segunda-feira, 30 de abril de 2018

País Produz Pouco Detrito, Mas Contribui Com Limpeza

Olá leitor!

Agora segue abaixo a terceira e ultima matéria de um especial de três matérias publicado ontem (29/04) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, tendo como destaque o lixo espacial que está se acumulando na Órbita da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA – ESPECIAL

País Produz Pouco Detrito,
Mas Contribui Com Limpeza

Especialista da Agência Espacial Brasileira diz que projetos
de remoção precisam de participação de todas as nações.

Fábio de Castro,
O Estado de S.Paulo
29 Abril 2018 | 03h00

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Observatório Pico dos Dias, em Brazópolis, faz
parte do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

Segundo o tecnologista Ademir Xavier Júnior, da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Brasil tem atualmente uma dúzia de objetos em órbita, o que nos dá o status de “país lançador”. Com isso, a AEB tem a responsabilidade de registrar todos os objetos espaciais do País, para que seja possível contabilizar possíveis impactos ambientais. O impacto do lixo espacial brasileiro, porém, é pequeno. A proporção de objetos lançados equivale a 0,95% do total dos que foram registrados pelos Estados Unidos e 0,76% dos registrados pela Rússia.

“Não é o caso de se dizer que inexiste impacto do lixo do Brasil, mas, certamente, as chances maiores de danos estão do lado das nações que mais lançam. É preciso lembrar que não são apenas satélites em órbita que contam, mas também resíduos de lançamento que não têm mais função uma vez finalizada a inserção em órbita”, disse Xavier ao Estado.

De acordo com Xavier, o desenvolvimento de tecnologias de “limpeza orbital” não terá sucesso se for dirigido apenas por um país. “Existem questões de jurisprudência internacional envolvidas, além da necessidade de desenvolver técnicas que exigem orçamento proporcional ao tamanho do problema. As colisões sucessivas entre objetos em órbita e o aumento esperado de lançamentos tornarão o problema do lixo espacial uma questão grave que exigirá a participação de todos os países lançadores”, disse.

O tecnologista afirma que, além da operação do telescópio russo em Minas Gerais, o Brasil tem contribuído com a “limpeza espacial” com a publicação de diversos estudos sobre mitigação do problema. Ele diz também que os dados internacionais de monitoramento desses objetos já são utilizados no planejamento das missões espaciais brasileiras para evitar os riscos de impacto.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo – 29/04/2018

Comentário: Pois é leitor, está é a ultima matéria sobre este interessante especial do Estadão e mais uma vez gostaria de agradecer ao nosso leitor Bernardino Silva pelo envio desta matéria.

Telescópio Russo Mapeia Lixo em Minas Gerais

Olá leitor!

Agora segue abaixo a segunda matéria de um especial de três matérias publicado ontem (29/04) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, tendo como destaque o lixo espacial que está se acumulando na Órbita da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA – ESPECIAL

Telescópio Russo Mapeia Lixo em Minas Gerais

Agencia Espacial Russa financiou construção de instrumento que
monitora detritos há um ano em observatório brasileiro

Fábio de Castro,
O Estado de S.Paulo
29 Abril 2018 | 03h00

Fotos: Nilton Fukuda/Estadão
Equipamento funciona em noite de céu limpo.

O Brasil começou a participar concretamente do esforço internacional de “faxina espacial” há exatos dois anos, quando o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) assinou com a Agência Espacial Russa (Roscosmos) um acordo para mapear os detritos espaciais. Há um ano, foi inaugurado em Brazópolis, no sul de Minas Gerais, um telescópio russo-brasileiro exclusivamente dedicado ao monitoramento de lixo espacial.

De acordo com o diretor do LNA, Bruno Castilho, o Brasil entrou na iniciativa por causa de sua localização geográfica. Para mapear o lixo espacial com precisão, os russos precisavam de um parceiro no Hemisfério Sul. “A Roscosmos tem um telescópio dedicado ao rastreamento na Rússia, que funciona em conjunto com o que operamos aqui. Com um telescópio em cada hemisfério, conseguimos localizar os detritos com mais precisão, porque sua posição é marcada pelos dois lados da Terra”, explicou Castilho.

