terça-feira, 22 de maio de 2018

O Brasil Visualiza Dois Novos e Poderosos Foguetes de Sondagens

Olá leitor!

Nos últimos anos (principalmente após o anuncio do fim do Projeto VLS-1) o nosso Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vem divulgando o seu interesse de aumentar sua família se foguetes de sondagens desenvolvendo dois novos e poderosos foguetes, ou seja, o VS-43 e o VS-50.

Família de foguetes de sondagens brasileiros.
Obs: Dois novos foguetes com motores brasileiros foram
usados pela primeira vez recentemente pelos alemães,
ou seja, o VS-31/Orion e o VS-31/IM.

É preciso lembrar que o Interesse do IAE no desenvolvimento do VS-43 (foguete baseado no motor S43 do finado VLS-1) não é exatamente novo, pois este projeto já existia deste o lançamento da segunda versão do PNAE - Programa Nacional de Atividades Espaciais (1998-2007), documento este editado pela nossa pífia Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) desde 1996, mas que nunca atingiu sequer 35% de seus objetivos, e que hoje em sua quarta e luxuosa versão bilíngue (2012-2021) não serve nem mesmo como papel higiênico.

Já o VS-50 (foguete baseado no motor S50 do desejado VLM-1) não surgiu exatamente quando do relançamento do projeto do VLM-1 neste novo PNAE (o projeto do VLM já aparecia no documento de 1998-2007, mas havia sido abandonado na versão seguinte deste documento), mas sim durante as negociações entre o IAE e o DLR Alemão, já que os alemães sentiam a necessidade também de terem um novo foguete de sondagem para substituir o foguete norte-americano Castor-4B que atende o Programa MAXUS europeu de microgravidade.

Assim sendo leitor, diante desta nova perspectiva brasileira de desenvolver novos foguetes de sondagens, formos a luta para buscar maiores informações sobre esses projetos e encontramos o seguinte:

Foguete VS-43

Bom leitor, levando-se em consideração a estratégia de desenvolvimento dos veículos de sondagem, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) vislumbrou a possibilidade de desenvolver um veículo suborbital controlado baseado nos estágios superiores do VLS-1 (3º e 4º estágios), mas com a utilização do propulsor S43 no lugar do S40. Esse veículo, denominado VS-43, seria o meio para desenvolver diversos subsistemas necessários para uma missão de satelitização.

Assim sendo, o veículo VS-43 foi identificado como uma plataforma de testes ideal para o desenvolvimento de soluções para as seguintes áreas:

a) teste do SISNAV;

b) rede de controle, guiamento e navegação; rede de telemetria; rede de destruição e rede de serviço; e

c) eventos necessários para a satelitização: separação de coifa, basculamento, rotação e separação.

Além disso, o VS-43 também terá potencial para ser utilizado no cumprimento das seguintes missões:

a) teste de experimentos tecnológicos e em ambiente de microgravidade;

b) teste de Scramjets em camadas superiores da atmosfera;

c) teste de experimentos de reentrada atmosférica (SARA).

Adicionalmente, o IAE possui especial interesse no VS-43 pois:

a) sendo um veículo muito mais simples que o VLS-1 e bem mais complexo que um VS-40 ou Sonda IV, o desenvolvimento do VS-43 será uma excelente oportunidade para o IAE revisar, implementar e consolidar metodologias para o gerenciamento e desenvolvimento de projetos complexos;

b) possibilita a utilização do estoque adquirido pelo projeto do veículo VLS-1;

c) possibilita a utilização de toda a infraestrutura criada para o VLS-1 no IAE e no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

O sistema sera composto (preliminarmente), por:

a) veículo: saia traseira com empenas, um motor S43 como primeiro estágio, baia de controle de rolamento, baia de equipamentos, um motor S44 como segundo estágio, cone de acoplamento e coifa;

b) banco de controle e linha de fogo;

c) sistema de aquisição e processamento de dados de telemetria;

d) sistema de carregamento de nitrogênio;

e) equipamentos de apoio ao solo e dispositivos para testes;

f) embalagens, manuais e procedimentos de integração;

g) estrutura de lançamento e rastreio já existente no CLA composta por: SISPLAT, casamata, PPP, PPCU, terminação de voo, radares e outros.

O IAE finaliza dizendo que espera que o VS-43 seja o veículo ideal para auxiliar o preenchimento da lacuna existente entre os veículos Sonda IV, VS-40 e VLS-1, a fim de assim dar continuidade na lógica de desenvolvimento iniciada com a família de veículos de sondagem.

