeonato mundial de foguete, que acontece pela primeira vez, serão expostos na área do estacionamento do Centro de Convenções. Oevento também abrigará um fórum aeroespacial para o compartilhamento de informações e de tendências sobre o desenvolvimento de veículos lançadores e pequenos satélites no país.

Já a Open Campus – área aberta ao público – contará com um palco chamado “Entrepreneurship” e potentes simuladores de realidade virtual e aumentada, competições de games com os títulos mais prestigiados do momento, corridas de drones com pilotos profissionais, apresentação de projetos acadêmicos e startups com ideias inovadoras e oficinas de robótica e linguagem de programação.

Áreas do evento

Startup & Makers - Área de empreendedorismo da feira que terá palestras e workshops gratuitos voltado para empreendedores;

Arena de Drones – No espaço, além de palestras e workshops, será realizada mais uma etapa do campeonato brasileiro de drones com pilotos profissionais;

Espaço Educação do Futuro – O espaço reunirá diversas atividades, como oficinas de linguagem de programação, palestras e debates sobre tendências para a educação;

Campus Kids – Espaço para interação com as crianças de forma lúdica, com o objetivo de aliar a educação com a tecnologia. As atividades são voltadas para um público de 4 a 17 anos, com a promoção de temas como robótica, pensamento computacional e atividades lúdicas off-line, além de peças teatrais.

A Campus Party é uma experiência tecnológica que reúne jovens geeks em um festival de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e universo digital. Realizada pela primeira vez em 1997, na Espanha, a Campus Party conta hoje com mais de 475 mil campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador, Itália e Cingapura. O evento está presente no Brasil há onze anos.

Com informações da Virta Comunicação Corporativa.

Foto: Correio Brasiliense
Campus Party é o maior evento de experiências
tecnológicas do mundo
 


Fonte: Site Foco Nordeste - http://www.foconordeste.com

Comentário: Que notícia boa, parabéns a organização da Campus Party Natal, grande iniciativa. Aproveitamos para agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio dessa notícia.