Quando as coordenadas do objeto detectado são obtidas, os dados são enviados para a Agência Espacial Europeia (ESA) e para a NASA, a agência espacial americana, para serem registrados em um catálogo internacional. “Mesmo que as iniciativas de remoção ativa do lixo espacial ainda não tenham começado de fato, essas informações já são muito úteis. Quando um satélite novo é enviado, ele é programado para evitar aquela rota com detritos”, disse. 

O telescópio do LNA, que fica no Observatório do Pico dos Dias, a mais de 1,8 mil metros de altitude, funciona diariamente, em noites de céu aberto. De acordo com o cientista, ele tem mapeado de 500 a 800 detritos espaciais por noite. 

“O pessoal da Rússia produz os dados principais e define para onde apontar o telescópio do Hemisfério Norte. Eles então enviam os dados para o Brasil e nossos técnicos fazem as observações. Um software caracteriza exatamente o que é o detrito, envia os dados à Rússia e lá eles fazem o processamento final.”

Segundo Castilho, o governo da Rússia financiou toda a construção e a instalação do telescópio e contratou os funcionários brasileiros que atuam no projeto. “A operação envolve seis cientistas e técnicos brasileiros contratados pela Roscosmos. Não sabemos o valor investido no equipamento, mas estimamos em R$ 10 milhões”, disse.

O LNA emprestou o terreno para a instalação do instrumento e, como contrapartida, os cientistas brasileiros podem utilizar todas as imagens produzidas por ele em estudos astronômicos. “Esse instrumento tem uma resolução mais baixa que os telescópios astronômicos, mas possui um campo de visão maior. Quando procuramos uma estrela variável, ou uma região onde há uma explosão de supernova, por exemplo, ele é muito eficiente”, explicou.

Brasil passou a participar da 'faxina espacial' após
acordo entre o Laboratório Nacional de Astrofísica
(LNA) e a Agência Espacial Russa (Roscosmos).
Um dos pontos que favorecia o Brasil era
sua posição geográfica.
Há um ano, foi inaugurado em Brazópolis, em Minas,
um telescópio russo-brasileiro para
monitorar o lixo espacial.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo – 29/04/2018

Comentário: Pois é, olhem ai amigo leitor a participação brasileira (graças a ajuda russa) neste esforço de mapeamento do lixo espacial. Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Bernardino Silva pelo envio desta matéria.

Dia 2 do Festival Brasileiro de Minifoguetes

Olá leitor!

Pois é caro amigo, segue agora o relato do segundo dia do “Festival Nacional de Minifoguestes”, relato este feito pelo nosso “Relator Honorário”,  o Prof. Alysson Nunes Diógenes da Universidade Positivo (UP) de Curitiba.

Duda Falcão

Dia 2 do Festival Brasileiro de Minifoguetes

Por Prof. Alysson Nunes Diógenes
Curitiba, 29 de Abril de 2018

Um mapa antigo encontrado que já indicava onde
aconteceria os festivais de minifoguetes.

O segundo dia do festival começou com muita neblina e a certeza de que teríamos um dia quente. Afinal, já diria o ditado “Serração baixa, sol que racha”. A ansiedade era tanta, que as equipes optaram por não sair em comboio e, sim, irem direto à fazenda Canguiri aguardarem a organização no local.

Lá chegando, o mesmo ambiente de confraternização de todos os festivais anteriores era visto na tenda de montagem. Por segurança, apenas três membros de cada equipe fizeram a montagem enquanto que os demais foram deslocados para um local elevado com visual privilegiado.

Uma caminhada de 500m mato adentro, chegava-se a um locar rebaixado cercado por campos de grama baixa. Uma choradeira imensa veio das equipes para levar as pesadas plataformas ao local de lançamento. Quem disse que engenheiros não são fazem exercícios? As plataformas foram montadas e os lançamentos começaram com os 4 lançamentos atrasados das categorias de 100m do dia anterior. 

Como a maior parte dos membros das equipes estava à distância, se fazia necessário uma boa comunicação feita por rádio e whatsapp, mas o sinal sonoro era implacável. Uma buzina para que todos deixassem a área de lançamento e três buzinadas para autorizar. Muito mais eficiente do que tudo.