Concepção artística do VS-43

Foguete VS-50

Bom leitor, segundo as informações que colhi,  a configuração básica do foguete VS-50 será composta por um propulsor sólido S50 no seu primeiro estágio e um propulsor S44 no segundo estágio. O veículo será concebido em conjunto com a base móvel de foguetes (MORABA) do Centro Espacial Alemão (DLR) visando ensaiar:

a) experimentos do projeto SHEFEX;

b) componentes que poderão ser utilizados no projeto VLM

c) principalmente para desenvolver, fabricar e qualificar em voo o motor S50.

Seu comprimento será de 12 m, seu diâmetro de 1,46 m e massa estimada de 15 toneladas e o seu desenvolvimento foi iniciado em 2014 em parceria com o DLR alemão.

Entretanto vale dizer que, apesar de ser um importante meio para desenvolver tecnologias necessárias para o VLM-1 e para as futuras gerações de veículos lançadores, não faz parte do escopo do projeto a redução dos riscos associados aos eventos necessários para a satelitização. Fato que reforça a necessidade do desenvolvimento do veículo VS-43.

Concepção artística do VS-50.

Pois é leitor, espero que você que ainda não tinha informações sobre esses dois projetos possa agora esta antenado com aqueles que já tinham,  mas lembre-se que: “a única coisa certa no Programa Espacial Brasileiro é que não há nada certo”.

Duda Falcão

Estudo Com Participação Brasileira Mostra Que Asteroide Extrassolar Orbita o Sol Há 4,5 Bilhões de Anos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (21/05) no site da Agência FAPESP, destacando que um estudo com participação brasileira baseado em robusta simulação computacional indica que Asteroide Extrassolar orbita o Sol4,5 bilhões de anos.

Duda Falcão

Notícias

Asteroide Extrassolar Orbita
o Sol Há 4,5 Bilhões de Anos

Por José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
21 de maio de 2018

(imagem: Royal Astronomical Society)
Objeto gira ao redor do Sol nas imediações da
trajetória de Júpiter, em sentido contrário ao dos
demais corpos. Simulações computacionais mostram
estabilidade na órbita desde a formação dos grandes
planetas, indica estudo no qual colaborou
pesquisadora da UNESP.

O Sistema Solar é muito mais vasto e complexo do que usualmente se supõe. Estima-se que o predomínio do campo gravitacional do Sol sobre os campos gravitacionais das estrelas próximas se estenda por cerca de dois anos-luz (125 mil unidades astronômicas). Isso significa que a luz emitida pelo Sol leva aproximadamente dois anos para alcançar os confins do Sistema Solar.

Nesse enorme nicho gravitacional, aninham-se e orbitam milhões de objetos: planetas, luas, cometas, asteroides, meteoroides etc. No conjunto, um objeto se diferencia de todos os demais, constituindo, por assim dizer, o “estranho no ninho”. Trata-se do asteroide (514107) 2015 BZ509,

Sua peculiaridade é ter trajetória retrógrada – isto é, orbitar o Sol em sentido contrário ao dos demais corpos. O sentido retrógrado do movimento combinado com a estabilidade da órbita pela idade do Sistema Solar legitimam a interpretação de que o (514107) 2015 BZ509 seja um objeto de origem extrassolar, capturado pelo campo gravitacional de Júpiter no final da época de formação dos planetas. Um estudo baseado em robusta simulação computacional corroborou agora essa hipótese. Artigo a respeito foi publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters.

Maria Helena Moreira Morais, professora do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Rio Claro, e coautora do artigo com Fathi Namouni do Observatoire de la Côte d’Azur (França), teve sua participação no estudo apoiada pela FAPESP por meio do projeto “Tópicos de dinâmica orbital e métodos de aprendizagem de máquinas para análise de dados de sistemas planetários”.

“Nós já havíamos construído uma teoria que explica o movimento desse asteroide. E, em 2017, publicamos um artigo a respeito na revista Nature (leia mais em http://agencia.fapesp.br/25166/).

“Para tentar compreender a origem do objeto, fizemos depois simulações em larga escala, que resultaram no novo artigo que saiu agora na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society: Letters”, disse Morais à Agência FAPESP.

A necessidade da simulação em larga escala se deve a dois fatores: primeiro, à margem de erro nas observações astronômicas relativas às órbitas dos corpos celestes; segundo, ao fato de que a interação gravitacional com os planetas do Sistema Solar introduz nos movimentos um componente caótico, de forma que uma diferença muito pequena nas condições iniciais pode resultar em diferenças enormes ao cabo de bilhões de anos.

“Para superar esses problemas, tivemos que fazer um estudo estatístico muito pesado, simulando um milhão de órbitas. Estudos nessa escala nunca haviam sido feito antes. Geralmente, as simulações consideram, no máximo, mil possibilidades”, disse a pesquisadora.