Se seguiram as categorias de 200m. Os motores comerciais utilizados falharam massivamente. Explosões de tubeira, ejeções sem carga de retardo e potência muito abaixo do esperado, com grande tristeza e decepção de muitas equipes. As equipes que foram sorteadas com bons lotes desses motores, tiveram bom desempenho. Estavam todas preparadas, mas a vitória escolhe a poucos, e competência deve vir acompanhada de uma boa dose de sorte.

Local dos lançamentos (esq) e para visualização
dos lançamentos (dir).

Após o almoço, a categoria de 500m se iniciou com o voo da equipe Rocketwolf, também conhecido como “patrocinados pela Amanco”. Foram seguidos pela Gralha Azul, a primeira equipe crossover do festival, unindo 4 universidades. Giancarvi, Supernova e várias outras completaram a sessão.

Rocketwolf e seu foguete de PVC, devidamente
decorado em verde Amanco.

Os demais lançamentos se seguiram com uma ou outra falha de paraquedas até chegar à categoria mais esperada, a de 1000m.

Os foguetes rasgaram o céu lindamente. E de tão belos, muitos foram perdidos. Amanhã pela manhã os grupos de buscas já estão montados e na melhor linha do first things first, ao alvorecer, voltarão à fazenda para tentar recuperar seus foguetes.

Às 18h por falta de sol, os lançamentos foram encerrados. Que venha o terceiro dia!

Blog Completa Hoje Nove Anos Online

Olá leitor!

Hoje caríssimo amigo, o nosso Blog BRAZILIAN SPACE completa nove anos online de muito luta e sacrifício, e como já havíamos previsto no ano passado, tudo continua como antes no Quartel de Abrantes do nosso “Patinho Feio”. Pior, pois agora não há mais como negar que, o valoroso Programa Espacial idealizado pelos pioneiros no inicio da década de 60 literalmente entrou para o Reino da Fantasia, só sobrevivendo ainda graças a projetos pontuais, individuais e cada vez mais escassos.

Muitos acreditaram que, com a simples, necessária, desejada e hoje concluída queda da debiloide DILMA ROUSSEF e de seus “companheiiiiiiros” petralhas, uma mudança significava nos rumos do PEB iria finalmente ocorrer, crença esta jamais compartilhada pelo Blog, pois como sempre procuramos alertar os nossos leitores o problema brasileiro sempre foi puramente cultural e não uma questão de politica partidária. Ou seja, para uma melhor compressão do leitor, para o PEB tanto faz ter um governo Petralha, TucanoPmdebista, ou até mesmo Marciano, já que esses vermes são populistas e não tem o menor interesse nas atividades espaciais do país, há não ser em alguns projetos pontuais de onde eles podem colher benefícios, seja de ordem política ou financeira. 

Entretanto, vale dizer leitor que para nós do BLOG o ano de 2018 começou muito especial, pois em março deste ano fomos selecionados entre os “Top 50 Brazil Blogs” pelos painelistas do site “Feedspot”, ao mesmo tempo em que atingirmos mais de três milhões e meio de acessos de leitores de diversos países do mundo, uma marca bastante significativa para um Blog científico temático de um país onde parte de sua ignorante população ainda acredita que a LUA é a morada de São Jorge.

Porém amigo leitor vale salientar que a existência do Blog BRAZILIAN SPACE perdeu sentido após esses nove anos online, afinal o mesmo foi criado com o intuito de divulgar o desenvolvimento espacial brasileiro. Porém em sua maioria o que temos feito nesses anos todos foi divulgar notícias fantasiosas ou extremamente negativas e nefastas aos verdadeiros interesses do Brasil neste setor, contribuindo assim com os interesses e fantasias propagadas por esses vermes vendedores de ilusão e populistas de merda que infelizmente detém o poder decisório quanto a este crucial programa para o futuro de nossa sociedade.

Assim sendo, diante deste continuo universo de incertezas, caos e fantasias que atinge o PEB há décadas, sem qualquer real perspectiva de mudança significativa, como já havíamos dito, não há como manter a nossa motivação por muito mais tempo.