As simulações incluíram o efeito gravitacional dos planetas e também o efeito gravitacional da Galáxia, porque, para objetos afastados do Sol, esse componente se torna relevante. E permitiram retraçar a trajetória de (514107) 2015 BZ509 há 4,5 bilhões – época correspondente ao final da fase de formação dos planetas. Verificou-se que sua órbita permaneceu estável desde então, dentro dos limites da margem de erro.

Isso permitiu diferenciar claramente o (514107) 2015 BZ509 de outros asteroides em órbitas retrógradas, pertencentes ao grupo dos Centauros. Estes são asteroides comuns que foram arremessados para os confins do Sistema Solar, para a região denominada Nuvem de Oort, devido à instabilidade gravitacional provocada pelo rápido crescimento dos planetas gigantes.

As trajetórias desses Centauros tinham inicialmente o mesmo sentido das trajetórias dos demais corpos do Sistema Solar. Mas, devido à extrema distância em relação ao Sol, passaram a sofrer relevante influência gravitacional da Galáxia, que alterou seu movimento, fazendo com que alguns deles se tornassem retrógrados. Esse processo demorou cerca de 1 bilhão de anos. Depois, alguns Centauros foram puxados de volta para a região de influência dos planetas gigantes.

O estudo estatístico mostrou que nada disso ocorreu com o (514107) 2015 BZ509. Ele ocupa estavelmente a faixa correspondente à órbita de Júpiter há pelo menos 4,5 bilhões de anos. É um coorbital retrógrado de Júpiter.

“A conclusão que se impõe é que esse asteroide não se originou no Sistema Solar. Ele deve ter-se desgarrado do sistema de uma estrela vizinha e sido capturado pelo poderoso campo gravitacional de Júpiter. É o sincronismo com Júpiter que confere estabilidade à sua órbita”, disse Morais.

Oumuamua, Um Asteroide Extrassolar

A migração de objetos de um sistema para outro não é impossível. O Sol formou-se em conjunto com outras estrelas num berçário estelar e assim a densidade de estrelas nas vizinhanças do Sol no passado era maior do que hoje. As estrelas vizinhas afastaram-se posteriormente. Estudos recentes mostram que a própria nuvem de Oort pode ser constituída em parte por objetos capturados de outras estrelas na infância do Sistema Solar.

“No fim de 2017, nosso sistema foi visitado por outro asteroide extrassolar, o Oumuamua [cujo nome significa “mensageiro de longe que chega primeiro” em havaiano]. Mas veio com tanta velocidade que a atração do Sol provocou em sua trajetória apenas um pequeno encurvamento, tornando-a hiperbólica. Precisaria ter vindo com menos velocidade para que a trajetória se tornasse elíptica e fosse assim capturado pelo Sistema Solar”, disse Morais.

O estudo do (514107) 2015 BZ509 não se encerrou. De fato, está apenas começando. Esse objeto é testemunha da infância do Sistema Solar. E poderá fornecer informações preciosas sobre o ambiente existente nas cercanias do Sol quando o Sistema se formou.

“Talvez possamos avançar ainda mais, se conseguirmos determinar sua composição química. Dado que os sistemas estelares têm composições químicas distintas, asteroides imigrantes, como o (514107) 2015 BZ509, podem ter enriquecido o Sistema Solar com elementos que não existiam aqui originalmente. E, assim, possivelmente contribuído para o surgimento da vida na Terra”, disse Morais.

O artigo An interstellar origin for Jupiter’s retrograde co-orbital asteroid (doi:10.1093/mnrasl/sly057), de F. Namouni e M. H. M. Morais, está disponível em https://academic.oup.com/mnrasl/article-abstract/477/1/L117/4996014?redirectedFrom=fulltext.

O movimento de 2015 BZ509 (linha vermelha)
relativo ao de Júpiter (círculo pequeno azul)
repete-se a cada seis anos, sempre evitando
colisão com o planeta. Júpiter e o asteroide
dão uma volta completa ao redor do Sol
(círculo amarelo) a cada 12 anos. O movimento
relativo está projetado no plano da órbita
de Júpiter. O asteroide move-se próximo,
mas não exatamente nesse plano.


Fonte: Site da Agência FAPESP

GSI-PR Publica no DOU Portarias do PEB

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) do dia (03/05) publicou duas portarias do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR), designando os membros, titulares e suplentes, da Secretaria de Apoio Técnico-Administrativo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) e do Grupo Técnico do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro Abaixo seguem as portarias como publicadas no DOU.

Duda Falcão

GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL
PORTARIAS DE 2 DE MAIO DE 2018

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas pelos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no inciso II do art. 15 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018, resolve:

Nº 43 - Art. 1º Designar os membros, titulares e suplentes, da Secretaria de Apoio Técnico-Administrativo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro - CDPEB, instituída na forma do art. 14 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018:

I - da Casa Civil da Presidência da República:
a) Titular: Luiz Carlos de Azevedo; e
b) Suplente: Paula Simonetti.