Diante disto leitor,  reitero que, se não houver uma mudança qualquer que venha alterar este quadro até o final do ano (coisa que eu duvido muito que aconteça), o Blog BRAZILIAN SPACE seguirá o exemplo do prestigiado Blog PANORAMA ESPACIAL e estará encerrando as suas atividades no final de dezembro deste ano.

Duda Falcão

Órbita da Terra Já Acumula 7,5 mil Toneladas de Sucata

Olá leitor!

Segue abaixo a primeira matéria de um especial de três matérias publicado ontem (29/04) no site do jornal “O Estado de São Paulo”, tendo como destaque o lixo espacial que está se acumulando na Órbita da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA - ESPECIAL

Órbita da Terra Já Acumula
7,5 mil Toneladas de Sucata

Concentração de lixo espacial teve aumento crítico nos últimos anos e ameaça saturar
vizinhanças do planeta; Agência quer programa de limpeza orbital em 2023.

Fábio de Castro,
O Estado de S.Paulo
29 Abril 2018 | 03h00

Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Laboratório Nacional de Astrofísica, em Minas, monitora lixo espacial.

No início de abril, a estação espacial chinesa Tiangong-1 - que pesava 8,5 toneladas e estava fora de controle e inoperante desde 2006 - caiu no Oceano Pacífico, chamando a atenção do mundo para a questão da sucata espacial. Mas, segundo estudos feitos pela Agência Espacial Europeia (ESA), o problema é bem mais grave do que a queda de um módulo em pane: a quantidade de lixo aumentou consideravelmente nos últimos anos, deixando o espaço orbital da Terra cada vez mais próximo do limite de saturação.

Em 60 anos de atividade espacial, mais de 5 mil lançamentos de foguetes fizeram com que a órbita da Terra ficasse repleta de dejetos. A ESA estima que satélites inoperantes, partes de foguetes, peças de espaçonaves e pedaços de objetos relacionados a missões espaciais já somam 7,5 mil toneladas de lixo orbital. 

Esses detritos viajam em torno da Terra em velocidades alucinantes, que podem passar dos 28 mil quilômetros por hora. Nessas condições, a colisão de um pequeno parafuso com um satélite pode ter o efeito de um tiro de canhão. 

“Se reduzirmos os lançamentos espaciais a zero hoje mesmo, o número de objetos vai continuar aumentando da mesma forma. Isso porque cada colisão espalha um grande número de detritos, que continuam viajando no espaço em grande velocidade, produzindo novas colisões”, disse ao Estado o diretor do Escritório de Detritos Espaciais da ESA, Holger Krag.

Rastro de Detritos

Em 60 anos de atividade espacial, o espaço nas vizinhanças da Terra já acumula mais de 7,5 mil toneladas de lixo em órbita.

Veja o infográfico que acompanha esta matéria pelo link:


De acordo com Krag, esse efeito cascata, que tende a aumentar exponencialmente os riscos de novas colisões, praticamente inviabilizando o uso da órbita terrestre para atividades espaciais, foi previsto em 1978 por um consultor da Nasa, Donald Kessler. Quatro décadas depois, a chamada “síndrome de Kessler” já é uma realidade. 
]
“Há cinco anos, concluímos que a síndrome de Kessler já acontece em algumas regiões do espaço e então corremos para implementar nosso programa de redução do lixo espacial. Estamos desenvolvendo tecnologias de remoção ativa dos detritos. Se conseguirmos recursos, o programa entrará em ação em 2023”, afirmou Krag.

Ele conta que a prioridade é retirar do espaço os objetos grandes - que são a maior fonte de novos detritos - e os mais próximos à Terra, onde se concentra mais lixo. “Objetos menores também são perigosos, mas têm mais chance de cair na atmosfera, desintegrando-se.” 

Segundo Krag, o tempo entre duas colisões está ficando cada vez mais curto. “Hoje, acontece uma colisão a cada cinco anos, provocando milhares de fragmentos. Nesse ritmo, em poucas décadas a órbita baixa da Terra ficará impraticável.”

Segundo Krag, em 2009 foi registrada a primeira colisão entre dois satélites de comunicação: um deles, russo, desativado, e o outro, americano, em operação. “Só nesse episódio foram lançados mais de 2 mil fragmentos de lixo. Por isso é tão urgente rastrear e eliminar esses objetos maiores.”

Já foram rastreados até agora mais de 23 mil detritos com mais de 10 centímetros na órbita da Terra. Outros 750 mil fragmentos têm entre 1 e 10 centímetros. Estima-se que haja ainda 166 milhões de dejetos com menos de 1 centímetro, que não podem ser rastreados. 


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo – 29/04/2018

Comentário: Muito interessante e preocupante toda esta situação. A ONU deveria está neste momento fazendo um esforço para cobrar de seus países membros uma solução conjunta para este problema. Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Bernardino Silva pelo envio desta matéria.

Eslovaco Realiza Com Sucesso o Segundo Voo de Seu Modelo do Foguete VS-30 Brasileiro

Olá leitor!

Em junho de 2016 apresentei aqui no Blog uma curiosa notícia sobre um Foguetemodelista Eslovaco (o Sr. Marek Klesc) que estava desenvolvendo um modelo do Foguete VS-30 brasileiro denominado por ele de “VS-30 Zatial”, está lembrado? (reveja aqui).

Pois então, já em novembro de 2017 (reveja aqui) anunciamos de que finalmente o Sr. Marek Klesc havia realizado com sucesso o lançamento do seu modelo VS-30, inclusive na época sugerindo ao nosso Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) que fizesse uma homenagem a esse fogueteiro eslovaco pelo reconhecimento da nossa tecnologia de foguetes de sondagens, mas infelizmente esta sugestão (ate onde sei) não foi aceita pelo IAE.

Pois então leitor, no dia de ontem (29/04), recebi um e-mail do Sr. Marek Klesc nos informado de que recentemente foi realizado com sucesso o segundo voo do seu modelo “VS-30 Zatial”, ao qual você poderá acompanhar pelo vídeo abaixo. Vale acrescentar que segundo fui informado desta vez o foguete alcançou a altitude de 302 metros.

Duda Falcão

domingo, 29 de abril de 2018

Dia 1 do Festival Brasileiro de Minifoguetes

Olá leitor!

Pois é caro amigo, não só por falta de recursos financeiros, bem como pelo fato de ainda não está legal de cabeça, isto devido a passagem recente de minha mãe, não pude esse ano comparecer (como gostaria) na quinta edição do “Festival Nacional de Minifoguestes”. Assim sendo, para que pudesse manter nossos leitores informados, nomeei o meu amigo Prof. Alysson Nunes Diógenes da Universidade Positivo (UP) de Curitiba como “Relator Honorário”, rsrsrsrsrs, que assim fará relatos diários sobre as atividades do Festival. Abaixo segue o relato escrito por ele das atividades do primeiro dia do Festival.

Duda Falcão

Dia 1 do Festival Brasileiro de Minifoguetes

Por Prof. Alysson Nunes Diógenes
Curitiba, 28 de Abril de 2018


E eis que o dia chegou! Depois de um ano de crise de abstinência, 34 equipes de 11 estados das cinco regiões do País chegaram a Curitiba (sendo chamada de “Stalingrado brasileira”) para lançares seus espaçomodelos buscando o objetivo de alcançar os céus do nosso Brasil varonil.

O primeiro dia se iniciou com uma excelente iniciativa da organização do evento: uma feira aberta à comunidade para divulgação do trabalho de cada equipe, bem como compra, venda e troca de materiais da área. Uma manhã inteira para interação entre as equipes e um espetáculo para os fãs dessa ciência, enquanto que, em paralelo, ocorriam minicursos para treinar os futuros fogueteiros. O festival brasileiro de minifoguetes, em seu quinto ano, sempre teve como um dos objetivos a colaboração entre as equipes, e não somente a competição.