II - do Ministério da Defesa:
a) Titular: Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando Aguiar; e
b) Suplentes: Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Barros Chã, Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos, Brigadeiro do Ar Vincent Dang, Brigadeiro Engenheiro Augusto Luiz de Castro Otero, Brigadeiro do Ar R1 André Luiz Fonseca e Silva e Coronel Aviador Paulo César Andari.

III - do Ministério das Relações Exteriores:
a) Titular: Embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho; e
b) Suplente: Ministro Reinaldo José de Almeida Salgado.

IV - do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão:
a) Titular: Cíntia Aparecida de Moura e Lima; e
b) Suplente: Bruno Santos Silva.

V - do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações:
a) Titular: Leila de Morais; e
b) Suplentes: Henrique Fernandes Nascimento e Michele Cristina Silva Melo.

VI - do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República:
a) Titular: Contra-Almirante Noriaki Wada; e
b) Suplente: Major-Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas pelos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e tendo em vista o disposto no §2º do art. 22 do Anexo da Resolução nº 1 - GSI/PR, de 1º de março de 2018, resolve:

Nº 44 - Art. 1º Designar o Brigadeiro do Ar JOSÉ AGUINALDO DE MOURA como membro titular do Grupo Técnico do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro responsável pela elaboração de proposta de recomposição do quadro de pessoal do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa, constituído pela Resolução nº 10 - CDPEB, de 1º de março de 2018, em substituição ao Brigadeiro do Ar R1 Carlos Antônio de Magalhães Kasemodel.

Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação

SERGIO WESTPHALEN ETCHEGOYEN”

Bom leitor, note que apesar da participação do MCTIC, a Agência Espacial de Brinquedo (AEB) do pífio e incompetente Sr. José Raimundo Braga Coelho, mais uma vez ficou de fora, isolada e cada vez mais perdendo prestígio politico dentro do Governo TEMER.

Realmente é uma pena leitor. Quando da criação desta agencia em 1994 eu fui um dos que aplaudiram esta iniciativa, por acreditar que desvincular a imagem do PEB dos militares poderia melhorar internacionalmente a imagem do programa, o que facilitaria em muito parcerias internacionais para o rápido desenvolvimento do setor.

Entretanto o que se viu na realidade com os passar dos anos foi que o prestigio politico e o desempenho técnico e organizacional desta agencia foi para as cucuias, graças a gestões de razoáveis a péssimas (como a atual) que infelizmente transformaram este órgão em uma tremenda piada hoje comandada por um completo banana que tem como plano mestre não largar o osso e terminar seus últimos dias no cargo. Isto é, caso não tenha ninguém com bolas neste Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) para tirá-lo de lá.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) – Seção 2 - pág. 03 - 03/05/2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Grupo Zenith Divulga Vídeo da Campanha de Lançamento da Garatéa-3

Olá leitor!

Como anunciado pelo Blog, no dia 22/04, o fantástico “Grupo Zenith” da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC-USP), lançou com êxito a sua terceira sonda cientifica (quarta no geral) concluindo uma vez mais com sucesso a sua jornada à estratosfera terrestre. (saiba mais aqui).

Pois então amigo leitor, acontece que recentemente o Grupo Zenith liberou o vídeo da campanha de lançamento da Garatéa-3 (como a sonda foi denominada) que trazemos agora para aqueles que ainda não viram.


O Blog BRAZILIAN SPACE não se cansa de elogiar e reconhecer o grande trabalho que essa galerinha do Grupo Zenith vem realizando com todos os projetos que compõem o Programa GARATÉA (Sonda científica Garatéa (I, II,e III), Garatéa-E (I), Garatéa-ISS, a Gincana Galileu de Astronomia e o projeto mais significativo de todos, ou seja, o da Sonda Lunar Garatéa-L).

Toda esta iniciativa fruto inicial do desejo do Eng. Lucas Fonseca de dar retorno à sociedade responsável pela sua formação acadêmica, o Programa GARATÉA caro leitor é o resultado de um grande esforço conjugado deste engenheiro junto com professores e alunos da EESC-USP e de outras instituições, demonstrando com isso que, quando se há seriedade, unidade de grupo, dinamismo e competência, as coisas acontecem, quando não, bom a AEB e seu pífio presidente que o digam.

Duda Falcão

País Começa a Construir Satélite 100% Feito Pela Indústria Nacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante e surpreendente matéria postada hoje (21/05) no site do jornal “Folha de São Paulo”, destacando que o Brasil começará a partir de hoje a construir Satélite 100% feito pela Indústria Nacional.

Duda Falcão

CIÊNCIA - INOVAÇÃO

País Começa a Construir Satélite
100% Feito Pela Indústria Nacional

Orçado em quase R$ 8 milhões, equipamento será usado na agricultura

Por Marcelo Toledo
Jornal Folha de São Paulo
21 de maio de 2018 às 10h05

Ribeirão Preto (SP) Começará a ser desenvolvido a partir desta segunda-feira (21) o projeto-piloto do primeiro satélite 100% feito pela indústria nacional.

Com a assinatura do contrato para o projeto, em Florianópolis (SC), a unidade EMBRAPII Instituto SENAI de Inovação e a empresa VISIONA Tecnologia Espacial iniciarão o desenvolvimento de um programa orçado em R$ 7,8 milhões, dos quais 2,6 milhões serão financiados sem reembolso pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

O objetivo é colocar o satélite em órbita a partir de 18 meses, após o desenvolvimento do segmento espacial e do sistema de terra – com estação para controle e rastreio do satélite -, e utilizá-lo para experiências a partir da coleta de dados e imagens.

Foto: Adriano Vizoni / Folhapress
Jorge Almeida Guimarães, diretor-presidente
da EMBRAPII, de pesquisa e desenvolvimento.

Além de o país avançar na indústria espacial, entre as possibilidades estão o monitoramento da agricultura e da pecuária em locais afastados, o controle de frotas de ônibus escolares e até mapas de calor para definir a distribuição de unidades de ensino em determinado lugar.

De acordo com Pierre Mattei, diretor de inovação do SENAI de Santa Catarina, com o projeto o país poderá avançar em seu nível de maturidade para as tecnologias que faltam ao Brasil. “É um projeto absolutamente estratégico, vai permitir geração de empregos e produtos de alto valor agregado, que vão gerar impostos”, afirmou.

O satélite será o primeiro a ser desenvolvido pela indústria, mas outros do gênero já foram feitos no país, segundo ele. “Temos alguns 100% nacionais feitos por universidades, mas a indústria nunca lançou um satélite completo, feito totalmente pela indústria nacional”, disse.

A intenção é desenvolver um satélite de pequenas dimensões que atinja 600 km de altitude – considerada baixa – e tenha peso de 11 quilos.

SEM FOGUETE

Um empecilho para definir a data exata do lançamento é o fato de o Brasil não dispor de um foguete lançador. “Vamos olhar no mundo quais foguetes serão lançados em 18 meses, verificar um disponível e aí o contratamos, a partir da altura e formato que desejamos”, afirmou Mattei.

Diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Almeida Guimarães disse que o satélite terá enorme importância para a agricultura de precisão e para as cidades inteligentes. “Muitos setores serão beneficiados com esse tipo de atividade. Esse projeto fazia muita falta, pois o Brasil precisa desenvolver seus próprio satélites”, disse.

EMBRAPII está em seu quarto ano de operação e prevê ultrapassar nos próximos quatro meses o montante de R$ 1 bilhão aplicados em inovação. Em 2015, eram 10 as empresas beneficiadas e, hoje, são 340. “Passamos de 9 projetos para 470, e de R$ 10 milhões para R$ 740 milhões aplicados no período”, afirmou.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 21/05/2018

Comentário: Pois é leitor, realmente uma notícia animadora para as atividades espaciais do país. Entretanto, o envolvimento desta “VISIONA Tecnologia Espacial” (empresa esta condutora do projeto do inseguro trambolho espacial SGDC-1) me causa grande preocupação e dúvidas sobre a lisura deste contrato. Tomara mesmo leitor (e vou ficar na torcida) de que todo o processo deste projeto seja realizado com lisura e somente por empresas 100% nacionais, coisa que, com o envolvimento desta VISIONA, sinceramente eu duvido muito que aconteça. Aproveitamos para agradecer ao Eng. Lucas Fonseca pelo envio desta notícia.

Associação COBRUF Abre Inscrições Para as Suas Competições 2018

Olá leitor!

A Associação COBRFUF anunciou recentemente em sua página oficial no Facebook as inscrições para as cinco Competições Aeroespaciais COBRUF Betas de 2018 (trajes espaciais, cubesats, drones, rovers e submarinos robóticos).

Segundo o seu incansável e determinado presidente, o jovem Emersson Nascimento, esta associação acredita fortemente que suas as competições ajudarão a impulsionar a capacidade de exploração espacial do país, e ao mesmo tempo darão acessibilidade e oportunidade a estudantes para contribuírem com missões inspiradoras de vanguarda para exploração pacífica do espaço sideral.