Após o almoço, ansiedade, alguns momentos de relaxamento na tenda e se inicia a sequência de lançamentos com a categoria 50m para universitários. Um grande destaque é para as três categorias seguintes: 7s para o ensino fundamental (vence a equipe cujo tempo total de voo mais se aproximar de 7s) e 50m e 100m para o ensino médio. 2 equipes foram inscritas no fundamental e 3 no ensino médio. A organização teve o cuidado de fomentar o desenvolvimento das categorias infanto-juvenis. Isso, por si só, é um fato sensacional e animador! Em 2019 espera-se que essas categorias cresçam cada vez mais! Até duas corujas buraqueiras que estavam mais preocupadas com seu ninho, vieram observar os lançamentos.


Não tenho como descrever a empolgação que permeava o ambiente, mas posso citar que a cada lançamento, as já tradicionais palmas e exclamações de alegria estiveram presentes. Destaco que nos lançamentos falhos (por erro de montagem, falha do motor ou mera falta de sorte), as palmas eram maiores, como incentivo perante o fracasso. Um dos jovens do ensino médio cujo foguete acabara de explodir, foi consolado por membros de nada menos que 5 equipes, inclusive membros de uma equipe concorrente do ensino médio! Mais uma vez o espírito de colaboração que o festival fomenta se fez presente.

A sessão continuou com os lançamentos da categoria 100m para universitários. Alguns lançamentos depois, a sessão foi interrompida por uma garoa que “já vai passar” e que se transformou numa grande chuva.

Encerrados os lançamentos, cada equipe foi para seu alojamento, espalhados pela cidade e sob as promessas de churrascos de confraternização após os minicursos, todos partiram.

Nuvenzinha de chuva chegando.

sábado, 28 de abril de 2018

Agência Espacial Brasileira Fortalece Parceria Com Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (27/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a esta Agencia fortaleceu sua parceria com a “Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)” assinando um termo de execução descentralizada que viabiliza a pesquisa, lançamento e operação do nanosatélite “NanoSatC-Br2”.

Duda Falcão

Agência Espacial Brasileira Fortalece Parceria
Com Universidade Federal de Santa Maria

Coordenação de Comunicação Social (CCS)
Publicado em: 27/04/2018 - 16h19
Última modificação: 27/04/2018 - 16h19


O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM/RS), Paulo Afonso Burmann, reuniram-se na última segunda-feira (23.04) para assinar um termo de execução descentralizada que viabiliza a pesquisa, lançamento e operação do NanoSatC-Br2. Desenvolvido a partir de uma parceria entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o nanossatélite contribuirá para o fortalecimento da capacidade científica e tecnológica do País, levantando importantes questões relacionadas a pesquisas com foco em geoespaço, aeronomia e geofísica espacial.]

O presidente da AEB exaltou o bom relacionamento com a UFSM, registrando, ainda, que iniciativas de cooperação como esta promovem a qualificação de recursos humanos especializados, o que é extremamente importante para um setor multivalente como o espacial. Na AEB, acrescentou, “temos a Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento (DSAD), cujo foco é justamente identificar oportunidades de aproximação entre a Agência e as universidades com o intuito de implementar projetos que impactem positivamente a área em que atuamos”.

Programa de Desenvolvimento de CubeSats

O NanoSatC-Br2 é o segundo objeto proposto no âmbito do Programa NanoSatC-Br, iniciativa cujos objetivos gerais incluem, dentre outros, a capacitação de recursos humanos para a realização de pesquisa e desenvolvimento com instrumentação espacial, a qualificação de circuitos miniaturizados, a realização de pesquisas científicas relacionadas à fenomenologia do geoespaço e clima espacial, e a promoção de maior cooperação nacional e internacional.

Com o apoio da AEB, a UFSM desenvolveu, em parceria com o INPE, o NanoSatC-Br1, primeiro cubesat nacional. Lançado com sucesso ao espaço em junho de 2014, esse artefato integrava uma missão destinada ao monitoramento da magnetosfera da Terra por meio da medição do campo magnético terrestre sobre o Brasil. Em órbita há mais de três anos, o NanoSatC-Br1 continua emitindo dados que são recebidos e armazenados sistematicamente por uma rede de duas estações terrenas de rastreio, uma localizada em Santa Maria (RS), e outra, em São José dos Campos (SP).