Ainda segundo seu jovem presidente, a Associação COBRUF teve muito cuidado para que essas competições nunca sejam fins em si mesmas, mas sim ferramentas para unir grandes mentes e contribuir efetivamente na solução de problemas reais do mercado espacial internacional. Somado a isso, será também incentivado o desenvolvimento de tecnologias duais, ou seja, com potencial aplicação comercial e social também em outros setores, como medicina, robótica, comunicações, inteligência artificial, indústrias aeronáutica, automobilística e marítima, sensoriamento remoto, e vários outros.

Vale  dizer que todas estas competições são internacionais, 100% virtuais (teoria e simulação) e online, para facilitar a acessibilidade das equipes, que terão assim custo mínimo e bastante divulgação. Todas as apresentações técnicas serão transmitidas! A Associação COBRUF  se esforçou muito para que estas novas competições sejam acessíveis a equipes, principalmente àquelas que não tenham muito apoio ou experiência, podendo ser um meio para ajudar as mesmas a se estruturarem e se consolidarem.

Finalizando o preço da inscrição é por equipe, sendo interessante que os interessados leiam com atenção o FAQ do site para tirar algumas dúvidas e anseios frequentes. Para maiores informações e inscrições visitem o link: https://www.facebook.com/Cobruf/posts/992067584290731

Duda Falcão

domingo, 20 de maio de 2018

CIA Espionou Brasil Também na Área Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (20/05) no site “Jornal do Brasil” destacando que a CIA americana espionou o Brasil também na área espacial.

Duda Falcão

PAÍS

CIA Espionou Brasil Também na Área Espacial

EUA usaram satélites para tirar fotos do complexo industrial militar brasileiro

Jornal do Brasil
20/05 às 08h08
Atualizada em 20/05 às 08h20

A Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos usou satélites para espionar o programa espacial brasileiro e o complexo industrial militar do País de 1978 a 1988. Documentos desclassificados pelo governo americano em dezembro de 2016 mostram análises de fotos aéreas das instalações de fábricas, da base de lançamentos de foguetes em Natal (RN) e do campo de provas de armamentos da Serra do Cachimbo, onde a Força Aérea Brasileira (FAB) construía um poço que poderia ser usado em testes de artefatos nucleares. 

Além de satélites, os papéis mostram que os adidos de defesa e a embaixada americana dispunham de uma rede de informantes que permitiu aos Estados Unidos saber detalhes das negociações secretas entre Brasil e Arábia Saudita e das vendas de blindados e foguetes para o regime de Saddam Hussein, no Iraque, e para a Líbia, governada então por Muamar Kadafi. Os americanos temiam que, por meio dessas vendas, a tecnologia ocidental fosse parar nas mãos da União Soviética. Tinham ainda restrições às entregas a nações hostis aos Estados Unidos, mas também enxergavam uma vantagem: o equipamento brasileiro podia roubar dos russos mercados inacessíveis a Washington.

O CTA, em São José dos Campos, foi uma das
unidades brasileiras espionadas pela CIA.

Produzido pelo Centro Nacional de Interpretação Fotográfica, o relatório com o título Alcance de Mísseis: Instalações Mísseis Estratégicos SSM (Míssil Terra-Terra) lista dez locais de interesse da espionagem americana. O primeiro a ser fotografado foi a Base Aérea de São José dos Campos (SP). 

Na mesma cidade, os satélites registraram o Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e a fábrica da Avibrás, que participava dos projetos de foguetes militares. Na vizinha Santa Branca, outra área da Avibrás foi vigiada, assim como em Piquete, uma fábrica de explosivos - os americanos pensavam que ali seria feito o combustível sólido do foguete meteorológico Sonda IV e do VLS (Veículo Lançador de Satélites).

O relatório de novembro de 1982 usa fotos da Base Aérea de Natal e de sua área de lançamento de foguetes e, por fim, do campo de teste de arma do Cachimbo. Os americanos previam que, em 1988, o País teria condições de lançar o VLS - ele só seria lançado em 1997 e seria abandonado após explodir em 2003 na Base Aérea de Alcântara, no Maranhão, deixando 21 mortos.

Os satélites americanos também espionaram a Engesa, maior indústria de armamentos brasileira. Fabricante dos blindados Cascavel e Urutu, a empresa brasileira pretendia produzir o tanque pesado Osório. Em 25 de agosto de 1978, o satélite identificou pela primeira vez na fábrica, em São José dos Campos, oito Urutus e um Cascavel. O Brasil passou a vender esses blindados a países como Líbia, Iraque e Colômbia.

Em 1980 e em 1984, a CIA fez relatórios acusando o Brasil de não se importar com o destino final das armas. No papel de 1984, os americanos analisavam as vulnerabilidades da indústria bélica brasileira. A principal delas, segundo a CIA, era depender de vendas externas. Qualquer corte de compras podia ser letal para ao setor.

Por fim, o documento revelava que o Brasil teria feito um acordo secreto em janeiro de 1984,de US$ 2 bilhões, para desenvolver e produzir o tanque Osório para a Arábia Saudita. Só três meses depois os dois governos tornariam público um protocolo de cooperação militar, assinado em Brasília pelo ministro da defesa saudita, o príncipe Sultan Ibn Abdulaziz. Em 1989, os governos anunciariam a produção do Al Fahad, a versão saudita do Osório, que acabou não se concretizando - os sauditas compraram o tanque americano Abrams. Os Estados Unidos estavam certos: a quebra do acordo com os árabes foi letal à Engesa, que foi à falência em 1993. (Estadão Conteúdo)

De Olho no ‘Hexágono’ Nacional

Nos anos 80, a espionagem dos Estados Unidos estava interessada mesmo era em saber o que se fazia no secreto Instituto de Estudos Avançados, o IEAv, agregado ao então Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos. Uma análise da Agência de Inteligência da Defesa, uma espécie de CIA militar, vazada em 1983, trazia o título Frente ao Pentágono, um Hexágono, e dizia que o plano brasileiro de construir armas nucleares passava pelas atividades desenvolvidas naquele prédio de seis faces.

O analista americano destacava a preocupação com a pesquisa para enriquecer urânio com o uso de lasers - um raro conhecimento, mais eficiente e rápido na tarefa de separar o U-235 adequado à produção do combustível dos reatores geradores de energia ou de bombas.

O documento destacava peculiaridades das instalações subterrâneas do IEAv e de um grande salão que abrigava o supercomputador Cray, único desse tipo na América Latina. Havia, sim, o plano secreto, com atribuições divididas entre os centros de investigação científica da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Era considerado paralelo ao programa nuclear oficial, de 1975, resultado de um acordo entre os governos do Brasil e da Alemanha.

Em 1988, com a extinção da estatal Nuclebrás, por determinação do ex-presidente José Sarney, a empreitada do sigilo foi regularizada. A meta da construção de artefatos explosivos acabou sendo cancelada no mesmo ano. Entretanto, a essa altura o país já dominava toda a tecnologia do ciclo do urânio, mas não pela via do laser. O método adotado na época, e ainda hoje, emprega máquinas de ultracentrifugação - que não foram citadas no documento.


Fonte: Site jornal do Brasil – http://www.jb.com.br

Comentário: Kkkkkkkkk, grande novidade e olha que o verbo foi conjugado no tempo errado, não espionou e sim espiona e com muita facilidade. A CIA faz o papel dela como faz no mundo todo, e não seria logo no quintal dos americanos que eles deixariam de fazer isso, principalmente sendo os governos brasileiros formados por corruptos, incompetentes, debiloides e populistas de merda. A CIA defende os interesses e a segurança do povo americano, como nós deveríamos fazer com o nosso povo e não fazemos, então não é de se admirar que isso tenha ocorrido e muito menos deveríamos estar agora chorando e maldizendo os americanos. Quem planta leitor colhe, e quem procura acha. A própria debiloide ogra facilitou as atividades da CIA no Brasil quando permitiu a instalação de um centro de pesquisa da Boeing em São José dos Campos (creio eu), quando todo mundo sabia que esse centro não passava de fachada funcionando como uma base da CIA no vale de alta tecnologia espacial do país. Não temos um sistema eficiente de contra-inteligência efetivo no Brasil (na época dos militares era um pouco melhor) como naturalmente deveria existir, muito provavelmente por medo desses vermes de que uma agencia como esta também atuaria investigando a própria participação desses vermes (políticos e servidores) vendendo informações a CIA ou mesmo a outras agencias de inteligência e do crime organizado internacional que atuam dentro do Brasil. Seria o mesmo que cagar no prato onde comem. Agradecemos a nosso leitor Bernardino Silva pelo envio dessa matéria.

Telebras Mostra Ata de Negociação Com Empresa Após Fracasso do Chamamento Público

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (19/05) no site “TELETIME” destacando que a Telebras mostra ata de negociação com empresa após fracasso do chamamento público.

Duda Falcão

SATÉLITE

Telebras Mostra Ata de Negociação
Com Empresa Após Fracasso
do Chamamento Público

Por Samuel Possebon
Sábado, 19 de maio de 2018 , 01h17


A Telebras encaminhou nota a este noticiário rebatendo pontos de um posicionamento do SINDISAT também encaminhado a TELETIME, que por sua vez rebatia pontos de uma entrevista do presidente da estatal, Jarbas Valente, publicada no início da semana. No jogo de notas oficiais, contudo, a Telebras optou por incluir um documento para sustentar seus argumentos. Trata-se de uma página extraída da ata de uma reunião realizada no final do ano passado com uma das empresas que, segundo a estatal, negociavam de maneira individual a utilização do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC). Jarbas Valente havia afirmado a este noticiário que a Telebras abriu negociações com pelo menos oito empresas depois que o chamamento público para exploração do SGDC ficou vazio.