O projeto NanoSatC-Br2 promove o desenvolvimento de sistemas e subsistemas de cubesats bem como a coleta de dados destinados ao mapeamento da intensidade do campo geomagnético nas grandes regiões da Anomalia Magnética do Atlântico Sul. Segundo nanossatélite científico universitário brasileiro, com a assinatura do termo entre a AEB e a UFSM, será possível operá-lo, monitorá-lo e conduzir novas pesquisas reaproveitando parte da infraestrutura e da competência utilizadas no NanoSatC-Br1.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom leitor, finalmente esse banana presidente desta piada chamada de Agencia Espacial, faz algo de realmente positivo para o PEB, diferente de ficar sentado na cadeira giratória de seu pomposo gabinete em Brasília vendendo fantasias para sociedade e tentando manter seu emprego, ou em poltronas dos aviões que frequenta para passear ao redor do mundo às custas do erário publico brasileiro.  Esse Programa do NanoSatC-Br, conduzido conjuntamente entre  o “Centro Regional Sul do INPE (CRS-INPE)” e a “Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)” é um tremendo sucesso, comprovando a decisão correta do INPE em apostar no desenvolvimento de nanossatélites científicos. Coordenado pelo Dr. Nelson Jorge Schuch (CRS-INPE) e pelo Dr. Otávio Cupertino Durão (INPE-SJC), o “Programa NanoSatC-Br” vem apresentando resultados científicos concretos desde o lançamento do seu primeiro nanosatélite, o “NanoSatC-Br1” (ainda operacional no espaço), e agora ao que tudo indica garante definitivamente a pesquisa, lançamento e operação do seu segundo nanosatélite, o NanoSatC-Br2.  A nossa esperança agora é que, apesar da AEB, de seu presidente banana, e dos desmandos do PEB, o “Programa NanoSatC-Br” possa prosseguir com objetivos cada vez mais desafiadores.

Missão Garatéa em Parceria Com a Revista Galileu, OBA e a Alice Education, Lança Gincana Astronômica

Olá leitor!

Pois é caro amigo, em mais uma grande iniciativa da galera da “Missão Garatéa”, esta em parceria com a Revista Galileu, a Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e a Alice Education, foi lançando recentemente a “I Gincana Galileu de Astronomia”, evento este que visa fomentar a astronomia e a ciência em todas as regiões do país, através de uma gincana online, a ser disputada por time de jovens estudantes do ensino fundamental.


A gincana será apresentada pelo jornalista André Jorge de Oliveira, e contará com a presença do astrônomo Gustavo Rojas (pesquisador da UFSCAR), além de medalhistas da OBA que ajudarão as equipes das escolas participantes.

Além disso, os estudantes terão acesso à plataforma Alice de Educação, onde contarão com todos os conteúdos da gincana em uma forma lúdica para estudos.

A galera da "Missão Garatéa", além de divulgadora da Gincana, irá premiar os melhores classificados do evento com um voo em um balão exclusivo do “Projeto Garatéa-E”. Participem!

Os interessados em participar deste evento, poderão obter maiores informações através do link: http://www.garatea.space/projetos/gincana-galileu-de-astronomia/

Duda Falcão

Inicia-se Hoje o "V Festival Brasileiro de Minifoguetes"

Olá leitor!

Inicia-se hoje (28/04) e se estenderá até o dia 01/05, o “V Festival Brasileiro de Minifoguetes”, evento este de fogueteiros universitários do país realizado anualmente na capital paranaense desde 2014 pela “Brazilian Association of Rocketry (BAR)”.

O Blog BRAZILIAN SPACE deseja aos participantes e ao Prof. Carlos Henrique Marchi e a toda galera da BAR, mais um evento de sucesso nesta edição de 2018. Forte abraço e um bom festival a todos vocês.

Duda Falcão

Grupo Zenith da USP Lança com Sucesso Sonda Estratosférica

Olá leitor

Pois é caro amigo, como o título dessa nota deixa claro, o “Grupo Zenith” da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC-USP), lançou dia 22/04 último, a sua terceira sonda cientifica (quarta no geral) que concluiu com sucesso a sua jornada à estratosfera terrestre.

A sonda "Garatéa 3" realizando o seu voo estratosférico.