Segundo a Telebras, o documento (cuja íntegra está disponível aqui) contradiz o que afirmou o SINDISAT. Segundo o sindicato das empresas de satélite, as empresas que conversaram com a estatal não teriam conhecimento de que as reuniões eram de negociação para uma parceria. Ainda segundo o sindicato, a Telebras nunca deu a entender que não faria outro chamamento, e que as conversas visavam apenas definir os parâmetros para um novo procedimento público. A ata, contudo, mostra que a Telebras buscava uma parceria, com base no item da Lei 13:303/2016 (Lei das Estatais) que prevê dispensa de licitação, e pedia uma proposta com base nas premissas definidas pelo conselho de administração, entre eles compartilhamento de receita, disponibilização de equipamentos e serviços e prazo de 10 anos, entre outros pontos.

Confira a íntegra da nota da Telebras:

"Nota ao Teletime

Em relação à manifestação do SINDISAT divulgada nesse veículo online, no último dia 16 de maio de 2018, sob o título "Para SINDISAT, legislação não permitiria contratação do SGDC sem licitação", a Telebras volta a reiterar que:

1. O Chamamento Público nº 02/2017 não é uma licitação. Foi um procedimento regido por regras do direito privado, com condições e regras criadas pela própria Telebras, única e exclusivamente para este procedimento. Importante ressaltar que nos termos da legislação aplicável, a Telebras nunca foi obrigada a realizar este procedimento competitivo. Optou por fazê-lo por acreditar, à época, ser possível prever critérios objetivos que, ao mesmo tempo, abarcassem os interesses do mercado e fosse aderente aos seus objetivos estratégicos. Isto foi fortalecido pela postura das empresas que participaram amplamente da construção do modelo até às vésperas do Chamamento Público;

2. O insucesso do Chamamento Público é consequência da inviabilidade de procedimento competitivo de escolha para a exploração de sua atividade finalística neste caso específico, inviabilidade cujas razões foram identificadas por estudos realizados após a sessão pública que não contou com apresentação de propostas;

3. Durante os estudos realizados após o insucesso do chamamento, verificou-se a existência de oportunidade única de negócios;

4. Não obstante, vale destacar que as premissas básicas que orientaram o Chamamento Público, que decorreram do Plano de Negócios do SGDC, permaneceram inalteradas no contrato de parceria. A título exemplificativo, o tamanho e formato dos lotes, os Compromissos Mínimos de Rede, a obrigatoriedade de iluminar todos os feixes, a prestação de serviço em todo o território nacional e a obrigatoriedade de atendimento ao PNBL continuam sendo premissas;

5. A Telebras recebeu propostas de parceria de empresas interessadas após o insucesso do chamamento, dentre as quais empresas filiadas ao SINDISAT, e nenhuma delas apresentou proposta viável, vantajosa e aderente aos objetivos estratégicos da Telebras. Além disso, todas as propostas recebidas seguiram lógica diversa daquela prevista no chamamento público;

6. A proposta da VIASAT foi a única totalmente aderente aos objetivos estratégicos, atendendo todas as premissas da Telebras, permitindo a formação de um modelo de negócios conjunto, calcado em sólidos fundamentos econômicos e que constituía verdadeira oportunidade única e específica de negócio para a Telebras;

7. Cabe ressaltar que não houve tratamento diferenciado à VIASAT. Pelo contrário, a Telebras recebeu propostas de várias empresas e deu o mesmo tratamento a todas;

8. Portanto, não é verdade a argumentação do SINDISAT de que as empresas que participaram desses encontros estariam contribuindo para a preparação de um novo edital de chamamento público. Todas elas estavam, sim, negociando com a Telebras. Fizeram propostas efetivas em busca da oportunidade de formação de parceria, o que pode ser comprovado com a ata anexa da reunião realizada com uma das grandes empresas, concorrentes da VIASAT, que procurou e negociou com a Telebras.

9. Vale ressaltar, por fim, que as propostas de parceria de empresas afiliadas ao SINDISAT, recebidas pela Telebras, previam custos de 30% a 300% acima dos valores alcançados por meio da parceria com a VIASAT para os Compromissos Mínimos de Rede, além de não atenderem o cronograma de ativação, os requisitos técnicos do SGDC, ou as premissas estratégicas da Telebras.

Assessoria de Comunicação da Telebras"


Fonte: Site www.teletime.com.br