Denominada de “Garatéa 3” e lançada através de um balão do hangar da Engenharia Aeronáutica EESC - USP, a sonda que teve como patrocinadores as empresas Aguia Sistemas de Armazenagem e Oz Produtora, e o apoio da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC-USP) e do Instituto de Física de São Carlos, partiu levando consigo experimentos de astrobiologia do Instituto de Química para o estudo da sobrevivência de leveduras extremófilas, bem como experimentos próprios para o teste de protozoários.

Atingindo a altitude de 31.634 metros, a “Garatéa 3” embarcou Sistemas de Medição de Dados Ambientais desenvolvidos pelos próprios alunos, tendo como destaques os Sistemas de Medição de Ultravioleta A, B e C e o para Radiação Ionizante. A sonda contou também com um novo Sistema de Rastreio em Tempo Real, junto à telemetria de seus sensores, integrando Sistemas GPS à bases terrestres em dispositivos android com o aplicativo do grupo, por meio da Modulação LoRa. Testou-se também o novo Sistema de Transmissão de Imagens ao VivoPela primeira vez, graças a empresa Oz Produtora, o grupo levou uma câmera 360° para a estratosfera.

Segundo o que foi divulgado na nota da página oficial da “Missão Garatéa-L” no Facebook, a “Garatéa 3” é um marco para o Grupo Zenith e representa a primeira sonda completamente reutilizável desta equipe da EESC-USP. Seu próximo voo integrará o Sistema de Controle de Altitude e deve ocorrer no segundo semestre de 2018.

Veja abaixo algumas fotos divulgadas pelo Grupo da preparação final da sonda para o lançamento.

Duda Falcão

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Professores do Ensino Básico Usarão a Tecnologia Espacial Como Recurso Didático

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (26/04) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Curso que será realizado neste instituto em julho, proporcionará Professores do Ensino Básico a usar tecnologia espacial como recurso didático.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Professores Usarão a Tecnologia
Espacial Como Recurso Didático

Por INPE
Publicado: Abr 26, 2018

São José dos Campos-SP, 26 de abril de 2018

Professores do ensino básico poderão participar do curso “Uso Escolar de Sensoriamento Remoto no Estudo do Meio Ambiente”, que será realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), de 16 a 20 de julho.

As vagas são limitadas e o prazo para inscrições termina nesta segunda-feira (30/04).

O INPE recebe educadores de várias regiões brasileiras, todos os anos durante as férias escolares de julho, para apresentar a tecnologia espacial como conteúdo e recurso didático.

O curso é composto de 40 horas de aulas teóricas e práticas que ensinam sobre sensores e satélites, como se formam as imagens, escala cartográfica e outros fundamentos do sensoriamento remoto.

São apresentados exemplos do uso escolar das imagens de satélites, bem como as aplicações da tecnologia espacial na meteorologia, na agricultura, no estudo do espaço urbano, da vegetação e de bacias hidrográficas.

O curso é uma realização da Divisão de Sensoriamento Remoto do INPE, com o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio do programa AEB Escola, e da Associação de Especialistas Latino-Americanos em Sensoriamento Remoto - SELPER-Brasil.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Workshop COSPAR Sobre Clima Espacial Será Realizado em Setembro no INPE

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (26/04) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) tendo como destaque o Workshop COSPAR sobre clima espacial que será realizado em setembro neste instituto.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Workshop COSPAR Sobre
Clima Espacial Será em Setembro

Por INPE
Publicado: Abr 26, 2018

São José dos Campos-SP, 26 de abril de 2018

Alunos de pós-graduação e jovens cientistas interessados em física solar, meio interplanetário, campo geomagnético, magnetismo e atmosfera da Terra podem se inscrever no COSPAR Space Weather Capacity Building Workshop (SW-CBW 2018), que acontecerá de 17 a 28 de setembro no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Inscrições estão abertas até 15 de maio. Promovido pelo COSPAR (Committee On Space Research), o workshop será uma oportunidade para entender melhor e desenvolver habilidades na área de Clima Espacial, aprender técnicas modernas de análise de dados e, também, estabelecer novas colaborações entre grupos de pesquisa nacionais e internacionais.

O SW-CBW 2018 será realizado nas instalações do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do INPE.

Informações e inscrições:


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)